Pets que temem fogos não devem ficar sozinhos

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Com o ouvido mais sensível que o do humano, animais sofrem com o barulho de fogos de artifício e rojões. Para garantir a segurança, é fundamental que eles não fiquem sozinhos na passagem

 

Crédito: Reprodução

 

As comemorações da passagem de ano costumam ser um estresse para tutores de animais que têm medo de fogos de artifício e rojões. Júlia Oliveira de Camargo, médica veterinária e proprietária do Hospital Dog Saúde, diz que os animais têm o aparelho auditivo mais forte do que o dos humanos. “Como a audição é mais sensível, o barulho faz com que eles fiquem mais estressados, sintam medo e ansiedade”, explica a especialista.

Rojões são um risco aos animais

Segundo a veterinária, em alguns casos mais graves, os pets ficam tão nervosos que chegam a se jogar da sacada dos apartamentos onde moram. Cães idosos podem, inclusive, sofrer infarto. Há cães que se debatem, ficam extremamente inquietos e chegam a pular do canil ou pular o muro de casa. “Já ouvi também relatos de animais que sofreram convulsões”, conta.

Por isso, a veterinária acredita que essa lei vai beneficiar diversos animais, principalmente os de rua, que não têm ninguém para ajudá-los, com apoio e amor nesses momentos. “Espero que o Brasil inteiro implemente essa lei, pois embora os fogos sejam bonitos e façam parte de um ritual nas festividades no final do ano, os animais não deveriam ter que passar por esse sofrimento”, declara.

Veterinária dá dicas para proteger os pets

“Uma dica é colocar tampões nas orelhas, antes mesmo dos fogos começarem”, alerta a profissional. “Além disso, é recomendável deixá-los em um local onde o som externo seja abafado e ligar a televisão ou música em um volume bem alto”, completa.

Ela chama a atenção para que os tutores fiquem atentos e não deixem que os pets fiquem próximos de objetos pontudos ou cortantes, pois quando eles ficam muito agitados devido ao barulho dos fogos, eles podem se machucar.

Sedativos e medicações naturais podem ser recomendados

Atualmente, existem alguns sedativos que podem ser dados aos animais, que ajudam a acalmar e relaxar. Porém, nem todos os animais podem tomar esse tipo de medicação. “Os riscos aumentam em algumas situações e precisam ser verificados, principalmente com animais idosos”, afirma Julia.  Por isso, o ideal é que eles passem por um veterinário antes, para verificar se estão realmente aptos a tomar sedativos. “Existem também outras medicações que são mais naturais, como florais e remédios feitos de flores e frutas”, esclarece a veterinária.

Tutores devem ficar atentos às reações dos pets

Julia afirma que as reações mais comuns dos animais são ficarem bastante agitados, pularem e latirem muito, como se estivessem muito estressados. Porém,  há casos mais graves, que os animais chegam a se debater e a se cortarem. “Há relatos ainda de rojões que caem dentro de algumas casas, os donos nem percebem, os animais colocam o rojão na boca e ele estoura; causando ferimentos extremamente graves ou até mesmo a morte”, lamenta.

Por isso, se o animal tiver alguma reação extrema por causa dos fogos, o ideal é não deixá-lo sozinho e tentar acalmá-lo. “É preciso ter em mente que sempre é importante levar o animal ao veterinário”, reitera a especialista.

 

Hérnia de disco pode causar paralisia

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Especialista em neurocirurgia explica por que cães baixinhos e compridos têm predisposição à hérnia de disco, um problema que, se não resolvido a tempo, pode causar a paralisia permanente das patinhas

Bolinha está obesa e isso pode impactar a coluna da cachorrinha Crédito: Arquivo Pessoal

Bolinha é uma dachshund de aproximadamente 6 anos, resgatada das ruas há três por Lívia Almeida, moradora de São Joaquim da Barra (SP). A cachorrinha está pesada: 13,5kg, o que vem preocupando a tutora. “Tenho visto muitos casos de cães dessa raça que precisaram operar hérnia de disco. O que causa esse problema?”, questiona. Outra dúvida de Lívia é se a obesidade pode contribuir para o desenvolvimento dessa degeneração do disco que fica entre vértebras.

O blog convidou o ortopedista e neurocirurgião Sandro Stefanes, da clínica especializada Ortotec Vet, de Brasília, para responder a dúvida da leitora. Pesquisador e professor universitário, ele é membro fundador da Associação Brasileira de Ortopedia Veterinária e membro da rede global de cientistas e cirurgiões Aovet.

Stefanes explica que alguns genes associam-se à hérnia de disco, e o dachshund, além de de carregar essas variantes no DNA, tem uma anatomia que predispõe o problema. “O dachs é como uma ponte pênsil, com pilares afastados e o meio mais móvel. Ele tem patinhas muito distantes, e o meio da coluna mais móvel. Essa mobilidade exagerada pode predispor a aceleração da degeneração dos discos intervertebrais. Infelizmente, ele tem uma predisposição genética e anatômica”, explica.

Além disso, o excesso de peso é um elemento a mais para facilitar problemas de coluna. “O cachorro obeso tem uma sobrecarga constante sobre aqueles discos”, explica o médico veterinário. Nesse vídeo, Stefanes explica detalhadamente o que é a hérnia de disco e o que os tutores podem fazer para evitar que seus cãezinhos sofram e até mesmo percam a mobilidade das patinhas.

 

 

 

 

 

APP de Brasília facilita adoção

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Aplicativo desenvolvido em Brasília ajuda a divulgar animais encontrados na rua e permite buscar pets para adoção próximos à localização do futuro tutor

Aplicativo de Brasília permite localizar animais para adoção

 

Muita gente não sabe o que fazer quando encontra um bichinho perdido na rua. Outros não sabem onde procurar quando pretendem adotar um novo amigo de quatro patas. Lançado nesta semana, a segunda versão do aplicativo Adota Pet Go, desenvolvido em Brasília, pode ajudar nessa empreitada. Ele é como um “Tinder” de adoção: com um sistema de geolocalização, mostra os pets mais próximos do futuro tutor. O app pode ser baixado aqui.

“A ideia surgiu quando apareceram dois gatos e dois cachorros perdidos em frente à minha casa”, conta Marlon Henrique Ramalho Afonso, um dos desenvolvedores do aplicativo, formado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas no Centro Universitário IESB. “Tive muita dificuldade para conseguir doá-los. Tentei com amigos próximos, Facebook, Whatsapp e tive que pedir auxílio para uma petshop”, continua.

Como estava na faculdade, fazendo a matéria de dispositivos móveis, Marlon se uniu ao colega Ruben Santos de Almeida e, juntos, criaram o aplicativo, com o apoio do professor do IESB Orion Teles.

O Adota Pet GO funciona assim: um usuário pode publicar um animal para adoção com nome, foto, pequena descrição, espécie, raça e localização. Os interessados em adotar recebem uma lista dos animais que estão mais perto, usando o sistema de geolocalização do aplicativo, e podem conversar com o tutor temporário do animal por meio de um chat. O app pode ser usado em qualquer lugar do mundo e já tem tradução para o inglês.

“O curso de Análise de Sistemas do IESB nos ajudou bastante a desenvolver esse projeto. No final do curso, nós entregamos a primeira versão do Adota Pet como projeto final”, conta Marlon.

A nova versão já está disponível na Google Play, a loja de aplicativos para dispositivos Android.

Natal da bicharada

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Seja para presentear o melhor amigo ou enfeitá-lo para as festas de fim de ano, confira sugestões de presentes para a bicharada

A melhor época do ano chegou, e os pets também merecem participar das festas de Natal e réveillon. Embora estejam proibidos de se aproximar da mesa de guloseimas — principalmente dos pratos de uvas e uvas-passas, extremamente tóxicos para animais — cães e gatos estão liberados para rasgar papel de presente, ganhar mimos e roubar a cena com roupas e acessórios em alto estilo. Para os que não gostam do traje completo, lacinhos, gravatinhas e bandanas enfeitam sem incomodar. Já os mais exibidinhos, que aceitam roupas, têm à disposição modelitos de fazer inveja aos humanos.

O blog selecionou opções de presentes para os melhores amigos pedirem para o Papai Noel.

Veja onde encontrar:

AuAu PetshopCondomínio Bellágio CA 10 Loja 04 – Lago Norte

Luke e Maya Pet Shop: CCSW 05 Bloco A Loja 40 Ed. Omega Center – Sudoeste

Bowie e Co.: vendas diretas pelo www.instagram.com/bowie.co ou WhatsApp: 61983330787/ 61984131022

Weasy: www.weasy.com.br/

Play Pet: www.playpet.io/

Wolfclan: www.instagram.com/wolfclanoficial/

 

 

 

 

 

Tarô pela causa animal

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Coletivo de oraculistas promove ação especial de Natal oferecendo diversas modalidades de oráculos, como runas e tarô. Parte da renda será revertida para ONG da causa animal

Que tal conhecer o que os oráculos têm a revelar e, ao mesmo tempo, ajudar a causa animal? A edição especial de Natal do Oráculo Solidário vai destinar R$ 10 de cada leitura à ONG ProAnima, que realiza projetos de conscientização de castração e adoção responsável. O Oráculo Solidário, foi criado por coletivo de oraculistas que acredita na democratização de ferramentas de autoconhecimento e na força da causa animal. Nesta edição especial de Natal, haverá com uma feirinha criativa no Café Oyá, e uma novidade entre as opções de oráculos: o tarot mitológico, com Lu Guimarães.

Esse oráculo foi criado pela astróloga Liz Greene e pela psicóloga Juliet Sharman-Burke, em 1986. A ideia era democratizar o entendimento das cartas equivalentes às cartas do tarot clássico.

Outras opções já consagradas em outras edições permanecem no evento: mini Mapa Astral e tarot de Waite (João Quinto), Baralho Cigano (Sara Campos) e Runas (Urakins Abayomí). Todos os atendimentos custarão R$ 50 (30 minutos).  

Oráculo Solidário

15 de dezembro (sábado)

A partir das 12h

Café Oyá

CLN 109 Bloco A Loja 60

Consultas de mini mapa astral, baralho cigano, runas, tarots de Waite, Iluminatti e mitológico a R$ 50

Link para o evento: https://www.facebook.com/events/1439310769534158/

Como escolher um hotel pet friendly

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Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo esclarece os cuidados necessários antes de reservar um hotel pet friendly. Tutores devem se informar principalmente sobre os cuidados de higiene do local

Crédito: Reprodução

Viajar e poder levar o amigão é um sonho que muitas pessoas conseguem realizar hoje, com a ampliação da oferta de hotéis pet friendly. Porém, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) alerta que os tutores precisam se informar muito bem sobre as instalações e regras de cada hospedagem antes de pegar a estrada.

De acordo com o médico-veterinário e presidente da Comissão Técnica de Clínicos de Pequenos Animais do CRMV-SP, Thomas Faria Marzano, primeiramente os tutores devem procurar se certificar sobre os cuidados com a higiene do local, que devem ir além dos convencionais para a manutenção da limpeza dos ambientes.

Escolha deve ser criteriosa

As exigências feitas pelo hotel para que o pet seja aceito também são fundamentais. “Deve ser exigido que o animal esteja em boa condição de saúde, com carteira de vacinação em dia, vermifugação e uso de antiparasitários para prevenção contra pulgas e carrapatos e, preferencialmente, com apresentação de exame de fezes”, diz o médico-veterinário.

Marzano lembra que todos os cuidados são formas de garantir que os animais não transmitam doenças. Um exemplo é a Dirofilariose, conhecida popularmente como verme do coração e que é considerada grave, mas que pode ser prevenida com fármacos.

“Também é indispensável que o animal use coleira repelente para a prevenção da Leishmaniose”, enfatiza o médico-veterinário sobre a doença que também afeta humanos e é transmitida por picada de mosquito aos cães e aos seres humanos.

Segundo Marzano, todos os cuidados listados são considerados básicos para a saúde dos cães e gatos e devem ser mantidos independentemente da viagem. No entanto, observar se o hotel exige esses cuidados é uma forma de garantir que os demais animais hospedados também estejam tratados com as mesmas medidas preventivas, para a garantia da saúde dos hóspedes, humanos ou animais.

Bem-estar

Além dos cuidados no âmbito sanitário, há o fator bem-estar a ser avaliado. Neste quesito, Cristiane Schilbach Pizzuto, médica-veterinária presidente da Comissão Técnica de Bem-Estar Animal do CRMV-SP, é categórica: “não basta estar com a questão sanitária saúde em dia, é preciso pensar nas condições necessárias para o bem-estar do animal.”

A jornalista e estudante de medicina veterinária Ana Catarina Flaque, decidiu se hospedar com seu cãozinho, Chorão, um viralatinha de aproximadamente 6 anos, na cidade de Brotas, interior de São Paulo.  Atualmente, existem estabelecimentos com espaços específicos para a acomodação dos animais e há aqueles que permitem que os pets fiquem no quarto com seus tutores, quese responsabilizam por todo o cuidado com os peludos. Esta foi a opção escolhida por Ana. “Eu adorei. Agora só quero viajar se puder levar o Chorão.”

No entanto, conversando com hóspedes sobre viagens anteriores com os pets, Ana soube que nem sempre a viagem é tão positiva. “Percebi que muitos tiveram problemas e, embora a minha experiência tenha sido boa, passei a ser mais cautelosa em relação aos hotéis.”

Comportamento

A dica de Cristiane Schilbach Pizzuto é que, antes mesmo de começar as pesquisas para a hospedagem, os tutores avaliem se o pet tem um comportamento compatível com a viagem que se pretende fazer.

Em casos de animais muito agitados, medrosos ou que estranham ambientes diferentes, por exemplo, a viagem pode ser muito negativa para o pet e para a família, inclusive com a possibilidade de desdobramento em problemas de saúde.

“Outros pontos a serem avaliados são as limitações físicas, como doenças, idade avançada, sobrepeso, tolerância às condições climáticas da região. É preciso pensar no conforto do animal”, frisa a médica-veterinária.

De acordo com Cristiane, o perfil do pet também será determinante para o tipo de acomodação e de atividades e passeios que eventualmente os hotéis ou empresas parceiras ofereçam.

 

Adoção, sim. Mas com responsabilidade

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Milhares de Manchinhas, a cadela brutalmente assassinada em um supermercado de São Paulo, vagam pelas ruas, sujeitas a agressões. Adotar animais ajuda a reduzir o problema, mas, antes de fazê-lo, é preciso se conscientizar sobre a responsabilidade da adoção

 

Cadela manchinha, brutalmente assassinada Crédito: Reprodução

O massacre da cachorrinha Manchinha por funcionários do Carrefour de Osasco levanta a discussão sobre a importância de se retirar os animais da rua por meio da adoção. Assim como ela, 30 milhões de vira-latas vagam pelo país, segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) e muitos são vítimas de atos de crueldade como o sofrido por ela.

Os brasileiros estão mais sensíveis à adoção, revelou um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dos 52 milhões de cães que vivem nos lares brasileiros, 24% foram adotados. Mas não basta acolher um animalzinho em casa. É preciso adotar com consciência, para evitar novos abandonos.

Stella da Fonseca Rosa, médica-veterinária e técnica da Ourofino Saúde Animal, aponta que uma das principais causas do abandono é a adoção irresponsável. “Antes de escolher um cão ou gato, o tutor deve refletir sobre algumas questões importantes, principalmente se está disposto a assumir um novo membro da família, já que a adoção precipitada acaba resultando em abandono”, explica. A especialista destaca outras causas dessa atitude: falta de espaço, de tempo e dinheiro e comportamentos do pet que, inicialmente, não atendem à expectativa do tutor e, portanto, são considerados indesejados. “Existe uma falta de avaliação prévia sobre questões relacionadas às raças, à educação e ao porte.”

A veterinária ainda aborda mais desdobramentos que surgem do descaso com o abandono: “A ação acarreta muito sofrimento e dificuldades para os animais nas ruas e desencadeia em problemas sociais e ambientais”.

Ter um companheiro com quem possa se divertir e trocar carinho está entre os gatilhos que levam à adoção de cães e gatos. Mas, é preciso levar em consideração outros pontos importantes na hora de se decidir por acolher um animal, um deles são os cuidados que devem ser dedicados aos pets, que envolvem afeto e investimentos com a saúde durante todo o tempo de vida deles, que é de, em média, 15 anos.

Para quem está em dúvida entre um felino ou cachorro, a dica da Stella é avaliar qual animal ficará melhor ambientado ao estilo de vida. “A disponibilidade de tempo do tutor, a rotina de trabalho e frequência de viagens são fatores cruciais que deverão ser pontuados no momento da adoção. Lembrando que há animais com temperamentos perfeitamente adaptáveis às várias rotinas e perfis que as famílias podem ter”, reitera a veterinária.

Para facilitar o processo de inserção do pet na rotina da família, uma das dicas é trabalhar para desenvolver o vínculo tutor-animal, com alguns comandos iniciais simples que ajude o novo membro a conhecer os limites, como o de sentar e deitar, e a criar afeição.

Se no ambiente houver outro pet, alguns cuidados são aconselhados na integração. “No caso de cães, apresente-os em um território neutro, para que se estabeleça a hierarquia entre eles. Agressões devem ser repreendidas, mas é fundamental confortar a ambos no momento. Com felinos, o novo animal deve permanecer em um ambiente separado por um tempo, para que o mais velho possa sentir o seu cheiro, porém sem que haja o contato direto, para a socialização ocorrer aos poucos”, indica Stella.

Adotar é uma responsabilidade; envolve conforto, atenção, dedicação e gastos.  As consultas com o veterinário, por exemplo, são recomendadas já em um primeiro momento, para realizar um check-up geral do animal e vacinar. Além disso, segundo a especialista, outros aspectos que devem ser estabelecidos dizem respeito à vermifugação e ao controle de parasitas.

Tempo de brincar e cuidar

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Nas férias, tutores têm mais tempo para brincar e passear com os melhores amigos. Especialistas ensinam a se divertir sem colocar em risco a saúde dos pets

Crédito: Adriana Fortes/Arquivo Pessoal

Com o período de férias se aproximando, a rotina da família costuma mudar. Para a alegria dos pets, sobra mais tempo para passeios ao ar livre e, quando bate o calor, para dar um bom mergulho. Para que esse momento de lazer seja saudável, porém, é preciso tomar alguns cuidados. Desidratação, falta de apetite, exposição a ataques parasitários são alguns dos problemas que podem surgir na estação mais quente do ano.
Segundo a veterinária da Mariana Mauger, da rede de farmácias de manipulação DrogaVET, a primeira recomendação é levar o pet para passear pela manhã ou no fim da tarde, ou seja, nos horários em que o sol está mais ameno, diminuindo as chances de lesões nas patas e na pele, em decorrência dos raios solares, além da possibilidade de desidratação do animal. “O ideal é optar pelo passeio em horários mais frescos, afim de evitar queimaduras nas patas por conta do chão muito quente, e também, pela aplicação do filtro solar, principalmente em cães idosos e filhotes, já que eles têm a pele mais sensível. O filtro a ser aplicado deve ser o específico para pets, que pode ser manipulado em creme e com fator de proteção 30”, salienta a profissional.
Embora todos os animais expostos a raios ultravioleta necessitem da proteção, o filtro solar é absolutamente indispensável para cães e gatos com características específicas, observa a veterinária Vanessa Gonçalves. “Os animais de pele branca precisam dessa proteção extra nos locais que não têm pelo, principalmente no focinho, orelhas e barriga. Os de pele escura dispensam esse cuidado extra. Aplique o filtro solar de uma a duas vezes ao dia e nunca exponha seu animal ao sol nas horas mais quentes do dia”, indica. Vale lembrar que o filtro não é o mesmo usado em humanos. Para os animais de estimação é preciso uma formulação específica, que não cause alergia ou possa ser facilmente retirado por eles.
Hidratação
Além disso, Mariana Mauger, da DrogaVet, lembra que, a cada passeio, é necessário levar a garrafinha com água fresca, devendo ser oferecida nas pausas para descanso. “Já em casa, recomendamos a troca da água com frequência, e em dias muito quentes, a adição de cubos de gelos para refrescar o animal. O pote com a comida, por sua vez, deve ser deixado à sombra e lavado após cada refeição, tudo para minimizar o contato do pet com alimentos que ficam expostos a moscas e mosquitos”, explica a veterinária.
“O corpo dos cães faz troca de calor apenas por meio das regiões das almofadas das patas, do focinho e da boca. Por isso, quando muito expostos às altas temperaturas acabam ficando ofegantes e cansados”, acrescenta Ricardo Cabral, veterinário da Virbac, empresa multinacional francesa dedicada à saúde animal. Os pets com pelagem mais longa sofrem mais e, por essa razão, é importante tosá-los. Os cães de focinho curto também merecem atenção, pois podem apresentar dificuldade na respiração neste período do ano.
Durante as altas temperaturas, há um aumento da proliferação de pulgas e carrapatos e, se o animal estiver vulnerável, poderá ser alvo desses parasitas. “Nesse ponto, os tutores devem sempre olhar a pele do pet, afim de encontrar eventuais parasitas. Os antipulgas, carrapaticidas e vermífugos devem ser administrados corretamente, seguindo os prazos para reaplicação, evitando problemas posteriores como, verminoses, alergias às picadas de pulgas ou, até mesmo, outras doenças decorrentes desse contato”, pontua a especialista Mariana Mauger.Confira as doenças mais comuns durante o verão: 

Dirofilariose: Doença que pode ser fatal, causada pelo acúmulo de vermes no coração e no pulmão do animal, podendo causar insuficiência cardíaca e doença pulmonar grave.

Leishmaniose: Infecção parasitária causada por protozoários que atacam o sistema imunológico dos animais, e em alguns casos, pode ser transmitida para humanos.

Gastroenterite/Giárdia: aqui a atenção deve ser redobrada, já que a doença é denominada como uma zoonose e transmitida por um protozoário capaz de atingir os humanos também. Os principais sinais são vômitos e/ou diarreia. Perda de apetite e letargia podem ocorrer com o animal. Também existem casos de perda de sangue no vômito e na diarreia, devido a irritação no trato gastrointestinal. As principais causas costumam ser a ingestão de alimentos em mau estado de conservação, água contaminada, parasitas e até mesmo o estresse causado por altas temperaturas.

Veja como proteger o melhor amigo: 
1- Deixe sempre água fresca à disposição para os cães beberem e faça trocas frequentes;

2- Evite levar os animais para passear nos períodos mais quentes do dia. Além de ser mais confortável, isso previne que eles queimem as patas;

3- Aplique protetor solar veterinário nas áreas expostas dos cães antes de sair, principalmente naqueles de pelagem mais clara;

4- Mantenha os banhos regulares. Apesar do tempo quente, o ideal é um a cada sete ou 15 dias, dependendo da frequência de passeios e local onde o animal vive. Banhos em excesso podem causar ressecamento da pele e possibilitar a ocorrência de doenças alérgicas, por exemplo;

5- Previna pulgas e carrapatos administrando produtos antiparasitários nos cães.

Agenda pet

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No fim de semana, tem programação natalina para os cachorrinhos em shopping e feira de adoção de cães e gatos. Aproveite!

Crédito: Paulinha Leon Fotografia

Foto com papai noel

Que tal aproveitar o fim de semana para o pet conhecer Papai Noel? Com o tema Masha e o Urso, o shopping Pátio Brasil abre as portas da programação natalina aos cachorrinhos. Além de tirar foto com o Noel, eles podem provar petiscos e sair do shopping cm adereços natalinos exclusivos. A programação das crianças também está completa, com cineminua, taguagnes de Masha e o Urso, bolas gira-gira e cama elástica, entre outras. Todos os fins de semana, até 16 de dezembro.

Feira de adoção 

O programa PEDIGREE® Adotar é Tudo de Bom realizará um evento de adoção na loja Petz Asa Norte. Os cães que estarão presentes são da ONG Fauna e Flora. Como parte do compromisso com a posse responsável, um dos grandes focos do programa, todos os cães serão adotados já castrados e vacinados. Os interessados em oferecer um lar feliz para os animais, além de passarem por uma entrevista de avaliação de perfil, devem estar munidos dos seguintes documentos: originais e cópias de RG, CPF e comprovante de residência.

 

Calendário “iti, malia!”

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Pets terapeutas posam para calendário, que terá renda revertida para projeto de assistência a pacientes hospitalizados

Há nove anos,o projeto Pêlo Próximo, do Rio de Janeiro, realiza um trabalho de Terapia Assistida por Animais em hospitais e instituições de longa permanência. Acompanhados dos tutores, os pets realizam visitas periódicas a pacientes, levando amor e alegria aos internados. Agora, eles posaram para um calendário solidário, que terá renda revertida para o trabalho filantrópico que o projeto realiza. Cães, gatos e aves foram clicados pelas lentes do fotógrafo Jayme Rocha, responsável pelo Celebridade Pet. O calendário, em formato de marcador de página, tem 12 lâminas e 34 fotos , ao preço de R$15. Para adquirir e colaborar com o trabalho do grupo,  basta acessar https://www.lojapeloproximo.com.br/calendario-2019/ .

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