Pets que temem fogos não devem ficar sozinhos

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Com o ouvido mais sensível que o do humano, animais sofrem com o barulho de fogos de artifício e rojões. Para garantir a segurança, é fundamental que eles não fiquem sozinhos na passagem

 

Crédito: Reprodução

 

As comemorações da passagem de ano costumam ser um estresse para tutores de animais que têm medo de fogos de artifício e rojões. Júlia Oliveira de Camargo, médica veterinária e proprietária do Hospital Dog Saúde, diz que os animais têm o aparelho auditivo mais forte do que o dos humanos. “Como a audição é mais sensível, o barulho faz com que eles fiquem mais estressados, sintam medo e ansiedade”, explica a especialista.

Rojões são um risco aos animais

Segundo a veterinária, em alguns casos mais graves, os pets ficam tão nervosos que chegam a se jogar da sacada dos apartamentos onde moram. Cães idosos podem, inclusive, sofrer infarto. Há cães que se debatem, ficam extremamente inquietos e chegam a pular do canil ou pular o muro de casa. “Já ouvi também relatos de animais que sofreram convulsões”, conta.

Por isso, a veterinária acredita que essa lei vai beneficiar diversos animais, principalmente os de rua, que não têm ninguém para ajudá-los, com apoio e amor nesses momentos. “Espero que o Brasil inteiro implemente essa lei, pois embora os fogos sejam bonitos e façam parte de um ritual nas festividades no final do ano, os animais não deveriam ter que passar por esse sofrimento”, declara.

Veterinária dá dicas para proteger os pets

“Uma dica é colocar tampões nas orelhas, antes mesmo dos fogos começarem”, alerta a profissional. “Além disso, é recomendável deixá-los em um local onde o som externo seja abafado e ligar a televisão ou música em um volume bem alto”, completa.

Ela chama a atenção para que os tutores fiquem atentos e não deixem que os pets fiquem próximos de objetos pontudos ou cortantes, pois quando eles ficam muito agitados devido ao barulho dos fogos, eles podem se machucar.

Sedativos e medicações naturais podem ser recomendados

Atualmente, existem alguns sedativos que podem ser dados aos animais, que ajudam a acalmar e relaxar. Porém, nem todos os animais podem tomar esse tipo de medicação. “Os riscos aumentam em algumas situações e precisam ser verificados, principalmente com animais idosos”, afirma Julia.  Por isso, o ideal é que eles passem por um veterinário antes, para verificar se estão realmente aptos a tomar sedativos. “Existem também outras medicações que são mais naturais, como florais e remédios feitos de flores e frutas”, esclarece a veterinária.

Tutores devem ficar atentos às reações dos pets

Julia afirma que as reações mais comuns dos animais são ficarem bastante agitados, pularem e latirem muito, como se estivessem muito estressados. Porém,  há casos mais graves, que os animais chegam a se debater e a se cortarem. “Há relatos ainda de rojões que caem dentro de algumas casas, os donos nem percebem, os animais colocam o rojão na boca e ele estoura; causando ferimentos extremamente graves ou até mesmo a morte”, lamenta.

Por isso, se o animal tiver alguma reação extrema por causa dos fogos, o ideal é não deixá-lo sozinho e tentar acalmá-lo. “É preciso ter em mente que sempre é importante levar o animal ao veterinário”, reitera a especialista.

 

Natal da bicharada

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Seja para presentear o melhor amigo ou enfeitá-lo para as festas de fim de ano, confira sugestões de presentes para a bicharada

A melhor época do ano chegou, e os pets também merecem participar das festas de Natal e réveillon. Embora estejam proibidos de se aproximar da mesa de guloseimas — principalmente dos pratos de uvas e uvas-passas, extremamente tóxicos para animais — cães e gatos estão liberados para rasgar papel de presente, ganhar mimos e roubar a cena com roupas e acessórios em alto estilo. Para os que não gostam do traje completo, lacinhos, gravatinhas e bandanas enfeitam sem incomodar. Já os mais exibidinhos, que aceitam roupas, têm à disposição modelitos de fazer inveja aos humanos.

O blog selecionou opções de presentes para os melhores amigos pedirem para o Papai Noel.

Veja onde encontrar:

AuAu PetshopCondomínio Bellágio CA 10 Loja 04 – Lago Norte

Luke e Maya Pet Shop: CCSW 05 Bloco A Loja 40 Ed. Omega Center – Sudoeste

Bowie e Co.: vendas diretas pelo www.instagram.com/bowie.co ou WhatsApp: 61983330787/ 61984131022

Weasy: www.weasy.com.br/

Play Pet: www.playpet.io/

Wolfclan: www.instagram.com/wolfclanoficial/

 

 

 

 

 

Tarô pela causa animal

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Coletivo de oraculistas promove ação especial de Natal oferecendo diversas modalidades de oráculos, como runas e tarô. Parte da renda será revertida para ONG da causa animal

Que tal conhecer o que os oráculos têm a revelar e, ao mesmo tempo, ajudar a causa animal? A edição especial de Natal do Oráculo Solidário vai destinar R$ 10 de cada leitura à ONG ProAnima, que realiza projetos de conscientização de castração e adoção responsável. O Oráculo Solidário, foi criado por coletivo de oraculistas que acredita na democratização de ferramentas de autoconhecimento e na força da causa animal. Nesta edição especial de Natal, haverá com uma feirinha criativa no Café Oyá, e uma novidade entre as opções de oráculos: o tarot mitológico, com Lu Guimarães.

Esse oráculo foi criado pela astróloga Liz Greene e pela psicóloga Juliet Sharman-Burke, em 1986. A ideia era democratizar o entendimento das cartas equivalentes às cartas do tarot clássico.

Outras opções já consagradas em outras edições permanecem no evento: mini Mapa Astral e tarot de Waite (João Quinto), Baralho Cigano (Sara Campos) e Runas (Urakins Abayomí). Todos os atendimentos custarão R$ 50 (30 minutos).  

Oráculo Solidário

15 de dezembro (sábado)

A partir das 12h

Café Oyá

CLN 109 Bloco A Loja 60

Consultas de mini mapa astral, baralho cigano, runas, tarots de Waite, Iluminatti e mitológico a R$ 50

Link para o evento: https://www.facebook.com/events/1439310769534158/

Adoção, sim. Mas com responsabilidade

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Milhares de Manchinhas, a cadela brutalmente assassinada em um supermercado de São Paulo, vagam pelas ruas, sujeitas a agressões. Adotar animais ajuda a reduzir o problema, mas, antes de fazê-lo, é preciso se conscientizar sobre a responsabilidade da adoção

 

Cadela manchinha, brutalmente assassinada Crédito: Reprodução

O massacre da cachorrinha Manchinha por funcionários do Carrefour de Osasco levanta a discussão sobre a importância de se retirar os animais da rua por meio da adoção. Assim como ela, 30 milhões de vira-latas vagam pelo país, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) e muitos são vítimas de atos de crueldade como o sofrido por ela.

Os brasileiros estão mais sensíveis à adoção, revelou um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dos 52 milhões de cães que vivem nos lares brasileiros, 24% foram adotados. Mas não basta acolher um animalzinho em casa. É preciso adotar com consciência, para evitar novos abandonos.

Stella da Fonseca Rosa, médica-veterinária e técnica da Ourofino Saúde Animal, aponta que uma das principais causas do abandono é a adoção irresponsável. “Antes de escolher um cão ou gato, o tutor deve refletir sobre algumas questões importantes, principalmente se está disposto a assumir um novo membro da família, já que a adoção precipitada acaba resultando em abandono”, explica. A especialista destaca outras causas dessa atitude: falta de espaço, de tempo e dinheiro e comportamentos do pet que, inicialmente, não atendem à expectativa do tutor e, portanto, são considerados indesejados. “Existe uma falta de avaliação prévia sobre questões relacionadas às raças, à educação e ao porte.”

A veterinária ainda aborda mais desdobramentos que surgem do descaso com o abandono: “A ação acarreta muito sofrimento e dificuldades para os animais nas ruas e desencadeia em problemas sociais e ambientais”.

Ter um companheiro com quem possa se divertir e trocar carinho está entre os gatilhos que levam à adoção de cães e gatos. Mas, é preciso levar em consideração outros pontos importantes na hora de se decidir por acolher um animal, um deles são os cuidados que devem ser dedicados aos pets, que envolvem afeto e investimentos com a saúde durante todo o tempo de vida deles, que é de, em média, 15 anos.

Para quem está em dúvida entre um felino ou cachorro, a dica da Stella é avaliar qual animal ficará melhor ambientado ao estilo de vida. “A disponibilidade de tempo do tutor, a rotina de trabalho e frequência de viagens são fatores cruciais que deverão ser pontuados no momento da adoção. Lembrando que há animais com temperamentos perfeitamente adaptáveis às várias rotinas e perfis que as famílias podem ter”, reitera a veterinária.

Para facilitar o processo de inserção do pet na rotina da família, uma das dicas é trabalhar para desenvolver o vínculo tutor-animal, com alguns comandos iniciais simples que ajude o novo membro a conhecer os limites, como o de sentar e deitar, e a criar afeição.

Se no ambiente houver outro pet, alguns cuidados são aconselhados na integração. “No caso de cães, apresente-os em um território neutro, para que se estabeleça a hierarquia entre eles. Agressões devem ser repreendidas, mas é fundamental confortar a ambos no momento. Com felinos, o novo animal deve permanecer em um ambiente separado por um tempo, para que o mais velho possa sentir o seu cheiro, porém sem que haja o contato direto, para a socialização ocorrer aos poucos”, indica Stella.

Adotar é uma responsabilidade; envolve conforto, atenção, dedicação e gastos.  As consultas com o veterinário, por exemplo, são recomendadas já em um primeiro momento, para realizar um check-up geral do animal e vacinar. Além disso, segundo a especialista, outros aspectos que devem ser estabelecidos dizem respeito à vermifugação e ao controle de parasitas.

Tempo de brincar e cuidar

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Nas férias, tutores têm mais tempo para brincar e passear com os melhores amigos. Especialistas ensinam a se divertir sem colocar em risco a saúde dos pets

Crédito: Adriana Fortes/Arquivo Pessoal

Com o período de férias se aproximando, a rotina da família costuma mudar. Para a alegria dos pets, sobra mais tempo para passeios ao ar livre e, quando bate o calor, para dar um bom mergulho. Para que esse momento de lazer seja saudável, porém, é preciso tomar alguns cuidados. Desidratação, falta de apetite, exposição a ataques parasitários são alguns dos problemas que podem surgir na estação mais quente do ano.
Segundo a veterinária da Mariana Mauger, da rede de farmácias de manipulação DrogaVET, a primeira recomendação é levar o pet para passear pela manhã ou no fim da tarde, ou seja, nos horários em que o sol está mais ameno, diminuindo as chances de lesões nas patas e na pele, em decorrência dos raios solares, além da possibilidade de desidratação do animal. “O ideal é optar pelo passeio em horários mais frescos, afim de evitar queimaduras nas patas por conta do chão muito quente, e também, pela aplicação do filtro solar, principalmente em cães idosos e filhotes, já que eles têm a pele mais sensível. O filtro a ser aplicado deve ser o específico para pets, que pode ser manipulado em creme e com fator de proteção 30”, salienta a profissional.
Embora todos os animais expostos a raios ultravioleta necessitem da proteção, o filtro solar é absolutamente indispensável para cães e gatos com características específicas, observa a veterinária Vanessa Gonçalves. “Os animais de pele branca precisam dessa proteção extra nos locais que não têm pelo, principalmente no focinho, orelhas e barriga. Os de pele escura dispensam esse cuidado extra. Aplique o filtro solar de uma a duas vezes ao dia e nunca exponha seu animal ao sol nas horas mais quentes do dia”, indica. Vale lembrar que o filtro não é o mesmo usado em humanos. Para os animais de estimação é preciso uma formulação específica, que não cause alergia ou possa ser facilmente retirado por eles.
Hidratação
Além disso, Mariana Mauger, da DrogaVet, lembra que, a cada passeio, é necessário levar a garrafinha com água fresca, devendo ser oferecida nas pausas para descanso. “Já em casa, recomendamos a troca da água com frequência, e em dias muito quentes, a adição de cubos de gelos para refrescar o animal. O pote com a comida, por sua vez, deve ser deixado à sombra e lavado após cada refeição, tudo para minimizar o contato do pet com alimentos que ficam expostos a moscas e mosquitos”, explica a veterinária.
“O corpo dos cães faz troca de calor apenas por meio das regiões das almofadas das patas, do focinho e da boca. Por isso, quando muito expostos às altas temperaturas acabam ficando ofegantes e cansados”, acrescenta Ricardo Cabral, veterinário da Virbac, empresa multinacional francesa dedicada à saúde animal. Os pets com pelagem mais longa sofrem mais e, por essa razão, é importante tosá-los. Os cães de focinho curto também merecem atenção, pois podem apresentar dificuldade na respiração neste período do ano.
Durante as altas temperaturas, há um aumento da proliferação de pulgas e carrapatos e, se o animal estiver vulnerável, poderá ser alvo desses parasitas. “Nesse ponto, os tutores devem sempre olhar a pele do pet, afim de encontrar eventuais parasitas. Os antipulgas, carrapaticidas e vermífugos devem ser administrados corretamente, seguindo os prazos para reaplicação, evitando problemas posteriores como, verminoses, alergias às picadas de pulgas ou, até mesmo, outras doenças decorrentes desse contato”, pontua a especialista Mariana Mauger.Confira as doenças mais comuns durante o verão: 

Dirofilariose: Doença que pode ser fatal, causada pelo acúmulo de vermes no coração e no pulmão do animal, podendo causar insuficiência cardíaca e doença pulmonar grave.

Leishmaniose: Infecção parasitária causada por protozoários que atacam o sistema imunológico dos animais, e em alguns casos, pode ser transmitida para humanos.

Gastroenterite/Giárdia: aqui a atenção deve ser redobrada, já que a doença é denominada como uma zoonose e transmitida por um protozoário capaz de atingir os humanos também. Os principais sinais são vômitos e/ou diarreia. Perda de apetite e letargia podem ocorrer com o animal. Também existem casos de perda de sangue no vômito e na diarreia, devido a irritação no trato gastrointestinal. As principais causas costumam ser a ingestão de alimentos em mau estado de conservação, água contaminada, parasitas e até mesmo o estresse causado por altas temperaturas.

Veja como proteger o melhor amigo: 
1- Deixe sempre água fresca à disposição para os cães beberem e faça trocas frequentes;

2- Evite levar os animais para passear nos períodos mais quentes do dia. Além de ser mais confortável, isso previne que eles queimem as patas;

3- Aplique protetor solar veterinário nas áreas expostas dos cães antes de sair, principalmente naqueles de pelagem mais clara;

4- Mantenha os banhos regulares. Apesar do tempo quente, o ideal é um a cada sete ou 15 dias, dependendo da frequência de passeios e local onde o animal vive. Banhos em excesso podem causar ressecamento da pele e possibilitar a ocorrência de doenças alérgicas, por exemplo;

5- Previna pulgas e carrapatos administrando produtos antiparasitários nos cães.

Agenda pet

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No fim de semana, tem programação natalina para os cachorrinhos em shopping e feira de adoção de cães e gatos. Aproveite!

Crédito: Paulinha Leon Fotografia

Foto com papai noel

Que tal aproveitar o fim de semana para o pet conhecer Papai Noel? Com o tema Masha e o Urso, o shopping Pátio Brasil abre as portas da programação natalina aos cachorrinhos. Além de tirar foto com o Noel, eles podem provar petiscos e sair do shopping cm adereços natalinos exclusivos. A programação das crianças também está completa, com cineminua, taguagnes de Masha e o Urso, bolas gira-gira e cama elástica, entre outras. Todos os fins de semana, até 16 de dezembro.

Feira de adoção 

O programa PEDIGREE® Adotar é Tudo de Bom realizará um evento de adoção na loja Petz Asa Norte. Os cães que estarão presentes são da ONG Fauna e Flora. Como parte do compromisso com a posse responsável, um dos grandes focos do programa, todos os cães serão adotados já castrados e vacinados. Os interessados em oferecer um lar feliz para os animais, além de passarem por uma entrevista de avaliação de perfil, devem estar munidos dos seguintes documentos: originais e cópias de RG, CPF e comprovante de residência.

 

Calendário “iti, malia!”

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Pets terapeutas posam para calendário, que terá renda revertida para projeto de assistência a pacientes hospitalizados

Há nove anos,o projeto Pêlo Próximo, do Rio de Janeiro, realiza um trabalho de Terapia Assistida por Animais em hospitais e instituições de longa permanência. Acompanhados dos tutores, os pets realizam visitas periódicas a pacientes, levando amor e alegria aos internados. Agora, eles posaram para um calendário solidário, que terá renda revertida para o trabalho filantrópico que o projeto realiza. Cães, gatos e aves foram clicados pelas lentes do fotógrafo Jayme Rocha, responsável pelo Celebridade Pet. O calendário, em formato de marcador de página, tem 12 lâminas e 34 fotos , ao preço de R$15. Para adquirir e colaborar com o trabalho do grupo,  basta acessar https://www.lojapeloproximo.com.br/calendario-2019/ .

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Coceira sem pulga: o que será?

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Na pergunta do leitor da semana, a veterinária Ana Catarina Valle responde uma dúvida muito comum: o que pode ocasionar coceira, além das pulgas?

 

Frida: a cachorrinha tem coceira, mas não tem pulga

A leitora Ana Cláudia de Andrade Lima, de Recife, relata que a cachorrinha Frida, de 5 anos e 10 meses, costuma se coçar bastante, mas não tem pulgas. Ela pergunta o que pode ocasionar o problema. Quem responde é a veterinária Ana Catarina Valle, da NaturalPet:

Naturalmente, uma conceirinha aqui, outra ali é normal para os cães… mas deve haver um limite de tolerância, claro. Entenda que, quando se atinge esse limite, é necessário observar desde quando o seu pet se coça. A partir daí, observe o que foi modificado em sua rotina, como mudança de alimentação, uso de roupinhas sintéticas, consumo de ossos e biscoitos industrializado, vacinações em excesso, e até os agrotóxicos utilizados na grama do seu prédio. Um importante ponto é quanto à alimentação do seu companheiro. As rações industrializadas contêm toxinas diversas, o que ativa o sistema imune, liberando uma substância chamada histamina, que faz coçar!  Claro,que existem diversas outras razões, mas em geral essas são as principais e você, como tutora, após uma avaliação, saberá identificar a causa. Lembre-se, a alimentação é um ponto extremamente importante na vidinha do seu companheiro! Forneça alimentos frescos e de boa qualidade. A alimentação natural se faz a melhor opção para eles em todos os casos!

  • Ana Catarina Valle é médica veterinária, pós-graduada em homeopatia e acupuntura veterinária e doutoranda em biotecnologia.

 

De olho nos olhinhos

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A 1ª Campanha de prevenção à cegueira em animais de companhia vai alertar tutores sobre doenças como o glaucoma, principal causa de cegueira em cães

Crédito: Reprodução

Você já deve ter conhecido um pet com algum probleminha nos olhos. Às vezes, eles parecem opacos demais, às vezes, o animal lacrimeja ou esfrega a área sem parar. No dia 17 de novembro, os tutores poderão tirar dúvidas sobre o assunto na 1ª Campanha de prevenção à cegueira em animais de companhia.

Uma equipe completa de profissionais veterinários estará disponível no Boulevard Shopping Brasília, administrado pela Aliansce Shopping Centers, para tirar dúvidas e dar dicas de prevenção. O evento conta com palestras, orientações e pequenos exames, e recebe a população das 14h às 20h.

O objetivo do projeto, feito em parceria entre o Boulevard e o Centro Veterinário da Visão, foi criado para dar dicas sobre a saúde geral dos pets, além de alertar sobre as principais causas da cegueira e como podemos evitá-la. Mario Sérgio Almeida é médico veterinário oftalmologista de pequenos animais e lembra que os problemas oculares nos pets passam, muitas vezes, despercebidos pelos tutores.

“Os animais não podem se expressar e dependem da observação e cuidado do tutor. A prevenção busca identificar, orientar e tratar predisposições a alterações oculares com potencial de causaram transtornos oculares”, afirma o veterinário.

Prevenção e diagnóstico

Muitas doenças oculares evoluem rápido e podem levar a quadros irreversíveis de perda visual. Problemas comuns em humanos, como a catarata e o glaucoma, são frequentes também nos pets. Mário Sérgio destaca que o glaucoma, caracterizado pelo aumento da pressão intraocular, é um das principais causas de cegueira em cães. Por isso, no dia do evento, será feita a aferição da pressão intraocular dos olhos dos bichinhos.

“Muitos tutores desconhecem a existência do oftalmologista veterinário e estes profissionais têm formação e equipamentos tão modernos quanto os utilizados na medicina”, afirma o veterinário. A ideia do evento surgiu a partir da necessidade de apresentar essas especialidades aos tutores de animais de estimação e alertar sobre a importância de exames periódicos e preventivos.

Confira alguns sinais que demonstram alteração ocular nos animais:

  1. Lacrimejamento excessivo
  2. Esfregar os olhos
  3. Olho aumentando de tamanho
  4. Olho vermelho
  5. Olho opaco
  6. Secreção

Serviço

1ª Campanha de prevenção à cegueira em animais e companhia

Data: 17 de novembro

Local: 2º Piso do Boulevard Shopping Brasília (Setor Terminal Norte, Shin Ca 5 Conjunto D – Asa Norte)

Horário: 14h às 20h

Entrada gratuita

Classificação indicativa: livre

 

Dúvida do leitor: como se proteger contra carrapato?

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Nem sempre a picada de carrapato é maléfica. Se o animal estiver saudável, ela pode estimular o sistema imunológico e evitar enfermidades. Semanalmente, veterinária responderá às dúvidas dos leitores do blog

Maltês Luke: tutora teme doença do carrapato

Doenças, alimentação, comportamento… São muitas as dúvidas que nós, tutores de pets, temos sobre eles. Toda semana, a veterinária Ana Catarina Valle, da clínica Natural Pet, vai responder perguntas de leitores. A primeira vem de Adriana Fortes, tutora de Luke, um maltês de 4 anos.

Qual a melhor forma de proteger meu cachorro contra pulgas e carrapatos? Já ouvi dizer que os medicamentos são muito fortes, mas tenho medo de deixá-lo sem proteção, porque pets que frequentam os mesmos espaços que ele já adoeceram com doença de carrapato e ficaram muito mal.

Muitos me perguntam como controlar as pulgas e os carrapatos de forma mais natural, para que não haja a necessidade de ficar intoxicando o organismo dos seus pets, a cada 30 ou 90 dias, com produtos carrapaticidas exercendo um efeito acumulativo no organismo. Já existem no mercado vários medicamentos homeopáticos para o controle do carrapato, os quais você pode administrar diretamente na boca do seu animal, na água ou na comida. Sem contar com as coleiras repelentes, como as impregnadas com citronela ou capim santo, que provocam o mesmo efeito repelente que as coleiras de veneno, hoje largamente utilizadas pela população, e que não só intoxicam os pets, mas também as pessoas que convivem com eles.
Outra opção ou complemento à homeopatia e ao uso das coleiras naturais são os repelentes em spray, de citronela e de nem, além de sabonetes de enxofre, nem e citronela, que são usados no banho dos meninos. Também deve haver um cuidado todo especial com saúde do animal, por meio de uma boa alimentação e um programa de vacinação individualizado. Evite tratamentos invasivos e de primeira escolha, opte sempre pelas terapias complementares, como a homeopatia, acupuntura, fitoterapia. Partimos do princípio que uma mordida de carrapato é saudável, do ponto de vista que estimulamos o sistema imune e ativamos a primeira linha de defesa do animal. Ou sej:, a intenção é fazer com que esse sistema fique alerta a qualquer tipo de infecção. Se o seu animal está saudável, ele pode até entrar em contato com os causadores de diversas doenças, mas com um sistema imune adequado, terá poucas chances de desenvolver a enfermidade, permanecendo saudável. Portanto, cuide da saúde do seu pet de forma integrada, tenha um olhar integrativo e, com isso, o carrapato e a pulga deixarão de ser um problema!!

  • Ana Catarina Valle é médica veterinária, pós-graduada em homeopatia e acupuntura veterinária e doutoranda em biotecnologia.