Você já conhece os 5 passos para potencializar seus estudos diários para concurso?

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Você já se perguntou como potencializar o seu aprendizado nos estudos diários? Aprender aceleradamente é possível quando se tem as técnicas e estratégias eficientes. É o que acredita Eduardo Rocha, especialista em programação neurolonguística e presidente do Instituto INNER, em Brasilia. Para o o blog Papo de Concurseiro, ele listou cinco estratégias que podem potencializam a forma de aprender dos concursandos e que contemplam ferramentas de coaching, PNL e até de hipnose aliadas ao processo de aprendizagem.

Segundo Rocha, o grande segredo é estruturar o aprendizado. Veja os cinco passos abaixo:

 

Passo 1 – Automotivação

A primeira atitude necessária é a motivação. A motivação é a força, estímulo ou influência que move uma pessoa para agir, ou seja, é a disposição ou motivo para a ação. Portanto, a motivação está relacionada com o processo interno que move ou induz a pessoa a fazer as coisas que ela faz.

O cérebro tem uma motivação intrínseca para aprender, mas para aquilo que reconheça como significante e importante. Ou seja, que tenha ligação com aquilo que é conhecido, que atenda a expectativas ou que seja estimulante e agradável. Uma forma de atingir esse objetivo é uma exposição prévia do assunto a ser aprendido, que faça ligação do conteúdo com o cotidiano e que crie expectativas adequadas.

Quando estamos aprendendo algo que consideramos importante, a tendência é ficarmos mais atentos e o aprendizado é internalizado mais rapidamente. Ter em mente os benefícios que esse esforço irá produzir é um combustível para manter-se motivado.

Portanto, se você não tem um bom motivo para estudar, não tem motivo para aprender, e consequentemente não aprende. Logo, estudar só vale a pena quando se sabe porque o está fazendo.

 

Passo 2 – Planejamento

Uma das frases mais célebres do autor Lewis Carroll nos diz que: “Se você não sabe para onde quer ir, qualquer caminho serve”.

Definir onde quer chegar, ou seja, qual o estado desejado é um dos principais passos para o sucesso na vida. Definir uma meta é saber O QUE SE QUER e o que é importante para você. Ter essa meta clara em sua mente, direciona a atenção e ação para fazer o que é necessária para a realização dela. Lembre-se, somente a ação transforma a realidade.

Lembre-se, seus sonhos não se concretizam enquanto você não toma as atitudes e ações necessárias em prol deles. É a vontade humana convertida em ação que transforma a realidade.

 

Passo 3 – Preparação

Antes de iniciar os estudos, um passo importante é o processo de preparação cognitiva, ou seja, preparar a mente para o aprendizado. É o momento de criar um estado mental propício para aprender.

Uma das técnicas mais poderosas e que usa a respiração como ferramenta principal é a autohipnose. A preparação inicial da autohipnose tem como objetivo o relaxamento e a criação de um meio favorável para o relaxamento. Quando a pessoa se autohipnotiza, ela atinge um alto nível de concentração, sempre em consciência e sob controle da situação em que vive. A autohipnose cria uma ponte entre a mente consciente e inconsciente, e exige alta concentração. Como você relaxa a mente e o julgamento, o corpo fica relaxado e livres de tensões.

Nesse estado de relaxamento e concentração, você prepara a mente para receber as sugestões que você dará a si mesmo. São frases de afirmações selecionadas previamente para o seu objetivo já especificado. As afirmações positivas ajudam o cérebro a entender que isso já está acontecendo e contribui, consequentemente, para internalizar o conteúdo que é tratado.

 

Foto: Divulgação 

Passo 4 – Estudo

Você tem o seu objetivo especificado, já sabe a sua motivação e preparou sua mente, agora você está pronto para usar uma estratégia para aprender mais rapidamente.

A estratégia de aprendizado que a maioria das pessoas ainda utiliza é aquela aprendida na escola quando criança. Na infância, o processo de aprendizado é por repetição e memorização mecânica. O adulto aprende de forma diferente, o que envolve vários fatores, tais como: os adultos têm necessidade de saber a finalidade de certos conteúdos e aprendizagens; tem a facilidade em aprender pela experiência; a percepção sobre a aprendizagem como resolução de problemas. A motivação para aprender é maior quando é interna (necessidade individual), e se o conteúdo a ser aprendido tem uma aplicação imediata. Os adultos também trazem uma bagagem de experiências que podem contribuir para sua própria aprendizagem.

Assim, é importante para o adulto ter uma estratégia eficiente de estudo e que seja capaz de produzir o efeito desejado. O aperfeiçoamento da capacidade de aprendizagem resulta numa maior produtividade e eficiência. Otimizar os estudos por meio de estratégia eficiente pode mudar a sua relação com os estudos.

 

Passo 5 – Fechamento

Um dos passos mais importantes para que as informações aprendidas sejam consolidadas na memória de longo prazo é o reforço cognitivo. Entretanto é onde reside a maior dificuldade de operacionalização por parte da maioria das pessoas que se dispõe a estudos contínuos. Apesar do desafio de manter tudo no cérebo, é importante perceber que há técnicas eficazes que maximizam o armazenamento destas informações.

Assim, quanto mais repetir a atividade, e quanto mais associações forem estabelecidas com informações conhecidas no cérebro, melhor será para registrar as informações na memória de longo prazo, pois o registro vai se fixar de forma permanente.

É possível conciliar os estudos para PCDF e Senado? Faça simulado gratuito e descubra!

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Victória Olímpio* – Entre os editais mais aguardados do ano (ou da vida!), os concursos públicos do Senado Federal e da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) já estão autorizados! Como a Casa Legislativa vai abrir 24 vagas, além de formação de cadastro reserva, para policial legislativo (nível médio), e a corporação vai abrir 1.800 vagas para agentes e 300 para o cargo de escrivão fica a pergunta no ar: É possível conciliar os estudos para ambos os concursos?!

SIM! 🎉🎉🎉

Para quem já está se preparando é possível sim conciliar os estudos para os dois concursos, especialmente se for considerar que a matéria de processo penal de policial legislativo engloba a da PCDF.

O professor de processo penal do IMP Concursos, Luiz Bivar, explica que o direito penal se ocupa principalmente dos crimes e sanções penais aplicáveis, já o processo penal traz as regras de aplicação do penal, ou seja, o que fazer quando alguém comete um crime, a exemplo do inquérito, ação penal, prisões, etc.

Em relação às leis na área de penal que mais costumam cair nas provas e que são mais fáceis de serem confundidas, ele aponta o Código Penal (tanto a parte geral, como a parte especial). “Já no processo penal, temos o CPP (Código de Processo Penal) e algumas leis importantes como, por exemplo, a de identificação criminal (Lei 12037/09 e 12654/12) e a da prisão temporária (Lei 7960/89). Essas três leis são muito cobradas em provas de processo penal!” 

Sobre a redação, Bivar afirma que tem a possibilidade dos temas de penal e processo penal caírem como tema e matérias que já foram cobradas em outros certames – a exemplo da busca e apreensão, prisões, e legalidade ou não de uma prova – são fortes candidatas a figurarem em uma prova subjetiva.

“Um artigo recente e importante é o 318-A do CPP, que trata da substituição da prisão preventiva pela prisão domiciliar para mulher gestante ou que for mãe ou responsável por crianças ou pessoas com deficiência, quando presentes certos requisitos. Também é muito importante acompanhar a jurisprudência do STF e STJ sobre os temas do edital nesse ano de 2019 até a data da prova”, comenta o professor sobre as recentes leis e artigos que possam ser cobrados na prova.

 

Simulado de direito penal

Confira abaixo oito questões, de certo ou errado, respondidas pelo professor de direito penal do IMP Concursos, Tiago Pugsley: 

  1. Considera-se ocorrido o crime somente no lugar onde tenha ocorrido o resultado ilícito almejado pelo agente, embora a ação ou omissão tenha se dado em local diverso.
  2. A lei penal mais grave aplicar-se-á ao crime continuado ou ao crime permanente, se a sua vigência for anterior à cessação da continuidade ou permanência.
  3. Na sistemática brasileira penal, o erro de proibição inevitável afasta a ilicitude da conduta.
  4. Pune-se a tentativa que, por ineficácia do meio ou absoluta impropriedade do objeto, o resultado ilícito almejado nunca possa ser alcançado.
  5. A coação física irresistível é capaz de excluir a culpabilidade pelo cometimento de um crime.
  6. O direito penal admite compensação de culpas.
  7. É possível a consumação do furto em estabelecimento comercial, ainda que dotado de vigilância realizada por seguranças ou mediante câmera de vídeo em circuito interno.
  8. O crime de corrupção ativa se consuma com a realização da promessa ou apenas com a oferta de vantagem indevida.

 

GABARITO

  1. ERRADO. Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu o deveria produzir-se o resultado. Para a fixação do lugar do crime, o legislador adotou a teoria da ubiquidade.
  2. CERTO. A consumação do crime permanente se prolonga no tempo. E, por isso, a lei que se aplica é a do tempo em que cessa a conduta. Já o crime continuado, por ficção, todos os crimes são considerados um só, motivo pelo qual se aplica a lei do último crime. (Vide Súmula 711, STF).
  3. ERRADO. O erro de proibição inevitável impede que a pessoa tenha potencial conhecimento da ilicitude e, assim, exclui a culpabilidade e, em consequência, torna o agente isento de pena.
  4. ERRADO. Não se pune a tentativa ainda que, por ineficácia do meio ou por absoluta impropriedade do objeto, o resultado ilícito almejado nunca possa ser alcançado. Trata-se de crime impossível (Tentativa inidônea) – Art.17, CP.
  5. ERRADO. A coação física irresistível exclui a tipicidade, pois, em verdade, a pessoa age sem vontade, elemento essencial da conduta típica.
  6. ERRADO. Não se admite compensação de culpas no direito penal. O que pode haver, eventualmente, é a concorrência de culpa.
  7. CERTO. A vigilância feita por meio de seguranças ou câmeras de vídeo em estabelecimento comercial não torna o crime de furto impossível (Súmula 567, STJ).
  8. CERTO. O crime de corrupção ativa é forma, ou seja, de consumação antecipada. Assim, o simples oferecimento ou promessa de recompensa configura o tipo penal de corrupção ativa. O pagamento, nestes casos, é mero exaurimento.

 

Concurso Senado Federal

Serão ofertadas 40 vagas, e formação de cadastro reserva, e para os cargos de técnico legislativo, advogado e analista legislativo nas áreas de administração, arquivologia, assistência social, contabilidade, enfermagem, informática legislativa, processo legislativo, registro e redação parlamentar, engenharia do trabalho e engenharia eletrônica e telecomunicações. A comissão organizadora já foi definida e as remunerações, acrescidas de gratificações, variam de R$ 18.591,18 a R$ 32.020,77. Saiba mais aqui! 

Concurso PCDF

O concurso já está autorizado e serão abertas 600 vagas imediatas para agente da corporação e 1,2 mil para cadastro de reserva. Também foram autorizadas 300 oportunidades para o cargo de escrivão. De acordo com o GDF, o que falta para o certames agora é a escolha da banca e a publicação do edital com todas as regras. Saiba mais! 

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* Estagiária sob supervisão de Lorena Pacheco

Professor cria método que ajuda aprovação em qualquer concurso em um ano

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Não seria ótimo se houvesse um método de estudo que estimasse a aprovação em qualquer concurso público em apenas um ano de preparação? O professor Gustavo Scatolino, procurador da Fazenda Nacional e servidor público desde os 25 anos, elaborou um método que promete essa façanha. Tendo como base a sua experiência como concurseiro, servidor e professor, ele envolveu ciência e prática e criou a metodologia batizada de Método 365 – referente a duração de um ano.

Scatolino afirma que os concurseiros perdem muito tempo, de dois a quatro anos, estudando de forma errada, e com isso a aprovação demora a acontecer. Por isso, criou o método com base em suas próprias experiências para trazer o resultado esperado com menos demora. “Reuni em um passo a passo as técnicas que deram certo para mim e para os alunos que auxiliei durante minha carreira. O objetivo é auxiliar o aluno a ser aprovado mais rápido de maneira prática”, ressalta.

O professor afirma ser um método prático e simples de ser aplicado, porém necessita de estudo ativo. “O aluno deverá sim estudar, se esforçar. Mas o método mostra a forma correta de estudar para alcançar melhores notas mais rápido”. Ele também explica que o Método 365 funciona para qualquer nível de estudos e para qualquer concurso.

 

Dica

Segundo Scatolino, o Método 365 ensina a como estudar de forma mais eficiente. O professor destaca a importância da conexão que deve haver entre o estudo, exercícios e revisão. De acordo com ele, através de seus mais de 15 anos dando aula em cursos preparatórios para concursos públicos, os alunos cometem o grave erro de não fazer revisões de maneira correta, ou até não fazer revisões.

Gustavo afirma que não é possível se lembrar com exatidão de uma matéria que o aluno aprendeu meses antes da prova. Então, ele ensina que cerca de 10 a 15 dias antes da prova é o momento de se intensificar as revisões, e não de aprender conteúdo novo. Com isso, o processo começa aprendendo a matéria, depois é necessário testar se o conteúdo visto está realmente satisfatório, através de exercícios. E, por fim, a fixação do conteúdo, por meio de revisões periódicas, para manter o conhecimento ativo na memória.

 

Degustação

E para quem quiser saber como funciona o Método 365, haverá uma semana de degustação, com a “Série da Aprovação”, entre os dias 8 a 12 de abril. Durante uma semana, o aluno que se cadastrar receberá, por e-mail, vídeos gratuitos mostrando técnicas de estudo. “É uma semana de experimentação para que eles conheçam e percebam que o método é eficaz”, explica o professor.

E entre 15 a 19 de abril, estarão abertas as inscrições para a nova turma do Método 365. Os interessados em participar, tanto da semana, quanto da turma, podem entrar em contato pelo Instagram do professor: @gustavo.scatolino.

Aulão beneficente para concursos da Abin, STJ e STM

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Quem vai se candidatar aos concursos da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Superior Tribunal Militar (STM) pode reforçar os estudos no próximo aulão beneficente organizado pelo IMP Concursos. Para participar basta doar 1kg de alimento não perecível na unidade da Asa Sul. O evento acontecerá nesta quarta-feira (24/1), das 14h15 às 17h50, na 603 Sul.

 

O aulão será ministrado pelo professor Ricardo Blanco, especialista em direito administrativo e direito constitucional, e já foi inclusive militar das Forças Armadas e agente da Polícia Federal. Informações pelo telefone: 3029-9700.

Malhar após estudo aumenta capacidade do cérebro de guardar informações

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Vilhena Soares, Do Correio Braziliense – Se você enfrenta o receio de não se sair bem em alguma prova, ir para a academia de ginástica pode ser uma boa estratégia para memorizar o que está estudando. Mas, atenção: para a tática gerar resultados, a malhação deve ser feita no momento certo, algumas horas depois de fechar os livros. É o que aponta uma pesquisa holandesa que investigou a relação entre a consolidação da memória e atividades aeróbicas.

Os autores do trabalho, publicado na edição desta semana da revista Current Biology, acreditam que exercícios físicos ajudam o cérebro a guardar as informações por mais tempo, devido a reações químicas impulsionadas pela movimentação do corpo. Para os investigadores, os achados podem ajudar estudantes e também pessoas que sofrem com enfermidades que prejudicam a memória, como o mal de Alzheimer.

Em um experimento, 72 participantes receberam a tarefa de associar imagens de locais a endereços. Depois de 40 minutos memorizando as informações, eles foram divididos em três grupos: parte pedalou durante 35 minutos uma bicicleta ergométrica imediatamente após a aula; outra parcela realizou a mesma atividade física quatro horas depois; e o terceiro grupo não fez nenhum exercício.

Quarenta e oito horas mais tarde, os voluntários retornaram ao laboratório para um teste em que tinham de apontar a imagem correspondente a cada endereço. Ao mesmo tempo, tinham o cérebro monitorado por meio de um aparelho de ressonância magnética.

 

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Resultados
As maiores taxas de acerto foram observadas nos participantes que se exercitaram quatro horas após a sessão de memorização. As imagens do cérebro também mostraram que, ao responder cada pergunta corretamente, esses indivíduos demonstravam maior ativação do hipocampo, uma área importante para a aprendizagem e a memória. Não houve diferença significativa entre os resultados dos dois outros grupos.

Os cientistas não sabem explicar por que o exercício feito logo após o aprendizado não gerou o mesmo efeito que a atividade realizada mais tarde. No entanto, acreditam que a atividade aeróbica influencia substâncias químicas cerebrais responsáveis pela formação da memória.

“Existe uma boa evidência, a partir de pesquisas feitas em roedores, de que a liberação de certos neurotransmissores do grupo catecolamina (dopamina e noradrenalina) conduz uma cascata bioquímica que leva à produção de proteínas relacionadas a plasticidade cerebral. Essas substâncias ajudam na consolidação da memória na sinapse, que de outro modo seria perdida. O exercício físico está presente no início dessa sequência, porque ele influencia a liberação de dopamina e noradrenalina”, diz ao Correio Guillén Fernández, principal autor do estudo e pesquisador do Instituto Donders, do Centro Médico da Universidade de Radboud (Holanda).

Para Vanessa Müller, neurologista e diretora médica da VTM Neurodiagnóstico (RJ), o estudo holandês corrobora resultados de outros experimentos sobre memória, mas contribui com dados mais precisos sobre os mecanismos ligados ao desempenho do cérebro. “Já sabíamos da função dos neurotransmissores para a memória, mas vemos, com esse experimento, o quanto o exercício pode beneficiar esse sistema”, analisa a especialista, que não participou do estudo.

 

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A médica ressalta que esse é mais um dos vários benefícios trazidos pelos exercícios físicos, que incluem a melhora da performance cardiovascular, do fluxo sanguíneo e do oxigênio, que também favorecem o funcionamento dos neurônios. “As atividades físicas fazem com que os processos químicos cerebrais funcionem de forma harmônica”, assegura. Na avaliação de Müller, contudo, o trabalho apresentado necessita de aprofundamento, especialmente com relação à diferença de desempenho entre os dois grupos que se exercitaram. “Também podemos levantar outros pontos que podem ter influenciado, como as horas de sono, já que os participantes só foram avaliados 48 horas depois do exercício físico.”

 

Aplicações
Os pesquisadores acreditam que os achados podem ser aplicados no cotidiano, principalmente para o ensino infantil. “Para as escolas, essas novas informações são realmente úteis. No entanto, seu uso requer mais pesquisas para otimizar os ciclos de estudos e exercícios. Precisamos saber qual atividade seria a melhor e entender que tipos de memória ela beneficiaria mais”, avalia Fernández.

Segundo o pesquisador, a quantidade de energia gasta durante a atividade aeróbica pode interferir no desempenho do cérebro. “O ideal seria um exercício que exige alguma intensidade, caso contrário, ele não vai levar a uma libertação substancial de dopamina e noradrenalina. Contudo, algo muito intenso pode ter efeitos negativos, já que todos os vestígios de memória deverão ser afetados. O essencial é a liberação adicional de dopamina e noradrenalina, que é ponto crítico para memórias fracas, que, de outra forma, podem ser esquecidas no prazo de 24 horas”, destaca.

O especialista explica ainda que o auxílio à memória por meio das atividades aeróbicas pode fazer diferença no tratamento de pacientes que sofrem com o mal de Alzheimer. “Para esse grupo específico de pessoas, os efeitos a longo prazo do exercício físico regular são provavelmente mais relevantes, porque atuam sobre a perfusão cerebral (irrigação de sangue para o cérebro) e a neurogênese (processo de formação de novos neurônios), o que aumenta a memória”, detalha.
Vanessa Müller concorda. “Hoje em dia, as enfermidades com maior taxa de incidência são as neurodegenerativas. Quanto mais estratégias surgirem para que os danos causados por elas diminuam, melhor para a população, que vai poder se prevenir desses problemas”, acredita. “Para as escolas, essas novas informações são realmente úteis. No entanto, seu uso requer mais pesquisas para otimizar os ciclos de estudos e exercícios. Precisamos saber qual atividade seria a melhor e entender que tipos de memórias ela beneficiaria mais”. Guillén Fernández é pesquisador da Universidade de Radboud, na Holanda.