PF poderá convocar mais candidatos do que o número previsto em edital

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Karolini Bandeira*- Que coisa boa! A Polícia Federal (PF) confirmou, nesta sexta-feira (22/1), ao Papo de Concurseiro, que o concurso público do órgão com 1.500 vagas imediatas poderá convocar mais policiais até o final do prazo de validade! De acordo com a corporação, tudo depende de autorização do Ministério da Economia.

“Se, durante o período de validade do concurso público, o Ministério de Estado da Economia autorizar a nomeação de candidatos aprovados e não convocados, que ultrapassem o quantitativo original de vagas previsto no edital, poderão ser realizados outros Cursos de Formação Profissional, em período a ser divulgado oportunamente, se for o caso”, informou a PF. O órgão lembrou, também, que a convocação de candidatos acima da quantidade prevista é uma possibilidade citada no edital de abertura.

 

Veja dois trechos do edital em que o tema é formalizado: 

 

18.6.1 Se, durante o período de validade do concurso público, o Ministério de Estado da Economia autorizar a nomeação de candidatos aprovados e não convocados, que ultrapassem o quantitativo original de vagas previsto neste edital, participará da segunda etapa do concurso público o candidato classificado dentro do número exato de vagas autorizado pelo referido Ministério.

20.5.2.2 Se, durante o período de validade do concurso público, o Ministério de Estado da Economia autorizar a nomeação de candidatos aprovados e não convocados, que ultrapassem o quantitativo original de vagas previsto neste edital, pode(rão) ser realizado(s) outro(s) Curso(s) de Formação profissional, em período a ser divulgado oportunamente, se for o caso.

 

Inscrições abertas

As inscrições do concurso estão (finalmente) abertas e seguem até 9 de janeiro, com taxa de R$ 180 a R$ 250. Haverá isenção total do valor da taxa de inscrição somente para os candidatos amparados pelo Decreto nº 6.593, de 2 de outubro de 2008, e pelo Decreto nº 6.135, de 26 de junho de 2007, ou pela Lei nº 13.656, de 30 de abril de 2018.

São 1.500 vagas para escrivão, agente, delegado e papiloscopista. Vale ressaltar que o concurso reserva 5% das vagas a candidatos com deficiência e 20% a candidatos autodeclarados negros e somente será admitida uma inscrição por cargo.

A primeira etapa do concurso público destina-se à admissão à matrícula no Curso de Formação Profissional e abrangerá as seguintes fases, de responsabilidade do Cebraspe:

a) prova objetiva, para todos os cargos, de caráter eliminatório e classificatório;

b) prova discursiva, para todos os cargos, de caráter eliminatório e classificatório;

c) exame de aptidão física, para todos os cargos, de caráter eliminatório;

d) avaliação médica, para todos os cargos, de caráter eliminatório;

e) prova oral, somente para o cargo de Delegado de Polícia Federal, de caráter eliminatório e classificatório;

f) prova prática de digitação, somente para o cargo de Escrivão de Polícia Federal, de caráter eliminatório;

g) avaliação de títulos, somente para o cargo de Delegado de Polícia Federal, de caráter classificatório; e

h) primeiro momento da avaliação psicológica, para todos os cargos, sem caráter eliminatório.

A segunda etapa do concurso público consistirá de curso de formação profissional, de caráter eliminatório, de responsabilidade da Academia Nacional de Polícia, a ser realizado no Distrito Federal, podendo ser desenvolvidas atividades, a critério da Administração, em qualquer unidade da Federação.

 

Saiba tudo sobre o concurso:

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*Estagiária sob a supervisão de Lorena Pacheco 

Solicitação de concurso para área administrativa será renovada, confirma PF

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Karolini Bandeira*- O concurso público da Polícia Federal (PF) com 1.500 já está com inscrições abertas! A área administrativa, contudo, não foi contemplada na seleção, que conta com oportunidade para delegados, agentes, escrivães e papiloscopistas. Mas não desanime! Em resposta ao Papo de Concurseiro, a corporação informou que a solicitação de um novo concurso para a administração da corporação será renovada e encaminhada ao Ministério da Economia.

A PF pretende renovar o pedido este ano e, inclusive, acrescentar os cargos que ficaram vagos devido a aposentadorias e exonerações de lá até aqui. “A PF informa que pretende renovar a solicitação nos próximos meses de 2021, inclusive com o acréscimo de vagas que tenham vindo a surgir para os cargos da área administrativa”, assegurou a instituição.

A solicitação passada havia sido feita em maio de 2020, com 508 vagas para as funções de administrador, economista, arquivista, assistente social, bibliotecário, contador, enfermeiro, engenheiro, estatístico, farmacêutico, médico, nutricionista, odontólogo, psicólogo, técnico em assuntos educacionais, técnico em comunicação social e agente administrativo.

 

Último concurso para a área

O último concurso público para a área administrativa da PF foi realizado em 2013, pelo Cebraspe. O edital contou com 566 oportunidades de níveis médio e superior. Do número, 534 vagas foram para a função de agente administrativo. Os candidatos passaram por prova objetiva obrigatória para todos os cargos com 120 questões, sendo 50 acerca de conhecimentos básicos (português, informática, raciocínio lógico, atualidades, direito administrativo e constitucional) e 70 de conhecimentos específicos. O salário de um profissional da área pode ultrapassar R$ 5 mil. Saiba mais sobre a seleção!

 

 

Leia mais: Polícia Federal lança edital de concurso público com 1.500 vagas! 

 

 

 

*Estagiária sob a supervisão de Lorena Pacheco

 

Exército: saiba mais sobre os seis editais que serão abertos em 2021

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Karolini Bandeira*- Os concursos para ingresso nos cursos de formação do Exército Brasileiro, de âmbito nacional, são abertos uma vez por ano. O Projeto de Lei Orçamentária Anual para 2021 (PLOA 2021), enviado pelo Ministério da Economia ao Congresso Nacional em agosto, conta com reserva financeira para seis concursos do Exército. Os concursos, por sua vez, podem oferecer salário de até R$ 10.306,25. Quer saber mais detalhes sobre cada uma das seleções? Veio ao lugar certo! Preparamos para você uma lista com remuneração, etapa, nível de escolaridade e mais informações de todos os seis concursos que deverão ser abertos ao longo de 2021. Não perca!

 

Escola de Formação Complementar do Exército

Os alunos que concluem o curso da Escola de Formação Complementar do Exército (EsFCEx) com eficiência ganham o posto de 1º Tenente do Quadro Complementar do Exército Brasileiro, com salário mensal de R$ 10.306,25. Para participar da seleção da EsFCEx, o interessado deve possuir nível superior completo. O último concurso foi realizado em 2020 e organizado pela banca organizadora Vunesp. O concurso conta com Exame Intelectual (EI), inspeção de saúde, exames físicos, verificação documental, avaliação psicológica e avaliação de títulos. Saiba mais!

 

Escola Preparatória de Cadetes do Exército

O concurso seleciona candidatos para o Curso de Formação e Graduação de Oficiais de Carreira da Linha de Ensino Militar Bélico (CFO/LEMB) da Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx). Em 2020, foram oferecidas 440 vagas para ambos os sexos com remuneração de até R$ 6.900 para profissionais de nível médio. A seleção contou com o Exame Intelectual (EI), inspeção de saúde, exames físicos, verificação documental e avaliação psicológica. Saiba mais!

 

Escola de Sargentos das Armas

O último concurso do Curso de Formação e Graduação de Sargentos (CFGS) da Escola de Sargentos das Armas (ESA) para as áreas de música, geral e saúde foi realizado em 2020. O certame exige nível médio e oferece até R$ 3.825 de remuneração. Como seleção, o concurso conta com exame intelectual, revisão médica, exame de aptidão física e, dependendo da área, análise de títulos e exame de habilitação musical. Saiba mais!

 

Escola de Sargentos de Logística

A Escola de Sargentos de Logística (EsSLog), é responsável pela formação dos sargentos de intendência, topografia, manutenção de comunicações, material bélico, saúde e música. Como pré-requisito, é necessário te concluído o ensino médio,aém de possuir, no mínimo, 17  e, no máximo, 24 anos de idade para a área geral. Para as áreas de música e saúde, a idade limite é 26 anos. A seleção é composta por exame intelectual, inspeção de saúde, valoração de títulos, exame de aptidão física e comprovação de requisitos biográficos. A remuneração oferecida é de até R$ 3.825. Saiba mais!

 

Escola de Saúde do Exército

A Escola de Saúde do Exército (EsSEx) forma oficiais do quadro de médicos, farmacêuticos e dentistas do serviço de saúde, e oficiais enfermeiros e veterinários do QCO para o serviço ativo do Exército. Para participar, é necessário possuir ensino superior na área e, no máximo, 34 anos. Os candidatos passam por exame intelectual, inspeção de saúde, exame de aptidão física, avaliação psicológica e comprovação de requisitos biográficos. Ao ser concluir com sucesso o curso, o profissional passa a possuir o título de  1º Tenente do Serviço de Saúde. Saiba mais!

 

Instituto Militar de Engenharia

O Instituto Militar de Engenharia do Exército (IME) forma candidatos de nível médio e nível superior em diversas áreas da engenharia que querem seguir carreira militar. O curso tem duração de até cinco anos. Para se candidatar, o interessado deve ter no mínimo 16 anos, ao cargo de nível médio; e no máximo 26, ao cargo de nível superior. Ao médio, é oferecido salário inicial de R$ 1.334. A remuneração inicial do engenheiro formado é de R$ 8.240. Saiba mais!

 

 

*Estagiária sob a supervisão de Humberto Rezende

 

 

 

 

“Qual cor se usa na virada do ano pra ter aprovação em concurso?,” questionou um meme

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Sextou com ‘S’ de “Seja o que Deus quiser”. Abaixo os memes mais recentes dos concurseiros desse Brasil

 

Virar a virada estudando…

 

Podiam ver isso aí..

 

Libriano?

 

 

 

Amém

 

Vaidades…

 

Entendi não…

 

@INSS

 

Parabéns, Duke

 

 

 

Aí é decepção

Os melhores memes de concurso! Bom humor é importante para manter a rotina de estudos

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Victória Olímpio* – Rir da própria situação é uma especialidade dos concurseiros. Para quem está estudando direto para concursos, é sempre importante saber manter o senso de humor nos momentos mais complicados, mesmo não tendo sido classificado no tão esperado concurso público. E pode ser encarado como um “remédio”, já que os estudantes desse segmento estão suscetíveis a terem crises de ansiedade e depressão, pois o caminho até a aprovação é cansativo e a pressão é grande.

Uma boa dica para dar um up no astral nos estudos é manter o ambiente de preparação sempre agradável, sem poluições visuais, com boa ventilação e iluminação adequada para ajudar a acalmar a mente e se manter focado.

Segundo Juliana Gebrim, psicóloga clínica há 20 anos formada pela Universidade de Brasília (UnB) e a primeira psicóloga brasileira a fazer análise das emoções dos concurseiros, comenta que uma característica importante para os estudantes é o bom humor, pois se não haver essa leveza, enfrentar as situações mais complicadas pode parecer impossível.

“Rir dos próprios erros é importante, ajuda a aprender mais e é importante que a pessoa perceba que não é só ela que está passando por aquilo. Muitos já passaram por isso e conseguiram alcançar os objetivos e superar as fases ruins”.

Tendo dito, um dos maiores recursos usados hoje na internet são famosos memes! Imagens feitas para distrair e animar. Para Gebrim, os memes fazem com que a pessoa se identifique de maneira rápida e descontraída, tendo um papel de empatia que ajuda a identificar a situação de quem está vivendo, fazendo com que a pessoa se sinta parte daquilo.

“O brasileiro para fazer meme é ótimo e com concurso não seria diferente. Quando você tem emoções positivas isso facilita o aprendizado. Não adianta ficar com raiva de quem passa, é preciso manter saúde mental e focar nos estudos!”.

Já que, como diz o ditado popular, “rir é o melhor remédio”, selecionamos abaixo alguns (bons!) memes para animar a sua rotina de estudos :p

 

Crédito: Instagram/Concurseiro

 

Crédito: Concurseiro positivo

 

Crédito: Sailormoon concurseira/Instagram

 

Crédito: Meme 4 fun

 

Crédito: Estratégia/Pinterest

 

Crédito: Estratégia/Pinterest

 

Crédito: Pinterest/Reprodução

 

Crédito: Pinterest/Reprodução

 

Crédito: Webinstagram

 

Crédito: Concurseiro Resistente/Instagram

 

Crédito: Diário de Bordo de concurseiro

 

Crédito: Profissão concurseiro

 

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School Test GIF by 5-Second Films - Find & Share on GIPHY

 

Exam GIF - Find & Share on GIPHY

 

Math Studying GIF - Find & Share on GIPHY

 

 

*Estagiária sob a supervisão de Lorena Pacheco 

Comissão da Câmara aprova PL que proíbe provas de concursos aos sábados

Publicado em 4 ComentáriosCâmara dos Deputados

Da Agência Câmara – A Comissão de Educação aprovou proposta (PL 6542/16) que proíbe a aplicação, aos sábados, em todo o território nacional, de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e de concursos públicos.

O relator, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), afirmou que a proposta, do deputado Moisés Diniz (PCdoB-AM), é um instrumento de proteção, respeito e garantia de direitos dos grupos que seguem determinadas tradições religiosas.

“A sociedade brasileira vem paulatinamente despertando para a garantia de direitos das minorias. A sensibilidade das pessoas para a necessidade de proteção aos grupos minoritários é diretamente proporcional ao aumento da intolerância com práticas, hábitos e tradições que desrespeitam direitos e negam cidadania a todos os grupos sociais”, disse Faria de Sá.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Defensoria de Santa Catarina vai oferecer R$ 7 mil em novo concurso

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Um novo concurso será aberto pela Defensoria Pública de Santa Catarina. Após cinco anos da última seleção, realizada em 2012, o órgão vai oferecer 20 vagas para defensores públicos substitutos. O cargo exige nível superior em direito e experiência mínima de três anos de atividades jurídicas. A remuneração é de R$ 7.350.

De acordo com a gerência de recursos humanos da Defensoria, ainda não há previsão de data para o lançamento do edital, mas o concurso sairá em breve, visto que a banca organizadora já foi escolhida. Caberá a Fundação Carlos Chagas (FCC) a aplicação das provas (saiu no Diário Oficial do estado que a empresa foi escolhida por meio de extrato de dispensa de licitação).

Inicialmente, o último concurso abriu 60 vagas para o cargo de defensor público de terceira categoria, e depois o número de chances duplicou, e todas as 120 oportunidades foram preenchidas. A seleção foi organizada pelo próprio órgão, que aplicou provas objetivas, práticas, avaliação oral e de títulos. As inscrições custaram R$ 200, na época.

Edital é mesmo a lei absoluta do concurso público?

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Francine Cadó , advogada do Cassel Ruzzarin Santos Rodrigues Advogados, especialista em direito do servidor

Versa o consagrado aforismo que “o edital é a lei do concurso público”. Essa máxima consubstancia-se no princípio da vinculação ao edital, que determina, em síntese, que todos os atos que regem o concurso público devem ser seguidos. O edital não é apenas o instrumento que convoca os candidatos interessados em participar do certame, mas é também onde constam todas as regras que poderão ser aplicadas a determinado concurso.

 

O edital é o instrumento que vincula, reciprocamente, a administração e os candidatos, nos ditames por ele fixados. Contudo, por se tratar de ato normativo editado pela administração, deve obediência ao princípio constitucional da legalidade. Esse princípio tem sido modernamente concebido como o dever de a administração pautar suas ações sempre pelo direito, e não meramente pela lei em sentido formal. A afronta a qualquer princípio, em razão de sua indiscutível carga normativa, é entendida como desrespeito ao princípio da legalidade em sentido amplo.

 

Foi com fundamento nesse entendimento que o pleno do Supremo Tribunal Federal (STF) fixou duas teses ao julgar o Recurso Extraordinário 898450, que analisava a legalidade de exclusão de candidato a soldado da Polícia Militar do Estado de São Paulo de concurso público, por possuir tatuagem na perna, em local que poderia ficar exposto no exercício de suas funções.

 

A primeira tese é de que os requisitos do edital para o ingresso em cargo, emprego ou função pública devem ter previsão legal em sentido formal e material. Ou seja, além do requisito formal da legislação, as previsões devem respeitar os ditames constitucionais, mormente quando referir-se à tutela ou restrição a direitos fundamentais. Por isso, para não ser restritivo, o edital só poderá prever obstáculos estritamente relacionados com a natureza e as atribuições das funções a serem desempenhadas, para o acesso a cargos públicos.

 

A segunda tese firmada foi que os editais de concurso público não podem estabelecer restrição a pessoas com tatuagem, salvo situações excepcionais, em razão de conteúdo que viole valores constitucionais. Destacou o relator, ministro Luiz Fux, que a “opção pela tatuagem relaciona-se, diretamente, com as liberdades de manifestação do pensamento e de expressão”, asseguradas pelo artigo 5°, da Constituição Federal. Justamente por isso, ninguém pode, ressalvadas hipóteses específicas e absolutamente justificáveis, ser punido por possuir pigmentação definitiva em seu corpo, sob pena de flagrante ofensa aos mais diversos princípios constitucionais inerentes a um Estado Democrático de Direito.

 

Como a liberdade de expressão não é algo absoluto, os casos considerados excepcionais e que poderiam resultar em exclusão do certame seriam aqueles desenhos que simbolizam ideias, valores e representações inaceitáveis sob uma ótica plural e republicana, de símbolos largamente repudiados pela sociedade. Nesses casos, as tatuagens demonstrariam uma adesão a ideais totalmente incompatíveis com a própria função pública.

 

Apesar do posicionamento da Suprema Corte, em alguns concursos ainda há previsões restritivas nos editais, para quem possui tatuagem. Este foi o caso do concurso para soldado da Polícia Militar do Estado de São Paulo. A lei estadual que determina a exclusão de candidato com “tatuagens visíveis” ainda está em vigor. No caso, o Ministério Público moveu ação contra a determinação, o que resultou na suspensão da primeira prova e na concessão de novo prazo para inscrição. Desta forma, a recomendação para os candidatos é a de que, mesmo havendo ressalvas a tatuagens no edital, a inscrição no concurso deve ser feita. Apenas posteriormente o candidato deve buscar reverter eventual impedimento à posse.

Após 43 concursos, juiz do trabalho conta como conseguiu o cargo dos sonhos

Publicado em Deixe um comentárioMagistratura, Tribunal do Trabalho

Michael Rios* – “Tente uma, duas, três vezes e, se possível, tente a quarta, a quinta e quantas vezes for necessário. Só não desista nas primeiras tentativas, a persistência é amiga da conquista. Se você quer chegar aonde a maioria não chega, faça o que a maioria não faz”. O ensinamento de Bill Gates parece se encaixar perfeitamente na história do juiz do trabalho Fábio Branda, 45 anos, que prestou 43 concursos antes de conseguir ingressar no quadro de magistrados da Justiça do Trabalho em Minas Gerais. A proeza é resultado da coragem e determinação desse paulistano. Durante a jornada para chegar à aprovação, contou com o apoio da família; a mãe, os irmãos e os ex-chefes o ajudaram em diferentes fases da jornada. Não chegou a ter familiares na área jurídica, os maiores incentivadores foram juízes com quem trabalhou e amigos do trabalho que o motivaram com experiências pessoais sobre o caminho para a prestação do concurso. O fato de não desistir o tornou conhecido entre concurseiros, sendo inspiração para quem também está em busca de uma vaga.

Fábio Branda sempre atuou na área pública, aos 18 anos conseguiu o primeiro emprego, como atendente judiciário por meio de concurso para o TRT-2, em São Paulo. A pressão para que passasse para o cargo foi grande, tendo que lidar com a expectativa de parentes e colegas. “Quando se fala que vai fazer concurso, parece que se acende uma luz, e isso chama a atenção das outras pessoas. Elas ficam querendo saber como foi e se você passou. Os resultados saíam no Diário Oficial, e como eu era servidor muitos colegas acompanhavam e viam lá mesmo se eu havia passado ou não. Houve um caso até de encontrar alguém no elevador e a pessoa perguntar mesmo já sabendo a resposta”. Mesmo assim, o fato de trabalhar no setor público não o atrapalhou, pelo contrário.

O primeiro certame  para juiz que fez ocorreu em 6 de agosto de 1997, mas a reprovação não foi o suficiente para fazer Fábio Branda desistir. As tentativas frustradas nos concursos para juiz só acabaram em 25 de junho de 2007, quase dez anos depois, quando foi aprovado para o cargo de juiz auxiliar do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, em Minas Gerais, ficando em oitavo lugar com a pontuação de 733. Após o período de adaptação no órgão, conseguiu, por meio de permuta, a transferência para o TRT da 2ª Região, em São Paulo, onde atua como juiz auxiliar. Fábio Branda completa este ano 10 anos no cargo de juiz, mas tem 24 de serviço público.

Ele não esquece a saga que enfrentou para conquistar o sonho de se tornar juiz. Teve de vender o carro para pagar dívidas: “Como eu fazia vários concursos, às vezes quatro ou cinco por ano, era necessário um deslocamento grande”, lembra. Ele prestou concursos no Pará, Rondônia, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio Grande do Sul e Paraná.

 

Palavra de especialista
Perseverança

Após a reprovação em um concurso público a pessoa deve ter em mente, que a realidade costuma não ser a de se passar na primeira tentativa para boa parte dos concurseiros. A boa notícia é que depois dessa reprovação a pessoa vai ficando efetivamente pronta. Só não vale começar a estudar e se deixar consumir com aspectos que não estão em suas mãos e com coisas que não consegue controlar, como o número de vagas, o que pode dar errado e o tempo para ser chamado. São muitas variáveis que não estão em nossas mãos e fazem com que haja um desgaste emocional desnecessário. Isso atrapalha na performance.


Uma dica importante é que cada reprovação tem que servir para alguma coisa. Não é só fazer parte da sua trajetória, você tem que aproveitar cada derrota para aprender com cada uma delas. Acabou o concurso, tem que tomar algumas ações para se autoavaliar: Revise a prova, refaça as questões que errou e se aprimore para ver seus pontos fracos e conseguir uma melhora.

 

Especialista revela quais são os passos certeiros para garantir a aprovação

 

Ronaldo Fonseca, graduado em marketing pela universidade Cândido
Mendes e professor na área de administração no Estratégia Concursos

 

 Três perguntas para o juiz do trabalho Fábio Branda

1) Você tem alguma dica para os novos concurseiros?
Aprende-se muito resolvendo provas de concursos anteriores, e é importante lembrar que é possível, e acreditar em você. A rotina de estudos, por exemplo, não há uma regra clara, depende do concurso. Eu acabava estudando mais para a primeira fase e, quanto às outras fases, apenas mantive uma regularidade de estudos. Sempre estava resolvendo provas antigas e buscando me aprimorar.

2) Vale a pena fazer vários concursos ao mesmo tempo?
Acho importantíssimo fazer todos os concursos da área. A prova ensina porque, quando se erra uma questão, aquilo fica tão arraigado na nossa mente, que nunca mais se erra aquela matéria.

3) É importante  ter ideia  de em qual área investir quando for
fazer o concurso público?

Sim. Muito importante. A delimitação da área é essencial para se ter foco e objetividade. Isso ajuda também a economizar, evitando a compra de materiais ou realização de cursos que não sejam necessários para aquele concurso específico.

Disciplina e rotina rigorosa: saiba como se preparar para a carreira de juiz

*Estagiária sob supervisão de Ana Sá

Sindicato entra na Justiça para que Câmara Legislativa do DF abra concurso

Publicado em 5 Comentárioscomissionado, Concursos, Distrito Federal

O Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo e do Tribunal de Contas do Distrito Federal (Sindical) entrou com ação civil pública contra o governo do DF. Nela pede que a Justiça autorize a abertura de novo concurso público para a Câmara Legislativa (CLDF), além de impedir que mais pessoas sem concurso sejam nomeadas, até que haja um equilíbrio entre o número de cargos de livre provimento e o de servidores efetivos.

 

De acordo com o sindicato, a Câmara Legislativa atualmente tem 848 pessoas sem concurso no quadro de funcionários – número superior ao de servidores concursados, que totaliza 665. O órgão ainda tem 391 vagas para serem preenchidas por aprovados em processo seletivo – conforme a Constituição Federal, no mínimo metade dos cargos devem ser ocupados por servidores efetivos.

 

A assessoria da Câmara Legislativa declarou que se posicionará a respeito do caso quando for notificada oficialmente, e que entende que o Sindical, como entidade de classe, exerce seu papel.

 

Como anunciado pelo Correio, em julho, foi autorizada a abertura de nova seleção para a Casa. A previsão é de que sejam ofertadas 30 vagas, sendo que a maioria será de nível superior. Serão selecionados técnicos analistas e consultores, cujo salário inicial é de R$ 22.812,75. Saiba mais em: Novo edital da Câmara Legislativa do DF vai oferecer salário inicial de R$ 22 mil

 

O último concurso público para a CLDF foi realizado em 2005, ou seja, há 11 anos, sob a organização do Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB). Foram ofertadas 120 vagas para técnicos e analistas, com salários entre R$ 5,5 e R$ 8 mil, respectivamente. No total, 75.741 pessoas se inscreveram. O cargo com maior procura foi o de policial legislativo, com mais de 19 mil candidatos. A seleção foi composta por prova objetiva e discursiva para todos as especialidades. Algumas funções exigiram também avaliação de títulos, prova prática e teste de aptidão física.