Foto: Divulgação/PMSE
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Irmãos tentam fraudar concurso da PM com celular escondido em gesso

Publicado em carreira militar

Os irmãos pernambucanos Hygor Ayslan Oliveira Lima, 28 anos, e Aylton Hytalo Oliveira de Lima, 26 anos, foram presos em flagrante durante tentativa de fraudar o concurso da Polícia Militar de Sergipe (PMSE). As provas para o posto de soldado, que oferta 200 vagas, foram aplicadas no último domingo, 1º de julho, para 20.871 inscritos. De acordo com informações do governo de Sergipe, eles já estavam sendo observados por policiais à paisana que se passaram por fiscais do Instituto Brasileiro de Capacitação e Formação (IBFC), a banca organizadora do concurso.

 

Ainda segundo as informações do governo local, eles eram candidatos do concurso e faziam as provas na mesma sala de aula, na Universidade Tiradentes (Unit). Mesmo sendo proibido, um dos irmãos teria sido flagrado com um celular debaixo da carteira, após o aparelho tocar. O outro, após a entrega da prova, foi abordado pela polícia e submetido a exame de Raios-X, onde um outro celular teria sido encontrado escondido dentro do gesso que protegia o braço esquerdo, com uma suposta fratura.

 

O governo afirmou que o flagrante é fruto de medidas prévias, entre a banca e a PMSE, tomadas para se evitar fraudes, e que o IBFC aplica em seus concursos uma metodologia de auditoria de gabaritos que permite a verificação de respostas coincidentes, “permitindo total segurança quanto à lisura do certame”. Dessa forma, o concurso seguirá seu curso conforme previsto no edital. O gabarito já foi publicado e pode ser conferido aqui.

 

Os irmãos, que já responderam por crime semelhante no Piauí, foram encaminhados ao Complexo de Operações Policiais Especiais.

O concurso

O concurso ainda vai contar com teste de aptidão física, avaliação psicológica, pesquisa de conduta social, da reputação e idoneidade e curso de formação. O salário após o curso é de R$ 3.370.

  • Bruno

    Estavam sendo investigados nada, é porquê foi na “cara de pau” mesmo. A coisa mais fácil que tem hoje é fraudar concurso público, difícil é ver candidatos agindo de forma “independente”, a mais comum é comprarem o gabarito ou os chamados “pilotos” fazendo a prova pela pessoa. Em toda sala de concurso público os fiscais olham seu documento de identificação, mas nem olham na sua cara para conferir se bate com a foto. A pena para quem pratica esse tipo de crime é uma piada, se brincar eles ainda vão fraudar outro e tomar posse. É brincadeira esse país.

    • José

      Fora os eventuais vazamentos de conteúdo programático antes do edital e informações privilegiadas sobre cargos e requisitos de acesso a estes, o que prejudica e muito a concorrência e quebra o princípio da impessoalidade no concurso público. Brasil é tenso.

  • manoelita araujo

    Acho ótimo isso. quem cola tem que se ferrar mesmo.

    • Bruno

      O problema aqui é muito maior do que “cola”, é CRIME, tem tipificação própria no CP e envolve corrupção com instituições públicas e privadas. Tiram o sonho de muitos candidatos que realmente se dedicam a estudar para concursos públicos. Fere o princípio da impessoalidade, da eficiência. Um cara que passa fraudando não tem a mínima condição de exercer um cargo público, muitos que estudam e passam já não têm. Tem muita coisa envolvida e quem sofre, querendo ou não, é a sociedade, principalmente se forem fraudados cargos na área de segurança púbica. Policial ruim já temos demais em todas as instituições e em todos os estados e no DF.