Crédito: Comedy Central/Divulgação. Cena da primeira temporada da série Borges importadora, do canal Porta dos Fundos.
borges importadora Crédito: Comedy Central/Divulgação. Cena da primeira temporada da série Borges importadora, do canal Porta dos Fundos.

Borges é nova aposta do Porta dos Fundos na televisão

Publicado em Séries

Série Borges tem estreia marcada para esta terça-feira (13/2) no Comedy Central

O canal Porta dos Fundos revolucionou a forma de se fazer humor na internet. O sucesso no YouTube levou o humorístico a fazer o caminho contrário ganhando espaço também na televisão. Depois de algumas séries como Portátil, O grande Gonzalez e Porta dos Fundos — Contrato vitalício, agora é a vez da trupe estrear outra produção televisiva: a série Borges.

O seriado acompanha Erasmo (Antonio Tabet), Sônia (Karina Ramil), Pablo (Rafael Portugal) e Rosana (Thati Lopes), sócios da empresa Borges importadora, que, após o sumiço do dono precisam lidar com as dívidas da companhia, que entrou em falência. Sem verba para pagar os processos trabalhistas, eles acabam enveredando para o mundo da produção de conteúdo para a web.

A série é mais um resultado da parceria do canal Porta dos Fundos com a Viacom, conglomerado de mídia estadunidense com empresas do mundo da tevê por assinatura e do cinema. “O Porta chegou num tamanho que a gente não conseguia fazer tudo que gostaria. Borges era uma ideia que o Ian (SBF, diretor, roteirista e produtor do Porta dos Fundos) tinha tido há muito tempo, quando viu um workshop de youtubers. Dentro desse universo, ele imaginou como seria uma pessoa que nunca fez isso, trabalhando numa empresa careta, virando um produtor de conteúdo do nada. Porque todo mundo acha que é simples, que é só pegar uma câmera e fazer um vídeo. Mas é muito mais elaborado. Então é uma série de como seria o dia a dia dessas pessoas lidando com isso”, revela Antonio Tabet, um dos protagonista de Borges e integrante do Porta dos Fundos.

Sobre o retorno dos comediantes do Porta dos Fundos para a televisão, Tabet explica que é sempre muito bom e, ao mesmo tempo, desafiador. “A gente está acostumado a fazer esquete. Fazer uma série dá um trabalho mais elaborado. Você tem um tempo maior para imaginar e construir a personalidade do personagem. É sempre bom também fazer algo diferente das esquetes relacionadas ao Porta”, conta.

Por tratar exatamente da produção de conteúdo para a web, Tabet revela que a série é a uma oportunidade da equipe testar referências de coisas que aconteceram com eles ou com outros canais do YouTube. “Tem coisas parecidas que aconteceram com a gente ou com outros youtubers. Sem falar nas outras tramas. A nossa ideia era fazer algo que fosse recheado de piadas, que as pessoas rissem o tempo todo”, completa.

Crítica de Borges

Com episódios de até 30 minutos, Borges é, talvez, a melhor produção do Porta dos Fundos para a tevê. Deixando de lado o formato de esquete, característica do canal, a série apresenta episódios com início, meio e fim, mas que, de certa, forma estão interligados entre eles. A primeira temporada terá 10 episódios.

A escolha do enredo é a grande sacada da série. A história funciona e tem um bom ritmo. O elenco de protagonistas está muito bem e demonstra bastante química. Outro ponto alto é a opção de produzir um conteúdo exclusivo para a internet com o paradeiro de Borges, dono da importadora que some assim que ela entra em falência.

O Próximo Capítulo teve acesso aos dois primeiros episódios. A estreia tem como principal foco a descoberta da falência da importadora e funciona. Já o segundo, coloca os protagonistas num momento de buscar temas interessantes para vídeos na internet e e, até por isso, consegue ser melhor do que a estreia. O episódio faz ótimas referências aos aplicativos de transporte, como o Uber, e também as religiões — ou seja, os ingredientes certos para empatia do público.

Bastante promissor, Borges tem tudo para agradar ao público fiel do Porta dos Fundos, mas também quem gosta de uma boa produção de humor.