Ponte Joaquim Cardozo

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Como foi amplamente noticiado, a Justiça do DF suspendeu o nome Honestino Guimarães para a ponte que liga o Plano Piloto e o Lago Sul e, ao mesmo tempo, proibiu que o monumento seja chamado de Ponte Costa e Silva. A justificativa é que ambos os nomes não foram precedidos de audiências públicas. Caberá à Câmara Legislativa estabelecer o debate.

Há alguns meses, lancei nesta coluna o meu candidato: o poeta do cálculo estrutural Joaquim Cardozo.

Acidente no Eixão

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Certa tarde de agosto, eu passava pelo Eixo Monumental, na Asa Norte, quando divisei uma aglomeração de gente em torno de um ipê florido com a cor de um amarelo incendiado. Pensei, aflito: é mais um acidente.

Com a sua avalanche de carros, quase sempre em fluxo selvagem, aquela pista costuma me despertar um estado de alerta. Aproximei-me do grupo e percebi que eles contemplavam a cena a olho nu, de binóculos ou armados de máquinas fotográficas.

Traço de arte

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Pedi uma ilustração a Kleber Sales, da equipe da editoria de arte do Correio, para uma matéria sobre a célebre polêmica musical e poética entre os sambistas Noel Rosa e Wilson Batista. Ficou tão boa que logo pensei em colocar em uma moldura. Era mesmo uma obra de arte. Em tempos de altas parafernálias tecnológicas da era digital, ele faz aquarelas artesanais.

Cine Brasília revitalizado

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Sérgio Moriconi é uma espécie de neto espiritual do crítico Paulo Emílio Salles Gomes. É cineasta, crítico, jornalista, ensaísta e professor; e cada um desses ofícios enriquece e tensiona o outro. Da mesma maneira que os poetas parnasianos declamavam sonetos de cor, ele recita planos ou sequências inteiras de Griffith, de Eisenstein, de Godard, de Visconti, de Abas Kiarostami, de Nelson Pereira dos Santos, de Glauber Rocha ou do cinema mais recente.

Coreografia da violência

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O artista plástico Wagner Hermusche está apresentando, no Museu da República, uma mostra de dramática atualidade: Coreografia da violência. Escrevi o texto de apresentação. Republico, neste espaço, com algumas imagens, como um convite a uma visita ao Museu da República. No mundo regido pela velocidade virtual, os acontecimentos se precipitam e se acumulam vertiginosamente. E, não raras vezes, as coisas […]

Salvo pela Legião Urbana

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Caetano Veloso assinou prefácio de edição recente da ficção A máquina de fazer espanhóis (Ed. Biblioteca Azul), do escritor português Valter Hugo Mãe. Ao fim do texto, Caetano manifesta alegria pela menção do autor a uma referência brasileira e, mais do que isso, brasiliense: “Bastar-me-ia registrar quão comovente é para mim – e suponho que o será para muitos brasileiros – saber que a audição de canções da Legião Urbana contribuiu para a formação da sensibilidade de quem realizou com tanta delicadeza trabalho tão potente”.