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Inovação: seja um transformador

Publicado em Empreendedorismo

Seja qual for a área de atuação do homem, sempre vai existir a necessidade de melhorar e evoluir uma ideia, um negócio, um sistema, um processo. Enfim, é constante a pressão para se manter sempre atualizado e em situação de competitividade. Para conseguirmos isso, é preciso inovar – ouça o miniscast sobre o livro Os Inovadores.

Todos falam sobre ela, todos a querem, todos precisam enxergar com clareza a sua natureza e aprender a utilizar as ferramentas para realizá-la. Mas, qual é o conceito? O que é exigível para tê-la? Como saber se estamos no caminho certo? Chegaremos a algum objetivo? Existe um fim?

inovação

Sem a compreensão do que seja inovação, sem sabermos com o que isso se parece não poderemos chegar lá, não saberemos como medir, que rumo tomar. Antes de concretizarmos a ideia de inovação é preciso entender que não é um ponto final, mas na realidade um processo.

Então vejamos a definição de Inovação: Em seu livro Collective Genius da Dr. Linda Hill e de Wallace Brett Donham, Professor de Administração de Empresas na Harvard Business School, e seus co-autores descrevem a inovação como:

“Inovação é a criação de algo ao mesmo tempo novo e útil”.

Esse “algo” específico pode ser um produto, serviço, processo, modelo de negócio, ou até mesmo uma nova forma de organização. Inovação é ao mesmo tempo algo novo, útil e factível. É algo antecipado por demanda ou desafio, podendo ser fruto de agregação ou implementação de funcionalidades à alguma coisa que já exista. Deve provocar impacto ou disrupção. Pode ser para um produto, serviço, tecnologia, comunicação, método de aplicação, ou uma maneira nova e melhor de fazer algo.

Terry Jones

 

Inovar não é fácil, precisa se tornar conceito de trabalho, incorporado em todos os processos, continua e ininterruptamente. Qualquer empresa, negócio, processo, sistema, instituição ou conceito que permaneça inalterado, sem sofrer qualquer mudança, que seja para melhorar ou dinamizar, significa que não sofreu o olhar crítico de inovadores.

Os inovadores já têm no seu DNA tudo o que é preciso pra criar e inovar. Mais interessante, fazem isso de forma natural, nem se apercebem disso. A criação surge à partir de tudo o que acontece com a gente. Vemos, ouvimos, tocamos, experimentamos ou cheiramos.

“A criatividade tem a ver com coisas novas, a inovação tem a ver com fazê-las.” (Terry Jones)

Podemos observar que os sentidos têm um papel importante nesse processo. Depois de capturar tudo o que for possível aos nossos sentidos, o subconsciente organiza e guarda. Então tudo pode ser acessado pelo cérebro que verifica os padrões, conectando todas as experiências sofridas pelo inovador. O que faz a conexão entre o que está fora do “corpo” inovador e o que está guardado no seu subconsciente é justamente o que chamamos de insight. Aquela “luz” que faz jorrar uma série de ideias, de repente.

insight

“Criatividade é apenas conectar coisas.” (Steve Jobs)

Mesmo as mais tradicionais organizações empresariais estão começando iniciativas de inovação, por que sabem que o seu crescimento, mais que isso,  sua sobrevivência e futuro dependem disso. Podemos inovar quando melhoramos o produto final de um pão francês, por exemplo. Tornando-o diferente do que os outros “comuns” conseguem fazer. Inovamos quando algo sutil provoca a percepção coletiva.

A sobrevivência do negócio de uma empresa ou da empregabilidade de um indivíduo deve ser necessariamente contínua. É preciso inovar agora, vai ser necessário inovar mais uma vez, e necessariamente outra vez, e mais e mais vezes. Principalmente no momento atual, de grande avanço tecnológico, onde não só as coisas se movimentam mais rapidamente, mas as soluções ou respostas às demandas também devem ser mais rápidas ainda.

Depois de tornar todo esse processo conhecido, e fazer laboratórios de execução e realização dos conceitos, através de pequenos exercícios baseados em demandas locais, ou na própria empresa, depois de tudo isso estar firmemente adotado por todos os colaboradores é que a empresa pode então inserir a cultura inovadora em todos os seus processos. Desde a mudança ambiental de suas salas, clima e entrosamento entre os colaboradores, passando por remapeamento de todas as suas ações administrativas e processos produtivos até a inserção da comunidade em seus projetos.

core business

Os líderes de empresas e startups devem ter a inovação como uma função “core business”. Eles devem colocar as políticas e práticas em vigor que cultivam inovação. Eles devem fornecer recursos adequados para o processo. E o mais importante, os líderes não podem se tornar obstáculos.

Você tem alguma experiência nesse pessoal que envolva invovação? Qual empresa ou pessoa inovadora você admira?