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Bolsonaro convoca militares para traçar enfrentamento a Lula

Publicado em Economia

O presidente da República, Jair Bolsonaro, que preferiu o silêncio no dia da saída de Lula da prisão, convocou, neste sábado, 9 de novembro, uma reunião de emergência com os ministros militares e com os chefes das Forças Armadas.

 

A reunião coincidiu com o discurso do ex-presidente no ABC paulista. Lula, como era esperado, partiu para cima de Bolsonaro, a quem acusou de “governar para os milicianos”.

 

O clima de tensão no governo é visível, apesar de integrantes da alta cúpula do Palácio do Planalto assegurar que Bolsonaro está tranquilo em relação à saída de Lula da prisão.

 

Pelo Twitter do presidente, é possível ver que essa alegada tranquilidade não existe. Em várias mensagens, Bolsonaro se referiu ao petista, sem citá-lo, com bandido e canalha. Depois, nomeou o adversário: “Lula está solto, mas continua com todos os crimes dele nas costas”.

 

Radicalização

 

A partir de agora, o país deve se preparar para a radicalização total entre a esquerda e a direita. Ataques de ambos os lados tendem a ser cada vez mais virulentos, com impactos pesados no país.

 

O governo está com muitos projetos no Congresso em fase de análise, mas, se sentido fortalecida, a oposição pode criar muitas dificuldades, sobretudo se integrantes de partidos de centro, descontentes com Bolsonaro, resolverem aderir ao movimento contrário ao Planalto.

 

No discurso deste sábado no ABC, Lula demonstrou que elegeu a economia para atacar o governo. Ele falou, sobretudo, do elevado desemprego que atinge o país e do aumento da pobreza extrema.

 

O governo contava justamente como a ligeira melhora da economia para convencer os parlamentares de que a aprovação do pacote apresentado pelo ministro Paulo Guedes é vital para recolocar de vez o Brasil na rota do crescimento.

 

Quem gosta de acompanhar o jogo político deve preparar os nervos. A temperatura vai subir demais. Tomara que os dois lados tenham juízo para não empurrar a fatura de suas diferenças justamente no colo dos mais pobres.

 

Brasília, 16h05min