Alimentação natural para cães e gatos

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Empresas de Brasília facilitam a vida dos tutores que optam pela alimentação natural e fazem marmitas congeladas sem produtos químicos

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Sócios da Pets Kitchen, Bruno e Kleber preparam a alimentação natural sem conservantes  Crédito: Marcelo Ferreira CB/DA/Press

POR MARINA ADORNO,  ESPECIAL PARA A REVISTA DO CORREIO

Quem tem animal de estimação se preocupa cada vez mais com a saúde do seu pet. Recentemente, um tema que provoca debate e desassossego entre os tutores é a alimentação oferecida aos cães e gatos. Refeições balanceadas, personalizadas e preparadas da mesma forma e com alimentos que também fazem parte da dieta humana surgiram como uma alternativa para substituir as rações industrializadas.

O número de adeptos ao cardápio mais natural está crescendo em Brasília. Para os que se preocupam com a saúde dos animais mas não têm tempo de planejar e preparar cada refeição, não é já existem na cidade opções de empresas que fornecem comidas prontas e congeladas. É só descongelar e servir ao pet.

Kleber Felizola formou-se em veterinária 32 anos atrás e, há quatro, decidiu mudar a rotina dos seus cães e preparar para eles uma comida livre de conservantes. Ele tem um canil e, na época, criava 40 buldogues ingleses. Rapidamente, percebeu os benefícios da troca de cardápio. “Ficava triste ao vê-los comendo ração. Então, procurei outra opção e comecei a estudar mais sobre a alimentação natural”, conta.

Os clientes do canil percebiam a diferença nos cachorros cuidados por Kleber e começaram a perguntar do que eles se alimentavam. “Muitos tinham o interesse de oferecer uma comida mais saudável para o pets, mas não tinham tempo para prepará-la”, relembra o especialista em nutrologia veterinária. Diante dessa demanda, o veterinário abriu uma empresa especializada na comercialização de refeições naturais congeladas para cães e gatos. Foi assim que, há aproximadamente dois anos, surgiu a Pets Kitchen. O processo é simples: uma equipe faz a análise do animal e, de acordo com o peso, a raça e a idade, elabora um cardápio personalizado, que leva em consideração o quanto ele vai comer por dia e por mês.

Uma preocupação recorrente quando o assunto é a alimentação natural é o custo. A impressão geral é de que esse tipo de tratamento é muito mais caro e inacessível para muitas pessoas. Kleber esclarece que o que gasto com esse tipo de refeição para um cachorro de até 10kg é muito próximo ao valor de ração premium. Entretanto, o especialista destaca um outro aspecto que não é levado em consideração na maioria das vezes: “Se você fizer uma comparação de gastos entre os dois grupos desde o nascimento, vai observar que o dono do cão alimentado de maneira mais saudável gastou menos com veterinários e remédios. Além disso, esse animal vive, em média, dois anos a mais. O custo-benefício compensa”.

Para o veterinário, a vantagem da ração é apenas a praticidade. Já a ideia da alimentação natural é tirar da dieta do animal tudo aquilo que agride o organismo e oferecer o alimento mais parecido com o que ele comeria se estivesse solto na natureza. Na lista, tem ingredientes como legumes, carnes, miúdos, arroz, aveia e até linhaça. A diferença para a comida que o dono serve no próprio prato está no balanceamento (as quantidades certas de cada nutriente, indicadas para cada pet) e também nos temperos, já que é condimentada de forma suave, com pouco sal e azeite. O alho, por exemplo, pode ser usado em doses reduzidas e a cebola deve ser abolida de vez — ambos podem causar anemia hemolítica, complicação que destrói as hemácias do animal. Além disso, segundo Kleber, nas dietas industrializadas existe um excesso de carboidrato. E os grãos, como milho, arroz e soja, na grande maioria dos casos, são transgênicos. Sem falar que mais de 50% da população canina e felina são obesos e o carboidrato contribui isso. “Pelo convívio com o homem, os cães se adaptaram ao consumo de carboidratos e aprenderam a digeri-los. Porém, temos que nos lembrar de que eles são lobinhos”, defende o especialista.

A empresária Thaís Souza descobriu essa nova possibilidade de cardápio de forma quase acidental. Ela procurou itens para fazer uma festa de aniversário para Léo, um de seus schnauzer miniatura. Como não encontrou nada que a interessasse,decidiu produzi-los por conta própria.“Fiz a festa dele e depois recebi alguns pedidos de amigos”, lembra. Até que, em outubro de 2013, ela criou a Théo & Léo. Durante o primeiro ano, o foco da empresa eram os produtos para festas de aniversários, mas,rapidamente, percebeu que poderia expandir os negócios com uma linha de petiscos naturais, sorvetes e marmitas personalizadas sob encomenda. O seu outro schnauzer, Théo, foi a cobaia escolhida para experimentar as refeições naturais preparadas por ela.

O cachorro, que sempre foi muito saudável, se adaptou rapidamente ao novo cardápio e ela percebeu os benefícios em 15 dias. “Ele ganhou massa muscular, ficou mais disposto, e o pelo, mais brilhante”, relata. Quando ela descobriu que Léo tinha epilepsia, também mudou a alimentação dele e hoje não tem nenhum gasto com medicamentos. “Consegui controlar as crises convulsivas apenas com alimentação natural e com as mudanças para deixar o ambiente menos estressante”, acrescenta. Segundo Thaís, para animais com problemas de saúde vale muito a pena fazer o investimento. No início deste ano, a Théo & Léo anunciou uma parceria com a marca AuAu Natural. Agora, além das marmitas feitas de maneira personalizada,é possível comprar a comida congelada em pontos de venda espalhados na cidade. “Temos a opção de picadinho de carne e escondidinho de frango”, recomenda. Para aqueles que não fizeram a transição completa, servir refeições naturais duas ou três vezes na semana funciona como um detox para os animais.“É importante que os tutores não arrisquem uma dieta por conta própria se o pet tem algum problema de saúde”, adverte. Thaís destaca que o mercado de comidas para pets está em processo de mudança.“Apesar da crise, existe uma busca até por rações de maior qualidade. Quanto mais colorida a ração, mais corante ela tem e isso não faz bem para o animal. As grandes marcas estão percebendo isso e se adaptando.

 

Polêmica 

Pet-FooledNo começo de abril, o polêmico documentário Pet Fooled foi adicionado ao catálogo do Netflix Brasil. Durante os 70 minutos de filme, dois veterinários investigam o funcionamento interno da indústria de alimentos para animais de estimação e reforçam o impacto negativo desses produtos na saúde dos bichos.

Chocolate para pets é veneno

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Na Páscoa, nada de oferecer chocolate para os pets. A substância age como veneno no organismo dos animais. Opte por petiscos naturais para não deixá-los de fora da comemoração

 

Bento já sabe: chocolate, nem pensar. Crédito: Paula Leon/Divulgação
Bento já sabe: chocolate, nem pensar. A substância é um veneno para os pets.  Crédito: Paula Leon/Divulgação

 

Um olhar pidão como esse do Bento faz qualquer um se derreter. A vontade é presentear o melhor amigo com um ovo de chocolate, para celebrar a Páscoa. Isso, porém, pode colocar a vida do pet em risco. Se o chocolate é uma guloseima para humanos,  no organismo dos animais, ele age como veneno. “O fígado dos cães e gatos não metaboliza direito uma substância presente no chocolate, chamada teobromina, que está relacionada com a quantidade de cacau. Quanto mais cacau, mais teobromina o produto contém e mais tóxico ele é”, explica a veterinária  Keila Regina de Godoy, da PremieR pet.

Quanto mais escuro e amargo o chocolate, maior o percentual de cacau e, consequentemente, mais tóxicos para os animais. No entanto, o chocolate ao leite e o chocolate branco também fazem mal e não devem ser oferecidos aos pets. “Como a teobromina age intensamente no organismo, pode ocorrer aumento de contrações musculares, excitação nervosa, micção em excesso, elevação da temperatura corporal, respiração acelerada, taquicardia, vômitos e diarreia. A gravidade do quadro varia de acordo com a quantidade ingerida”, esclarece Keila.

A veterinária diz que, apesar de os casos letais serem raros, existe alta incidência de indisposições gastrointestinais, especialmente em animais pequenos e jovens, devido à quantidade de toxina em relação ao peso do pet.  “Além do risco de intoxicação e do mal-estar, o chocolate pode acarretar em outros males ao organismo do animal, como a obesidade e suas complicações”, alerta. Para evitar surpresas desagradáveis, a veterinária recomenda que não se deixem ovos e bombons em locais acessíveis a cães e gatos. Eles podem se sentir atraídos pelo cheiro, pela embalagem e “roubar” sem que os tutores percebam. Também é fundamental orientar as crianças para que não ofereçam a guloseima.

De acordo com a Associação Norte-Americana de Medicina Veterinária, os estimulantes do chocolate circulam no organismo por um bom tempo: em casos severos, os sintomas podem durar por 72 horas. Por isso, no caso de ingestão acidental, é muito importante levar o animal ao hospital veterinário.

A empresária Niely Gonçalves, da Cookie Pet Biscoiteria  lembra que, nem por isso, os melhores amigos precisam ficar sem um agrado na Páscoa. Ela sugere mimar os pets com biscoitos e minibolos naturais, livres de conservantes, corantes e refinados. Produtos à base de alfarroba, que dispensa açúcar na fabricação dos produtos, é outra opção. “Além de não conter estimulantes como cafeína e teobromina, ela é rica em vitaminas e minerais”, diz. Mas ela faz um alerta: “São petiscos e devem ser oferecidos com moderação”.

 

Para quem ficou apaixonado pelo Bento vestido de coelho, ele avisa que foi fotografado pela Paula Leon, da Paulinha Leon Fotografia

Ceia de Natal:Resista ao olhar pidão

imagem mostra cão da raça shitzu para ilustrar matéria sobre cuidados com os pets na Ceia de Natal
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Ceia de Natal: Se quiser incluir seu bichinho na festa, invista em alimentos apropriados para pets. Assim, a Noite Feliz não terminará no veterinário

 

Os festejos de fim de ano culminam na grande ceia natalina. Todos sentados ao redor da mesa decorada e o pet só de olho, esperando a oportunidade perfeita de conseguir um pedacinho de peru ou de chester. É nessa hora que o coração amolece e o dono acaba cedendo. Não deveria: saiba que, nesta época do ano, a procura por atendimento veterinário aumenta cerca de 30%, sendo que uma das principais causas é a ingestão de alimentos “impróprios”.

A publicitária Ana Carolina Dias, 21 anos, sabe muito bem como é difícil negar pedidos da mascote, Nina. “Ela é uma gata, mas tem alma de cachorro. Nessas comemorações, fica sempre deitada em volta da mesa, encarando todo mundo como quem diz: ‘Você não vai me dar um pedacinho?’”, brinca a tutora. Muitas vezes, a gatinha reclama, mia e chora. Quando é assim, Ana prefere servir um pouco mais de ração para evitar qualquer deslize com comidas gordurosas. “É de cortar o coração vê-la pedindo um petisco, mas sei que é melhor não dar.” Alguns Natais atrás, o avô de Ana Carolina não resistiu aos encantos da gata e a serviu com um pedaço de tender. Na hora, foi só alegria. Mas, um tempo depois, Nina começou a passar mal e teve diarreia. “Desde então, eu proibi. Ninguém pode dar mais nada a ela.”

O médico veterinário Marcello Machado explica que os alimentos “festivos”, como peru e proteínas em geral, são muito gordurosos, temperados e repletos de sódio. Quando as pessoas os oferecem aos pets, eles ficam com a flora intestinal desregulada, o que pode ocasionar vômitos ou disenteria. “Os bichos têm uma alimentação muito regrada e se, de repente, isso muda, não é bom para eles.” O especialista confirma que as ocorrências do gênero se multiplicam no fim do ano.

Mas, afinal, quais são as comidas que os pets não podem comer de modo algum? Os panetones, tão característicos da época, devem ser evitados a todo custo. “As frutas cristalizadas e a massa da sobremesa têm muito açúcar, o que causa fermentação intestinal”, explica Marcello Machado. Chocotone está vetado, pois chocolate é altamente tóxico para os animais. A rabanada, além de doce, é frita e deve ficar longe das tigelas de cães e gatos. “É feita de pão, gordura, açúcar… Tem tudo que eles não podem comer”, ensina o veterinário.

Teoricamente, peru e tender podem ser servidos, mas em pequenas quantidades e sem condimentos gordurosos (molhos e temperos). É importante também atenção com os ossos, pois são quebradiços e podem perfurar o estômago ou o intestino do animal. Peixes são nutritivos, mas o bacalhau não serve para os animais, pois é muito salgado. Já a farofa tem amido em excesso, o que também oferece perigo. Castanhas e nozes são pequenas e parecem inofensivas, mas, na verdade, contêm excesso de óleo, o que pode desencadear a diarreia. E, atenção, macadâmia é altamente tóxica.

Da mesma forma, estão proibidos alho, uva passa, uva, cebola e cereja. “Quando falamos de alimentos tóxicos, o mais grave é a questão da diarreia severa. Ela leva à desidratação e o animal precisa ser internado para tomar soro. O verão e o calor contribuem para isso”, comenta Marcello Machado. Doces em geral também não são indicados aos bichinhos. Eles têm açúcar e podem causar fermentação intestinal, o que leva à dilatação do abdômen e a dor severa. Além disso, a sacarose afeta a dentição.

Ana Peixoto, 30 anos, é publicitária e dona do shih-tzu Chico. Adepto da alimentação natural, o cãozinho segue uma dieta rígida sugerida por sua nutróloga. Alguns petiscos, como frutas e ovo de codorna, são permitidos. Chico tem algumas restrições alimentares, como quiabo, cenoura e trigo, mas o apetite é inabalável. “Ele adora comer de tudo. O que der, ele aceita.” Assim, em épocas festivas, como Natal e ano-novo, Ana fica sempre de olho para Chico não extrapolar.

“As pessoas não entendem que, mesmo pedindo, há coisas que ele não pode comer.” Seu prato natalino favorito? Peru! Chico provou uma vez e, depois disso, pede sempre. Ana dá, mas nunca em excesso. Para ela, uma ótima opção nesses momentos são os alimentos especiais que o mercado pet oferece. “É interessante optar pelos produtos voltados para eles”, diz.

O médico veterinário Marcello Machado concorda: “São alimentos com aparência e aroma especiais, mas que são balanceados e oferecem benefícios.” Para evitar que os bichinhos ataquem a mesa da ceia, o ideal é nunca deixar a comida desprotegida, pois, a qualquer descuido, eles podem atacar.

 

 

Eis uma receita que tanto tutores quanto bichos podem comer (moderadamente):

Ingredientes
100 g de frutas secas (exceto uva-passa) sem açúcar
100 g de nozes, amêndoas ou castanha-do-pará
100 g de coco seco ralado sem açúcar
2 colheres (sopa) de melado de cana
2 ovos
125 g de farinha de trigo integral
2 colheres (sopa) de farinha de rosca
Um pouco de água morna

Modo de preparo
Coloque as frutas secas de molho por 30 minutos em água. Pode ser figo, banana, maçã, damasco, mamão etc. A uva-passa está proibida. Em seguida, escorra a água e corte em pedaços. Misture-as com os outros ingredientes, coloque um pouco de água morna e mexa até dar liga na massa. Deixe a massa descansar por 30 minutos. Pré-aqueça o forno a 180°C.

Coloque a massa em forminhas de minipanetones e asse por 40 minutos ou até o palito sair seco do bolinho.

 

(da Revista do Correio)

Dieta de alta qualidade

Foto: Minervino Junior/@cbfotografia. June Medeiros, passou a usar alimentação natural para sua cadela Bebel.
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Ração: A decisão de trocar por alimentos in natura conquista os donos de pets. A ideia é melhorar o aspecto nutricional da refeição, garantindo mais saúde aos bichinhos

 

O bem-estar dos bichinhos de estimação é prioridade. Pensando nisso, muitos tutores proporcionam ao pet uma dieta natural. São refeições à base de alimentos não processados, livres dos conservantes da ração industrializada. Quem obteve muitos benefícios com a mudança de hábito alimentar foi o gatinho Godot, 15 anos. A dona do felino, a professora Simone Lima, 52, conta que adiou diversas vezes a mudança de cardápio, mas tomou a decisão quando o bichano começou a sofrer de problemas renais. “A demanda nutricional do gato é grande e eu me preocupava muito porque a ração industrializada seca quase não oferece umidade, o que é primordial para os gatos, uma vez que eles não sentem muita sede”, explica.

Após dois anos com a nova dieta, Godot, que é idoso, continua muito ativo e saudável, e até seu pelo está mais bonito. O problema renal foi totalmente revertido. “Os parâmetros fisiológicos dele melhoraram muito. E isso foi conquistado pela comida — mais úmida e com ingredientes saudáveis”, comemora Simone. A transição foi feita aos poucos: a tutora misturava a ração industrializada na comida fresca, sempre acrescentando levedura nutricional. Depois de uma semana, Godot já adorava a nova alimentação.

Não é que a ração pronta seja ruim para os pets, como explica o casal de veterinários Bruna e Kaue Morales, especializados em nutrição. “O melhor tipo de ração depende muito do que cada dono quer, mas a natural, de fato, apresenta maior quantidade de água e não sobrecarrega tanto os rins”, comenta Bruna. “As melhorias são muitas, e para ter uma ideia do conceito da alimentação natural, é só pensar em uma pessoa que só consome produtos industrializados e compará-la a outra que tem uma dieta livre de conservantes”, complementa Kaue.

De acordo com Bruna, entre os benefícios, é possível notar que as fezes dos animais ficam menores, mais sequinhas e quase sem odor, pois a absorção de nutrientes é maior. Além disso, a pelagem fica mais bonita e brilhante. “A alimentação natural supre todas as necessidades nutricionais do animal e é totalmente possível de ser preparada em casa. Para isso, basta ter orientação veterinária quanto à quantidade e tipos de alimentos permitidos para cada pet, e quais são as suplementações necessárias”, ensina a veterinária.

foto do gatinho Apolo, seus donos trocaram a ração por alimentação natural.
Foto: Arquivo Pessoal. Gatinho Apolo come alimentação natural.

O gatinho Apolo, 8 meses, sofre de prolapso no ânus (hemorroida) e tinha muita dificuldade na hora de defecar. Pensando na melhora do bichano, a bancária Luciana Schlottfeldt, 37 anos, decidiu investir em alimentação natural e úmida. “Fiquei um pouco receosa no início, mas ele nunca recusou a nova dieta — as carnes variam e ele não enjoa”, conta. A qualidade de vida de Apolo melhorou da água para o vinho.

Foi por indicação de um veterinário de abordagem mais alternativa que Luciana decidiu adaptar a dieta de Apolo. Como não tem tempo de preparar a refeição, ela recorre a um fornecedor. “Eu compro porções e congelo. Não gosto de cozinhar, mas sei que seria o ideal. Para isso, teria que saber bem sobre a alimentação, porque tenho consciência que não pode ser qualquer comida, como as que a gente come.” A ideia agora é manter a dieta natural. “Acredito que a alimentação orgânica e sem conservantes é ideal para todo mundo, não só para os pets”, reconhece.

Desde o ano passado, a cadela Bebel enfrenta um câncer na pata. Com o objetivo de fortalecer o sistema imunológico da mascote, sua tutora, a advogada June Medeiros, 50, buscou diversas opiniões. “Eu sempre quis mudar a dieta dela, mas ainda não tinha encontrado aqui, em Brasília, alguém que fizesse esse tipo de acompanhamento. Eu sei que a alimentação natural depende de uma orientação veterinária para que não haja deficiências nutricionais para o cachorro.” June conta que a decisão foi acertada. “Desde a mudança na dieta, ela tem mais disposição. O intestino da Bebel também tem funcionado bem e, apesar de ter tido uma doença grave, ela tem adoecido menos do que quando comia ração industrializada.”

 

 

O médico veterinário Luciano Pasin trabalha com nutrologia há 2 anos e está se especializando em oncologia. Ele ressalta que a alimentação natural é a melhor opção desde que os tutores sigam corretamente as orientações prescritas por um veterinário nutrólogo capacitado, em vez de fazerem por conta própria. Luciano trabalha somente com cães e afirma que, quando o cardápio é balanceado, não somente em proteínas, fibras, gorduras e carboidratos, mas também em vitaminas e minerais, a melhora é visível. “A imunidade reage, principalmente entre pacientes geriátricos ou com câncer. Os problemas de pele se resolvem; o emagrecimento acontece com muito mais rapidez; o metabolismo e os hormônios se equilibram; e os sinais de envelhecimento são retardados”, enumera.

Luciano adverte quanto ao preparo dos alimentos. “Métodos como fritar e grelhar excessivamente liberam substâncias potencialmente cancerígenas. Cozinhar no micro-ondas também diminui significativamente a quantidade e qualidade de vitaminas e fitonutrientes.” Alguns alimentos estão sempre presentes nos cardápios que Luciano elabora, como ovos, carnes magras, brócolis, abobrinha, cenoura, vagem, óleo de coco e azeite de oliva extravirgem. “Eu sei que é um pouco mais trabalhoso preparar a comida em casa, mas vale muito a pena. Não tem conservantes e eu sei o que a Bebel está comendo”, exalta June. “O fato de ter aliado o tratamento convencional do câncer com a alimentação natural e os nutracêuticos foi fundamental para a melhora dela. Ainda mais durante o processo de químio, que não é fácil.”

Serviço

Assessoria nutricional para pets

-Gourpet

(61) 98551-1557 e 99626-7200

-Comida Pet

(61) 99291-7076

-Cãolinária

Apesar de estar localizado em São Paulo,

o site http://caolinaria.com.br/

oferece diferentes cardápios de alimentação natural para quem quer cozinhar para o pet.

-Clínica Pet & Etc

Localizado no interior de São Paulo, o dr. Luciano Pasin oferece assessoria nutricional para todo o país.

(19) 3801-6563

-Animal Natural

Empresa de consultoria nutricional e venda de produto para animais localizada em São Paulo.

http://www.animalnatural.com.br/

(11) 4116-3132

Tigela cheia de saúde

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(da Revista do Correio) (fotos Arquivo Pessoal)

 

Na hora de alimentar seu pet, todo cuidado é pouco. Muitas vezes, por falta de conhecimento ou por descuido, os bichinhos começam a engordar mais do que o esperado, e é nesse momento que entra o uso da ração light ou diet. Para saber qual tipo é ideal para o seu pet, o ponto principal é entender que a ração light pode ser usada por tempo indeterminado, enquanto a diet exige muita precaução.

Chuck
Chuck

O shi tzu Chuck, de quase 2 anos, estava pesando 10kg, quando o normal para a raça varia entre 4kg e 8kg. Em uma visita ao veterinário, a gestora financeira Michelle Santiago, dona do cãozinho, foi orientada a alimentá-lo com ração light, para que ele pudesse entrar em forma novamente. “O veterinário disse que ele estava acima do peso, e que é importante não permitir que o Chuck engorde demais.” A ração escolhida tem mais fibras, o que proporciona uma sensação de saciedade ao animal.

O médico veterinário Brummel Oliver explica que a ração light é recomendada para animais com sobrepeso, mas seu uso pode ser preventivo. “Tanto a ração light quanto a diet oferecem ingredientes mais selecionados, com menos gordura e carboidrato, e mais proteínas”, esclarece. Essa quantidade extra de proteínas é importante para fortalecer a massa muscular do bichinho. Se necessário, a mascote pode comer ração light para o resto da vida, sem problemas.

Com a ração diet é diferente. “Se o animal a comer por muito tempo, ou em maior quantidade do que é indicado, ele pode ficar desnutrido. Além disso, o excesso de proteínas pode ocasionar à falência dos rins”, acrescenta Brummel Oliver. Há dois anos e meio, a gatinha Nina, 5 anos, começou a se alimentar de ração diet para gatos obesos. No começo, deu resultado, mas depois estabilizou. A gatinha pesava 14kg e agora tem 12kg. “Ela emagreceu muito pouco. Quando o gato está obeso, ele se torna muito sedentário e isso dificulta as coisas. A gente tenta fazer exercícios com ela sempre que pode”, conta a dona da felina, a estudante Ana Carolina Dias.

É o mesmo caso das labradoras Aika e Jaya, que passaram um bom tempo de suas vidas comendo ração diet. Elas faleceram aos 13 anos, de velhice. A dona, Lisiane Prates, relata que, desde os 8 anos, por excesso de peso e pela tendência da raça a engordar, o veterinário indicou que as cadelas passassem a comer somente ração diet. A duplinha chegou a pesar 44kg antes da nova rotina alimentar, quando o ideal seriam 32kg, no máximo. “No começo, elas perderam peso, mas é importante saber a quantidade exata. Teve um momento em que elas pararam de emagrecer, porque comiam de forma errada.” Depois que as duas cadelas começaram a comer ração diet, elas não mudaram mais para outro tipo de ração, pois não conseguiram atingir o peso esperado.

Para prevenir o sobrepeso e a obesidade em cães e gatos, alguns cuidados podem ser tomados. Por exemplo, evitar o excesso de petiscos. Eles não devem passar de 10% da quantidade calórica diária, de modo que devem ser oferecidos apenas como recompensa por algo especial. Outro ponto é saber a quantidade certa de alimento para dar ao pet. Para isso, siga as recomendações de consumo indicadas na embalagem. Quando os animais são castrados, uma atenção extra deve ser dada à alimentação — após o procedimento, aumenta muito a tendência engordar.

Nina
Nina

Existem ainda opções que atendem a diferentes necessidades — por exemplo, alimentos exclusivos para cães e gatos com problemas no fígado. Geralmente, são alimentos enriquecidos com proteína de soja, zinco e cobre reduzidos, de modo a reduzir os danos hepáticos. Em hipótese alguma, mude o “menu” do melhor amigo por conta própria. É essencial consultar um especialista que possa identificar o problema e, então, apontar a dieta mais adequada.

No mercado pet, há algumas rações que são específicas para certas raças. O veterinário Brummel Oliver ressalta que elas são boas para prevenir doenças comuns das raças. Para os pugs, por exemplo, existem rações que levam em consideração a mandíbula braquicefálica da raça, facilitando a mastigação. Mais específica, essa abordagem tende a melhorar a pelagem e proporcionar a manutenção do peso. Os gatos não ficam de fora: existem até rações que “amolecem” o pelo dos bichanos para facilitar a excreção da famosa bola de pelos. Sobretudo para quem mora em apartamento, é interessante ressaltar que existem rações especiais com poder de reduzir o odor das fezes.

Por fim, lembre-se de que as rações costumam ser classificadas por faixa etária. Filhotes precisam de mais proteína para se desenvolverem. Por volta dos 45 dias de vida, eles devem largar o leite e começar a comer a ração até atingirem a maturidade, que pode variar entre os 15 (em raças grandes e gigantes) e os 12 meses (raças pequenas). O mesmo serve para os animais idosos. No caso, a comida adequada para essa idade deve conter menos proteína (para não afetar os rins) e mais vitaminas e minerais específicos para ajudar a manter a saúde do sistema nervoso. Normalmente, os pets atingem essa categoria entre os 8 e os 13 anos de idade, a depender da raça.

Elefante baleado por caçador caminha até veterinários em busca de socorro

Reprodução/FundoConsciente
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(da ANDA)

 

“É como se ele soubesse que tínhamos a intenção de ajudá-lo. Acreditamos que foi baleado fora do parque e veio para dentro em busca de refúgio”, declarou Lisa Marabini à BBC.

O elefante Pretty Boy foi até o carro dos profissionais em busca de socorro.

 

Reprodução/FundoConsciente
Reprodução/FundoConsciente

‘É um animal extremamente gentil e descontraído, os veterinários conseguiram localizar facilmente o buraco em sua testa”, disse um porta-voz da instituição.

Os veterinários lhe acalmaram e procuraram a bala, mas foi impossível encontrar a posição exata porque o crânio do animal é muito grande e é difícil que os raios-X mostrem os diferentes ângulos.

Os veterinários apelidaram o elefante de Pretty Boy após a remoção de fragmentos de ossos em torno da bala, que estavam cinco centímetros abaixo da superfície da ferida. Espera-se que o animal se recupere completamente.

Segundo o porta-voz da instituição, Pretty Boy recebeu antibióticos e parasiticidas.

Os veterinários estavam preocupados que suas costas fracas pudessem impedir que o animal ficasse de pé, mas ele se recuperou sem problemas e depois repousou a cabeça em uma árvore e cochilou durante meia hora.

“No dia seguinte, ele estava se sentindo muito mais feliz e muito relaxado e deixou que os veterinários chegassem mais perto para uma avaliação final”.

Onça que participou do revezamento da tocha olímpica no AM é morta após solenidade

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(da Editoria de Brasil do Correio Braziliense)

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio-2016 usou as redes sociais na tarde de ontem para repercutir a morte de uma onça-pintada que foi utilizada durante a passagem da tocha olímpica por Manaus na segunda-feira. O animal silvestre foi abatido após fugir e tentar atacar um militar. “Erramos ao permitir que a Tocha Olímpica, símbolo da paz e da união entre povos, fosse exibida ao lado de um animal selvagem acorrentado. Essa cena contraria nossas crenças e valores. Estamos muito tristes com o desfecho que se deu após a passagem da tocha. Garantimos que não veremos mais situações assim nos Jogos Rio-2016”, disse o comitê em uma série de postagens no Twitter.

Na segunda-feira, a tocha olímpica visitou o Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), em Manaus. Em determinado momento do revezamento, os condutores posaram ao lado de duas onças-pintadas, mascotes da corporação. Ambas estavam acorrentadas.

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Após o evento, uma das onças que participou da cerimônia, Juma, fugiu e foi abatida com um tiro de pistola. “Uma equipe de militares composta de veterinários especializados no trato com o animal foi ao seu encontro para resgatá-la. O procedimento de captura foi realizado com disparo de tranquilizantes.

O animal, mesmo atingido, deslocou-se na direção de um militar que estava no local. Como procedimento de segurança, visando proteger a integridade física do militar e da equipe de tratadores, foi realizado um tiro de pistola no animal, que veio a falecer”, disse o Comando Militar da Amazônia (CMA), em nota.

Também em nota, o Instituto de proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) informou que as onças mantidas em cativeiro no estado foram resgatadas da natureza quando ainda filhotes, geralmente após a morte da mãe, como defesa contra predadores ou pelo tráfico de animais silvestres, para serem vendidos e criados sem autorização.

Os animais considerados incapazes de voltar ao hábitat, após avaliação feita por uma equipe técnica, são destinados a zoológicos e mantenedores licenciados. No caso de Juma, o Ipaam afirma não ter sido consultado sobre sua participação no evento da passagem da tocha. “Necessitamos ainda da confirmação através de resposta oficial da notificação enviada pelo órgão ao CIGS, sobre o que ocorreu no evento e sobre as circunstâncias do acidente. O Ipaam salienta que as medidas cabíveis serão adotadas após a resposta oficial do CIGS.”

O centro é um instituto de especialização militar, subordinado ao Comando Militar da Amazônia (CMA). Oferece cursos de combate e sobrevivência na selva. Seu símbolo é uma onça-pintada e, em seu zoológico, um dos principais pontos turísticos da região, abriga diversas espécies, sendo a onça-pintada o principal destaque. Esses animais são resgatados feridos na floresta e recuperados com a intenção de devolvê-los à natureza. Quando não é possível, são mantidos em cativeiro e tratados como mascotes.

De acordo com o Ipaam, “o CIGS está em processo de licenciamento após o repasse do processo pelo Ibama e foi vistoriado em novembro de 2015. O CMA possui licença vigente de mantenedor de fauna silvestre com a vistoria realizada em dezembro de 2015”. O Exército também divulgou nota lamentando o ocorrido. “Era um animal dócil e habituado à convivência com pessoas no interior do quartel. Diariamente, era acompanhada por uma equipe de militares experientes, integrada por veterinários e tratadores, com a tarefa de observar e garantir seu conforto”, diz o documento, que informa, ainda, que o CIGS determinou abertura de processo administrativo “para apurar os fatos”.

Jogador da NFL se torna tutor de cadela que tinha dificuldades em ser adotada

Reprodução/BarkPost
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(da redação da ANDA)

Ronnie Stanley, jogador do time de futebol americano Baltimore Ravens, juntamente com sua namorada e um companheiro de equipe visitaram o abrigo de animais BARCS.

“Nós estamos procurando por um cão que esteja aqui há muito tempo e talvez tenha dificuldades em ser adotado”, disse ele, segundo um post do Facebook feito pelo abrigo, relata o Bark Post.

O trio conheceu vários cães e Winter foi o filhote escolhido.

Winter é uma cadela de seis anos de idade, que tinha sido encontrada em meados de maio, trancada dentro de um quarto em uma casa vazia, sem comida, água ou sequer ar fresco.

Ela estava desidratada e assustada, e a extrema flacidez em sua barriga sinaliza que ela deu à luz a muitas filhotes, o que não incomodou o jogador que recebeu um beijo carinhoso da cadela.

A porta-voz do BARCS Bailey Deacon está entusiasmada com a adoção de Winter e com suas possíveis repercussões.
“Se o grande e forte Ronnie escolhe adotar um animal, aqueles que o admiram farão o mesmo”, diz ela.

“E o bônus é que ele não veio adotar qualquer animal, ele pediu especificamente por um animal que estava tendo dificuldades em encontrar um lar. Isso não é fantástico?”, acrescentou Deacon.

 

Macaco indefeso é amarrado e humilhado em público na Índia

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(da Agência ANDA) (Fotos: Reprodução/YouSignAnimals.org)

 

O macaco foi acusado de “bagunçar” a vizinhança, roubando alimentos e quebrando alguns objetos, como é de se esperar do comportamento de um animal fora de seu habitat.

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Os residentes, por sua vez, decidiram linchar o animal publicamente em um ato cruel de humilhação. Para isso, contrataram um especialista em capturar macacos, que preparou uma armadilha utilizando uma cesta de frutas como isca e em seguida o amarrou, exibindo o animal no meio da rua como se fosse um troféu.

Foi preciso expor o animal a tamanha crueldade para que as autoridades responsáveis tomassem a iniciativa de levá-lo de volta à selva.

O caso gerou revolta e está impulsionando a luta pelos direitos animais no país, exigindo leis que protejam todas as espécies. Tratar um animal inocente e indefeso dessa forma é totalmente inaceitável.

Ativistas lançaram uma petição para que macacos e outros animais recebam tratamento digno e para que o governo conscientize a população sobre como agir em encontros com animais selvagens. Já são mais de 10 mil assinaturas e a meta é de 20 mil, podendo ser facilmente alcançada com a contribuição de todos – essencial para que cenas como essa jamais se repitam.

Bichos rentáveis

Letícia Markiewicz ficou apaixonada pela ideia de um hotel receber a pequena Valentina: com direito a mimos
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(por Júlia Faria e Carolina Costa, da editoria de cidades do Correio Braziliense) (fotos: Marcelo Ferreira/@cbfotografia)

 

Os apaixonados pelos seus animais de estimação os veem como membros da família. E não adianta criticar: o amor pelos bichinhos sempre fala mais alto. O carinho é tanto que até se separar deles por algumas horas é doloroso, que dirá por dias e dias. Mas, quando há estabelecimentos que aceitam a presença dos animais, a alegria de dividir mais momentos juntos é coletiva. No Distrito Federal, os espaços pet friendly na capital têm crescido e com eles o amor pelos animais.

São cafés, bares, shoppings e até hotéis. A estudante Juliana Lauermann, 20 anos, procura esses lugares e dá preferência para eles. “Hoje, muitas pessoas têm os cachorros como filhos, então, é muito legal poder levá-los para onde for”, afirma. Assim, ela é frequentadora assídua do Ernesto Cafés Especiais. Desde o início do negócio, a dona, Juliana Pedro, sentia a necessidade de atender uma demanda dos clientes. A primeira adaptação surgiu da ideia de disponibilizar de água fresca em recipientes específicos para os pets. Aos poucos, a parte de trás do estabelecimento, carinhosamente chamada de “nosso quintal” ganhou a presença de companheiros de quatro patas.

Juliana Lauermann afirma que muitos consideram os animais como filhos e querem levá-los a todos os lugares
Juliana Lauermann afirma que muitos consideram os animais como filhos e querem levá-los a todos os lugares

 

Como nossos clientes acabaram adotando o Ernesto como uma extensão de suas casas, passam um bom tempo aqui, com a família e o cãozinho”, explica Juliana. Entretanto, esses mimos têm restrições. Os bichinhos precisam estar com o equipamento de segurança necessário e só podem circular no jardim do café.

E que tal um hotel para os bichinhos? A arquiteta Letícia Markiewicz, 53 anos, ficou muito animada com a ideia e descobriu que na cidade também há o serviço. “A Valentina sempre viajou conosco, mas só para casa de família. Agora, ela pode nos acompanhar em outros destinos”, afirma, ao conhecer o hotel Athos Bulcão, da rede de hotéis Hplus. O propósito veio a partir de um levantamento da necessidade de se diferenciar no mercado casada com uma necessidade social.

Muitos cães

Segundo pesquisa divulgada pelo IBGE, no Brasil, há mais cachorros de estimação do que crianças. Cerca de 44% das residências têm cães, equivalente a mais de 52 milhões de animais, superando os 45 milhões de crianças (leia Para saber mais). O hotel permite cães de até 12kg e que nos elevadores sejam levados no colo. Julia Faure, 21 anos, idealizadora do projeto, comenta que mesmo somente com 13 dias de implantação já houve um retorno positivo. “Todos os cachorros são recebidos com um kit de boas-vindas personalizado. Ele é cadastrado como um hóspede normal.”

Os shoppings da capital também entraram na onda. Iguatemi, Casa Park, Boulevard e Brasília Shopping oferecem facilidades para os consumidores, como carrinhos específicos para os animais de pequeno porte — sem contar os cães-guia, sempre liberados. Há regras, como estarem no colo e não frequentarem a praça de alimentação. “A gente uniu essa tendência ao lazer e à convivência. Os clientes sentem-se privilegiados e têm dado um retorno muito bom. Estamos até com alguns projetos para ampliar a iniciativa”, afirma a gerente de marketing do Brasília, Maíra Garcia.

 

 

Perfil dos donos

Estudo realizado pelo Ibope revelou que o Brasil possui 52,2 milhões de cães e 22,1 milhões de gatos sendo que, dos 65 milhões de domicílios do país, 44,3% possuem pelo menos um cachorro e 17,7% pelo menos um gato. A base da pesquisa quantitativa teve 900 entrevistados, sendo 300 donos de cães, 300 donos de gatos e 300 não possuidores — com intenção de ter. As entrevistas foram realizadas com homens e mulheres a partir de 25 anos em São Paulo, Rio de Janeiro, Ribeirão Preto, Porto Alegre, Salvador e Distrito Federal

A pesquisa mostrou que os proprietários de cães são, em sua maioria (51%), casados, têm, em média, 41 anos e 93% moram com mais de uma pessoa. Além disso, observou-se que 82% são de classe AB (na classe A são 24%), 59% moram em casas e 24% adotaram seus cães, sendo 59% deles SRD (sem raça definida). Dos entrevistados, 68% acreditam que os cães trazem conforto emocional e 44% veem seus cachorros como filhos, sendo que a maioria desses respondentes são mulheres solteiras de até 40 anos. Em relação aos donos de gatos, o levantamento mostra que 61% são mulheres, têm em média 40 anos e 62% moram em casas.