PMTO: envolvidos em fraude do concurso pagaram até R$ 50 mil por gabarito

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O Ministério Público Estadual de Tocantins (MPE/TO) prestou denúncia criminal, nesta sexta-feira (14), contra 19 pessoas envolvidas em possível fraude no concurso suspenso da Polícia Militar do estado, realizado no dia 11 de março para soldados e oficiais, e anulado duas semanas depois.

 

A denúncia acusa o grupo de associação criminosa e participação em fraude do concurso. Antônio Ferreira Lima, conhecido como “Antônio Concurseiro”, foi apontado como o líder da cooperação destinada a fraudar concursos públicos em vários estados do país. A fraude do concurso da Polícia Militar teria sido coordenada por ele, juntamente com a companheira e a cunhada.

 

Investigações da Polícia Civil descobriram uma associação entre os envolvidos, e que ocorreram pagamentos que variavam entre R$ 5 mil e R$ 50 mil a Antônio, primeiro com uma entrada e pagamento total posterior ao provimento no cargo. A apuração policial mostra que as respostas eram trocadas por mensagens de telefone entre 35 candidatos e que houve acesso prévio e não autorizado ao gabarito.

 

Os participantes foram orientados a comprar um chip com número telefônico novo e inseri-lo em um aparelho celular simples, que seriam deixados nos banheiros antes do início da prova, nas lixeiras ou atrás dos vasos sanitários. Um celular foi localizado no cesto de lixo da faculdade Católica Dom Orione, em Araguaína, após a realização do concurso.

 

O MPE publicou, em novembro, uma nota de recomendação para que o concurso público fosse anulado. O órgão orientou o governador a, além de adotar medidas cabíveis para cancelar o certame, também realizar novo processo licitatório para contratar outra banca organizadora. Em resposta, uma comissão foi formada na PMTO para avaliar a situação do certame. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia, a delegação abriu um processo administrativo para que as possíveis irregularidades ocorridas durante a seleção fossem apuradas.

 

No dia 3 de dezembro, o MP esclareceu que obteve resposta da Secretaria de Governo informando que foi instaurado procedimento administrativo para apurar a responsabilidade da banca organizadora do certame. Enquanto isso, o concurso continuará suspenso. No documento, o governo também esclarece que caso seja comprovada a responsabilidade da empresa, poderá rescindir o contrato para posterior licitação e contratação da nova empresa.

 

O concurso

A seleção  que ofertava 1000 vagas para formação de soldados e 40 para curso de formação de oficiais teve prova aplicada no dia 11 de março desse ano. Os cargos exigiam nível médio e superior, respectivamente, e podiam chegar a R$ 8.382,10 de remuneração. O concurso foi suspenso duas semanas depois, 26 de março, após a cassação do governador do estado.

 

* Com informações do MPTO

Comissão abre processo administrativo para investigar irregularidades no concurso da PMTO

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Letícia Cunha* – Uma comissão foi formada na Polícia Militar de Tocantins para avaliar a situação do concurso do órgão, realizado em março deste ano e suspenso duas semanas depois. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia, a delegação abriu um processo administrativo para que as possíveis irregularidades ocorridas durante a seleção sejam apuradas. Uma decisão final sobre o certame só acontecerá após o julgamento do pleno do TCE e os procedimentos administrativos.

O Ministério Público Estadual do Tocantins (MPE/TO), em nota na semana passada, expediu recomendação para que o concurso da PMTO, para cargo de cadete e ingresso no curso de formação de soldado, seja anulado. O órgão orienta o governador a, além de adotar medidas cabíveis para cancelar o certame, também realizar novo processo licitatório para contratar outra banca organizadora.

A alegação é quebra de sigilo da fase objetiva, o que é classificado como irregularidade da organização do concurso. Segundo investigações da Polícia Civil, houve acesso prévio e não autorizado ao gabarito, que passado adiante posteriormente. A apuração aponta que as respostas eram trocadas por mensagens de telefone entre 35 candidatos – a identidade de 16 deles foi descoberta.

Ainda de acordo com o inquérito policial, a ineficiência dos fiscais e o defeito no detector de metais permitiram que aparelhos celulares fossem escondidos em lixeiras de banheiros dos locais de provas. Um celular foi localizado no cesto de lixo da faculdade Católica Dom Orione, em Araguaína, e, segundo gabarito enviado para o aparelho, a quantidade de acertos seria suficiente para levar os candidatos para a próxima fase do concurso.

 

O concurso

A seleção abriu 1.000 vagas para formação de soldados e 40 para curso de formação de oficiais. Sob a organização do Instituto AOCP, as provas foram aplicadas em 11 de março desse ano. Os cargos exigiam nível médio e superior, respectivamente, com remunerações que chegam a R$ 8.382,10. O concurso foi suspenso duas semanas depois, em 26 de março, após a cassação do governador do estado.

De acordo com a comissão formada na Polícia Militar para avaliar a situação do concurso, além da recomendação do Ministério Público, o concurso também está suspenso pelo Tribunal de Contas e a decisão sobre o prosseguimento ou anulação do concurso aguarda o julgamento do pleno do TCE sobre a continuidade ou não do certame. Paralelo a isso, a comissão está remetendo ao Ministério Público todas as informações solicitadas e está abrindo um Processo Administrativo para que as possíveis irregularidades sejam apuradas. Uma decisão final sobre o concurso só acontecerá após esses procedimentos.

 

 

*Estagiária sob a supervisão de Humberto Rezende.

Suposta violação de malote de provas no concurso da PMTO é registrada em boletim de ocorrência

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Do CorreioWeb – Um boletim de ocorrência, registrado no último domingo (11/3), na 9ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Arraias, em Tocantins, colocou em xeque o concurso público da Polícia Militar estadual. Segundo o relato, um malote de provas foi supostamente violado na aplicação dos exames para soldado e oficial. Também foi encontrado pela banca organizadora, a AOCP Concursos Públicos, um smartphone no banheiro da Faculdade Católica  Don Orione, em Araguaína/TO, outro local de aplicação das provas. O aparelho foi entregue para a delegacia da cidade, pois o dono ainda não foi localizado.

 

A AOCP afirmou estar ciente dos ocorridos e que as devidas providências serão tomadas caso alguma irregularidade seja encontrada. A respeito do possível malote violado, a banca informou que realmente havia um malote danificado, mas que ele foi recolhido, enviado para perícia e devidamente substituído por outro, dando andamento à prova.

 

Além disso, a banca classificou como “fatos corriqueiros” o recolhimento de celulares e fato de alguns candidatos não portarem documento com foto, o que não compromete o desenrolar do certame.

Foto: Divulgação/PMTO
Foto: Divulgação/PMTO

Pela amanhã de domingo foram aplicadas as provas para o cargo de oficial a 8.530 candidatos, o que corresponde a 81,46% do total de inscritos. No período vespertino, aconteceu a aplicação das provas para o Curso de Formação de Soldados, com um total de 63.602 candidatos presentes – 83,61% dos inscritos.

 

O certame vai agora para a próxima etapa de avaliação, o teste de avaliação física (TAF), que deve ocorrer nos próximos 30 dias. Após o TAF, há ainda teste psicotécinico, teste clínico, e por último, investigação social. Os gabaritos preliminares já estão disponíveis no site www.aocp.com.br/, os gabaritos definitivos devem ser publicados dentro de 10 dias.

 

O concurso

O edital para formação de soldados visa o preenchimento de 1000 vagas, para nível médio. Do total, são reservadas 900 chances para candidatos do sexo masculino e 100 para candidatas do sexo feminino. Durante o curso, a remuneração é de R$ 2.215,10, após a aprovação no curso o salário passa a ser de R$ 4.455,46

 

Já o segundo edital, reserva 40 chances para formação de oficiais, sendo 36 para o sexo masculino e quatro para o sexo feminino. Para concorrer é necessário possuir formação em nível superior. Durante o período de formação, o salário de cadete é  de R$ 4.499, 52, após a aprovação o cadete será declarado aspirante a oficial, permanecendo neste posto por período mínimo de seis meses, com remuneração de R$ 8.382,10

 

Havendo vagas, o militar passará a concorrer ao primeiro posto do oficialato, iniciando-se no círculo de oficiais da PMTO podendo chegar ao posto de coronel.