Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil
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Cármen Lúcia quer reavaliar as regras para concursos de magistrados

Publicado em Magistratura

Em sua primeira sessão plenária como presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a ministra Cármen Lúcia, que também está à frente no Supremo Tribunal Federal (STF), já deu seu recado sobre os concursos públicos para magistratura e quer desde já mudanças. “Precisamos estar atentos, a meu ver, não apenas quanto ao aperfeiçoamento, mas quanto aos concursos que eu quero ainda neste início de trabalhos nessa gestão começar e chegar a um consenso sobre a questão dos concursos para magistratura no Brasil. Eu não quero que alguém se forme em ética depois, eu quero que quem concorra tenha condições éticas”, declarou.

 

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A intenção é que a atuação do Conselho seja mais racional e eficiente, para que possa de fato contribuir para a melhoria da prestação jurisdicional. “O cidadão brasileiro pede, espera e nos paga para que a gente dê eficiência naquilo que é a nossa finalidade: prestar bem a jurisdição, dispor de condições para que os juízes possam prestar a jurisdição e que este trabalho seja voltado para a implementação e o cumprimento da Constituição e das leis da República”, explicou.

 

 

* Com informações do CNJ.

  • Rico Leão

    Eu não quero que alguém se forme em ética depois, eu quero que quem concorra tenha condições éticas”, declarou. O que quer dizer? Ética tem o ladrão, o político corrupto. Ela como a maioria do povo brasileiro, que segue o exemplo do Faustão, confunde ética e moral. Ética é um posicionamento, um questionamento sobre normas morais. Como disse Cortella é responder as três questões: quero, posso e devo. Não existe código de ética, embora a OAB e outros conselhos assim o estatuem. Ética não é normativa e tem normas é moral. O mais engraçado é sempre depois que passamos em determinado concurso ou fase, falamos que devemos melhorar. Vemos um bando de Ministros como o antigo da Educação que nunca foi professor de verdade, falar em reforma e colocar a nota do Enade, para coagir o aluno. Agora, vem esse Temer, que até pode ter sido professor de Universidade, mas é bem diferente alfabetizar e ensinar no nível fundamental e médio. Na faculdade o aluno finge que estuda e o professor finge que ensina. Na UNB, esses caras jogam matéria e mais matéria, sem se preocupar se alguém está aprendendo. Como disse o meu professor de Macroeconomia certa vez, não ligo para didática nem sei o que é isso, faço do jeito que eu quero.