No Dia Mundial da Amamentação, confira 12 dicas sobre aleitamento materno

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Veja um manual do aleitamento para mães de
primeira viagem

Aproveitando o Agosto Dourado e o Dia Mundial da Amamentação, que é nesta quinta-feira (1º/8), o Blog da Primeira Infância reuniu uma série de dicas para orientar especialmente as mães, mas pais, outros familiares e profissionais de saúde também podem se beneficiar de entender melhor sobre o aleitamento materno. Os conselhos são especialmente benéficos para as mães de primeira viagem, que ainda precisam se acostumar com a amamentação.

Amamentar é um desejo natural para muitas mães.Por mais orgânico que seja, no entanto, o ato de amamentar pode ser fonte de preocupação e dúvidas. Um bom começo é relaxar. Para ajudar a acalmar as preocupações, o projeto Parto Sem Medo (modelo, sob liderança do médico Alberto Guimarães, de assistência à parturiente que realça o parto natural como um evento de máxima feminilidade, em que a mulher e o bebê devem ser os protagonistas) elencou 12 dicas de amamentação para as mães.

1) Antecipe os desejos do bebê

Em vez de esperar que seu neném chore, você pode antecipar as necessidades dele, observando sinais. Quando seu bebê estiver com fome, ele pode girar ou levantar a cabeça repetidamente, abrir e fechar a boca, colocar a língua para fora e chupar o que estiver perto. Se você perceber seu bebê fazendo algum desses movimentos, ofereça seu peito imediatamente.

2) Deixe seu bebê determinar com que frequência e por quanto tempo será a mamada

Seu bebê conhece as necessidades que tem melhor do que você. Acredite. Deixe-o determinar com que frequência ele quer ser amamentado. Não defina um intervalo predeterminado entre as refeições e, em seguida, negue a comida apenas porque não passou tempo suficiente. Além disso, não há necessidade de acordar um bebê dormindo para alimentá-lo simplesmente porque três horas se passaram. Deixe seu bebê dormir tranquilamente e alimente-o quando acordar. Da mesma forma, deixe seu bebê determinar de quanto tempo ele precisa para se alimentar. Lembre-se: seu pequeno sabe o quanto precisa mamar. Não se preocupe se o tempo de amamentação durar apenas 10 minutos e não entre em pânico se ele se prolongar por 45.

3) Fique confortável enquanto amamenta

Você passará uma quantidade significativa de tempo segurando seu bebê no peito enquanto ele se alimenta. Se você fizer isso em uma posição sentada sem suporte, pode ficar desconfortável rapidamente. Além disso, manter-se numa posição desconfortável por um período prolongado de tempo pode levar a dor nas costas, no ombro e no pescoço. As constantes contorção e movimentação podem atrapalhar a amamentação e resultar em irritabilidade e aumento da fome. É por isso que é tão importante que você se sinta confortável durante todo o processo. Deite-se de lado com o bebê de frente para você ou sente-se em uma posição reclinada com o bebê deitado em seus braços. Uma cama ou um sofá grande com muitos travesseiros para apoiar as costas e os braços tornam essas posições ideais para a amamentação. Encontre o que é certo para você, mas não tenha medo de misturá-los de vez em quando, dependendo de suas necessidades.

Muito do processo de amamentação é intuitivo,
se o bebê dá sinais de que está gostando, continue

4) Relaxe

Além de garantir que você e o bebê estejam confortáveis durante a amamentação, tente relaxar. Seu bebê pode sentir que você está tensa e nervosa e pode não relaxar se você não estiver tranquila também. Examine ainda seu ambiente. Se você está em um local estressante ou desconfortável, opte por uma mudança de cenário.

5) Ajude seu bebê a encontrar a posição correta

Ao longo do tempo, seu bebê provavelmente encontrará a posição que é melhor para ele. Preste atenção a essa posição para facilitar a entrada rápida. Cada bebê é diferente, mas existem algumas diretrizes gerais que você pode usar para encontrar uma posição que funcione tanto para você quanto para seu bebê:

  • Seu bebê deve estar posicionado de modo que sua boca fique no mesmo nível do mamilo
  • Ele não deve ter que virar muito a cabeça
  • A cabeça deve ficar levemente inclinada para trás
  • Se possível, ele deve se encaixar na aréola inteira, não apenas no mamilo
  • O queixo deve estar bem encostado ao peito para que o nariz fique livre
  • Não force essas posições. Seu bebê pode preferir uma posição diferente. Apenas deixe acontecer naturalmente enquanto você se certifica de que seu bebê está confortável.

6) Não se assuste: é natural o leite vazar

Nas primeiras semanas de amamentação, é comum que o leite vaze de seus seios. Não se assuste, isso é completamente normal. Pode acontecer quando você ouve outro bebê chorar, quando seu bebê não se amamenta por várias horas, quando você pensa em seu bebê ou quando sente uma forte emoção. Esse vazamento eventualmente vai diminuir ou desaparecer à medida que a amamentação continuar. Enquanto isso, você pode colocar uma almofada no sutiã para absorver o leite que vazar.

Mãe tranquila, bebê tranquilo: o primeiro passo
é que a mãe esteja bem

7) Cuide de sua pele

A pele dos seios é muito delicada e pode ficar seca, rachada e irritada com a amamentação regular, tornando-a uma experiência dolorosa. Felizmente, você pode proteger-se contra a pele rachada com algumas precauções:

  • Não lave muito. Uma ou duas limpezas por dia com um limpador suave é suficiente
  • Depois da amamentação, lave os seios com um pano macio
  • Deixe seus seios arejados constantemente para evitar a irritação do atrito com a roupa
  • Depois da amamentação, aplique produtos específicos que ajudam na hidratação e cicatrização dos mamilos

8) Não se preocupe, você terá leite suficiente

A produção de leite depende principalmente das necessidades do seu bebê. Conforme o bebê mama, ele estimula a liberação dos hormônios prolactina e oxitocina que estimulam ainda mais a produção de leite. Então, não se preocupe, você terá leite suficiente. Quanto mais seu bebê for amamentado, mais leite será produzido. Durante os primeiros dois ou três dias de amamentação, você pode notar um líquido espesso amarelo ou laranja saindo de seus seios. Não entre em pânico. Esse fluido é o colostro e é exatamente o que seu bebê precisa no momento. O colostro é muito nutritivo e contém altos níveis de anticorpos. Esses anticorpos estimulam o sistema imunológico do bebê para combater infecções.

9) Procure sinais de que a amamentação está indo bem

O comportamento e a saúde do seu bebê dirão se a amamentação está indo bem ou não. Não se preocupe se você não vir esses sinais o tempo todo. Enquanto se alimenta, seu bebê deve sugar e engolir regularmente. Tenha em mente que, quando o seu filho começar a se alimentar, ele engolirá cada vez que sugar. À medida que o leite diminui, eles ficam cheios ou adormecem, a deglutição diminui. Isso é perfeitamente natural. Ao fim de uma sessão de amamentação, seu bebê deve liberar seu seio e parecer sonolento. As fraldas do seu bebê estarão cheias enquanto estiver se alimentando. Eles provavelmente terão de quatro a oito evacuações por dia durante as primeiras semanas de vida. Isso se deve principalmente ao consumo de colostro. Enquanto as fraldas estiverem molhadas de xixi e os movimentos intestinais apresentarem regularidade, não há necessidade de se preocupar com a constipação.

O médico Alberto Guimarães, ginecologista e
obstetra, é responsável pelo Parto sem Medo

10) Evite o ingurgitamento

O ingurgitamento é caracterizado pelo inchaço doloroso e pelo endurecimento dos seios, causado quando a produção de leite supera o consumo. O inchaço pode dificultar a alimentação do bebê, o que pode levar a ainda mais inchaço. A melhor maneira de evitar essa condição dolorosa é amamentar o bebê sempre que possível. Se o ingurgitamento persistir, você pode extrair manualmente o leite materno massageando suavemente a aréola entre os dedos. Se você não conseguir, tente usar uma bomba e continue até que seus seios amoleçam e você se sinta confortável novamente.

11) Peça ajuda

Livros e vídeos podem não ser completamente fiéis à realidade da amamentação. Então, peça ajuda nos primeiros momentos após o parto. No hospital, enfermeiras ou doulas estarão por perto para verificar você e o bebê durante a amamentação. Se sentir necessidade, peça ajuda nesses primeiros momentos. A amamentação pode ser desconfortável no início mas não deve ser uma experiência dolorosa para você. Se estiver doendo a ponto de fazer você se encolher, procure ajuda de um profissional

12) Mantenha-se hidratada

Por último, mas não menos importante: é importante para você e para o bebê manter uma boa hidratação. A água reabastece o corpo, então uma boa regra é beber um copo de água sempre que amamentar.

Leia amanhã

Confira, nesta sexta-feira (2/8), orientações sobre como extrair o leite materno corretamente, tanto para armazenar para seu filho, quanto para doação a bancos de leite

Dia, semana e mês celebram a amamentação e o leite materno

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A chegada do oitavo mês do ano tem um significado especial de valorizar e reforçar a importância do leite materno, o melhor alimento para o início da vida. O primeiro dia do mês, nesta quinta-feira (1º/8), é o Dia Mundial da Amamentação, o que torna esta a Semana Mundial da Amamentação. No entanto, a valorização do leite materno continua pelos 31 dias do mês: instituído no Brasil desde 2017, o Agosto Dourado celebra o “alimento de ouro” para a saúde dos bebês, que traz vantagens também para as mulheres.

Mesmo assim, ainda há muitas crianças que não têm acesso ao leite da mãe, mesmo quando existem condições necessárias para amamentar. Por vezes, por simples desconhecimento. Após décadas de estudo sobre os benefícios do aleitamento materno, a Organização das Nações Unidas (ONU) espera que seus países membros elevem em 50%, até 2025, o número de bebês que recebem exclusivamente o leite materno até o sexto mês de vida. O alimento é considerado o mais completo e contém anticorpos que podem prevenir doenças. O ato de amamentar é complexo e envolve questões que perpassam a alimentação e a saúde da mãe e atingem o patamar econômico e cultural.

Até 2025, a ONU espera que os países aumentem em 50% a quantidade de crianças que são alimentadas exclusivamente pelo leite materno até o sexto mês de vida

Eventos marcam Agosto Dourado no DF

O Hospital Santa Marta promove, na próxima segunda-feira (5/8), roda de conversa multiprofissional sobre importância da amamentação, alimentação pós-parto e psicologia aplicada no puerpério. O evento será das 14h às 17h, no auditório do Instituto Santa Marta de Ensino e Pesquisa (Ismep), no Setor E Sul, Área Especial 3, Taguatinga Sul (DF). Inscrições gratuitas pelo link. Em 21 de agosto, é a Maternidade Brasília que organiza debate com profissionais de saúde e influenciadores sobre a importância e os desafios da amamentação.

Entre os convidados estão a atriz e embaixadora da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, Maria Paula; o casal Luiza e Hilan Diener, do canal Potencial Gestante; a pediatra e coordenadora do Banco de Leite da Maternidade Brasília Sandi Sato; e a enfermeira da Maternidade e especialista em amamentação Larissa Sena. O evento será gratuito, às 18h30, no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do shopping Iguatemi Brasília (Lago Norte). As inscrições devem ser feitas na página.

Roda de conversa no Hospital Santa Marta será na segunda (5/8)

Benefícios são para a mãe e o bebê

Entre os diversos pontos positivos do aleitamento materno estão a redução do risco de doenças cardíacas e derrame após o parto nas mulheres, segundo estudo publicado no periódico científico Journal of the American Heart Association. Durante oito anos, cerca de 290 mil mulheres chinesas foram acompanhadas por pesquisadores da Universidade Oxford, na Inglaterra, e da Academia Chinesa de Ciências Médicas, na China. Os estudos revelam que as mulheres que amamentaram teriam risco 9% menor de terem doenças cardíacas e 8% menor de derrames.

A cada seis meses adicionais de aleitamento materno, o risco diminui em até 4% as doenças cardíacas nas mulheres, e reduz em 3% os casos de derrame. O risco de doenças cardíacas é reduzido em até 18% quando a amamentação continua por dois anos ou mais. A redução do risco de doenças do coração também foi descoberta por uma pesquisa da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos. Entre as mulheres com bons níveis de pressão sanguínea na gravidez, as que amamentaram por pelo menos seis meses demonstraram maiores níveis de colesterol bom (HDL) e nível menor de gorduras no sangue.

Nesse grupo, constatou-se menor espessura média da artéria carótida. Diversos estudos também comprovaram benefícios como: diminuição nas chances de ter depressão pós-parto e de desenvolvimento de diabetes tipo 2, além de proteger contra o câncer de mama e de ovário. Os bebês também são protegidos contra diabetes tipo 2, têm menor chance de sofrer com obesidade ou sobrepeso no futuro e são protegidos de anemia, alergias e infecções respiratórias.

O prejuízo total de não amamentar exclusivamente no primeiro semestre de vida do bebê foi calculado em US$ 341,3 bilhões por ano

Aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses incrementaria economia mundial

Além de trazer benefícios para mães e bebês, o aleitamento materno é a melhor opção para a economia mundial. É isso que mostra a pesquisa O custo de não amamentar, que reúne dados de mais de 100 países. De acordo com o estudo, a economia global pouparia US$ 1 bilhão (cerca de R$ 3,76 bilhões) se a totalidade das mulheres pudesse amamentar os filhos exclusivamente durante os primeiros seis meses, como recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A pesquisa, publicada no jornal acadêmico de Políticas e Planejamento da Saúde da Universidade Oxford, no Reino Unido, fez o cruzamento entre as informações coletadas da população e os estudos publicados sobre o tema. Os resultados mostraram que 595.379 mortes de crianças entre seis meses e 5 anos por ano, atribuídas à diarreia e pneumonia, poderiam ter sido evitadas com a amamentação exclusiva no primeiro semestre de vida.

A análise também estima que 974.956 casos de obesidade infantil por ano podem ser atribuídos à ausência ou interrupção prematura da amamentação. Já para as mulheres, estima-se que a amamentação teria o potencial de prevenir anualmente 98.243 mortes por diabetes e cânceres de mama e ovário. Ao prevenir o aparecimento dessas doenças, os pesquisadores estimam que haveria uma economia anual de US$ 1,1 bilhão com os custos de saúde.

Já a perda de produtividade causada por essas mortes prematuras de mães e filhos foi estimada em US$ 53,7 bilhões por ano, de acordo com os cientistas. O maior prejuízo econômico, porém, vem das perdas cognitivas de crianças que não são amamentadas nos seis primeiros meses e não recebem nutrição adequada, o que equivaleria a menos US$ 285,4 bilhões gerados por ano na economia mundial. No total, o custo global de não amamentar exclusivamente durante os primeiros seis meses foi calculado pelos pesquisadores em US$ 341,3 bilhões por ano.

A deputada Alice Portugal é a relatora do projeto

Direito de amamentar em público pode ser garantido no Congresso Nacional

Tramita no Congresso Nacional projeto de lei para penalizar, com multa, a violação do direito à amamentação em espaço público. O Senado Federal aprovou o PLS nº 514/2015 em março deste ano. O texto assegura o direito das mães de amamentar em local público ou privado sem sofrer qualquer impedimento. A matéria faz parte da pauta prioritária da bancada feminina na defesa dos direitos das mulheres e aguarda agora o parecer da relatoria na Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher (CMulher) da Câmara dos Deputados, onde se tornou o PL nº 1654/2019. Em maio, a deputada Alice Portugal (PCdoB/BA) foi designada relatora do projeto. Pelo texto, atitudes voltadas a segregar, discriminar, reprimir ou constranger mãe e filho no ato da amamentação serão consideradas como ilícito civil.

A pena para quem proibir a amamentação é de multa com valor não inferior a dois salários mínimos. Alimentar os filhos em lugares públicos, como praças, pontos de ônibus, restaurantes, centros de compra ou supermercados, não deveria causar espanto ou qualquer constrangimento. Em síntese, se o espaço ou estabelecimento permite o livre trânsito de pessoas, está liberada a amamentação. É preciso entender que a amamentação é um direito da criança e da mulher que assume a responsabilidade grandiosa de propiciar o desenvolvimento sadio e afetivo do filho.

Leia amanhã

Confira nesta quinta-feira (1º/8) diversas dicas de especialistas sobre amamentação

Dia dos Avós é nesta sexta-feira (26); confira sugestões de leitura para a data

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O Dia dos Avós é comemorado em 26 de julho para homenagear e demonstrar afeto por esses familiares que podem ser fundamentais para as crianças, desde a mais tenra infância. A lembrança nesse dia tem origem cristã, pois a Igreja Católica considera os avós de Jesus Cristo, santa Ana e são Joaquim, os padroeiros de todos os avós. A convivência com pessoas mais velhas é muito benéfica para as crianças, que aprendem a conviver com as diferenças e a respeitar a experiência e a sabedoria dos idosos.

Para ensinar as crianças a cuidar desses parentes tão importantes, além de dar carinho e respeitar, a escritora norte-americana Jean Reagan escreveu o livro Como ser babá da vovó, recém-lançado no Brasil. Trata-se de um guia ilustrado que sugere várias formas de se divertir cuidando de uma avó ou de um avô de maneira criativa. Alguns exempos são levá-los para ver as estrelas, fazer festa do pijama dormindo na casa deles, pegar sapatos no guarda-roupa e brincar de loja, entre outras opções.

As páginas também mostram como desenvolver o relacionamento entre duas diferentes gerações, brincar e dividir bons momentos com esses ancestrais, deixando claro que cuidar també pode ser agradável. As ilustrações de Lee Wildish ajudam a dar asas à imaginação com relação às opções de atividades para fazer com os avós. Com pouco texto e grandes figuras, o livro é uma ótima opção para se tornar uma mediada também para crianças pequenas, ainda na primeira infância: pais e até avós podem ler para a garotada.

Outra opção de leitura no Dia dos Avós é o livro Vovó veio do Japão, lançado no ano passado. As páginas resgatam a trajetória, as tradições e a cultura de antepassados de descendentes de japoneses. Com mais texto, a obra é recomendada para crianças mais grandinhas.

Leia!


Como ser babá da vovó
Autora: Jean Reagan
Ilustrador: Lee Wildish
Editora: Companhia das Letrinhas
32 páginas
R$ 39,90
Este não é um livro qualquer, mas sim um verdadeiro manual de como tomar conta de uma vovó! Com ele, todas as netas e netos vão descobrir mil jeitos diferentes e únicos de se divertir muito — só é preciso um pouquinho de imaginação e, claro, uma vovó para cuidar. Cuidar de uma vovó pode ser muito divertido, como a protagonista deste livro mostra bem. Ela vai passar o fim de semana sem os pais, só tendo a avó como companhia. Com muita criatividade, as duas fazem um monte de coisa juntas — de dançar “Macarena” a tirar todos os sapatos do armário e brincar de loja —, provando que não há nada melhor do que se divertir ao lado de quem a gente mais ama.

Leia também!


Vovó veio do Japão
Autoras: Janaina Tokitaka, Raquel Matsushita, Mika Takahashi e Talita Nozomi
Editora: Companhia das Letrinhas
80 páginas
R$ 49,90
Quatro vovós imigrantes carinhosas — e cozinheiras de mão cheia! — estão prontas para participar de todas as brincadeiras das netas e ensiná-las sobre a cultura japonesa de um jeito muito divertido e delicioso. Nessas pequenas aventuras repletas de carinho, quatro meninas se divertem com suas avós, que nasceram no Japão e sabem muito bem como agradar suas netas: com brincadeiras, histórias e deliciosos quitutes. Em cada uma das narrativas, você vai conhecer um pouquinho da cultura desse país que parece tão distante, além de aprender receitas japonesas com um toque brasileiro. No fim, você vai sentir que o outro lado do mundo está muito mais perto do que imaginava. Afinal, quem nunca brincou de origami ou se divertiu comendo com palitinhos?

Livros infantis sanfonados, que podem ser lidos também de trás para frente, chegam ao mercado

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Livros sanfonadas dão às crianças a possibilidade de escolher por onde começar a leitura, trazendo dinamicidade e interação. Pensando nisso, a editora Sesi-SP publicou dois novos livros no formato. Ter um patinho é útil é recomendado para crianças a partir de 6 anos; enquanto Se eu abrir esta porta agora… é indicado a partir dos 8 anos. No entanto, ambas as obras podem ser apresentadas antes caso sejam intermediadas por algum adulto. Confira detalhes:

Ter um patinho é útil

O livro mostra a jornada de uma criança que começa a brincar com o patinho de todas as maneiras, como no banho ou usando o patinho como apito, como chapéu, como cotonete e por aí vai… No fim da obra, do lado inverso do livro, a história recomeça do ponto de vista do bichinho, que elenca as inúmeras utilidades de um menino na vida de um patinho. Utilizando as mesmas ilustrações, a autora mostra que as situações podem ter pontos de vista diferentes. Premiada escritora de livros infantis, a autora e ilustradora da publicação é a argentina Marisol Misenta (Isol).

Autora: Marisol Misenta
Editora: Sesi-SP
34 páginas
R$ 59
Faixa etária: a partir de 6 anos

Se eu abrir esta porta agora…

Na hora de dormir, um quarto escuro pode guardar algumas surpresas… Você tem certeza de que a porta do guarda-roupa está fechada? Tem certeza de que não há nada dentro, ou melhor, morando no guarda-roupa? Um monstro talvez? Se eu abrir esta porta agora… faz o leitor assumir o protagonismo da história ao se colocar no lugar do personagem, abrindo sucessivas vezes a porta do guarda-roupa em um quarto escuro, sendo a cada momento conduzido a uma surpresa diferente. O autor, Alexandre Rampazo, usa o formato do próprio livro para transformá-lo em um elemento da narrativa, permitindo que imaginação e realidade se misturem em uma história que conduz o olhar do leitor a uma experiência única. Alexandre Rampazo nasceu e cresceu em São Paulo e é ilustrador, autor de livros infantis.

Autor: Alexandre Rampazo
Editora: Sesi-SP
56 páginas
R$ 44
Faixa etária: a partir de 8 anos

Artigo: presidente de associação estudantil se posiciona contra o trabalho infantil

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O dirigente da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), Pedro Gorki, escreveu artigo sobre o fato de o presidente da República, Jair Bolsonaro, tersugerido em live no Facebook que o trabalho infantil não causa prejuízos .

 

 

Intitulado “O exterminador de futuros”, o texto repudia as declarações de Bolsonaro, consideradas “infelizes” e “dignas de indignação de qualquer um que realmente defenda o direito à vida e dignidade do povo brasileiro”

Além disso, Gorki explica, no artigo, a diferença entre trabalho infantil e atividade voluntária educativa. Segundo o presidente da Ubes, “a deputada que vendeu brigadeiro para pagar aulas de tênis, o juiz que trabalhou numa loja da família e ganhava todo mês um salário mínimo” nada tem a ver com trabalho infantil. “Ele (o trabalho durante a infância) está relacionado à evasão escolar,  à falta de alternativas e de futuro”, diz. 

Confira o artigo na íntegra: 

O exterminador de futuros 

por Pedro Gorki 

Vivemos um tempo de naturalização do absurdo. De retrocessos humanos e civilizacionais. É nesse contexto que o presidente do Brasil aparece como exterminador de futuros e nos faz questionar se teremos algum. Depois de décadas de grande esforço mundial para erradicar o trabalho infantil, que persiste no mundo, principalmente nas regiões mais pobres, o presidente brasileiro vem a público dizer que trabalho infantil não causa nenhum mal. E que ele teria trabalhado desde os 9 anos de idade, no que foi prontamente desmentido pelo próprio irmão. Poderíamos creditar essa declaração de Bolsonaro apenas à ignorância, não fizesse ela parte de um conjunto de declarações e medidas que levam nosso país a décadas de retrocesso.

A declaração de um presidente, por mais imbecil que seja, sempre tem muita repercussão. E depois da fala infeliz sobre a naturalidade do trabalho infantil, não faltaram depoimentos de “celebridades” atestando o quanto o “trabalho” na infância lhes fez bem. A deputada que vendeu brigadeiro para pagar aulas de tênis, o juiz que trabalhou numa loja da família e ganhava todo mês um salário mínimo, e por aí vai.

Essas pessoas não têm a menor noção do que é o trabalho infantil. O trabalho infantil é internacionalmente entendido como a atividade, onerosa ou não, inadequada ou nociva ao desenvolvimento pleno da criança e do adolescente. Conforme o marco jurídico do Brasil, o trabalho infantil é a atividade realizada pelas crianças e ou pelos adolescentes que estão abaixo da idade legal mínima permitida para figurarem como sujeitos da relação de emprego. A denominação trabalho infantil é um conceito negativo e que designa o trabalho degradante da condição humana da criança e do adolescente. Distingue-se assim entre o que é o trabalho infantil e o que é a Atividade Voluntária Educativa. 

O trabalho infantil, também chamado de infantojuvenil, é o termo que serve para designar o trabalho nocivo, por se reportar à atividade prejudicial ao bem-estar e ao desenvolvimento das crianças e adolescentes. Não se trata de discutir aqui sobre o trabalho de caráter livre, cooperativo, educativo e socializador, como, por exemplo, aquele realizado pela criança ou adolescente em seu próprio lar, de forma não ostensiva, com a finalidade solidária de repartição igual e adequada das tarefas, sem afetar a sua integridade e sem comprometer negativamente a sua saúde, o tempo de estudo e de lazer. Ou seja, o que fazia a deputada que queria pagar aulas de tênis ou do ministro que ajudava na empresa da família, nada tem a ver com trabalho infantil.  

O trabalho infantil a que muitas crianças e adolescentes são obrigados é o que deixa meninos e meninas com as mãos queimadas por ácido e perdem as digitais dos dedos no processo de quebra da castanha de caju, como mostrou uma reportagem do jornal Folha de São Paulo, ainda em 2013,  no Rio Grande do Norte. Ele está relacionado à evasão escolar, à falta de alternativas e de futuro. 

A proteção à infância é um dos direitos sociais garantidos na Constituição Federal e teve avanços importantes nesses 30 anos desde sua promulgação, no combate ao trabalho infantil. A exploração de mão de obra de crianças foi fortemente reduzida, enquanto o trabalho ilegal de adolescentes também virou alvo de ações governamentais. O novo desafio é manter o ritmo da queda, coisa que não vamos conseguir se depender das declarações do presidente.

Diz o artigo 6º da Constituição Federal: São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação,o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. 

As infelizes declarações do Presidente da República são dignas de indignação de qualquer um que realmente defenda o direito à vida e dignidade do povo brasileiro. Num país com tamanha desigualdade é no mínimo absurdo e bizarro o Estado abrir mão da defesa do direito ao sonho, esperança e educação da juventude.

Quem realmente defende “Brasil acima de tudo” e preza pela soberania do nosso país sabe que não há soberania popular maior do que todas as crianças brasileiras terem casa pra morar, comida pra comer, escola pra estudar e sonho pra sonhar.

Lutamos para que o slogan “as crianças são o futuro do Brasil” não seja apenas discurso e sim realidade. Delas e de nossa luta depende se realmente teremos um futuro.

 

Três finalistas do Prêmio de Tecnologias da Fundação BB são voltados à primeira infância

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A organização do Prêmio de Tecnologias Sociais da Fundação Banco do Brasil divulgou a lista dos finalistas da edição 2019. Entre as 24 tecnologias que concorrem, três estão diretamente ligadas à primeira infância A premiação busca identificar tecnologias sociais que promovem ações de desenvolvimento infantil (linguagem, cognitivo, motricidade e socioafetividade), o fortalecimento de vínculos familiares e o exercício da parentalidade.
Programa Municipal de Aleitamento Materno Pró-Mamá de Osório
As três finalistas diretamente ligadas à primeira infância são: o Programa Municipal de Aleitamento Materno — Pró-Mamá, desenvolvido pela Prefeitura Municipal de Osório (RS); o Programa Primeira Infância Ribeirinha, da Fundação Amazonas Sustentável, de Manaus (AM); e a Visitação domiciliar na primeira infância, da Secretaria da Saúde de Porto Alegre (RS).
Programa Primeira Infância Ribeirinha (PIR), de Manaus (AM)
As finalistas concorrem à premiação de R$ 700 mil, divididos entre os primeiros colocados de cada categoria (R$ 50 mil), os segundos colocados (R$ 30 mil) e os terceiros colocados (R$ 20 mil). Todas as 24 finalistas ganharão um troféu e um vídeo retratando a iniciativa. Além disso, representantes das iniciativas serão convidados a participar do Encontro de Tecnologia Social que será realizado em Brasília no mesmo dia da premiação, prevista para outubro. As iniciativas também farão parte do Banco de Tecnologias Sociais (BTS) da fundação.
Visitação domiciliar na primeira infância, de Porto Alegre (RS)
Sobre o Banco de Tecnologias Sociais
Além das três finalistas da Primeira Infância, outras seis metodologias ligadas a este tema também foram certificadas neste ano e passam a integrar o Banco de Tecnologias Sociais (BTS) mantido pela Fundação Banco do Brasil. O BTS é uma base de dados on-line que reúne atualmente 1.110 metodologias, certificadas por solucionarem problemas comuns às diversas comunidades brasileiras nas áreas de: alimentação, educação, energia, habitação, meio ambiente, recursos hídricos, renda e saúde. Clique aqui para conhecer.
Nesta edição, o Prêmio Fundação BB de Tecnologia Social tem a parceria de Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Instituto C&A, Ativos S/A e BB Tecnologia e Serviços, além da cooperação da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) no Brasil e apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Ministério da Cidadania e Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).
Veja a lista das 24 finalistas aqui.
Confira a lista das 123 tecnologias sociais certificadas aqui

 

Confira as tecnologias sociais certificadas relacionadas à primeira infância:

 

TECNOLOGIA SOCIAL

PROPONENTE

SITUAÇÃO

Programa Municipal de Aleitamento Materno Pró-Mamá    Prefeitura Municipal de Osório – Osório/RS

FINALISTA

Programa Primeira Infância Ribeirinha (PIR)

 

Fundação Amazonas Sustentável – Manaus/AM

FINALISTA

Visitação domiciliar na primeira infância Secretaria de Saúde de Porto Alegre – Porto Alegre/RS

FINALISTA

Apoio e Estimulação ao Bebê de Risco Associação de Reabilitação Infantil Limeirense – Limeira/SP

CERTIFICADA

 

Berço Coletivo Casa Lar Luz do Caminho – Florianópolis/SC

CERTIFICADA

 

Grupos de Encontros Família que Acolhe

 

Prefeitura Municipal de Boa Vista – Boa Vista/RR

CERTIFICADA

 

Primeira Infância Um olhar afetivo e educativo Instituto André Franco Vive – São Paulo/SP

CERTIFICADA

Tecnologia Assistiva e Estimulação Sensorial de Baixo Custo para PCD

 

Associação Cultural Educacional Social e Assistencial Capuava (Acesa Capuava) – Valinhos/SP

CERTIFICADA

Universidade da Criança Prefeitura de Chopinzinho – Chopinzinho/PR

CERTIFICADA

Estatuto da Criança e do Adolescente completa 29 anos em meio a muitas violações de direitos

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Neste sábado (13/7), o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completa 29 anos de criação. O documento é o principal instrumento de construção de políticas públicas para a promoção e a garantia de direitos de crianças e adolescentes no Brasil. Porém estudos mostram que o Brasil sofre retrocessos em relação a esses direitos desde 2015.

O levantamento, feito pelo grupo Joining Forces, revelou que o Brasil é o país com maior risco de violência contra crianças e adolescentes no mundo. Além disso, o estudo mostrou que o país tem 17,3 milhões de pessoas de até 14 anos em situação de pobreza. O direito mais violado, segundo o estudo, é o saneamento básico, comprometendo a vida de 13,3 milhões de crianças e adolescentes. Depois, está o direito à educação, com 8,8 milhões de meninos e meninas privados desse direito. O acesso à água é o terceiro mais violado, atingindo 7,6 milhões de crianças e adolescentes. Em seguida, estão direito à informação (6,8 milhões), à moradia (5,9 milhões) e à proteção do trabalho infantil (2,5 milhões).

O grupo, formado por cinco organizações não governamentais (ONGs) — Visão Mundial, Aldeias Infantis SOS Brasil, ChildFund Brasil, Federação Internacional Terre des Hommes e Plan International —, divulgou também uma pesquisa que expõe quatro temas prioritários, considerados críticos e em áreas que estão sendo gravemente violadas. São eles: acesso à educação de qualidade; convivência familiar; desigualdades, abusos e violências de gênero; e extermínio de adolescentes e jovens negros.

Projetos sociais 
Apesar dos problemas, existem projetos sociais que buscam promover uma melhoria na situação de crianças e adolescentes que têm direitos violados. O Itaú Social, por exemplo, tem iniciativas por todo o Brasil que visam melhorar a educação integral e inclusão social, melhoria da aprendizagem, redução da evasão escolar, combate ao trabalho escravo e ao envolvimento com álcool e drogas, ressocialização de adolescentes em conflitos com a lei, atendimento de crianças vítimas de maus tratos e fortalecimento dos vínculos familiares.

Os projetos têm apoio por meio do edital Fundos da Infância e da Adolescência, que está com inscrições abertas até 9 de agosto. Os Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCAs) de todo o país, gestores dos fundos, podem inscrever as propostas pelo site. Em 2018, o Edital Fundos da Infância e da Adolescência selecionou 51 projetos de todas as regiões do Brasil e no total destinou R$ 11,7 milhões a esses fins.

Entidades repudiam declaração de Bolsonaro sobre trabalho infantil

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Uma transmissão ao vivo do presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais, na última quinta-feira (5), gerou polêmica. O presidente sugeriu ser a favor do trabalho infantil. De acordo com o político, o “trabalho dignifica o homem, a mulher, não interessa a idade”. Bolsonaro afirmou ainda que não foi prejudicado em nada por ter trabalhado aos 9 ou 10 anos de idade. As declarações geraram repúdio por parte de entidades e especialistas da área do trabalho.

Em nota, a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), entidade representativa de cerca de 4 mil juízes do Trabalho, afirmou que o presidente da República insiste em “condenar a infância e a adolescência brasileiras ao surrado argumento do ‘ou trabalha, ou vai roubar’. Demonstra, assim, desconhecer por completo a realidade de mais de 2 milhões de crianças massacradas pelo trabalho em condições superiores às suas forças físicas e mentais, dos mais de 200 óbitos e dos mais de 40 mil crianças e jovens que sofreram mutilações e deformações decorrentes de acidentes de trabalho entre 2007 e 2017”.

A Rede Nacional Primeira Infância (RNPI), uma articulação apartidária composta por mais de 200 instituições que atuam na promoção e garantia dos direitos da primeira infância, também se manifestou contra as declarações do chefe do Executivo federal. “É lamentável que o presidente faça apologia a uma prática que traz graves consequências à saúde, à educação, ao lazer, ao presente, e ao futuro das crianças e adolescentes. E, por isso, a Rede reforça seu desagravo à declaração do presidente”, diz trecho da nota.

Em seu artigo “trabalho infantil doméstico subsiste no Brasil”, o advogado Cássio Faeddo afirma que “a proibição do trabalho precoce não é só de interesse social. Na batalha do emprego, inovação tecnológica e automação, em breve não haverá mais vagas para trabalhos sem qualificação”. De acordo com o advogado, “se o Brasil desejar despontar com força para criação de patentes, desenvolvimento de tecnologia e operação dos equipamentos gerados por essas tecnologias, deverá investir na formação e educação das crianças e jovens”.

Brasil no ranking mundial de proteção à infância

O Brasil ocupa a 99ª posição em ranking mundial de proteção à infância, de acordo com um estudo elaborado pela organização não governamental Save the Children. Estamos está atrás de países como Cuba, Chile, Argentina, Costa Rica, Uruguai, Peru, México, Equador, Coreia do Norte e Palestina. Ao todo, 176 países participam do ranking. Do ano passado para cá, o Brasil caiu de posição: em 2018, ele ocupava o 93º lugar na lista. No ranking de nações que mais melhoraram e prosperaram, ficou no 157º lugar. O país se enquadra atualmente no grupo de nações classificadas pela ONG como aqueles onde “algumas crianças estão perdendo sua infância”.

Confira nota da ANAMATRA na íntegra:

Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, entidade representativa de cerca de 4 mil juízes do Trabalho em todo o Brasil, vem a público repudiar as declarações do Sr. Presidente da República, proferidas nesta quinta-feira, 4 de julho, em defesa do trabalho infantil.

Insiste o Presidente da República em condenar a infância e a adolescência brasileiras ao surrado argumento do “ou trabalha, ou vai roubar”. Demonstra, assim, desconhecer por completo a realidade de mais de dois milhões de crianças massacradas pelo trabalho em condições superiores às suas forças físicas e mentais, dos mais de duzentos óbitos e dos mais de 40 mil crianças e jovens que sofreram mutilações e deformações decorrentes de acidentes de trabalho entre 2007 e 2017. Isso sem mencionar os traumas psicológicos advindos do amadurecimento precoce, do enfraquecimento dos laços familiares e do prejuízo ao desenvolvimento da escolaridade, e, consequentemente, das oportunidades.

O que os cidadãos brasileiros aguardam é que o Governo Federal desenvolva políticas públicas de reinserção de 45 milhões de adultos desempregados e subutilizados ao mercado de trabalho. Políticas essas que façam convergir os compromissos do País às Convenções Internacionais 138 e 182 da OIT, das quais o Brasil é signatário, bem como ao caput e o § 3º do art. 227 da Constituição Federal, que atribuem ao Estado brasileiro, que chefia, o dever incontornável de assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, os direitos à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, e a oferecer proteção especial diante de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, com especial proteção às garantias trabalhistas e previdenciárias.

Criança é para estudar e brincar.

Confira a nota da RNPI na íntegra:

A Rede Nacional Primeira Infância (RNPI) vem, por meia desta nota, manifestar total desagravo com a declaração do presidente da República, Jair Bolsonaro, em defesa do trabalho infantil. Em transmissão ao vivo em sua página no Facebook, nesta quinta-feira, Bolsonaro defendeu o trabalho infantil e deu o próprio exemplo para falar que “não foi prejudicado em nada” por ter trabalhado aos nove anos colhendo milho em uma fazenda.

A fala do presidente contraria o artigo 227 da Constituição Federal de 1988 que assegura a proteção integral de crianças e adolescentes com prioridade absoluta, assim como a Convenção 182 da Organização Internacional do Trabalho que determina a proibição e ação imediata para eliminação das piores formas de trabalho infantil.

Apesar do Brasil ser signatário das Convenções Internacionais do Trabalho adotadas no âmbito das Nações Unidas, atualmente 2,4 milhões de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos trabalham no Brasil, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (IBGE). Número que mostra claramente a dificuldade do país para contribuir com a meta de eliminar todas as formas de trabalho infantil até 2025 como prevê os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

É lamentável que o presidente faça apologia a uma prática que traz graves consequências à saúde, à educação, ao lazer, ao presente, e ao futuro das crianças e adolescentes. E, por isso, a Rede reforça seu desagravo à declaração do presidente.

A RNPI é uma articulação apartidária composta por mais de 200 instituições, entre organizações da sociedade civil, do governo, do setor privado, de outras redes e de organizações multilaterais que atuam, direta ou indiretamente, na promoção e garantia dos direitos da Primeira Infância – sem discriminação étnico-racial, de gênero, regional, religiosa, ideológica, partidária, econômica, de orientação sexual ou de qualquer outra natureza.

Confira artigo de Cassio Faeddo, advogado, mestre em direitos fundamentais, com MBA em relações internacionais:

“Trabalho infantil domestico subsiste no Brasil

Art. 7º, XXXIII: “proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de 18 anos e de qualquer trabalho a menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz”. (aprendiz é o jovem de 14 a 18 anos – art. 428 da CLT)

Em uma recente intervenção do presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais, foi trazido à baila novamente o tema do trabalho infantil. O presidente relatou ter trabalhado “duro” em uma fazenda aos dez anos de idade e que isto nenhum mal lhe causou.

A Constituição Brasileira, em harmonia com as Convenções da Organização do Trabalho 138 (idade mínima para o trabalho) e 182 (piores formas de trabalho infantil), proíbe o trabalho de crianças e adolescentes até 16 anos, salvo na condição de aprendiz, permitindo-se nesse caso, o trabalho a partir dos 14 anos.

Art. 7º, XXXIII: “proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de 18 anos e de qualquer trabalho a menores de 16 anos, salvo na condição de aprendiz”. (aprendiz é o jovem de 14 a 14 anos – art. 428 da CLT).

Segundo dados de 2019 da OIT, Organização Mundial do Trabalho, há no mundo 152 milhões de jovens entre 5 e 17 anos executando trabalho, das quais 73 milhões executam trabalhos perigosos. 108 milhões estão na agricultura com 75 milhões delas não remuneradas trabalhando na própria família.

Conforme números do IBGE de 2016, crianças e jovens entre 5 a 13 anos de idade, 26,0% recebiam remuneração. Com o aumento da idade, entre 14 a 17 anos 78,2% recebem alguma remuneração.

Neste ambiente é de se ressaltar a persistência do trabalho doméstico, não aquele de simples cuidados com os próprios objetos ou para secar louça, ajudando os familiares, mas verdadeiro trabalho de empregado doméstico.

A Convenção 182 da OIT, que completa 20 anos em 2019, e foi ratificada pelo Brasil, trata das Piores Formas do Trabalho Infantil, e incluiu o trabalho doméstico em rol de atividades impróprias. Infelizmente a prática ainda subsiste no país, e a declaração do presidente deu a entender que o trabalho desenvolvido em sua infância ocorreu não só em ambiente familiar como também na agricultura.

Como exemplo da prática, em recente decisão do Tribunal Regional do Trabalho, foi reconhecido vínculo de emprego entre uma jovem e seus “cuidadores”.

A notícia, extraída do site do próprio Tribunal, traz o relato “do caso de uma adolescente de 12 anos que foi levada da casa dos pais, em Araçuaí, no norte de Minas Gerais, para ser babá na cidade de Salgueiro, em Pernambuco (…). A história da adolescente teve início em 2011. Ela foi contratada por um casal do município de Salgueiro para ser cuidadora das duas filhas. Na época, uma estava com sete anos e a outra com um ano de idade. A adolescente morou na casa da família pelo período de dois anos, exercendo a função de babá das duas menores, principalmente no período da tarde, já que de manhã frequentava escola pública”.

Neste caso, a adolescente residia na casa dos empregadores, estudava em escola pública, enquanto as crianças que cuidava em escola particular.

O trabalho ocorria em troca de residência e alimentação, como demonstra o relato.

Mas não é só. No Brasil, ainda existe a servidão infantil, comumente denominada adoção à brasileira. A prática consiste na adoção de crianças nascidas em famílias pobres ou que não desejam criar um filho e entregá-las para a adoção. Ocorre que a adoção, na verdade, esconde a servidão infantil, servindo a criança para cuidar dos afazeres domésticos.

Nesse caso, a Justiça do Trabalho apenas poderá atuar para reconhecer o vínculo de emprego, ainda que o trabalho seja proibido, determinando o pagamento de verbas trabalhistas e previdenciárias. A investigação da prática criminosa caberá ao Ministério Público Estadual e Polícia Judiciária.

Investigar o trabalho infantil doméstico é muito difícil, pois este ocorre no ambiente do lar, é tido como problema do vizinho e culturalmente aceito como forma de educar a criança. Por tudo isso ainda levará tempo para ser erradicado do país.

A proibição do trabalho precoce não é só de interesse social. Na batalha do emprego, inovação tecnológica e automação, em breve não haverá mais vagas para trabalhos sem qualificação. Por isso, se o Brasil desejar despontar com força para criação de patentes, desenvolvimento de tecnologia e operação dos equipamentos gerados por essas tecnologias, deverá investir na formação e educação das crianças e jovens.”

Petrobras e Andi firmam parceria pela primeira infância

Flávio Emanuel/Agência Petrobras
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A Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi) receberá patrocínio da Petrobras a partir desta quarta-feira (26) para desenvolver o projeto Primeira Infância é Prioridade. A iniciativa tem o objetivo de promover a capacitação de pessoas que convivem e trabalham com crianças e com meios de comunicação para promover e assegurar os direitos da população de 0 a 6 anos no Brasil.

Flávio Emanuel/Agência Petrobras
Miriam Pragita, diretora-executiva da Andi; Roberto Furian Ardenghy, diretor-executivo de Relacionamento Institucional da Petrobras; e Beatriz Espinosa, gerente-executiva de Responsabilidade Social da Petrobras

Segundo a Petrobras, 100 municípios de 10 estados brasileiros estarão envolvidos no projeto durante dois anos, incluindo Brasília. A expectativa é alcançar mais de 1 mil participantes, desde pessoas em cargos de direção no serviço público até famílias com crianças. O monitoramento de toda a legislação e elaboração de plano municipais voltados para a primeira infância também estão nas atividades da iniciativa.

Outro foco do projeto é mobilizar jornalistas para disseminar a defesa dos direitos infantis. Está previsto um seminário nacional para discutir avanços e desafios de políticas públicas voltadas para o público-alvo da iniciativa.

Agência de Notícias dos Direitos da Infância
A Andi atua na América Latina como uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos há 25 anos. A agência também é responsável pelo secretariado executivo da Rede Nacional Primeira Infância (RNPI), criada em 2007 com objetivo similar ao projeto financiado pela Petrobras, que conta com mais de 200 organizações com a missão de garantir os direitos de crianças que tenham até seis anos de idade.

Programa Petrobras Socioambiental
O patrocínio de projetos que atuam na sociedade civil oferecido pela petroleira estatal de economia mista faz parte do Programa Petrobras Socioambiental, que busca ajudar na conservação do meio ambiente e no aumento da qualidade de vida do brasileiro. Atualmente, 100 iniciativas espalhadas por 20 estados são apoiadas pelo programa, resultando em mais de 100 mil beneficiados.

Educação ambiental e complementar no contra-turno escolar, esporte educacional, formação de professores e atuação de profissionais na gestão, pesquisa e condução dos projetos são algumas das atividades ligadas ao projeto.

A Rede Não Bata, Eduque realiza campanha contra a violência na educação

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Nesta quarta-feira (26), haverá mobilização nacional pelo fim dos castigos físicos e humilhantes

O Dia Nacional pela Educação sem Violência é nesta quarta-feira (26), quando completam cinco anos da Lei Menino Bernardo (nº 13.010/2014). A Rede Não Bata, Eduque realiza campanha pela data.

A rede é responsável por acompanhar e incentivar a tramitação do marco legal que previne o uso dos castigos físicos e humilhantes como forma de educar crianças e adolescentes. Desde 2017, a mobilização é promovida anualmente com ações virtuais e presenciais feitas em parceria com escolas, organizações que atuam em defesa dos direitos infantojuvenis, unidades de saúde e órgãos públicos.

Entre as atividades, estão previstas rodas de conversa, intervenções urbanas, panfletagens, encontros e seminários sobre o tema em várias cidades do Brasil. A campanha tem como objetivo estimular a implementação da Lei Menino Bernardo com políticas públicas que promovam o uso de formas positivas e não violentas de educar.

Confira cards de educação positiva:

 

 

 

Lei Menino Bernardo

De caráter pedagógico e preventivo, a Lei Menino Bernardo recebeu o nome em homenagem a Bernardo Boldrini, um menino de 11 anos que foi assassinado pelo pai e pela madrasta na cidade onde morava: Três Passos (RS). O caso chocou a opinião pública e levantou o debate sobre a prevenção da violência contra crianças e adolescentes no seio familiar. Em março deste ano, a Justiça condenou a mais de 30 anos de prisão o pai e a madrasta pelo crime.

No mundo, 54 países aprovaram leis que proíbem o castigo corporal e tratamento cruel e degradante contra crianças e adolescentes. Na América Latina, incluindo o Brasil, são 10: Argentina, Bolívia, Costa Rica, Honduras, Nicarágua, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.

Evento no Rio de Janeiro

No auditório da Universidade Veiga de Almeida (UVA), no Maracanã, Rio de Janeiro, será realizado o evento “É possível educar sem violência? #5AnosdaLeiMeninoBernardo”, nesta quarta-feira (26), das 14h às 17h. Para se inscrever, acesse o link.

O encontro discutirá os mitos e desafios que envolvem a Lei Menino Bernardo e o tema dos castigos físicos e humilhantes, principalmente em relação à abordagem pelos meios de comunicação e redes sociais. Também será uma oportunidade de trocar experiências e práticas a respeito da educação positiva, contando com a participação de blogueiros pais e mães.

Entre os participantes confirmados está Mariana Lacerda, mãe do Matias, blogueira e terapeuta ocupacional certificada em disciplina positiva, criadora do curso on-line “Educar com respeito”. Por meio de vídeo, participará Leandro Ziotto, pai do Vinícius, blogueiro e fundador do portal 4Daddy. Também haverá mensagem da porta-voz da campanha, Xuxa Meneghel, apresentações culturais e debate com os adolescentes da Rede Não Bata, Eduque.