{"id":1174,"date":"2020-06-12T17:24:21","date_gmt":"2020-06-12T20:24:21","guid":{"rendered":"http:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/4elementos\/?p=1174"},"modified":"2020-06-12T17:24:21","modified_gmt":"2020-06-12T20:24:21","slug":"mpf-apura-desmatamento-do-territorio-quilombola-kalunga-em-cavalcante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/4elementos\/2020\/06\/12\/mpf-apura-desmatamento-do-territorio-quilombola-kalunga-em-cavalcante\/","title":{"rendered":"MPF apura desmatamento do territ\u00f3rio quilombola Kalunga em Cavalcante"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-weight: 400\">O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) est\u00e1 apurando o desmatamento ilegal de cerca de mil hectares do territ\u00f3rio quilombola denominado S\u00edtio Hist\u00f3rico do Patrim\u00f4nio Cultural Kalunga, em Cavalcante (GO), na Chapada dos Veadeiros. A apura\u00e7\u00e3o foi aberta a partir de not\u00edcias veiculadas na imprensa acerca da opera\u00e7\u00e3o desencadeada, no \u00faltimo 4 de junho, pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustent\u00e1vel do Estado de Goi\u00e1s (Semad) e Delegacia Estadual de Repress\u00e3o a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), quando se identificou o crime ambiental.<\/span><\/p>\n<figure id=\"attachment_1175\" aria-describedby=\"caption-attachment-1175\" style=\"width: 400px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-1175\" src=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/4elementos\/wp-content\/uploads\/sites\/53\/2020\/06\/arte-secom-pgr-1.png\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"266\" srcset=\"https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/4elementos\/wp-content\/uploads\/sites\/53\/2020\/06\/arte-secom-pgr-1.png 400w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/4elementos\/wp-content\/uploads\/sites\/53\/2020\/06\/arte-secom-pgr-1-300x200.png 300w, https:\/\/blogs.correiobraziliense.com.br\/4elementos\/wp-content\/uploads\/sites\/53\/2020\/06\/arte-secom-pgr-1-230x153.png 230w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-1175\" class=\"wp-caption-text\">Arte: Secom PGR<\/figcaption><\/figure>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">De acordo com dados iniciais extra\u00eddos de compara\u00e7\u00f5es feitas por imagens de sat\u00e9lite, foram desmatados efetivamente cerca de 530 hectares e h\u00e1 ind\u00edcios de desmatamento de outros 267 hectares de \u00e1rea da Fazenda Alagoas \u2014 propriedade particular n\u00e3o desapropriada e inserida no interior do territ\u00f3rio Kalunga \u2014, mais precisamente nas proximidades da nascente do Rio da Prata, em Cavalcante. O dano ainda teria alcan\u00e7ado parte da \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA) de Pouso Alto.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Segundo moradores da regi\u00e3o, o desmatamento foi feito com o uso de \u201ccorrent\u00e3o\u201d, t\u00e9cnica em que correntes presas a tratores suprimem, rapidamente, a vegeta\u00e7\u00e3o. Seu uso, no entanto, \u00e9 considerado agressivo ao meio ambiente e coloca animais e plantas em risco. De acordo com as informa\u00e7\u00f5es levantadas at\u00e9 agora, a Fazenda Alagoas teria sido arrendada, em abril deste ano, a uma fazendeira de Catal\u00e3o (GO) pela Agropecu\u00e1ria do Rio Prata, pertencente aos irm\u00e3os Gustavo, Francisco e Cristina Figueiredo Bannwart.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em entrevista, a secret\u00e1ria da Semad, Andrea Vulcanis, informou que n\u00e3o foram expedidas licen\u00e7as para o desmate na regi\u00e3o e que a mata estava absolutamente preservada antes da a\u00e7\u00e3o dos tratores e dos \u201ccorrent\u00f5es\u201d. Durante a opera\u00e7\u00e3o, foram apreendidas 300 toneladas de calc\u00e1rio, min\u00e9rio utilizado para controle do solo em explora\u00e7\u00e3o agr\u00edcola.<\/span><\/p>\n<h2><strong>Despacho<\/strong><\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">No <\/span><a href=\"http:\/\/www.mpf.mp.br\/go\/sala-de-imprensa\/docs\/not2500%20-%20despacho.pdf\"><span style=\"font-weight: 400\">despacho<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\"> que instaura a apura\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito do MPF, o procurador da Rep\u00fablica Daniel C\u00e9sar Azeredo Avelino refor\u00e7a a legitimidade da atua\u00e7\u00e3o do MPF no caso, ainda que se trate de \u00e1rea particular e que a preserva\u00e7\u00e3o do Rio Prata e da APA Pouso Alto esteja sob fiscaliza\u00e7\u00e3o do estado de Goi\u00e1s. \u201cA princ\u00edpio e num primeiro momento, o caso atrai o interesse federal, porquanto toda a \u00e1rea de terras delimitada pelo Relat\u00f3rio T\u00e9cnico de Identifica\u00e7\u00e3o e Delimita\u00e7\u00e3o (RTID) do Incra serve para garantir a regulariza\u00e7\u00e3o das terras quilombolas do pa\u00eds\u201d, esclarece o procurador. Tamb\u00e9m, para ele, a apura\u00e7\u00e3o em \u00e2mbito federal \u00e9 de interesse da Uni\u00e3o em raz\u00e3o da grande extens\u00e3o do dano ambiental, com evidente preju\u00edzo \u00e0 comunidade quilombola Kalunga.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Como primeira medida, o MPF determinou \u00e0 Pol\u00edcia Federal (PF) a instaura\u00e7\u00e3o de inqu\u00e9rito para a coleta de provas. De imediato, ordenou como dilig\u00eancias iniciais a realiza\u00e7\u00e3o de vistoria in loco na Fazenda Alagoas, no interior do territ\u00f3rio quilombola Kalunga, com o objetivo de apurar a extens\u00e3o do dano ambiental e as suas poss\u00edveis causas; obter informa\u00e7\u00f5es e solicitar compartilhamento de elementos de prova junto \u00e0 Semad e \u00e0 Dema; promover a oitiva de Gustavo, Francisco e Cristina Figueiredo Bannwart, bem como a identifica\u00e7\u00e3o e oitiva da fazendeira do munic\u00edpio de Catal\u00e3o (GO), que teria arrendado a fazenda.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400\">Em 4 de junho, o Correio Braziliense fez a den\u00fancia. Leia <\/span><a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/app\/noticia\/cidades\/2020\/06\/04\/interna_cidadesdf,861027\/quilombolas-denunciam-desmatamento-ilegal-sitio-historico-na-chapada.shtml\"><span style=\"font-weight: 400\">aqui<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400\">.\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal (MPF) est\u00e1 apurando o desmatamento ilegal de cerca de mil hectares do territ\u00f3rio quilombola denominado S\u00edtio Hist\u00f3rico do Patrim\u00f4nio Cultural Kalunga, em Cavalcante (GO), na Chapada dos Veadeiros. 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