Bobagens à granel

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Quando foi que a estupidez se tornou um estilo de vida? Até onde eu me lembro, a gente se esforçava para parecer mais inteligente, culto e sábio do que realmente era; muitos decoravam poemas inteiros, outros liam orelhas de livros para tentar substituir o nunca lido – daí a criação da expressão “de orelhada”, para definir qualquer conhecimento raso – […]

Poesias pioneiras

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Jorge Brito entrou exultante na padaria Pão Mineiro. Tinha conseguido um exemplar – exatamente o de número 11 – dos 50 volumes impressos de um opúsculo publicado pela editora Cultrix com a poesia Toada para se ir a Brasília, de Cassiano Ricardo. E mais: com a assinatura do autor. Era de se compreender a excitação do nosso livreiro-garimpeiro naquela manhã […]

Quiosque sobrenatural

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Tem coisa que não se pode mudar. Dia desses fui ao quiosque do Ivan, no Setor de Diversões Norte, que o povo chama de Conic, para comprar o livro do Vicente Sá e voltei de mãos vazias pelo simples e acachapante fato de que o quiosque não está mais lá. Melhor dizendo, continua lá, mas fechado e com o perímetro […]

Entre lama e pulgas

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Tem gente que gosta das letras, dos livros. Mas o que o livreiro Jorge Brito ama de verdade são as páginas – e quanto mais amareladas, melhor. Há anos ele trocou a gerência do seu Armazém do Livro Usado, na 403 Norte, hoje tocado pelo filho, para se tornar um garimpeiro das letras. Jorge trocou o Ceará por Brasília em […]