Odontopediatra comenta a polêmica chupeta, que pode causar desmame precoce

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Nos Estados Unidos usar chupeta é uma recomendação a partir do primeiro mês de vida. Aqui, não

Estima-se que dois terços das mães oferecerão chupeta aos filhos em algum momento durante o primeiro ano de vida. A maior parte das crianças recebe chupeta entre o primeiro e o sétimo dia de vida.

De acordo com o odontopediatra Gabriel Politano, do Ateliê Oral Kids e diretor do Departamento de Odontologia para Gestantes e Neonatos da Associação Brasileira de Odontopediatria, o hábito de usar o acessório continua no Brasil, mesmo com a proibição da propaganda de chupetas no país pela Lei nº 11.265/2006.

Nos Estados Unidos, a Academia Norte-Americana de Pediatria passou a considerar positivo o uso da chupeta na hora de dormir somente a partir do primeiro mês de vida, com base em pesquisas que mostram que isso seria capaz de reduzir em até 90% o número de mortes súbitas. A morte súbita ocorre durante o sono, no primeiro ano de vida do bebê e não existe nenhum sinal prévio do risco.

O odontopediatra Gabriel Politano

No Brasil, as recentes diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) consideram que o uso de chupetas em crianças amamentadas atrapalha a dentição, a mastigação e a deglutição, a respiração, a fala e a linguagem oral, podendo causar otite média aguda e até a tendência no futuro de vícios orais, como fumar ou comer compulsivamente.

A principal preocupação com o uso da chupeta desde os primeiros dias de vida é o eventual risco de “confusão de bico” e desmame precoce, ou seja, quando a criança se acostuma com a sucção da chupeta e deixa o peito de lado.

Na prática, portanto, pode-se resumir tudo da seguinte forma, sempre com embasamento dos estudos publicados:

– Se possível, evite o uso da chupeta de modo geral;

– Evite-a, principalmente, no primeiro mês de vida;

– Caso opte pela chupeta, é fundamental usar uma com bico anatômico e somente nos momentos de grande irritação e sonecas;

– É preciso remover o hábito por completo, no máximo, até os 2 anos de idade.

Com essas considerações, as crianças terão menos riscos de problemas esqueléticos e musculares provocados pelo uso prolongado ou inadequado da chupeta. No entanto, o acompanhamento profissional é importante devido à predisposição que algumas podem ter a alterações.

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