Artigo: atividades a distância são importantes para o ensino infantil?

Ana Paula Lisboa
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Por Sueli Bravi Conte*

Psicopedagoga e mestre em neurociências reflete sobre a validade de tarefas pedagógicas mediadas por tecnologia para crianças pequenas durante a pandemia

Arquivo pessoal
“As crianças de até 5 ou 6 anos de idade já nasceram na Era da Informação. Estão incrivelmente acostumadas a ter em suas mãos e efetivamente manusear gadgets como celulares e tablets”, diz Sueli Bravi Conte, dona de colégio em São Paulo. Foto: Arquivo pessoal

“Há mais de 35 anos como especialista em educação, nunca havia enfrentado um momento tão difícil quanto o que vivemos agora. A dificuldade não se resume apenas ao fato de que toda a população precisa ficar em casa ou à questão de que as aulas, agora, ocorrem por meio de plataformas digitais.

O desafio, como educadora, é ver em nossa sociedade a quantidade de manifestações a respeito da pouca importância de manter crianças de até 5 ou 6 anos de idade na escola e insinuações de que aulas a distância não são efetivas. Diante desse cenário, gostaria de fazer uma reflexão.

Para começar, acho importante falarmos sobre o significado da palavra “educar”. No sentido mais básico, educar é dar a alguém todos os cuidados necessários para o pleno desenvolvimento da sua personalidade. De acordo com o mais célebre educador do nosso país, Paulo Freire, o objetivo maior da educação é conscientizar o aluno, fazer com que ele possa desenvolver o poder de criticidade.

Se analisarmos apenas esses dois conceitos, podemos facilmente concluir que o processo de educação tem início desde o nascimento da criança — ou até antes —, mas vamos avaliar apenas o período pós-nascimento. Ainda em seu primeiro dia de vida, a mãe e os profissionais de saúde ensinam ao bebê a forma correta de se alimentar.

A criança precisa aprender e se adaptar à forma correta de fazer a “pega”. Não muito tempo depois, é preciso ensinar a ela os sabores dos alimentos. Na sequência, chega a hora de ensinar a andar, pronunciar as primeiras palavras, reconhecer as cores etc. Em um determinado momento, as famílias recorrem às creches e às escolas a fim de dar sequência ao processo de aprendizagem.

Durante a educação infantil, também conhecida como ensino infantil, temos a primeira etapa da educação básica. Crianças de 0 até os 5 anos de idade são atendidas e têm seus primeiros contatos com a escola. O objetivo principal dos educadores, nesse período, é promover nos pequenos o desenvolvimento de aspectos físicos, motores, cognitivos, sociais e emocionais.

Também se fomenta neles a exploração dos ambientes, das descobertas e da experimentação. Claro, além de tudo isso, as crianças também são estimuladas a interagir com pessoas de fora do convívio familiar, começam a entender a dinâmica dos jogos e atividades lúdicos.

Isso tudo significa que, na educação infantil, permitimos e incentivamos o brincar! É por meio das brincadeiras, das músicas, das pinturas, da dança e de tantas outras atividades que as crianças são introduzidas ao desenvolvimento global. É por meio dessas ações, consideradas lúdicas, por mais simples que possam parecer, que as crianças começam a tomar consciência de si e do mundo, passam a pensar em suas ações e compreender de que forma devem agir para conseguir algo que almejam.

Ana Paula Lisboa
Sueli Bravi Conte defende que crianças que nasceram na Era da Informação estão aptas para encarar professores e coleguinhas por telas. Imagem: Ana Paula Lisboa

Obviamente a criança precisa estar em um ambiente favorável para que se envolva de maneira espontânea com o que lhe é proposto. Em um momento como o que vivemos, em que os governos determinam que as escolas estejam fechadas, totalmente atípico para os adultos, inclusive, é justo e importante para esses pequenos cidadãos que se busquem formas alternativas de seguir estimulando seu desenvolvimento e aperfeiçoando suas habilidades.

Se pararmos por alguns minutos e observarmos alguns instantes das suas rotinas em casa, perceberemos que a tecnologia e as plataformas digitais são itens com os quais eles estão totalmente familiarizados. As crianças de até 5 ou 6 anos de idade já nasceram na Era da Informação. Estão incrivelmente acostumadas a ter em suas mãos e efetivamente manusear gadgets como celulares e tablets.

Elas brincam de trabalhar em notebooks, como veem seus pais, tios e avós fazendo. Ou seja, não é um absurdo para elas encarar o amiguinho e as professoras por meio de uma tela e interagir por ali, mostrando seus desenhos, cantando juntos, fazendo danças e manifestando suas ideias.

Para elas, é uma experiência marcante receber uma atividade proposta pela professora por meio de um vídeo na tela do computador e executar com alguém da família. E é notável, mesmo com pouco tempo de ensino a distância para crianças tão pequenas, que é possível que elas se desenvolvam e que a educação aconteça quando a escola e a família estão, efetivamente, de mãos dadas, caminhando juntas e atuando em parceria. Observe você também!”

*Sueli Bravi Conte é especialista em educação, mestre em neurociências, psicopedagoga, diretora e mantenedora do Colégio Renovação, instituição com mais de 35 anos que oferta do ensino infantil ao ensino médio em São Paulo e em Indaiatuba (SP)

Sistema de ensino cria vídeos educativos para crianças de 3 a 5 anos

Kátia Fabiana Marçal Oliveira / Divulgação
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O SAE Digital posta vídeos de práticas lúdicas e interativas no canal do YouTube SAE Digital – Sistema de Ensino  desde o começo de agosto. O conteúdo criativo e gratuito é direcionado a crianças de 3 a 5 anos e tem a intenção de mostrar as possibilidades de aprender dentro de casa. A duração máxima de cada gravação é de 3 minutos e meio, e a linguagem é adequada à faixa etária.

Kátia Fabiana Marçal Oliveira / Divulgação
Com linguagem adequada para cada idade, os vídeos mostram às crianças e aos pais possibilidades de aprendizado sem sair de casa.

Os vídeos do sistema de ensino podem ser acessados por pais e alunos do ensino público e particular de todo o Brasil. As atividades são voltadas à primeira infância, se baseiam na interação da criança com o que está ao seu redor. Toda semana, são postados três novos desafios lúdicos e interativos que propõem a investigação da criança junto a um adulto.

Assim, as famílias realizam tarefas, como confeccionar brinquedos e testar experimentos científicos feitos com materiais disponíveis em casa. Os vídeos também podem servir de apoio para professores e gestores de instituições de ensino infantil que buscam novas opções para facilitar e incrementar o aprendizado dos alunos.

 

Famílias com crianças e adolescentes são as que mais sofrem durante a pandemia

Unicef/BRZ/ João Torres
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A pedido do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) realizou uma pesquisa sobre os impactos primários e secundários da covid-19 em crianças e adolescentes.

Unicef/BRZ/ João Torres
Para realização da pesquisa, foram realizadas 1.516 entrevistas entre 3 e 18 de julho

A partir dos resultados, foi comprovado que famílias com crianças e adolescentes são muito mais afetadas pela pandemia que outros núcleos familiares.

Conforme a pesquisa, 55% dos entrevistados afirmaram que a renda do lar diminuiu com a crise sanitária. Quando se olha para casas com crianças e adolescentes, a porcentagem sobe para 63%.

A desigualdade social também se acentuou nesta quarentena: 67% das pessoas com renda familiar de até um salário mínimo tiveram faturamento reduzido, enquanto essa taxa é de 36% entre brasileiros com renda familiar superior a 10 salários.

Além dos problemas financeiros, houve prejuízos no ensino. Apesar de uma grande parcela conseguir realizar atividades de forma remota, 9% das crianças e adolescentes que frequentavam escolas antes da quarentena não puderam continuar estudando. O que significa que perderam o direito básico à educação por não terem acesso à internet ou aparatos tecnológicos para acompanhar as aulas a distância.

O período de isolamento social também impacta diretamente a segurança alimentar e nutricional: 58% das famílias que vivem com crianças e adolescentes relataram que houve alteração nos hábitos alimentares. Desses núcleos familiares, 31% passaram a consumir mais alimentos industrializados, como macarrão instantâneo, bolachas recheadas, comida enlatada, entre outros. A má nutrição interfere diretamente no crescimento das crianças e pode causar diversos problemas de saúde.

 

Iniciativas de ensino infantil podem concorrer a prêmio de R$ 200 mil

João Carniel/Fundação Péter Murányi
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Prêmio Péter Murányi tem o objetivo de reconhecer trabalhos educacionais que melhorem a qualidade de vida das crianças. Inscrições podem ser feitas até 31/10

João Carniel/Fundação Péter Murányi
Prêmio reconhece, desde 2002, iniciativas que apoiem alimentação, saúde, ciência e tecnologia e educação para crianças

Nesta terça-feira (25/8), é comemorado o Dia Nacional da Educação Infantil e a Fundação Péter Murányi está com inscrições abertas para premiação que distribuirá até R$ 250 mil para apoiar iniciativas educacionais nessa etapa. O Prêmio Péter Murányi tem o objetivo de melhorar a qualidade de vida das crianças.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 31 de outubro. A 20ª edição do concurso é focada na educação. O trabalho vencedor levará R$ 200 mil, enquanto o segundo R$ 30 mil e, por fim, o terceiro colocado, R$ 20 mil.

Os interessados em participar da edição de 2020 podem enviar propostas que precisam seguir requisitos, como ser indicado por uma instituição, ter sede no Brasil, ser cadastrada junto à Fundação Péter Murányi e atender a três critérios fundamentais: é preciso que a proposta seja inovadora, tenha aplicabilidade prática e resultados comprovados sobre seu impacto positivo para pessoas de regiões em desenvolvimento.

Sobre o prêmio

A Fundação Péter Murányi já investiu R$ 3,1 milhões e avaliou 1.704 trabalhos desde o início da premiação, em 2002. O prêmio ocorre anualmente e, a cada edição, alterna o foco entre os temas alimentação, saúde, ciência & tecnologia e educação, para que cada área seja revisitada a cada quatro anos.

Entidades de vários setores apoiam o prêmio, como a Academia Brasileira de Ciências, a Associação dos Cônsules no Brasil, a Academia de Ciências do Estado de São Paulo, a Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, o Centro de Integração Empresa-Escola, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.

Inscreva um projeto

O edital e o formulário para inscrição estão disponíveis no site da fundação. Os projetos serão avaliados por uma comissão técnica e científica, especialistas da área e um júri em várias etapas. Os três vencedores serão reconhecidos na premiação em abril de 2021.

Anup prorroga inscrições para o Desafio pela Primeira Infância

Anup/Divulgação
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Iniciativa busca trabalhos universitários que proponham novas soluções para problemas que afetam bebês e crianças de até 6 anos e promovam qualidade de vida

Anup/Divulgação
Desafio pela Primeira Infância vai oferecer R$ 10 mil aos três finalistas para execução dos projetos que promovam transformação social

A Associação Nacional das Universidades Particulares (Anup), em parceria com a fundação holandesa Bernard van Leer e a cooperação técnica da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), prorrogou as inscrições para o Desafio Universitário pela Primeira Infância.

Devido à pandemia e a diversas dificuldades que as instituições de ensino superior estão enfrentando, as inscrições podem ser feitas até o próximo domingo (30/8). A iniciativa busca projetos de faculdades que proponham soluções para problemas que afetam bebês e crianças de até 6 anos. O objetivo é que as propostas promovam qualidade de vida em diversas áreas.

Os primeiros seis anos de vida são a primeira infância, um período importante que requer cuidados e iniciativas. De acordo com o economista americano James Heckman, ganhador do prêmio Nobel de Economia de 2000, cada dólar investido nessa fase traz até 13% de retorno para a sociedade.

Como vai funcionar o desafio

O desafio vai oferecer mentoria nacional e internacional especializada, acelerar as ideias vencedoras, oferecer uma imersão no tema e inserir os autores na área do empreendedorismo social. No decorrer das etapas, os participantes terão a chance de interagir com especialistas, conectando-se com outras equipes.

Os três finalistas estarão em um livro editado OEI, lançado em formatos físico e digital, em português e espanhol, disponibilizado pela organização em todos os países em que se faz presente.

Os ganhadores também receberão R$ 10 mil para tirar o projeto do papel e colocar a ideia em prática a partir de 2021. Durante esse período, será oferecida uma mentoria com consultores da empresa responsável pela execução do desafio ponteAponte, com direito a certificado aos participantes.

As premiações não param por aí. Os projetos receberão certificado, visibilidade por meio de canais de comunicação dos organizadores e parceiros, além de participação em webinar exclusivo com profissionais do Chile e da Colômbia, especialistas em primeira infância. O propósito da transmissão é que os ganhadores ampliem os conhecimentos com conteúdos e interações internacionais.

Propostas de ouro

Para se inscrever, é necessário preencher um formulário on-line no site do desafio. Os candidatos devem explicar como o projeto se encaixa na temática da primeira infância em determinada disciplina, curso de bacharelado, licenciatura ou tecnológicos de formação superior, em um departamento ou na instituição de ensino. Equipes de no mínimo dois estudantes e um docente podem se inscrever e contar com um programa de aceleração durante o processo seletivo.

 

ONG promove webinário sobre educação na primeira infância

Visão Mundial/Divulgação
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Encontro virtual gratuito ocorrerá na quinta-feira (6/8) no YouTube da ONG Visão Mundial com presença da pediatra Anna Grellert

Visão Mundial/Divulgação
O webinário tem o objetivo de mostrar para a sociedade a importância da educação de crianças de 0 a 6 anos

Com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da educação na primeira infância e sobre os efeitos da violência no desenvolvimento infantil, a Visão Mundial, uma organização não-governamental humanitária especializada na proteção à infância, promove um webinário nesta quinta-feira (6/8), a partir das 18h no canal do YouTube da ONG.

As inscrições podem ser feitas neste link.

O encontro contará com a presença de Anna Grellert, médica pediatra especializada no desenvolvimento da criança e assessora regional para o tema de pais e filhos da Visão Mundial na América Latina e no Caribe.

A primeira infância é um período fundamental para o desenvolvimento cerebral. É importante que, nesta faixa etária entre 0 e 6 anos, meninos e meninas sejam cuidados com ternura. Isso facilita formar cidadãos aptos à convivência social e à cultura da paz.

As primeiras experiências das crianças, em especial os vínculos que criam com os pais e seus primeiros aprendizados, afetam todo seu posterior desenvolvimento físico, cognitivo, emocional e social.

Pesquisa mostra a importância do papel paterno durante amamentação

Visão Mundial/Divulgação
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Mulheres que recebem apoio do parceiro têm maior probabilidade de iniciar e continuar amamentando por mais tempo, diz estudo

Visão Mundial/Divulgação
O webinário tem o objetivo de mostrar para a sociedade a importância da educação de crianças de 0 a 6 anos

A amamentação é um período muito esperado pela mulher enquanto gestante, mas nem sempre é um processo fácil após o nascimento do bebê. Estudos revelam que a participação ativa e o apoio paternos são fundamentais para o estabelecimento e até o alongamento do período de amamentação.

Atualmente, é perceptível que uma grande parcela dos homens se mostra mais participativa com os cuidados dos filhos. Mas, de acordo com uma pesquisa global, realizada por Philips Avent em 2019, no cenário internacional, 81% dos pais gostariam de estar mais envolvidos no período de amamentação.

No Brasil, esta realidade atinge um percentual menor (77,93%), embora 72,18% dos companheiros afirmem estar envolvidos em confortar e cuidar do bebê.

O estudo revela ainda que 88,69% das mães brasileiras acreditam que são necessárias mais informações sobre como os parceiros podem apoiá-las nesse período para torná-lo mais fácil.

As estatísticas mostram, então, que conversas sobre o apoio à mulher na fase de amamentação precisam ser fomentadas nas famílias.

De acordo com a enfermeira pediatra e consultora em aleitamento materno parceria de Philips Avent Eneida Souza, amamentar é um grande aprendizado para a mãe e o bebê. Ela enfatiza que o apoio e participação ativa do pai é imprescindível.

Instituições como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) recomendam a amamentação exclusiva nos primeiros seis meses de vida, no entanto, apenas 39% das mães conseguem atingir esta meta.

Encontro virtual debate a importância da conversa na primeira infância

Nenê do Zap/Divulgação
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O bate-papo “Nenê do Zap” será transmitido quinta-feira (6/8), na página do Facebook e contará com a presença dos artistas Bruno Gagliasso e Dira Paes

Nenê do Zap/Divulgação
Evento também terá a presença de duas especialistas para debater o tema

Na próxima quinta-feira (6/8), a partir das 16h, a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal e a Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) promovem o bate-papo virtual “Nenê do Zap”, que falará sobre a importância da conversa e da interação na primeira infância. O encontro será gratuito e transmitido pelo Facebook.

O encontro contará com a presença de Mariana Luz, CEO da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, e de Marlova Noleto, diretora e representante da Unesco no Brasil, além de vários convidados especiais, como os atores Bruno Gagliasso e Dira Paes. Os dois vão compartilhar como são as conversas e as interações com seus filhos e como as mudanças causadas pela pandemia interferiram ou intensificaram essa relação.

Moderado pela diretora de Comunicação da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Paula Perim, o evento terá a participação de duas especialistas para ajudar o público a entender e aprofundar o tema: a pediatra Ana Escobar e a psicóloga Fernanda Lopes. Elas compartilharão dicas e orientações sobre o vínculo entre pais ou cuidadores e as crianças, abordando o desenvolvimento cognitivo e emocional nos primeiros anos de vida. A conversa também mostrará por que na primeira infância é tão fundamental que a criança seja acolhida, acompanhada e amada.

Envie um oi!

O contato do Nenê do Zap no WhatsApp é 11-99743-8964. No WhatsApp e nas redes sociais, o canal traz informações sobre a interação entre cuidadores e crianças de até 6 anos.

 

Inscrições de seminário sobre o ECA terminam nesta quinta (30)

CNP/Divulgação
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As inscrições para o encontro virtual em comemoração aos 30 anos do ECA ficam abertas até esta quinta-feira (30). O seminário ocorrerá nesta sexta-feira (31)

As inscrições para o seminário virtual em comemoração aos 30 Anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) continuam abertas até esta quinta-feira (30/7) e podem ser feitas por meio deste link . O encontro ocorrerá na sexta-feira (31/7) e, após a participação, os inscritos receberão um certificado.

CNP/Divulgação
O objetivo do evento é promover o debate sobre a importância do fortalecimento das políticas públicas voltadas para o público infantojuvenil

Promovido pela Comissão da Infância, Juventude e Educação do Conselho Nacional do Ministério Público (CIJE/CNMP), presidida pelo conselheiro Otavio Luiz Rodrigues Jr., o seminário terá início às 15h e será transmitido pelo canal oficial do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) no YouTube .

O objetivo do evento é ampliar o debate sobre a importância do fortalecimento das políticas públicas voltadas para o público infantojuvenil e apresentar a história da formação do Estatuto da Criança e do Adolescente.

O conselheiro Otávio Rodrigues será o mediador da mesa, a qual contará com um dos autores do anteprojeto do ECA, o professor Nelson Nery Jr., então membro do Ministério Público do Estado de São Paulo. O presidente do CNMP, Augusto Aras, fará a abertura do evento ao lado do ministro da Justiça, André Mendonça.

A iniciativa visa alcançar membros do Ministério Público, do Poder Judiciário, da Defensoria Pública, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), além de assistentes sociais, psicólogos, educadores, pedagogos, profissionais de saúde, conselheiros tutelares, conselheiros de direitos, estudantes e outros interessados.

 

Artigo: Quarentena, bebê, trabalho, muitas tarefas e incertezas

Arquivo pessoal
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Por Vinícius Bednarczuk de Oliveira e Verônica Stasiak Bednarczuk de Oliveira

Como lidar com tantas emoções e atividades? Casal de pais reflete sobre as dificuldades que a pandemia trouxe às famílias com crianças pequenas

“Temos ouvido muito sobre os desafios enfrentados pelos pais durante o isolamento social, na árdua tentativa de conciliar trabalho, atividades domésticas, responsabilidades escolares e cuidados pessoais, entre tantas outras obrigações e incontáveis preocupações durante esta pandemia sem precedentes e com poucas certezas futuras. Seria impossível discorrer sobre tantas questões em uma única matéria, afinal de contas, só quem vive para saber ‘a dor e a delícia de ser quem é’, parafraseando Caetano Veloso.

Arquivo pessoal
Verônica, Lelê e Vinícius: reflexões sobre a rotina familiar viraram artigo

Ao mesmo tempo que muitos pais têm tido a deliciosa oportunidade de passar mais tempo do que comumente passariam com seus filhos durante a semana, o período de quarentena tem sido um desafio para a maioria que se encontra em isolamento social e precisa manter seus compromissos diários de trabalho, concomitantemente a criação, atendimento e educação das crianças, sem mencionar a necessidade de também manter seu cuidado pessoal com alimentação, possíveis tratamentos, hidratação, entre outros cuidados pessoais, que, infelizmente, acabam sendo esquecidos por muitos.

Anteriormente, famílias cujos pais trabalham fora podiam contar com sua rede de apoio, formada por escola, familiares, auxiliares domésticas, babás, etc., para que então pudessem cumprir com suas responsabilidades profissionais e seus filhos fossem cuidados com segurança e amor. Para evitar a transmissão do vírus, essa rede de apoio precisou parar de ser acessada, e, para alguns, a responsabilidade do trabalho seguiu em sua plenitude, com inúmeras videoconferências e reuniões virtuais adicionadas à rotina, entre fraldas, mamadeiras, brincadeiras, preocupações com segurança, educação, entre outras.

Não é possível generalizar as necessidades das crianças, pois cada fase apresenta uma demanda diferente. Um bebê de seis meses tem necessidades muito diferentes de uma criança de 1 ano e meio, assim como as crianças de 5 anos, por exemplo. São fases distintas e que precisam de olhares especiais para cada momento. Neste artigo, abordaremos aspectos vividos especialmente por pais de crianças de até 2 anos.

A rotina destes pais, via de regra, começa muito cedo. Bebês acordam cedo, alguns dormem muito mal, e a atividade profissional também começa logo nos primeiros horários da manhã. Entre as primeiras fraldas, mamá, alimentação, brincadeiras, troca de roupa, limpeza da casa, cuidado com as roupa, e com todas as outras atividades, há também que manter a certeza de que seu filho não está colocando o dedo na tomada, engolindo algo pequeno ou até mesmo subindo no sofá onde ele pode cair, enquanto telefones tocam, reuniões começam, e-mails chegam e notificações não param. Impossível não dizer que tudo isso, associado à preocupação do que está acontecendo com o mundo, riscos de contaminação a cada saída de casa para atividades essenciais e muitas vezes, inclusive com o próprio trabalho e geração de renda, coloca, naturalmente, estes pais em uma zona de stress intensa diariamente.

Há inúmeras variáveis que irão influenciar e, inclusive, agravar este processo, por exemplo, o número de adultos responsáveis e disponíveis na casa, a quantidade de crianças, entre outros pontos. Há mães e pais solo com seus filhos em home office e que precisam dar conta de tudo sozinhos; há casas onde o casal tem apenas um filho; em outras, há mais crianças correndo e brincando.

Fisicamente, pode-se dizer que conciliar tudo isto, muitas vezes sem a empatia e entendimento dos demais colegas de trabalho, não é uma das tarefas mais fáceis e leves, porém, pode ser possível e inclusive prazerosa, se a família conseguir criar minimamente um ritmo de tarefas e horários. Falamos aqui de ‘ritmo’ em vez de rotina para dar justamente este sentimento de leveza e fluidez que todos nós precisamos tentar desenvolver em meio ao caos, diminuindo as autocobranças. Este ritmo, no mínimo, pode auxiliar a prever os acontecimentos do dia, permitindo esta fluidez frente à inúmeras flexibilizações imprevisíveis e necessárias.

Quando possível, o estabelecimento de uma parceria entre os responsáveis no cuidado diário é o primeiro ponto que precisa ser levado em consideração. A divisão das responsabilidades e o estabelecimento de alguns horários podem contribuir, e muito, para que este ritmo diário seja menos estressante, mentalmente e fisicamente. Estabelecer um ritmo com horários para os afazeres diários também pode contribuir no dia a dia, como hora para o bebê dormir, hora para o banho e até mesmo para ver televisão, lembrando que a recomendação do Ministério da Saúde para crianças até 2 anos é de no máximo uma hora diária.

Julio Lapagesse/CB/D.A Press
Pandemia é ainda mais desafiadora para famílias com crianças de até 2 anos, refletem autores do artigo

Sabe-se que é impossível ter uma ‘receita de bolo’ para estas situações, considerando a peculiaridade vivida por cada família, mas, listamos abaixo algumas sugestões visando lhe auxiliar a viver esta fase, gerando, principalmente, boas lembranças às crianças e menos stress à família:

– Quando possível, tentem aproveitar a oportunidade de estarem o dia todo juntos e façam as refeições em família. Mesmo que seja apenas você e seu filho, tentem reunir-se à mesa ou onde costumam fazer as refeições, brinquem com a criança, conversem, estimulem e curtam este momento em família.

– Não deixe seu autocuidado de lado. Sabemos que ‘banho relaxante’ não é mais uma realidade de muitos, mas se dê ao menos algum momento pessoal de prazer no dia, como uma xícara de café, algumas páginas de livro, uns minutos no sofá ou algo que goste. Faz bem para sua saúde mental!

– Brinquem, façam pausas para interagir, cantem, dancem, escutem músicas! Tragam uma leveza para o ambiente por meio destes momentos e gerem lindas lembranças.

– Quando possível, na hipótese de ter mais um adulto responsável pela criança em casa, onde ambos estão em home office, tentem estabelecer uma divisão de horários. Exemplo: entre as 9h e as 10h, a mãe trabalha e o pai cuida da criança, depois revezam. Assim, pouco a pouco, cada um consegue se concentrar nas atividades profissionais e se dedicar na totalidade para cuidar e dar atenção à criança.

– Lembrem-se que, neste cenário, a conta não fecha. Tudo bem se hoje a louça não for lavada, se a casa estiver bagunçada. Tentem, na medida do possível, manter como prioridade a leveza e alegria na casa. São momentos difíceis, tensos e exaustivos, e crianças desta idade ainda não conseguem entender. Porém, diversão, brincadeiras, colo e muito amor são entendidos por completo, universalmente, a qualquer tempo.

– Não se cobrem tanto e evitem comparações desnecessárias. Cada casa é uma casa, cada família é uma família. Olhem para dentro das suas, para as suas possibilidades e necessidades. Faça as flexibilizações e adaptações necessárias para que o que precisa seja feito.

– Por fim, lembrem-se de que não é uma competição de produtividade e de quem é a família mais perfeita, é um momento diferente, único pelo qual cada família precisará passar, adaptando suas possibilidades, frente a tantas responsabilidades e pouco auxílio, não deixando, porém, de manter o amor, a alegria e a união sempre presentes.”

Sobre os autores:

Vinícius Bednarczuk de Oliveira: pai da Lelê, doutor em ciências farmacêuticas e coordenador dos cursos de farmácia e práticas integrativas e complementares do Centro Universitário Internacional Uninter.

Verônica Stasiak Bednarczuk de Oliveira: mãe da Lelê, psicóloga, especialista em análise do comportamento e diretora do Unidos pela Vida — Instituto Brasileiro de Atenção a Fibrose Cística.