GasolinaIra Foto: Rafaela Gonçalves/ CB.Press

Acredite: tem gasolina por até R$ 3,679 o litro

Publicado em Economia

Quase sem clientes e com os estoques elevadíssimos, os postos de gasolina resolveram, pela primeira vez em anos, repassar aos consumidores a maior parte das reduções de preços dos combustíveis feitas pela Petrobras nas refinarias. Há postos vendendo gasolina por R$ 3,679 o litro pelo App e em dinheiro.

 

Na maioria dos postos, os preços estão em R$ 3,899, o que, para os consumidores, já é um alívio. Segundo um gerente de um estabelecimento, é melhor reduzir as margens de lucro agora e vender “alguma coisa”, do que não ter faturamento suficiente para pagar funcionários e cobrir os demais custos.

 

“Estamos fazendo de tudo para atrair os poucos motoristas que estão circulando”, diz o mesmo gerente. Ele ressalta que a redução dos horários de funcionamento dos postos já deu um alívio nas despesas. “Mas será bem difícil fechar as contas nesses tempos de coronavírus”, frisa.

 

O consumo caiu entre 50% e 80%, dependendo do posto, desde que o Governo do Distrito Federal determinou o isolamento social para tentar conter a disseminação da Covid-19, que está fazendo estragos mundo afora e já matou mais de 200 pessoas no Brasil.

 

“Está difícil para todo mundo”, ressaltou outro gerente. “Até os motoristas de transporte por aplicativos desapareceram. E com razão. Está todo mundo com medo de pegar esse coronavírus. As notícias que a gente recebe são assustadoras”, emenda.

 

Momento favorável

 

A Petrobras vem reduzindo os preços dos combustíveis nas refinarias por causa da forte baixa do petróleo no mercado internacional. A cotação do barril do óleo tem se situado próxima de US$ 20. A estatal só não derrubou mais os valores porque outro componente dos preços nas refinarias, o dólar, se mantém acima de R$ 5.

 

“Há muito tempo não via um momento tão favorável para os motoristas. Pena que isso esteja acontecendo em um momento tão difícil para todos, em que corremos o risco de pegar uma doença para a qual não há vacina. Muita gente está morrendo”, diz o contador Carlos Osório, 35 anos.

 

Brasília, 14h09min