“Racismo afeta desigualdade na primeira infância”, diz professor de Harvard

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São Paulo – Você já parou para pensar que existe um link entre desigualdade na primeira infância e racismo? É isso que conclui, ao comparar uma série de estudos e indicadores, David Williams, professor de saúde pública, sociologia, estudos africanos e afro-americanos da Universidade Harvard. Ao observar resultados de saúde de crianças nos EUA, ele denuncia que existe forte tendência de as afrodescendentes se saírem pior.

Flávio Moret/ Divulgação

Ele veio ao Brasil para participar do oitavo Simpósio Internacional de Desenvolvimento da Primeira Infância, organizado pelo Núcleo Ciência pela Infância (NCPI), que ocorreu entre quinta-feira (3) e sexta-feira (4). O pesquisador explica que o fato de as crianças negras sofrerem com piores condições de saúde tem a ver com a discriminação, piores condições de renda e escolaridade das famílias, além de adversidades nos ambientes em que crescem.

Para completar, as mudanças fisiológicas pelas quais o cérebro e o corpo de crianças que precisam lidar cedo na vida com dificuldades passam podem ter consequências epigenéticas, sendo transmitidas para as próximas gerações. No EUA, a taxa de mortalidade infantil (número de mortes a cada 1 mil nascidos vivos) de negros é de 11,3. Em seguida, estão a de indígenas americanos (8,6), a de hispânicos (5), a de brancos (4,9) e, por fim, a de asiáticos (4,1).

Os dados, liberados em 2017, são do NCHS. Há uma grande diferença de nível de riqueza entre as raças. Para cada dólar que um branco tem, um asiático possui o equivalente a 81 centavos; um latino, 7 centavos; e um negro, apenas 6 centavos. A comparação se baseou em dados liberados pelo U.S. Census Bureau em 2014. A quantidade de anos de estudo é chave para o rendimento, e historicamente os negros têm e continuam tendo menor escolaridade.

Porém, mesmo em condições de escolaridade iguais, a mortalidade infantil dos filhos de negros continua sendo maior. “Nós pensávamos que, no mesmo nível de rendimento e escolaridade, a raça não deveria importar. Mas não foi o que verificamos”, explicou Williams. Entre os pais com até 12 anos de estudo, a taxa de mortalidade infantil dos filhos é de 15,1 entre negros e 9,2 entre brancos.

Aos 12 anos de escolaridade, a proporção é de 13,4 para 6,4. Na faixa entre 13 e 15 anos de estudo dos pais, houve 12,1 mortes entre cada 1 mil crianças negras e 4,8 entre brancas. Com mais de 16 anos de estudo, as taxas foram de 10,5 e 3,8, respectivamente. Os dados foram obtidos em estudo feito por Williams em parceria com outros pesquisadores (Braveman, Cubbin, Egerter, Pamuk e ele próprio, do AJPH).

 


David Williams com Eduardo Marinho e Naercio Menezes Filho. Flávio Moret/ Divulgação

 

Apesar de os resultados se referirem apenas aos EUA, Williams supõe que deve ser possível encontrar grandes diferenças raciais no Brasil também. Aqui, ao comparar adultos de 25 anos, é possível identificar grande discrepância de formação. Em média, os homens brancos têm 8,8 anos de estudo; e os negros, 6,9. Entre as mulheres, as brancas acumulam escolaridade de 9 anos; e as negras, 7,2. As informações são do Banco Mundial e de R. Gukovas et al.

Os dados também não são animadores para indígenas na América Latina. Cruzando informações do Panorama Social da América Latina, do Cepal e da Organização das Nações Unidas (ONU), é possível observar que a mortalidade infantil indígena é superior à das outras crianças nos países analisados, incluindo o Brasil. Aqui, a taxa de mortalidade indígena é de 21,9; contra 16,7 do restante das crianças.

O racismo afeta tudo

“Onde nascem as desigualdades raciais no nível socioeconômico? Grandes diferenças raciais ou étnicas no nível socioeconômico trazem consequências para toda a vida. E não são atos divinos, não são eventos aleatórios”, afirmou o professor de Harvard. “Essas diferenças refletem a implementação bem-sucedida de políticas sociais. O racismo produziu um sistema distorcido, fraudulento”, denunciou.

“Existe o racismo do indivíduo e existe o racismo institucional, que é incorporado às políticas, aos procedimentos, ao jeito que a sociedade usa seus recursos… É o racismo estrutural.” O preconceito racial afeta até mesmo a maneira como as crianças são tratadas no sistema educacional, já a partir da educação infantil.

“Negros, em especial os meninos, são mais suspensos e expulsos da pré-escola. Comparados aos alunos brancos da pré-escola, os negros têm 3,6 vezes mais chances de receber uma ou mais suspensões”, comparou. Isso apesar do fato de os afrodescendentes serem minoria nas instituições de educação infantil nos EUA.

 

Simpósio de primeira infância reuniu 300 pessoas. Flávio Moret/Divulgação

 

“As crianças negras representam 19% das que estão em idade escolar, mas são 47% das crianças na pré-escola que foram suspensas uma ou mais vezes”, comentou ele, com base em estudo de Gillam et al, Research Study Brief e Centro de Estudos da Criança de Yale. Essa pesquisa investigou se existe viés na pré-escola.

Foram testados 135 professores, que assistiram a 12 vídeos curtos mostrando quatro crianças desempenhando atividades diversas. Os educadores foram orientados a detectar “comportamentos desafiadores em sala de aula”. Os pesquisadores verificaram que os professores passaram muito mais tempo observando as crianças negras, em especial os meninos.

E, ao responder qual criança mais precisava de atenção, 42% indicaram o menino negro. O padrão foi verdadeiro tanto para educadores brancos quanto para negros. Além do racismo institucional, David Williams destaca que o racismo perpetrado por indivíduos também é “potente”, trazendo resultados negativos ainda durante a gestação. “O racismo que a mulher grávida enfrenta também impacta a criança.”

O peso do estresse tóxico

As crianças que nascem num ambiente pobre têm mais chance de sofrer com problemas como violência, separação e instabilidade; de viver em casas lotadas e barulhentas, frequentar creches e escolas sem qualidade. E a probabilidade de os negros lidarem com isso é maior, pois eles são a maior parcela dos pobres. Todos esses aspectos negativos desencadeiam consequências também negativas.

“O desenvolvimento do cérebro é afetado pelo ambiente em que a criança é criada”, afirmou Williams. As adversidades (como pobreza extrema, abuso físico ou emocional, negligência crônica, depressão materna grave, abuso de substâncias e violência doméstica) continuadas durante a primeira infância geram estresse tóxico.

“O estresse tóxico interrompe a arquitetura do cérebro e leva os sistemas de gerenciamento do estresse a responderem a limites relativamente mais baixos, aumentando assim o risco de doenças físicas e mentais”, alertou o pesquisador.

“O que as crianças enfrentam cedo na vida, ou ainda no útero da mãe, molda a sua biologia e seu risco de ter doenças. E pode impactar e trazer consequências para as próximas gerações a partir de mudanças no genoma”, disse. Ou seja, os efeitos podem passar de geração em geração, não ficando limitados à vida inteira daquela pessoa.

 

David Williams defende que a intervenção deve começar cedo. Flávio Moret/Divulgação

 

Tem saída

A partir de um contexto desanimador, David Williams explicou que tem solução. “Se a gente quer melhorar as desigualdades de saúde e em todos os outros aspectos, a saída é começar cedo. Se a gente intervir cedo, tem muito o que pode ser feito”, defendeu. Nesse sentido, programas de visitas domiciliares, como o Criança Feliz, durante a primeira infância podem ajudar.

“Nesses programas e visitas domiciliares, fala-se da criança, mas acabam falando do futuro da mãe, o que ela vai fazer, o que vai procurar.” No entanto, David Williams observa que implementar programas para a primeira infância isoladamente não basta. “É preciso agir também no ambiente, na capacitação dos pais, melhorar empregos…”

*A jornalista viajou a convite da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal

Violência sistêmica, pobreza e mães encarceradas são um ciclo que prejudica as crianças, reflete o médico Drauzio Varella

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São Paulo – O médico Drauzio Varella está preparando uma série de vídeos sobre a primeira infância, com o objetivo de passar conhecimentos de saúde de modo simples e prático, como habitualmente faz. Inspirado por esse momento de aprofundamento no tema e convidado para participar do oitavo Simpósio Internacional de Desenvolvimento da Primeira Infância, ele traçou um paralelo entre a violência e a pobreza sistêmicas, a política de encarceramento e as consequências drásticas para as crianças, especialmente na primeira infância.

Flávio Moret/Divulgação

Além de colaborar com o programa Fantástico, da TV Globo, Drauzio Varella atende, semanalmente, mulheres num presídio feminino de São Paulo. “As que têm 25 anos e não tem filhos ou são inférteis ou são gays. Outro dia, atendi uma de 28 anos que disse que estava muito feliz. Num presídio, é de se estranhar. Perguntei por que. Ela respondeu: é que nasceu meu neto, estou velha já. Tem outra de 40 anos que já tinha três bisnetos”, relatou. A natalidade das encarceradas, classificou ele, como crueldade, pois as crianças crescem sem as mães.

O que também tem relação com paternalidades falhas. “Os homens colocam filho no mundo e deixam para as mulheres. A mulher vai ter que trabalhar, mas não tem com quem deixar o filho. Aí, as decisões vão se atrapalhando, ela engravida de novo… Como essa mulher vai cuidar dessas crianças e ser a provedora do lar?”, questionou. “Temos que dar uma bolsa para as que não engravidarem”, brincou. “Porque temos que cuidar dessa criança, dar bolsa-escola e, depois, construir cadeia para elas, pois se perdem, conhecem criminosos…”, lamentou.

Muitas vezes, reflete o médico, o envolvimento com o crime se dá pelos contatos feitos nas periferias e, quando uma mãe recebe uma proposta de ganhar R$ 500 para transportar uma droga, até para dentro de um presídio, ela aceita para conseguir dinheiro para cuidar dos filhos. “Ou então elas aceitam levar droga para o namorado ou marido preso. Aí, pega com tráfico de entorpecentes, ela, que largou criança em casa, já não volta para casa. Vai para a delegacia, é presa em flagrante, e os juízes dão quatro anos de cadeia…”, continuou.

“Às vezes, essa mãe deixou o filho de 7 anos cuidando de dois irmãos menores… Aí ela não volta, ninguém sabe onde está, até que descobrem que ela está presa. E quem vai absorver três crianças? Cada parente pega uma, aí já destruiu a família.” E o pior de tudo, reflete o médico, é que não há nenhum ganho nisso. “Quem ganhou com isso? As crianças não ganharam, a mãe não ganhou nada, e a sociedade vai manter ela lá e também não ganha nada.” Para Drauzio Varella, é um mito afirmar que existe impunidade no país.

Flávio Moret/Divulgação

“Em 1999, o Brasil tinha 90 mil presos. Hoje tem 720 mil.” E eles vivem em situação de superpopulação cacerária. “Nós entregamos as cadeias para o crime organizado, que virou um poder paralelo. Numa cela com 30 pessoas, a gente não consegue garantir segurança. Quem garante será o crime que se organizou.” O envolvimento com o crime e passar períodos na prisão parece passar hereditariamente, mas não tem a ver com genética, mas com falta de oportunidades e condições. “Hoje, eu atendo meninas que dizem: você tratou da minha avó, da minha mãe, do meu avô no Carandiru… São gerações presas”, relatou Drauzio.

“Que sociedade é essa que vai punir alguém que já veio de uma situação inferiorizada. E, na cadeia, essa mulher conhece gente mais experiente e vai aprender como agir no crime”, apontou. Assim, a reclusão não traz consigo restauração ou preparo para reinserção à sociedade. Tudo isso é fruto de uma desigualdade enorme. “As pessoas de classe média reclamam: ah, roubaram meu celular. Vá à periferia ver o que as pessoas passam por lá”, instigou.

“Na periferia não tem espaço, não tem quadra ou campo para jogar bola. Ficam lá os moleques de 12, 13 anos fumando maconha na rua. Se não oferecermos perspectiva para esses meninos, não vamos ter paz nas ruas”, disse. “Não é possível manter esse nível de desigualdade e querer andar em paz na rua.” E o melhor momento para agir a fim de combater tanta desigualdade é a primeira infância, a fim de permitir que os filhos das famílias pobres cresçam, se não com condições de igualdade, mas, pelo menos, melhores do que sem intervenção alguma.

*A jornalista viajou a convite da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal

Maior parte dos casos de violência sexual contra crianças ocorre na primeira infância, o que chama a atenção para a importância de prevenir e combater esse crime

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Entre janeiro de junho de 2018, o Ministério dos Direitos Humanos registrou 8,5 mil casos de violência sexual contra crianças e adolescentes em todo o país por meio do Disque 100 . Em 2017, em todo o ano, foram mais de 20 mil ocorrências. No Distrito Federal, o sistema computou 133 agressões até junho de 2018 e 319 durante o ano de 2017.

Como nem todos os crimes sexuais contra a população de 0 a 17 anos chegam a ser denunciados, o número total de casos deve ser muito maior. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que apenas 10% dos casos são notificados no país . E, em 71% dos casos, o agressor é um familiar ou alguma pessoa próxima da vítima.

Entre os 8.581 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes registrados na primeira metade do ano passado, 47,99% foram praticados contra meninas; e 40,70% contra meninos — em 11,31%, o gênero não foi informado. A maior quantidade de agressões foi registrada contra crianças de 4 a 7 anos, que correspondem a 21,47% das vítimas. Em 17,76% dos crimes, as crianças tinham até 3 anos.

O que acende o alerta para a importância de combater e prevenir esse tipo de violência na primeira infância, fase em que meninos e meninas são mais vulneráveis e têm menos possibilidades de denunciar. Os casos diminuem à medida que as crianças crescem: 20,01% das vítimas têm de 8 a 11 anos; 17,43% de 12 a 14 anos; 11,69% de 15 a 17 anos. A exploração sexual, quando se paga para ter sexo com a pessoa com menos de 18 anos, é responsável por 16,08% dos casos.

Em seguida, aparecem pornografia infantil (15,52%), sexting — divulgação de conteúdos eróticos por meio de celulares — (1,26%), grooming — sedução virtual — (1,13%) e exploração sexual do turismo (0,09%). Com relação à essa última modalidade, a Polícia Rodoviária Federal publica todos os anos um balanço de pontos vulneráveis nas rodovias brasileiras. Em 2018, foram constatados 2.487 pontos vulneráveis.

Dia de luta: 18 de maio

Legenda: Campanha do Governo de Alagoas contra esse crime

Maio é o mês-símbolo dessa luta. Em 18 de maio, celebra-se o Dia Nacional do Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data, instituída pela Lei Federal nº 9.970/2000 , é uma homenagem à jovem Araceli, menina de 8 anos que foi vítima de um crime que chocou o país em 1973. Em Vitória, no Espírito Santo, ela foi raptada, estuprada e morta por jovens de classe média alta daquela cidade. O crime, apesar da natureza hedionda, segue até hoje impune.

Faça Bonito!

O Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes promove a campanha Faça Bonito! para demarcar essa luta. Qualquer pessoa pode aderir, participar e divulgar. Saiba mais no site.

Na legislação

A Fundação Abrinq lançou recentemente o estudo Caderno legislativo da criança e do adolescente 2019 . A publicação apresenta quais são as proposições prioritárias para a infância e adolescência em tramitação no Congresso Nacional e faz um apanhado histórico das legislações já existentes. Uma das conclusões, no que diz respeito à violência sexual, é que a legislação sozinha não basta para garantir direitos. É preciso ter políticas públicas mais eficazes, tanto de combate, quanto de prevenção.

Entre os acordos e compromissos internacionais relativos à infância e à adolescência, está a Declaração de Estocolmo , resultante do Congresso Mundial sobre Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes da Organização das Nações Unidas (ONU), de 1996. O documento tem como objetivo combater o fenômeno da exploração sexual comercial de crianças, mediante uma ação integrada em todos os níveis, local, nacional e internacional.

Estudo da Fundação Abrinq mapeou a legislação que impacta crianças e adolescentes no Brasil, assim como projetos de lei em tramitação

A publicação da Fundação Abrinq conclui que “o cenário da infância e adolescência era aterrorizante nos anos que antecederam à Constituição Federal  de 1988 e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) , em 1990”. Isso “pois crianças e adolescentes estavam submetidos a condições de vida sub-humanas, sofrendo de desnutrição crônica, sendo submetidos a trabalho forçado e precoce, sem acesso à educação e sofrendo todos os tipos de violência: abandono, violência, exploração sexual e demais situações que os colocavam em alta situação de risco”.

Com relação à violência sexual, a Constituição Federal brasileira resguarda crianças e adolescentes nesse sentido, nos artigos 5º e 227º. O ECA também é fundamental nesse sentido. No entanto, só a legislação é insuficiente para proteger as pessoas de até 17 anos desse tipo de crime, que, infelizmente, ainda é comum: a publicação da Abrinq cita que, entre os casos de violência sexual notificados no sistema de saúde, em 2011, mais de 70% dos estupros foram cometidos contra crianças e adolescentes no Brasil.

Por isso, a fundação recomenda a criação de programas efetivos: “a partir deste cenário, entendemos que é fundamental discutir e implementar políticas públicas voltadas à prevenção e redução da violência contra crianças e adolescentes, efetivando a doutrina da proteção integral prevista na Constituição Federal.” Na 55ª Legislatura (2015-2019) do Congresso Nacional, foram apresentadas e tramitaram 337 proposições que se relacionam, direta ou indiretamente, à violência contra a criança e o adolescente.

Dessas, 70 tratam de violência sexual, a maioria na lógica de agravar a punição do agressor após a violência. O estudo da Abrinq cita que, desde 2009, o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) mostra que o número de casos notificados de violência sexual contra crianças e adolescentes é bem alto, por isso, exigem ação. “As alterações consecutivas na legislação penal, com vistas a agravar as penas para os agressores, são importantíssimas, mas, sozinhas, não vão reduzir esses terríveis indicadores — o que aponta para a necessidade de urgentes medidas de prevenção à violência”, defende o estudo.

Projetos de lei

Desde 2012, a Fundação Abrinq mapeia proposições legislativas que se referem, direta ou indiretamente, a direitos da criança e do adolescente e que tramitam nas duas Casas Legislativas. Até 7 de dezembro de 2018, foram identificadas 4.334 proposições, das quais ainda estão ativas 3.849. Desse total, 2.328 foram apresentadas e tramitaram durante a 55ª Legislatura (período de 2015 a 2018), e somente 193 delas chegaram ao fim do processo legislativo (arquivadas, devolvidas ou retiradas pelo autor e transformadas em norma jurídica). Ou seja, até dezembro de 2018, 2.135 proposições ainda tramitavam.

Confira propostas consideradas prioritárias pela Fundação Abrinq que envolvem a temática:

PL nº 4.018/2004, do Senado Federal , de Edison Lobão (PFL/MA): altera o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal, e a Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), para combater a prostituição e a exploração sexual de crianças e adolescentes. Exige autorização judicial para que o adolescente possa viajar desacompanhado e aumenta para 30 dias o período de fechamento de estabelecimento que hospede criança ou adolescente desacompanhado dos pais ou responsável.

PL nº 6.831/2010 , da Câmara Federal, de Paes de Lira (PTC/SP): altera os arts. 213, 217-A e 225 do Decreto-Lei nº 2.848 de 7 de dezembro de 1940, dispõe sobre o crime de estupro e dá outras providências. A proposta foi desarquivada este ano.

A youtuber Fabiola Melo aborda a própria experiência em livro para ajudar vítimas

Relato de uma vítima

Youtuber , palestrante e digital influencer cristã, Fabiola Melo foi vítima de abuso por uma pessoa de confiança da família aos 9 anos.

Na época, ela não entendeu a violência que havia sofrido, e sem denunciar, seguiu com as marcas dessa violação. Já adulta, motivada pela própria dor e pelos pedidos de socorro que recebe diariamente nas redes sociais, ela lança o escreveu o livro A culpa não é sua.

A obra é publicada pela editora Mundo Cristão e tem o objetivo de ajudar a todos que passam ou passaram pela mesma situação. Além da própria experiência, na obra, a autora revela relatos marcantes de diversas mulheres que também sofreram com a agressão, seja na infância, seja na vida adulta.

A publicação traz ainda uma série de complementos, como explicações acerca dos mitos e realidades relacionados ao abuso sexual de crianças e adolescentes, informações sobre os meios de denunciar o crime e dados sobre abuso no Brasil.

Leia!

A culpa não é sua

Autora: Fabiola Melo

144 páginas

R$ 29,90

 

 

 

 

 

Tema chega às telonas

A edição do Festival Varilux de Cinema Francês deste ano, entre 6 a 19 de junho, traz duas produções sobre abuso e exploração infantil. O longa Graças a Deus (Califórnia Filmes), de François Ozon, retrata o caso de um padre acusado de molestar dezenas de meninos entre os anos 1980 e 1990.

Na história, Alexandre (Melvil Poupaud) vive em Lyon com a esposa e os filhos quando descobre que o padre que abusou dele quando era escoteiro ainda trabalha com crianças. Por causa disso, ele inicia um movimento ao qual se juntam François e Emmanuel, outras vítimas do padre, para vir a público e buscar justiça. Mas eles terão que enfrentar todo o poder da cúpula da Igreja nessa batalha.

O outro filme que aborda a temática é Inocência Roubada (A2 Filmes), dirigido por Andrea Bescond e Eric Metayer. Adaptação de um espetáculo de dança da bailarina, atriz e diretora Bescond, a produção é baseada em uma história real. A dança foi a forma encontrada por ela para se libertar dos traumas sofridos na infância.

Ainda não há previsão de quando os filmes vão estrear.

Para estudiosos e outros interessados

A Universidade Federal de São Carlo (UFSCar) vai sediar evento internacional sobre crianças e adolescentes em situação de risco entre 20 e 30 de maio. O ciclo da Escola de Altos Estudos (EAE) – Crianças e Adolescentes em Situação de Risco: Dimensões Éticas, Intervenção e Inovação Científica tem como objetivo principal disseminar conhecimento científico de ponta sobre o impacto de experiências de adversidade e negligência no desenvolvimento humano, bem como discutir possibilidades de intervenção, mantendo um olhar atento para as questões éticas envolvidas.

Entre os palestrantes do primeiro ciclo, está Linda Liebenberg, professora da Dalhousie University, no Canadá. Podem se inscrever estudantes de graduação dos últimos anos, em especial, nas áreas de psicologia, psiquiatria, neurociências do desenvolvimento e educação especial, pesquisadores e alunos de pós-graduação da UFSCar e de outras instituições e pesquisa. Interessados devem se inscrever gratuitamente no site do evento:

A UFSCar ainda promoverá ainda um segundo e um terceiro ciclos. O convidado do segundo ciclo, em agosto, será Charles Nelson, da Universidade Harvard. No terceiro ciclo, em outubro, será a vez de Ilina Singh, da Universidade Oxford.

Especialistas discutem o Marco Legal da Primeira Infância na Câmara dos Deputados

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Nesta quinta-feira (9), a Frente Parlamentar Mista da Primeira Infância promove diálogo com especialistas sobre o Marco Legal da Primeira Infância. O evento ocorre às 10h, no Plenário 15, no Anexo II, da Câmara dos Deputados. A programação conta com três momentos distintos.

Ivânia Ghesti, psicóloga da Vara da Infância e da Juventude do DF, é uma das palestrantes

Nos dois primeiros, Vital Didonet, professor e especialista em educação infantil, e Ivânia Ghesti, especialista em modelos de intervenção psicossocial na Justiça da infância e da juventude, abordam a história do Marco Legal da Primeira Infância, além do esquema geral da legislação, políticas públicas e ações práticas.

Miriam Pragita, diretora executiva da Andi, também estará no evento

Na terceira parte, Miriam Pragita, secretária-executiva da Rede Nacional Primeira Infância (RNPI) e diretora-executiva da Andi — Comunicação e Direitos, comenta a plataforma de monitoramento de implementação da legislação.

O especialista em educação infantil Vital Didonet completa o quadro de especialistas

Ficou interessado no evento?
A entrada é gratuita e aberta ao público, mas é recomendado chegar alguns minutos antes para garantir lugar no plenário.

 

Confira a programação

 

Programa Criança Feliz é finalista no prêmio Wise

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O programa Criança Feliz, criado em 2015, é o único finalista brasileiro do prêmio do World Innovation Summit for Education (Wise) de 2019, grande cúpula de educação que ocorre no Qatar. O programa de visitas domiciliares voltado para o desenvolvimento da primeira infância tem o intuito de quebrar o ciclo da pobreza e reduzir a desigualdade no Brasil. A iniciativa é coordenada pelo Ministério de Cidadania e também foi destaque no Fórum Global de Educação e Habilidades em Dubai em 2019. O Criança Feliz já beneficiou 457.830 crianças e 84.756 mulheres grávidas em apenas quatro anos. Acesse o site do ministério para mais informações sobre o projeto.

Divulgação/Governo Federal

O Wise anunciou 15 finalistas para a premiação de 2019. A entidade promove boas práticas da educação mundial e, além das cúpulas realizadas a cada dois anos, promove premiações que se tornaram referência mundial em novos enfoques educativos, oferecendo maior visibilidade aos ganhadores e novas possibilidades de colaboração. Todos os anos, projetos inovadores ao redor do mundo são reconhecidos e promovidos

Os finalistas desta edição foram selecionados de um total de 482 projetos apresentados e que foram avaliados de acordo com critérios estritos. Todos eles devem ser programas já estabelecidos, projetos educativos inovadores que demonstraram um impacto transformador no seu contexto, nos indivíduos, nas comunidades e na sociedade. Além disso, devem ser economicamente estáveis, dispor de um plano de desenvolvimento claro e ser escaláveis e replicáveis.

Crédito: Wise/Divulgação. Primeiro dia do Wise, gerais do evento. O World Inovation Summit for Education (Wise) ocorre em Doha, a capital do Qatar.

Os projetos ganhadores dos Prêmios Wise serão anunciados em julho. A premiação ocorrerá em Doha, capital do Catar, entre 19 e 21 de novembro de 2019. Além das oportunidades de promoção e criação de redes de trabalho, cada iniciativa receberá US$ 20.000.

Para mais informações, visite o site.

Conheça todos os finalistas

Criança Feliz – Brasília, Brasil

Micro:bit Educational Foundation – Londres, Reino Unido

United World Schools – Londres, Reino Unido

Akilah Foundation – Rwanda, África

The Family Business Education Project – Londres, Reino Unido

MyMachine – Kortrijk, Bélgica

Personal Safety Educational Project – Mumbai – Índia

Stawisha Leadership Institute – Nairóbi, Quênia

OpenClassrooms – Paris, França

ReBootKamp (RBK) – Amman, Jordânia

Dost Education – Dehli,  Índia

Peer Coaching Plan – Shanghai, China

Moringa School – Nairóbi, Quênia

Institut de l’Engagement – Paris, França

CareerAware – Mumbai, Índia

Seminário sobre primeira infância no TJDFT reúne mais de 450 pessoas; a primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, compareceu ao evento

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Foto: A plateia no auditório do TJDFT; a primeira-dama, na primeira fileira de cadeiras. Foto: João Aurélio de Abreu/VIJ

 

A primeira-dama no evento. Foto: TJDFT

 

O Auditório Sepúlveda Pertence do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) se encheu de interessados para ouvir e debater sobre o início da vida durante o seminário Justiça e Primeira Infância: o futuro começa hoje. Mais de 450 pessoas se registraram para participar do evento, entre quarta-feira (27) e esta quinta-feira (28). “Precisamos encerrar as inscrições on-line porque a procura foi muito grande. Se não, estávamos recebendo inscrições até agora”, comemora Ivânia Ghesti, psicóloga da Vara da Infância e da Juventude do DF e uma das responsáveis pela organização do evento.

Foto: Ana Paula Lisboa/CB/D.A Press
A primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, acompanhou o evento da primeira fileira de cadeiras

O grande objetivo por trás da programação é estimular discussões e ajudar a tornar realidade a implementação do Marco Legal da Primeira Infância no DF. Diversas autoridades participaram do seminário, entre eles o ministro da Cidadania, Osmar Terra, que esteve no local na quarta  para a conferência Primeira Infância: a janela de oportunidade mais estratégica para promoção da cidadania.

Entre o fim da manhã e o início da tarde desta quinta-feira (28), chamou a atenção a presença da primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro. Ela compareceu ao TJDFT para conferir o painel “Comunicação e fluxos de trabalho em rede: oportunidades e desafios da intersetorialidade”, coordenado pela jornalista do Correio Braziliense Ana Paula Lisboa.

Jornalista do CB, Ana Paula Lisboa coordenou o painel. Foto: Daniel Coelho-NBastian/TJDFT

Os palestrantes da sessão foram a defensora pública do Núcleo da Infância e Juventude do DF Leandra Vilela; Cláudia Puerari e Francisco Norberto Moreira da Silva, representantes do Ministério da Saúde; Gilvani Granjeiro, diretora de primeira infância da Secretaria Nacional de Promoção do Desenvolvimento Humano do Ministério da Cidadania; e Vital Didonet, assessor da Rede Nacional Primeira Infância. Durante o painel, Michelle Bolsonaro preferiu acompanhar a maior parte das falas assistindo ao intérprete de libras do evento.

Vital, Gilvani, Cláudia, Ana Paula e Leandra: os integrantes da mesa. Foto: Daniel Coelho-NBastian/TJDFT

A situação de crianças com deficiência e doenças raras

A defensora pública Leandra Vilela falou sobre os direitos das crianças com deficiência e doenças raras — tema pelo qual a primeira-dama do Brasil se interessa particularmente; na quarta (27), inclusive, Michelle Bolsonaro abordou o assunto em discurso no Plenário do Congresso Nacional, em sessão solene pelo Dia Mundial das Doenças Raras. “Há 13 milhões de pessoas com doenças raras no Brasil. É gente demais para essas pessoas ficarem em segundo plano”, destaca Leandra. A maioria dessas enfermidades não têm cura, são crônicas, progressivas, degenerativas e com alto risco de morte. Para 95% delas, afirma Leandra, não há tratamento específico, ou seja, os pacientes dependem de uma rede de cuidados paliativos e medicamentos para tratar os sintomas sem, no entanto, obter a cura. “De 8 mil doenças identificadas, só 36 contam com protocolo terapêutico na saúde. Então, o acompanhamento deve ser multidisciplinar”, revela.

A defensora pública Leandra Vilela. Foto: Daniel Coelho-NBastian/TJDFT

“A cada cinco pacientes, um sofre de dores agudas e deficiência. São dados alarmantes que devem ser enfrentados com o compromisso e a responsabilidade que o tema exige”, defende. O diagnóstico precoce, ainda na primeira infância, pode operar maravilhas: ainda mais que a maioria das doenças raras (66%) aparece antes dos 2 anos de idade. Em determinadas síndromes, a alimentação faz toda a diferença. Comer ou não determinada proteína, para pacientes com algumas patologias, pode significar a diferença entre uma vida saudável ou com sequelas.

“Saúde é um direito simbiótico e, se cuidarmos agora, na primeira infância, essas pessoas podem se tornar adultos capazes. Se não, serão sequeladas e dependentes do estado para sempre”, reforça Leandra. Os desafios enfrentados são muitos, entre eles, a dificuldade de encontrar alimentos adequados. “O público é restrito, então não é atrativo para a indústria farmacêutica ou alimentícia”, alerta. Os remédios, quando existem, são caros. “Não é raro o defensor público ver a criança vir a óbito antes de conseguir que aquele medicamento chegue para ela”, lamenta. O acesso à escola também é complicado: há gestores que tentam dificultar a inserção e, mesmo para aqueles que chegam ao sistema educacional, não há merenda adequada.

Para lidar melhor com a situação, Leandra Vilela argumenta que não é preciso ter mais leis ou garantias jurídicas, mas aplicação das normas já existentes, como os artigos 200 e 227 da Constituição Federal, o artigo 25 da Declaração dos Direitos Humanos e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “Se o sistema é tão protetivo, como até hoje essas crianças, com doenças raras e deficiência, estão invisibilizadas? Apesar de tanta legislação e proteção, como é que até hoje há essa omissão gritante?” questiona. “A gente se depara com um grande problema que é a falta de efetividade desses direitos. O sistema de garantias não funciona!”

Educação infantil em pauta

Especialista em educação infantil, o professor Vital Didonet abordou os caminhos para a qualidade da educação infantil no Distrito Federal. Segundo ele, o ensino no início da vida deve ser visto como a base para todo o resto. “Se não dermos à educação infantil a qualidade que ela precisa, nós vamos um manter um sistema de ensino titubeante, que é o que já temos”, analisa. “É como se você fosse erguer um prédio: mas como se coloca o terceiro andar se o segundo piso está com rachaduras? A estrutura toda corre o risco de cair”, aponta.

No contexto do DF, ele aponta que a falta de vagas em creche é uma das principais deficiências. No entanto, não basta oferecer lugar. “O direito à educação não é uma vaga em creche”, alerta. E é importante que as instituições e os profissionais estejam preparados para oferecer um serviço adequado. “Não adianta dar aulinha de português e matemática. Temos que manter o brincar. O brincar é uma estratégia que a própria natureza humana criou para descobrirmos o mundo”, afirma.

Gilvani Granjeiro analisa o programa Criança Feliz / Foto: Daniel Coelho-NBastian/TJDFT

Intersetorialidade é essencial

A intersetorialidade, tema que integrou as apresentações, é considerada essencial para oferecer cuidado integral à primeira infância, no entanto, ainda está longe de ser realidade. “Intersetorialidade… É fácil de dizer, mas difícil de fazer”, destaca Gilvani Granjeiro, que apresentou ao público resultados do programa Criança Feliz que, desde a primeira visita, de julho de 2017, foi aplicado em 2.622 municípios do país, tendo visitas realizadas em 2.499 — atingindo um total de 518 mil pessoas, incluindo crianças e gestantes. “Pelo número de visitas, já é o maior do mundo”, diz.

Cláudia Puerari, coordenadora-geral de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Departamento de Ações Programáticas do Ministério da Saúde, anunciou que a caderneta de saúde da criança (aquela distribuída nos postos de saúde e, muitas vezes, chamada de caderneta de vacinação) vai mudar de nome, passando a ser a caderneta da criança. “Sai agora o nome da saúde para fortalecer o cuidado intersetorial”, explica. A alteração é importante e vem numa tentativa de fazer mais pais e mães usarem o material. “Há baixíssimo preenchimento dessas cadernetas. É um desafio e precisamos fazer com que outros setores reconheçam esse instrumento e incentivem esse acompanhamento”, diz.

Foto: Cláudia Puerari, do Ministério da Saúde. Foto: Daniel Coelho-NBastian/TJDFT

Até porque isso pode ajudar a identificar e recuperar atrasos no desenvolvimento infantil. Levantamento do Ministério da Saúde demonstrou que, apesar do baixo preenchimento, 88% das mães leem a cartilha. Outros passos importantes são capacitar profissionais de saúde para lidarem com a primeira infância. E tudo isso precisa ser feito: Cláudia terminou sua apresentação citando poema de Gabriela Mistral, educadora e poetisa chilena, que chama a atenção para a urgência de cuidar do início da vida. Confira a tradução da poesia:

Seu nome é hoje

Somos culpados
de muitos erros e faltas
porém nosso pior crime
é o abandono das crianças
negando-lhes a fonte
da vida
Muitas das coisas
de que necessitamos
podem esperar. A criança não pode
Agora é o momento em que
seus ossos estão se formando
seu sangue também o está
e seus sentidos
estão se desenvolvendo
A ela não podemos responder “amanhã”
Seu nome é hoje.
(Autora: Gabriela Mistral. Tradutora: Maria Teresa Almeida Pina)

Francisco Norberto Moreira da Silva abordou o pré-natal do parceiro, estratégia da Política de Atenção Integral à Saúde do Homem. O objetivo é incluir o pai nas consultas de pré-natal nas unidades básicas de saúde, momentos em que os profissionais incentivam a paternidade ativa e o cuidado com os filhos, além de estimular o cuidado com a saúde do próprio homem.

Saiba mais

O seminário Justiça e primeira infância: o futuro começa hoje é fruto de cooperação técnica entre a Coordenadoria da Infância e da Juventude do TJDFT (CIJ/TJDFT) e o Instituto Alana. Confira o site do evento.

 

Foto: Daniel Coelho-NBastian/TJDFT

Justiça do DF promove seminário pela implementação do Marco Legal da Primeira Infância; blog do CB marca presença

TJDFT/Divulgação
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Já com 250 inscritos, o seminário Justiça e Primeira Infância: o futuro começa hoje pretende estimular debates e ajudar a tornar realidade a implementação do Marco Legal da Primeira Infância no DF. O evento ocorrerá no Auditório Sepúlveda Pertence do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) nos dias 27 e 28 de fevereiro, com programação de manhã e de tarde. No segundo dia de congresso, às 11h, a jornalista do Correio Braziliense Ana Paula Lisboa coordenará o painel “Comunicação e fluxos de trabalho em rede: oportunidades e desafios da intersetorialidade”.

Na ocasião, a autora do Blog da Primeira Infância mediária as falas de Leandra Vilela, defensora pública do Núcleo da Infância e Juventude do Distrito Federal; Márcio Henrique de Oliveira Garcia, diretor do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas do Ministério da Saúde; Gilvani Pereira Grangeiro, diretora de Primeira Infância da Secretaria Nacional de Promoção do Desenvolvimento Humano do Ministério da Cidadania; e Vital Didonet, assessor da Rede Nacional Primeira Infância. Os presentes abordarão temas como direitos das crianças com deficiência, educação infantil, saúde e o programa Criança Feliz.

TJDFT/Divulgação
A comissão organizadora do evento. Foto: TJDFT/Divulgação

Participe!

Os participantes do seminário terão direito a certificado. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site.

O seminário faz parte do Projeto Redesenhar Caminhos, sendo uma iniciativa da Coordenadoria da Infância e da Juventude do Distrito Federal e do Instituto Alana. A parceria tem por objetivo unir esforços para realização de ações focadas na defesa e na promoção dos direitos da criança na primeira infância.

Estarão presentes no evento personalidades como a primeira-dama do DF, Mayara Noronha; o ministro da Cidadania, Osmar Terra; o presidente do TJDFT, o desembargador Romão Cícero de Oliveira; a presidente da Frente Parlamentar da Primeira Infância, a deputada Leandre dal Ponte (PV-PR); a Secretária Nacional da Família, a advogada Angela Gandra Martins Silva; além de representantes do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Confira a programação completa do evento:

27 de fevereiro

8h30 – Credenciamento

9h – Solenidade de abertura
Hino Nacional – Coral de Crianças da Casa da Música do Paranoá
Documentário “O começo da vida”, pílula “Políticas públicas”
Pronunciamento das autoridades

10h – Relançamento do Comitê Intersetorial Distrital da Primeira Infância

10h30 – Conferência Magna – Primeira infância: a janela de oportunidade mais estratégica para promoção da cidadania
Osmar Terra – ministro de Estado da Cidadania
Coordenação: juiz Renato Rodovalho Scussel, titular da Vara da Infância e da Juventude do DF (VIJ/DF) e coordenador da Infância e da Juventude do DF

11h30 – Debate

12h – Intervalo para almoço

13h30 – Painel 1 – Infância e prioridade absoluta: a criança em primeiro lugar
Projeto Prioridade Absoluta – Thaís Dantas, advogada do projeto Prioridade Absoluta do Instituto Alana
Estratégias a partir do Marco Legal da Primeira Infância – Ivânia Ghesti, ex-assessora da Frente Parlamentar da Primeira Infância e psicóloga da Vara da Infância e da Juventude do DF
Perspectivas da atuação no Governo do Distrito Federal – Adriana Faria, subsecretária de Promoção de Políticas para Criança e Adolescente da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal
Planejamento e garantia de prioridade absoluta à criança e ao adolescente no orçamento público – Raquel Fuzaro, vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança, Adolescente e Juventude da OAB
Contribuições do Fórum Nacional da Infância e Juventude do CNJ – conselheiro Luciano Frota, do Conselho Nacional de Justiça
Coordenação: André Clemente, secretário de Planejamento e Orçamento do Governo do Distrito Federal

14h30 – Debate

15h – Lançamento do edital de boas práticas do sistema de garantia dos direitos da criança e do adolescente voltadas à primeira infância

15h30 – Coffee break

16h – Painel 2 – Cenário do Marco Legal da Primeira Infância no Distrito Federal
Perspectivas de atuação do Comitê Distrital da Primeira Infância – Luisa de Marillac, promotora de justiça da Infância e da Juventude do Distrito Federal
Realidade das crianças na primeira infância e suas famílias – Juliana Leandra de Lima Lopes e Karini Abritta, defensoras públicas do Núcleo da Infância e Juventude do Distrito Federal
Participação e controle social – Coracy Chavante, presidente do Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente do Distrito Federal
O que mudou na atuação do Conselho Tutelar – Marcos Silva Pereira, conselheiro tutelar do Distrito Federal
Coordenação: deputada distrital Júlia Lucy

17h – Debate

17h30 – Encerramento do 1º dia

28 de fevereiro

9h – Painel 3 – Avanços e desafios na garantia do direito à convivência familiar e comunitária
Desafios, perspectivas e soluções criativas nos serviços de acolhimento de crianças e adolescentes do DF – Vânia Sibylla Pires, supervisora da Seção de Fiscalização, Orientação e Acompanhamento de Entidades da VIJ-DF
Acompanhamento a gestantes que manifestam interesse de entrega do filho em adoção – Walter Gomes, supervisor da Seção de Colocação em Família Substituta da VIJ-DF
Famílias Acolhedoras: um projeto em implementação no Distrito Federal – Júlia Salvagni, coordenadora do projeto Famílias Acolhedoras
Contribuições da Secretaria Nacional de Assistência Social – Maria do Carmo Brant, secretária nacional de Assistência Social do Ministério da Cidadania
Coordenação: Eduardo Zaratz, secretário de Estado de Desenvolvimento Social do Distrito Federal
Lançamento da Carta das Instituições de Acolhimento do Distrito Federal

10h – Debate

10h30 – Intervalo

11h – Painel 4 – Comunicação e fluxos de trabalho em rede: oportunidades e desafios da intersetorialidade
Direitos das crianças com deficiências e doenças raras – Leandra Vilela, defensora pública do Núcleo da Infância e Juventude do Distrito Federal
Estratégias de saúde integral, pré-natal do parceiro e caderneta da criança – Márcio Henrique de Oliveira Garcia, diretor do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas do Ministério da Saúde
Trajetória de implementação do programa Criança Feliz – Gilvani Pereira Grangeiro, diretora de Primeira Infância da Secretaria Nacional de Promoção do Desenvolvimento Humano do Ministério da Cidadania
Caminhos para a qualidade da educação infantil no Distrito Federal – Vital Didonet, assessor da Rede Nacional Primeira Infância
Coordenação: Ana Paula Lisboa, jornalista, autora do Blog da Primeira Infância, do Correio Braziliense

12h – Debate

12h30 – Almoço

14h – Painel 5 – Por um sistema de justiça acessível e amigável às crianças
Centro Integrado de Justiça, Cidadania e Cultura: boas práticas da Justiça da Infância e da Juventude do Distrito Federal – Simone Resende, assessora da Coordenadoria da Infância e Juventude do DF
A relação da criança com o espaço físico e social: contribuições do Urban 95 – Fernanda Vidigal, da Fundação Bernard van Leer
Atuação da Comissão da Infância e Juventude do Conselho Nacional do Ministério Público – Andréa Teixeira de Souza, membro auxiliar do CNMP, promotora de justiça do MPES
Coordenação: deputada federal Paula Belmonte, 2ª vice-presidente da Frente Parlamentar da Primeira Infância, e senadora Leila Barros

15h – Debate

15h30 – Coffee break

16h – Painel 6 – Gravidez precoce, encarceramento, consumo de drogas e primeira infância
Gravidez na adolescência: prevenção e suporte em rede – Maria José Rocha, coordenadora de Programas de Desenvolvimento Integral da Criança e Adolescente da Subsecretaria de Promoção de Políticas para Criança e Adolescente da Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal
Atuação da Polícia Civil nas violações contra crianças – Ana Cristina Melo Santiago, delegada de Proteção da Criança e do Adolescente
Situação de gestantes e filhos de mães em medida de privação de liberdade – Eliude Fernandes Silva Félix, psicóloga da Penitenciária Feminina do Distrito Federal
Programas de prevenção do uso de drogas – Rafael Franzini Batlle, representante regional das Nações Unidas sobre Drogas e Crime – ONU
Coordenação: juíza Lavínia Tupy Vieira Fonseca, titular da Vara de Execução de Medidas Socioeducativas do DF

17h – Debate

17h30 – Encerramento

Senado Federal promove semana sobre a primeira infância em novembro

Adriana Corrêa/Agência Senado
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As inscrições são gratuitas e o evento é aberto para todos os públicos

Geraldo Magela/Agência Senado
Seminário sobre a primeira infância

A Comissão de Valorização da Primeira Infância e Cultura da Paz no Senado Federal organiza a 11ª Semana de Valorização da Primeira Infância e Cultura da Paz. O evento será entre 20 e 22 de novembro. As inscrições são gratuitas e abertas a todos.

Nesta edição, o tema é “A construção da paz pela primeira infância: parentalidade, proteção e promoção da criança”. O evento ocorrerá no Auditório Petrônio Portela do Senado Federal, que organiza o seminário em parceria com o Banco Mundial, a Andi, a Universidade Paris Descartes, a Embaixada da França no Brasil e a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal.

Há parceria institucional ainda com a Rede Nacional Primeira Infância, Alana, IPA (Associação Brasileira pelo Direito de Brincar), Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e Omep (Organização Mundial para Educação Pré-Escolar)

Desde o início, a missão da semana é despertar a consciência e chamar a atenção de autoridades e do público em geral para a etapa mais sensível da vida humana: a primeira infância, fase que começa na gestação e se estende até os 6 anos de idade.

A programação apresentará novas informações dos campos da ciência e da prática educacional que contribuam para que o poder público e a sociedade valorizem e cuidem melhor do início da vida, etapa primordial para o desenvolvimento e a formação de qualquer pessoa.

O público-alvo inclui legisladores; representantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário; gestores públicos e privados, especialmente das áreas de educação, saúde, desenvolvimento social e direitos humanos; professores e estudantes universitários das áreas afins; profissionais de imprensa; membros de organizações não governamentais e instituições da sociedade civil.

As inscrições podem ser feitas no site do Senado.

Confira a programação completa e conheça os palestrantes.

UFSCar promove simpósio de desenvolvimento infantil a partir de sexta-feira (19)

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A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) promoverá a quarta edição Simpósio de Desenvolvimento Infantil (SDI) entre as próximas sexta-feira (19) e segunda-feira (22). A programação será sempre a partir das 8h30 no auditório do Centro de Pesquisas em Materiais Avançados e Energia (CPqMAE), localizado na área Norte do câmpus São Carlos, no estado de São Paulo.

O objetivo é discutir o papel das interações entre genética e ambiente no desenvolvimento infantil. As inscrições para ouvintes estão abertas e podem ser feitas também durante os dias do evento pela internet. Ainda há vagas disponíveis alunos de graduação (R$ 50), alunos de pós-graduação (R$ 160), profissionais (R$ 260) e professores de educação básica (R$ 100).

O simpósio ocorre a cada dois anos e é voltado para pesquisadores, profissionais, estudantes de graduação e pós-graduação e demais interessados no tema. Ao longo dos dias, o evento trará atividades com pesquisadores brasileiros e estrangeiros que vêm contribuindo para o avanço da ciência do desenvolvimento humano e, em especial, explorando novas frentes de pesquisa na área.

Confira destaques da programação:

  • 19 de outubro: haverá duas conferências, “Princípios biológicos do desenvolvimento embriofetal humano” e “Efeitos do álcool e do Zika vírus no desenvolvimento pré-natal”, que serão ministradas, respectivamente, pelas geneticistas Débora Gusmão, professora do Departamento de Medicina (DMed) da UFSCar, e Lavínia Schuler Faccini, do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
  • 20 de outubro: as conferências discutirão as possibilidades de intervenções comportamentais direcionadas a indivíduos diagnosticados com o Transtorno de Espectro Autista (TEA). A primeira palestra, intitulada “Intervenção comportamental precoce e intensiva com crianças com autismo por meio da capacitação de cuidadores”, será proferida por Camila Gomes, professora da Faculdade de Ciências Médicas (FCM-MG) de Belo Horizonte. Na sequência, André Varella, docente do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), tratará das estratégias recentes para o ensino de linguagem a crianças com autismo.
  • 21 de outubro: dia livre
  • 22 de outubro: no período da manhã, David Moore, docente e pesquisador do Pitzer College e da Claremont Graduate University e diretor do Developmental Sciences Program, da National Science Foundation, falará sobre epigenética comportamental e o papel de processos de desenvolvimento sobre a geração de todos os fenótipos; no período da tarde, Moore apresentará dados de pesquisas recentes, conduzidas em seu laboratório, sobre habilidades de rotação mental em bebês.

Portal oferece curso gratuito sobre desenvolvimento da primeira infância

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Os primeiros anos de vida afetam uma criança até a vida a adulta e toda a sociedade. Como garantir que todos os meninos e meninas do mundo sejam apoiados em seu desenvolvimento desde o nascimento? É para responder a essa pergunta que a SDG Academy oferece o curso on-line gratuito The best start in life: early childhood development for sustainable development (O melhor início na vida: desenvolvimento da primeira infância para o desenvolvimento sustentável, em tradução livre). As inscrições ainda estão abertas, e as aulas começam nesta segunda-feira (24) e seguem até 3 de dezembro.

A capacitação dura oito semanas e é ministrada por especialistas em primeira infância de instituições renomadas, como a Universidade Harvard, a Universidade de Nova York e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). A formação ajudará os participantes a entenderem como se desenvolve o cérebro humano até os 3 anos de idade; como a nutrição afeta o bem-estar da infância à idade adulta; como se constrói um programa bem-sucedido de atendimento à primeira infância. O programa a distância também abordará como a educação, creches e outras políticas públicas afetam o desenvolvimento infantil, além de abordar estudos de caso sobre como fatores como a migração forçada impactam o futuro de uma criança.

As sessões explorarão estudos da neurociência, da sociologia, da antropologia e de outros campos, mostrando como as descobertas científicas afetam o entendimento do desenvolvimento humano durante a primeira infância. Os alunos assistirão a palestras, lerão materiais relacionados, responderão a testes e exame final, além de participarem de fórum de discussão e sessões de perguntas e respostas ao vivo. Os estudantes que completarem com sucesso o curso poderão adquirir um certificado assinado pelos instrutores. As palestras são em inglês, mas legendadas em português e em espanhol.

 

Compreenda melhor os conteúdos no vídeo:

 

Público-alvo

O curso é aberto para qualquer pessoa, mas é voltado, especialmente, para alunos de graduação e pós-graduação em educação, desenvolvimento internacional, enfermagem, medicina e outros campos relacionados à primeira infância; professores, trabalhadores da saúde e outros interessados nos fatores sociais e biológicos que afetam as crianças; além de profissionais de desenvolvimento sustentável que desejam entender como ajudar crianças em todo o mundo, incluindo aqueles que trabalham em organizações humanitárias internacionais e entidades sem fins lucrativos que trabalhem com pobreza, nutrição e educação.

 

Conheça o corpo docente

JACK Jack Shonkoff, professor de saúde da criança da Universidade Harvard, diretor do centro de desenvolvimento infantil

AISH Aisha Yousafzai, professora de saúde global da Universidade Harvard

HIRO Hirokazu Yoshikawa, professor de globalização e educação da Universidade de Nova York, co-diretor do centro para crianças Ties

CATHE Catherine Tamis-LeMonda, professora de psicologia aplicada da Universidade de Nova York

Confira os módulos do programa

Módulo 1: Introdução

Desenvolvimento da primeira infância para o desenvolvimento sustentável, como estão as crianças do mundo, como a arquitetura do cérebro se desenvolve, o impacto da adversidade e do stress tóxico, resiliência e como promovê-la

Módulo 2: desenvolvimento infantil do pré-natal aos 3 anos

Desenvolvimento de acordo com cultura e contexto, desenvolvimento físico, desenvolvimento cognitivo e percepção, desenvolvimento da linguagem, desenvolvimento social, desenvolvimento emocional e temperamento

Módulo 3: desenvolvimento infantil dos 3 aos 8 anos

Desenvolvimento físico, desenvolvimento cognitivo e funções executivas, linguagem, desenvolvimento socioemocional

Módulo 4: tour pelos programas e setores do desenvolvimento da primeira infância — parte I

Introdução aos aspectos multissetoriais, programas de saúde, programas de nutrição e maternidade

Módulo 5: tour pelos programas e setores do desenvolvimento da primeira infância — parte II

Programas De proteção social, programas de cuidados primários e educação, programas de proteção infantil

Módulo 6: comunidades e situações de conflito e migração

Caso Uganda, programas baseados na comunidade, conflito e migração

Módulo 7: de programas para políticas públicas

Como se cria uma política pública, qualidade, governança e sustentabilidade, financiamento de políticas voltadas para o desenvolvimento da primeira infância

Módulo 8: o futuro — inovações e crescimento

Inovação em desenvolvimento da primeira infância, inovação em todo o mundo, conclusão: o futuro do desenvolvimento da primeira infância

Ficou interessado? Matricule-se!

Acesse o site.

Saiba mais

A SDG Academy oferece recursos educacionais gratuitos sobre desenvolvimento sustentável a alunos de todo o mundo. Os cursos abordam diversos tópicos relacionados aos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável, um conjunto de objetivos e metas adotados pelos estados membros da Organização das Nações Unidas em 2015. É possível tirar dúvidas pelos e-mails da equipe da SDG Academy (sdgacademy@unsdsn.org) e da equipe que promove o curso (ecd@sdgacademy.org).