{"id":1210,"date":"2020-06-22T19:54:32","date_gmt":"2020-06-22T22:54:32","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/4elementos\/?p=1210"},"modified":"2020-06-22T19:54:32","modified_gmt":"2020-06-22T22:54:32","slug":"botos-da-amazonia-preservacao-une-brasil-colombia-equador-e-peru","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/4elementos\/2020\/06\/22\/botos-da-amazonia-preservacao-une-brasil-colombia-equador-e-peru\/","title":{"rendered":"Botos da Amaz\u00f4nia: preserva\u00e7\u00e3o une Brasil, Col\u00f4mbia, Equador e Peru"},"content":{"rendered":"<p>Os botos da Amaz\u00f4nia, amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o, agora t\u00eam uma chance de sobreviv\u00eancia maior. U<span style=\"font-weight: 400\">ma proposta de preserva\u00e7\u00e3o, dentro de um plano regional para conserva\u00e7\u00e3o de botos no Brasil, Col\u00f4mbia, Equador e Peru, foi apresentada por representantes dos quatro pa\u00edses e revisada pela Comiss\u00e3o Baleeira Internacional (CBI). O plano visa mitigar amea\u00e7as enfrentadas pelos botos na regi\u00e3o e \u00e9 um marco importante para o grupo de Organiza\u00e7\u00f5es N\u00e3o Governamentais (ONGs) que comp\u00f5em a Iniciativa dos Botos da Am\u00e9rica do Sul (Sardi, na sigla em ingl\u00eas).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ap\u00f3s expedi\u00e7\u00f5es cient\u00edficas e an\u00e1lises de dados em busca de mais informa\u00e7\u00f5es sobre os cet\u00e1ceos de rio da Amaz\u00f4nia, a Sardi est\u00e1 celebrando mais um passo em dire\u00e7\u00e3o ao desenvolvimento de um plano de manejo de conserva\u00e7\u00e3o regional para proteger os botos nos rios Amazonas, Orinoco, Tocantins e Araguaia, que cobrem Brasil, Col\u00f4mbia, Equador e Peru.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201cEsses animais enfrentam uma infinidade de amea\u00e7as, incluindo captura acidental e mortalidade em redes de pesca, ca\u00e7a direcionada, perda de habitat, polui\u00e7\u00e3o, impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e dist\u00farbios sonoros\u201d, explicou Andrea Ram\u00edrez, diretora de Assuntos Marinhos e Costeiros e Recursos Aqu\u00e1ticos do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente da Col\u00f4mbia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Ram\u00edrez apresentou a proposta ao comit\u00ea cient\u00edfico da CBI e\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">destacou o apoio recebido pelas organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil dos quatro pa\u00edses que integram a\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">Sardi. A CBI \u00e9 a mais importante institui\u00e7\u00e3o cient\u00edfica internacional em se tratando de cet\u00e1ceos, assim o seu endosso \u00e9 um marco importante para a Sardi.<\/span><\/p>\n<h2><strong>Monitoramento\u00a0<\/strong><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">A iniciativa realizou um extenso trabalho, incluindo estimativas de abund\u00e2ncia e monitoramento por sat\u00e9lite de botos no Brasil, Bol\u00edvia, Col\u00f4mbia, Equador e Peru. Os integrantes da Sardi\u00a0 chamam a aten\u00e7\u00e3o para o perigo de amea\u00e7as como a constru\u00e7\u00e3o de barragens hidrel\u00e9tricas, que afetam a conectividade dos rios e, portanto, os movimentos dos golfinhos. Os resultados desses estudos foram fundamentais para o desenvolvimento da coopera\u00e7\u00e3o regional.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Fernando Trujillo, diretor da Funda\u00e7\u00e3o Omacha e membro do Comit\u00ea Cient\u00edfico da CBI, disse que o plano chega em um momento importante: h\u00e1 um ano a Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (IUCN) recategorizou o golfinho do rio Amazonas como amea\u00e7ado de extin\u00e7\u00e3o, o que destaca a urg\u00eancia para que sejam implementadas a\u00e7\u00f5es para sua conserva\u00e7\u00e3o. Ele acrescentou a import\u00e2ncia da coordena\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e legislativa a ser alcan\u00e7ada entre os\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">quatro pa\u00edses, \u201cpromovendo a\u00e7\u00f5es conjuntas que permitam contrariar fatores que amea\u00e7am a\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">sobreviv\u00eancia dessas esp\u00e9cies, como contamina\u00e7\u00e3o por merc\u00fario, desmatamento e perda de\u00a0<\/span><span style=\"font-weight: 400\">conectividade fluvial\u201d.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">\u201c\u00c9 not\u00e1vel que, em tempos de pandemia, quatro pa\u00edses continuaram trabalhando juntos e articularam a\u00e7\u00f5es para garantir a sobreviv\u00eancia dos botos no continente.Tamb\u00e9m ser\u00e3o implementados planos de envolver parceiros na Bol\u00edvia e na Venezuela\u201d, assinalou Saulo Usma, especialista em \u00c1gua Doce do WWF-Col\u00f4mbia. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">O plano representa um grande desafio, pois a \u00e1rea geogr\u00e1fica onde ser\u00e1 implementado corresponde a tr\u00eas bacias hidrogr\u00e1ficas com aproximadamente 9 milh\u00f5es de km\u00b2.<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os botos da Amaz\u00f4nia, amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o, agora t\u00eam uma chance de sobreviv\u00eancia maior. 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