Ataque de abelhas

Publicado em Deixe um comentárioCrônicas

  Severino Francisco   A advogada Luana Vieira, a mãe, de 72 anos, e dois cachorros da família, viveram um momento dramático na manhã de domingo, no Parque da Cidade. Eles foram atacados por um exame de abelhas à altura do Estacionamento 7. Tufão, um dos cachorros, não resistiu e morreu. Provavelmente, salvou a família de consequências mais graves.Luana tem […]

Conversa com Clarice 2

Publicado em Deixe um comentárioCrônicas

    Severino Francisco   Na passagem dos 100 anos de Clarice Lispector, esta coluna conseguiu nova entrevista mediúnica com a autora de A paixão segundo G.H. Fala, Clarice! Clarice, como você se definiria? Sou uma tímida audaz. Tudo que consegui na vida foi à custa de ousadias, embora pequenas.   Escrever é destino? Escrever é também abençoar uma vida […]

Nascente de Seu Estrelo

Publicado em Deixe um comentárioCrônicas

  Severino Francisco   Certa noite, Vladimir Carvalho estava no Espaço Cultural da 508 Sul quando ouviu um batuque chegando. Apurou o ouvido e percebeu algo de maracatu, de bumba-meu-boi, de cavalo-marinho, de reisado ou de samba. Era tudo isso misturado no mesmo caldeirão de ritmos, de ritos e de mitos. Vladimir teve uma intuição fulminante: esse é o som […]

Blusa de lã

Publicado em Deixe um comentárioCrônicas

  Severino Francisco   Neste período, as noites brasilianas quase que clamam por uma festa de são-joão para aquecer o corpo e a alma. Definitivamente, sou tropical e solar; a estação fria me deixa meio deprimido; ela me transmite uma sensação metafísica gélida na alma.   Percebo que as sogras são alvos preferenciais de piadas. Mas, de minha parte, confesso […]

Falsas polêmicas

Publicado em Deixe um comentárioSem categoria

Severino Francisco   O cineasta Glauber Rocha e o jornalista Paulo Francis se conheceram por meio de um duelo. Francis era crítico de teatro na Última Hora, no Rio, e escreveu um texto desancando o trabalho desenvolvido pelo diretor Martim Gonçalves em Salvador, a quem acusava de provincianismo.   Glauber tinha pouco mais de 20 anos, era ilustre desconhecido fora […]

Protocolo da insensatez

Publicado em Deixe um comentárioCrônicas

  Severino Francisco   Mesmo se os governos tomassem todas as decisões corretas, a luta contra o coronavírus seria titânica. Mas, no Brasil, o vírus tem um aliado poderoso: o negacionismo de alguns governantes. Por isso, a todo momento, somos obrigados a lutar para que prevaleça o óbvio: o respeito à vida, a primazia da ciência e o cuidado com […]

A estátua do padre Vieira

Publicado em Deixe um comentárioSem categoria

  Severino Francisco   Fiquei triste quando vi, na tevê, a estátua do padre Antonio Vieira, com indígenas agarrados em sua batina, ser pichada por manifestantes contra o racismo em Lisboa. Sou inteiramente solidário aos movimentos antirracistas, eles constituem um dos acontecimentos mais alentadores do nosso tempo.   No entanto, tenho a impressão de que vandalizar monumentos não resolverá em […]

Dulcina urgente

Publicado em Deixe um comentárioCrônicas

Severino Francisco   A Faculdade Dulcina de Moraes corre perigo. O sinal amarelo de alerta foi dado com a crise provocada pelo coronavírus. Se não for articulada uma grande corrente de solidariedade, a sobrevivência da instituição estará ameaçada.   O ator e diretor Fernando Guimarães conheceu Dulcina de Moraes de uma maneira fortuita, mas reveladora. Ele havia ido conversar com […]

Retorno às aulas?

Publicado em Deixe um comentárioCrônicas

  Severino Francisco Que me desculpe o leitor em busca de temas amenos, mas a crônica de hoje será de utilidade pública. A pandemia não faz nenhuma revolução sozinha. Mesmo assim, ela revalorizou os cientistas, os jornalistas e os professores. Quem se viu na contingência de instruir os filhos em casa com tarefas escolares percebeu que ser professor não é […]

Fernando Pessoa e Brasília

Publicado em Deixe um comentárioCrônicas

  Severino Francisco   O excelente documentário Mito e música: a mensagem de Fernando Pessoa, codirigido por André Luiz Oliveira e Rama Oliveira, abre com uma sequência ficcional em que o poeta Fernando Pessoa erra entre os monumentos da Esplanada dos Ministérios, sob o fundo da cidade espacial. Aquela imagem me marcou porque, muito antes de ver o filme, tinha […]