Crédito: Globo/ Renato Rocha Miranda. O número de apresentadores é um dos problemas do É de casa
e de casa Crédito: Globo/ Renato Rocha Miranda. O número de apresentadores é um dos problemas do É de casa Crédito: Globo/ Renato Rocha Miranda. O número de apresentadores é um dos problemas do É de casa

Crítica: Pessoal do É de casa, menos é mais!

Publicado em Programas

É de casa acerta quando se assume como prestador de serviço, mas erra – e muito! – como programa de entretenimento!

O programa É de casa está no ar há dois anos e meio e a pergunta que me faço a cada sábado de manhã é (além de “por que não fiquei mais na cama?”, claro!): sobre o que é mesmo esse programa? Qual é a do É de casa?

Difícil chegar a uma conclusão. A primeira resposta que me vem à mente é que a atração não passa de um emaranhado de apresentadores. O time completo conta com Ana Furtado, André Marques, Tiago Leifert, Patrícia Poeta, Cissa Guimarães e (ufa!) Zeca Camargo ー cada um com seu super-ego e todos falando ao mesmo tempo. (Atualmente, Leifert está afastado por causa do Big Brother Brasil e André, por dar expediente no The voice kids). Caos define.

Isso para um programa que tem cerca de três horas. É pouco tempo se pensarmos no tanto de gente, mas muito tempo se pensarmos na qualidade da produção. Sabe quando três horas se arrastam como se fossem seis? Pois é.

Patrícia Poeta trocou o jornalismo pelo É de casa
Patrícia Poeta trocou o jornalismo pelo É de casa

A segunda impressão é que falta uma linha a ser seguida. Quando resolve ir pelo caminho do entretenimento, o É de casa se perde. Mas a derrocada é nos quadros de gastronomia, em que famílias inteiras se juntam à superpopulação de apresentadores e tudo desanda de vez.

Mas o É de casa não acerta nunca? Acerta. E acerta em cheio quando se assume como um programa prestador de serviço. Na edição de 17 de fevereiro, por exemplo, o público aprendeu a fazer colares de corda gastando R$ 15, a transformar um armário em cristaleira, a tirar manchas de mochilas e bolsas e a fazer uma estante de papel pegboard, um pufe com pneu velho e um arranjo floral com massa de biscuit. Proveitoso, não?

Além de úteis, esses quadros no estilo “faça você mesmo” têm outra vantagem: quem comanda é o especialista ou professor convidado. Nada de ouvir o “gentem” de Cissa Guimarães ou as exclamações sem fim de Ana Furtado no País das Maravilhas.

Minha avó diz que “conselho, se fosse bom, a gente vendia” e que “em boca fechada não entra mosquito”, mas, rebelde, vou me meter a diretor. Deixa a culinária para Ana Maria Braga e o entretenimento para o Luciano Huck e vai de serviço, É de casa! E não esquece que, como ensina um certo jurado do MasterChef, “menos é mais”!

  • Flavio Kayo

    Parabéns Vinícius Nader pela crítica bem construída. Disse tudo o que penso deste programa que não sei porque ainda está no ar. Esse monte de apresentadores, o excesso de conteúdo as vezes, a Ana Furtado, o super ego de todos eles como você bem colocou, tiram a paciência de qualquer um. Eu não assisto mais justamente por conta de tudo isso e um pouco mais. Poucas edições foram suficientes para tomar esta decisão.

  • João Carlos Matarazo

    Assisti uma única vez e a sensação é que o programa juntou todos os apresentadores que a empresa não queria abrir mão mas que não tinham lugar em outra atração. Aí juntou todos e decidiu fazer um programa.