Congresso discute nutrição animal no DF

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Entre outros temas, congresso da Anclivepa discute, em Brasília, a obesidade de cães e gatos. Estudo internacional aponta que aproximadamente 59% dos cachorros e 52% dos felinos estão acima do peso: os principais fatores para isso são a oferta de alimentos e petiscos em excesso e o sedentarismo

 

Crédito: Reprodução
Brasília será palco, entre 16 e 18  de maio, de um dos maiores congressos científicos na área de veterinária, o Congresso Brasileiro da Anclivepa. Temas como endocrinologia e dermatologia — que estão entre as principais causas das visitas aos consultórios — serão amplamente discutidos, além de cardiologia, odontologia, leishmaniose e medicina de felinos, entre outros.
Um dos assuntos que também terão espaço no encontro, que reúne veterinários de todo o país, com apresentação de trabalhos científicos, é a obesidade dos animais domésticos, um problema que vem crescendo assustadoramente, com consequências negativas para a saúde dos melhores amigos.
O blog conversou com a médica veterinária Larissa Lima, da Royal Canin, empresa de nutrição animal que estará no evento com a palestra “Como a alimentação pode contribuir para a longevidade dos nossos melhores amigos”. Confira:

1) O que mudou nas últimas décadas em relação à nutrição dos animais domésticos?

A relação entre os animais de estimação e o ser humano está estabelecida há séculos. O que permite sugerir que a alimentação dos gatos e cães também passou por um processo de evolução visível nas últimas décadas. Muitos pets ainda eram alimentados com restos de comida de seus tutores, na década de oitenta, e poucos alimentos específicos para estas espécies existiam no Brasil. Com o aumento do foco na saúde do gato e do cão, novos alimentos mais completos, nutricionalmente balanceados e com grande variedade surgiram no mercado.

Hoje, o pet pode se beneficiar de uma gama de produtos alimentícios que focam na precisão nutricional e fornecem benefícios diretos à saúde.  Além de manter o gato e o cão saudáve,l ainda existem alimentos que irão auxiliar no tratamento clínico de algumas doenças, como a obesidade por exemplo. Nesta nova realidade também ressaltamos o fornecimento excessivo de alimentos e petiscos para gatos e cães, colaborando para o ganho excessivo de peso e causando um desbalanço nutricional.

Por isso, a alimentação do pet, seja ela industrializada ou caseira, deve sempre conter alimentos completos e nutricionalmente balanceados, além de apresentar controle de qualidade e segurança alimentar, sempre sob recomendação de um médico-veterinário.

2) Muitos pets estão ficando obesos. O que contribui para isso?

Assim como no mundo, a obesidade no Brasil é um problema de saúde pública. Nos últimos 10 anos, o excesso de peso cresceu cerca de 60%, segundo dados do Ministério da Saúde. Isso significa que uma em cada cinco pessoas no país está acima do peso, o que especialistas atribuem a mudanças de estilo de vida, sedentarismo, dieta irregular e stress. E o estilo de vida dos tutores pode estar diretamente relacionado ao estilo de vida dos seus animais de estimação.

Estudos comprovam que, no mundo, aproximadamente 59% dos cães e 52% dos gatos estão acima do peso. Os principais fatores para isso são a oferta de alimentos e petiscos em excesso e a falta de exercício físico adequado.

Mas por que os tutores acabam contribuindo para isso, mesmo quando têm boas intenções? Os dados a seguir ajudam a contextualizar:

  • Cerca de 54% dos tutores de gatos e cães cede aos apelos dos pets e oferece mais alimento quando eles “pedem”
  • A utilização de medidas caseiras (como copos ou xícaras) pode exceder a quantidade de alimento fornecido ao gato ou cão em até 80% do recomendado.
  • Um único cubo de queijo cheddar para um animal de cerca de 4kg representa 25% do seu requerimento energético diário. Isso equivale a um hambúrguer de 500 kcal para uma pessoa numa dieta de 2000 kcal/dia.

Além disso, na maioria das vezes o sobrepeso passa despercebido pelo tutor: um estudo realizado em clínicas e hospitais veterinários na Inglaterra identificou que 66% dos tutores não reconheciam a obesidade e sobrepeso quando presentes no gato e cão.

3) Como identificar se o animal está acima do peso?

Primeiro é importante diferenciar a obesidade do sobrepeso. Tanto gatos quanto cães são considerados obesos quando apresentam > 30% ou mais de excesso de peso corporal. Quando o animal apresenta entre 10-30% de excesso de peso, encontra-se em sobrepeso.

Existe um teste simples que auxilia no diagnóstico da obesidade. É possível entender quando o gato ou cão está fora do peso quando não é possível sentir as costelas dele ao apalpá-lo, mesmo aplicando uma certa pressão com as mãos. Em alguns casos, apenas com o contato visual em uma determinada posição já é possível identificar o sobrepeso: gatos e cães devem apresentar uma “cintura” mais fina do que o peitoral, conforme imagens abaixo. Mas é muito importante conscientizar os tutores sobre a importância do acompanhamento de um médico-veterinário, que é o profissional ideal para prevenir, diagnosticar e tratar este problema.

4) Quais são as principais consequências da obesidade nos pets?

A obesidade pode reduzir o tempo de vida dos gatos e cães, em média, em 2 anos. Além disso, a maioria dos animais de estimação obesos apresenta outras doenças concomitantes. A obesidade é considerada o principal fator de risco para doenças ortopédicas em animais de companhia. Além disso, o excesso de peso e o aumento do tecido adiposo resultam em dificuldades respiratórias, principalmente em animais de focinho achatado, chamados de braquicefálicos.

4) De que forma a alimentação equilibrada ajuda a aumentar a longevidade dos animais?

A nutrição adequada é fundamental para a saúde e bem-estar dos pets e fator chave para o controle de peso. Esse cuidado deve começar cedo, já que a alimentação durante o primeiro ano de vida influencia a condição corporal do animal quando adulto – filhotes de gatos e cães acima do peso apresentam maior risco de se tornarem adultos obesos ou com sobrepeso.

É importante oferecer uma nutrição completa e balanceada e respeitar as quantidades ideais para cada pet – elas aparecem indicadas nas embalagens dos alimentos, ou podem ser prescritas pelo médico-veterinário. Além disso, o tutor deve regular a quantidade de petisco oferecida, para não ultrapassar as calorias que o pet necessita, e estar atento à fase de vida do pet. Gatos, por exemplo, têm grandes benefícios na castração, mas também algumas mudanças metabólicas, que requerem uma adaptação na alimentação para evitar ganho de peso.

Já existem alimentos que contribuem para o controle e a perda de peso. Eles apresentam maior teor de proteínas e fibras e croquetes adaptados, gerando uma maior sensação de saciedade. Alimentos úmidos também podem servir de ferramenta no protocolo de perda de peso do gato ou cão, por conta do maior teor de água, que contribui para a diluição calórica e para a menor ingestão energética pelo animal.

 

 

Cãozinho novo em casa? Saiba o que fazer

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Investimentos na sociabilização e na educação do jovem animal são fundamentais na fase de adaptação

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Marcada por descobertas e aprendizado, a chegada de um cão filhote ao novo lar é uma fase de adaptação para o tutor e o jovem animalzinho, mas para que o processo ocorra de forma tranquila são necessários alguns cuidados básicos, afinal tudo será novidade para o novo integrante da família.

Os primeiros dias, e especialmente, as primeiras noites costumam ser desafiadoras, pois é nesse momento que o filhote se acostumará com o novo ambiente. A principal dificuldade é ficar sozinho em um local estranho, já que o animal está habituado ao convívio com a mãe e seus irmãos. “É um momento de adaptação, por isso, é comum que os filhotes sintam medo e um certo desconforto no ambiente. A dica é deixar que o cãozinho durma próximo ao tutor nas primeiras noites, isso o auxilia a ganhar confiança. Também é necessário preparar um local limitado e confortável para o novo cãozinho, o que irá ajudar no bem-estar, tornando a adaptação mais rápida”, explica a Médica-Veterinária e Gerente de Produtos da Unidade de Pets da Ceva Saúde Animal, Priscila Brabec.

Choro noturno

O choro noturno é um dos principais desafios enfrentados nessa fase. O problema ocorre, pois, os animais se deparam com um ambiente desconhecido onde cheiros, sons pessoas e locais são completamente diferentes do que ele estava habituado. Isso acaba gerando uma série de sensações como medo, ansiedade e insegurança. “O choro é a forma que o animal encontra para expressar essas sensações de desconforto.  O problema pode ser minimizado com alguns cuidados, como criar um ambiente onde o cão se sinta à vontade e seguro”, comenta Priscila.

Após essa etapa, com o animal já familiarizado é hora de investir na educação. É nesse momento que os tutores devem mostrar ao filhote o que ele pode ou não fazer. “O animal jovem (entre a 3ª e 16ª semana) aprende com facilidade, por isso é imprescindível que ele seja ensinado sobre as rotinas básicas, como o local correto de fazer xixi, o horário da alimentação e dos passeios, com quais itens ele pode brincar, entre outros pontos”, explica Priscila.

Outro ponto importante para adaptação dos filhotes é a sociabilização que deve acontecer entre o segundo e terceiro mês de vida dos filhotes, período em que o animal está mais propenso e aberto a aceitar novidades e coisas diferentes.

Estímulos

“O ideal é que o filhote seja apresentado, de forma gradual e positiva, a diversos estímulos, como pessoas diferentes, outros animais, objetos e barulhos. Assim, ele vai se acostumar a essas situações e se tornar um adulto mais bem preparado para conviver com elas”, explica Priscila.

Outro ponto-chave é levar o animal ao veterinário, pois os filhotes precisam ser vacinados, vermifugados e avaliados por um médico veterinário. “É importante ressaltar que a imunidade dos animais nessa fase ainda está em desenvolvimento, por isso o tutor deve respeitar o período de vacinas, e caso o cão ainda não esteja com a carteirinha em dia, a aproximação com outros animais, ou visita a locais abertos, deve ser bem avaliada para não colocar a saúde filhote em risco”, ressalta Priscila.

Com medidas simples a adaptação dos filhotes transcorrerá facilmente e sem dúvidas irá render momentos de descoberta, alegria e companheirismo para o tutor e o jovem cãozinho.

Cadelas e gatas também precisam de pré-natal

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É preciso acompanhar a gestação de cadelas e gatas, para que o parto tenha menos riscos tanto para as mamães quanto para os filhotes

Plena e saudável: futuras mamães precisam de acompanhamento Crédito: Reprodução

 

Tudo muda em uma fêmea quando engravida: o ventre incha, as mamas aumentam, e também há alterações no comportamento. Por isso, é necessário ter alguns cuidados durante a gestação, para que o parto tenha menos riscos tanto para a mãe quanto para os filhotes. Após suspeita ou constatação da gestação, é adequado procurar o acompanhamento veterinário para realização de ultrassonografia, que deve ser realizada por volta do 21º dia da gestação. A veterinária Milena Guimarães do Hospital Veterinário Cão Bernardo afirma: “Após confirmada, é necessário repetir o exame de 15 em 15 dias, para saber a data provável do nascimento, assim como avaliar a saúde dos filhotes”.

Assim que confirmada, é necessário mudar a alimentação do animal, para uma ração que tenha mais vitaminas e proteínas, para ajudar no desenvolvimento dos fetos. Além disso, há a possibilidade de precisar de suplementos vitamínicos, tanto para auxiliar o desenvolvimento do filhote, como preparar a fêmea para a amamentação. O acompanhamento ainda pode evitar doenças como eclampsia e hipocalcemia (falta de cálcio para produção de leite).

Para quem planeja que a pet engravide, é muito importante saber se o animal é saudável antes, principalmente porque, diferente dos humanos, é comum que as fêmeas engravidem de muitos filhotes, podendo ter uma gestação com até 12 bebês. O parto de um pet pode durar até 24 horas, por isso é importante ter o acompanhamento com um veterinário, porque o desgaste é muito grande.

Se um feto morrer e não conseguir sair no momento do parto, esse filhote pode bloquear a passagem dos outros bebês e precisar de uma intervenção cirúrgica. Os bulldogs, por exemplo, por uma questão genética, precisam de cesárea. Uma fêmea só pode reproduzir depois dos dois anos de idade, porque antes o corpo do animal não está preparado para gestação.

 Milena Guimarães, afirma: “Nós não recomendamos que a fêmea engravide no primeiro cio, porque o corpo dela pode não estar totalmente desenvolvido, mas a partir do segundo quando ela será adulta e terá uma condição física melhor para receber os bebês. O limite para a reprodução é até os cinco anos”, finaliza.

* O blog Mais Bichos é contra qualquer forma de exploração animal, incluindo as “fábricas de filhotes”. A castração evita doenças e superpopulação. Não cruze seus animais com fins comerciais e, se preferir comprar um pet em vez de adotar, procure criadores sérios e idôneos. 

Saiba quais plantas são venenosas para gatos

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Os apaixonados por felinos sabem que os bichanos são curiosos e adoram comer plantas espalhadas pelo jardim. Porém, todo cuidado é pouco quando falamos em folhagens e gatos, pois muitas espécies vegetais são tóxicas e podem até levar o animal ao óbito

Crédito: Reprodução

São muitos os problemas que as plantas podem causar nos gatos, como doenças dermatológicas, digestivas, cardíacas e neurológicas – essas últimas extremamente graves, podendo colocar em risco a vida do bichano.

“A lista do que é tóxico é bem extensa, mas os principais itens são facilmente encontrados dentro de casa como sementes de maçã, que causam alterações na visão e na respiração”, diz a especialista da Nutrire,  Luana Sartori. A uva também é considerada uma ameaça e pode fazer muito mal ao gato, levando-o a uma crise renal aguda.

Eucalipto, hera, antúrio, azaléia, espirradeira e o lírio devem ficar longe dos felinos, bem como calanchoé, babosa, jacinto, visco e tulipa. Também entram na lista as plantas comigo-ninguém-pode, espada-de-são-jorge, espirradeira, glicínia, mamona e a castelinha.

O que fazer em casos de acidentes?

A veterinária explica que os problemas causados pela ingestão dessas flores e plantas são muitos e todos merecem atenção especial. “Levar o animal imediatamente à clínica veterinária mais próxima é o principal. Também é necessário informar ao profissional o nome da planta para os primeiros socorros sejam feitos corretamente”, explica.

Atenção: nada de dar leite, água ou qualquer outro remédio caseiro, pois isso pode piorar o estado do animal.

Para saber se há algo errado com seu pet, atente para alguns sintomas como prostração, vômito, desmaios, respiração fraca ou rápida demais e irritações na pele. “A grande questão é que as toxinas fazem com que o quadro se agrave muito rapidamente e o tempo de ação para socorrer o felino pode ser crucial nesse processo”, alerta.

A prevenção continua sendo o melhor remédio e evitar as plantas em casa sempre será a ação mais coerente. “Sabemos que as folhagens deixam o jardim e os apartamentos mais bonitos, mas quando se tem gatos todo cuidado é pouco. A indicação é que os apaixonados pelos felinos optem pelas flores artificiais”, finaliza a especialista.

Cegueira de pets pode ser evitada

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Alguns cuidados ajudam a reduzir os riscos de um problema que é comum nos pets. Exames preventivos também são importantes para evitar doenças que levam à cegueira

 

Anderson Gouveia, especialista em oftalmologia veterinária: exames podem prevenir cegueira Crédito: Divulgação

 

Muitas pessoas não sabem, mas as doenças oftalmológicas em animais de estimação podem ser mais comuns do que se pensa. Esbarrar em móveis, dificuldades para localizar brinquedos e alimentos, farejar até chegar ao tutor quando é chamado, podem ser sinais de que o animal não está enxergando bem. Segundo o médico especialista em oftalmologia veterinária Anderson Gouveia, a cegueira, principalmente, em cães é algo comum e pode ocorrer ao longo da vida do animal.

Como identificar

Dificilmente a cegueira nos animais acontece de forma repentina. “O mais comum é que venha acometer o bichinho gradualmente, quando ele passa a apresentar sinais clínicos. Perceber problemas oculares em animais de companhia não é uma das tarefas mais fáceis, por isso é necessário ficar atento”, alerta o especialista.

Além disso, andar encostado nas paredes, piscar muito os olhos, ter coceira, manchas ao redor dos olhos, vermelhidão e sensibilidade à luz são alguns dos indícios que seu pet possa estar com algum problema de visão. “O comportamento do animal também pode ser alterado devido as doenças oculares. O pet pode ficar mais agressivo e pouco ativo”, explica Anderson.

O Médico Veterinário destaca ainda que dentre os principais males das doenças estão a catarata, os glaucomas, as inflamações palpebrais, a síndrome do olho seco e doenças de acometimento sistêmico como, diabetes, hipertensão arterial e até mesmo doenças transmitidas por parasitas. Algumas têm prevenção ou cura, outras podem levar seu animal à cegueira e precisam de tratamento. O importante é levar o seu bichinho para avaliação com um especialista pois alguns exames com equipamentos específicos podem prevenir casos de perda parcial ou cegueira.

Todas as raças de cães e gatos podem apresentar problemas nos olhos, até mesmo os saudáveis “vira-latas”, mas algumas raças são mais predispostas como os sharpeis, bulldogs, chowchows, pastor alemão, shihtzu, lhasaapso, pequinês e o gato persa.

Cuidados

Os cuidados com essa área sensível são essenciais para prevenir doenças. É aconselhável, em alguns casos, limpar todos os dias a região ao redor dos olhos com uma gaze e, sob prescrição médica, o uso de alguns colírios. “Prender os pelos mais longos no topo da cabeça do seu cão com um elástico para que eles não atrapalhem a higienização completa, é fundamental. Cuidados na hora do banho também são importantes, o shampoo usado para a cabeça não pode causar irritações e vermelhidão e em alguns casos o uso de colírios específicos para proteção”, destaca Anderson.

Conheça os sinais das doenças que podem acometer nossos pets:

Ceratoconjuntivite seca – Acomete cães de diversas raças e o animal apresenta um quadro de secreção ocular, opacidade e dificuldade para enxergar. Se não tratado pode levar à cegueira. As raças acometidas são: shih tzu, lhasa lapso, cocker spaniel, buldogue inglês, pug, yorkshire.

Catarata – A catarata merece atenção especial, pois é o principal motivo de cegueira reversível nos animais. As origens são variadas e podem ser genéticas, secundária ao diabetes, hereditária ou congênita. Essa doença forma uma opacidade no centro do olho do bichinho, bloqueando a visão. Se o seu pet for diagnosticado com essa doença, ele vai precisar passar por uma cirurgia para colocar uma lente que substitui o tecido natural dos olhos. Raças com maior risco: poodle toy, cocker spaniel inglês, schnauzer miniatura, yorkshire terrier, lhasa apso e os shih tzus.

Glaucomas – A doença é grave e pode deixar seu bichinho cego, caso ele não receba os devidos cuidados. O glaucoma acontece quando há um aumento da pressão dentro os olhos, afetando o nervo óptico e a retina do animal, principalmente nos mais velhos. Geralmente, os tutores só percebem o problema quando o pet vai ficando com os olhos turvos e esbranquiçados, além da dificuldade para enxergar. Quando descoberto no início pode ser revertido com uma drenagem. Raças com maior risco: cocker, sharpei, basset, basset hound, beagle, samoieda e husky, por uma questão genética.

É importante lembrar que visitas regulares ao veterinário especializado para fazer um check-up têm papel fundamental na identificação de possíveis doenças ainda em estágio inicial.Grande parte dos animais que chegam cegos aos oftalmologistas apresentam alterações que poderiam ter sido evitadas se diagnosticadas precocemente.

 

Entenda a linguagem dos gatos

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Alegria, carência ou tristeza? Você conhece seu gato o suficiente para compreender o que ele sente? Veterinária dá  dicas de como se comunicar melhor com seu pet e compreender os sinais mais claros de alguns sentimentos básicos do animal

Crédito: Divulgação

Há diversos estudos que revelam a forma que o nosso corpo se comunica por meio de movimentos simples durante um diálogo, por exemplo. Com os gatos não é diferente, pois alguns sinais de tranquilidade e relaxamento são dados por meio da sua mobilidade.

“Quando o felino está com as patas da frente dobradas é sinal de que está tranquilo. Geralmente, quando estão relaxados as orelhas se inclinam para frente, as sobrancelhas se arqueiam e os olhos ficam apertadinhos”, revela a veterinária Luana Sartori, especialista da Nutrire. 

Aliás, olhos quase fechando significam sono. “Quando eles dão aquelas breves piscadinhas em sua direção é sinal de contentamento”, completa a veterinária.

O felino não gosta muito que mexam em sua barriga sem permissão. Porém, como saber que ele deseja essa aproximação? “Todas as patinhas viradas para cima pode ser um bom sinal de que está seguro, e um carinho pode ser muito bem vindo”, conta.

A cauda do animal também revela muito sobre o que está sentindo. Quando ereta e balançando devagar significa que há curiosidade – uma característica típica desses bichanos.

Outro movimento de fácil percepção é o rabo para baixo e rígido, o que significa descontentamento. “Além disso, se a cauda se movimentar de um lado para outro mais rapidamente, aí sim, o felino não está nada feliz”, analisa Luana.

Os músculos faciais dos gatos se assemelham aos nossos, segundo a professora de comportamento animal da Universidade da Geórgia, Sharon Crowell-Davis. O estudo feito por ela revela que os gatos são tão expressivos quanto os cães e os humanos. “É fácil perceber como ficam tensos quando estão nervosos. O mesmo acontece quando eles estão felizes ou relaxados, pois seus músculos faciais também relaxam”, disse a estudiosa.

Que língua é essa?

Há diversas formas do animal se comunicar, entre as mais comuns estão miar, ronronar e grunhir. “A análise dos sons emitidos pelos felinos também depende muito da personalidade do mesmo. Ou seja, um bichano mais silencioso pode emitir sons diferentes quando está triste, por exemplo”, diz Luana.

Normalmente, um som mais agudo pode indicar carência e frustração. O ronronar quase sempre indica felicidade, mas, em alguns poucos casos, também pode ser sinal de insatisfação.

O bigode também fala

Sim, o bigode fala por si. Quando esticado e debaixo das bochechas, é provável que o pet esteja com medo. Quando se esticam para os lados, possivelmente está de muito bom humor. “Já quando estão tímidos, os felinos inclinam os bigodes para trás”, conclui a especialista.

A origem dos gatos

Há quem diga que a domesticação do gato começou há mais ou menos 12 mil anos, quando agricultores iniciaram as primeiras plantações de cereais e escolheram os felinos para preservar esse alimento, visto que exterminavam os maiores predadores desse tipo de plantio – os roedores.

Gato “morto” volta para casa

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Jovem norte-americano chegava do trabalho quando viu o corpo do melhor amigo na estrada. Ele e a namorada fizeram um emocionado funeral para Loki. Mas tiveram uma surpresa no dia seguinte

 

Loki é um gato muito carinhoso e dócil, segundo seu tutor. Crédito: Reprodução/The Dodo

 

Nos últimos três anos, um dócil gato preto chamado Loki  é o amado companheiro felino de Nathan Sonoras. Loki começou a vida nas ruas, até ser resgatado por Sonoras. “Ele é a coisa mais fofa”, disse o jovem ao site The Dodo, que publicou hoje uma curiosa história sobre o gatinho.

Embora Loki tenha um lar amoroso, ele ainda gosta de fazer caminhadas pelo bairro e pelas áreas vizinhas – e Sonoras gosta de dar ao gato a liberdade de viver ao ar livre, já que ele sempre soube voltar para casa.

Recentemente, no entanto, pareceu que tempo de Sonoras com Loki havia chegado a um fim trágico

Voltando para casa do trabalho na semana passada, o jovem, Sonoras viu algo que partiu seu coração.

“Eu vi essa coisa preta na estrada, enquanto dirigia. Pensei que era uma camiseta ou algo parecido. Mas, quando cheguei mais perto, e vi que era um gato preto”, disse ele. “Meu maior medo de ter um gato ao ar livre foi confirmado de repente.”

Sonoras parou e aproximou-se do gato sem vida, em lágrimas. Depois de chamar sua namorada para ir ao local, ele examinou o corpo do gato e encontrou marcas que confirmaram para ele que era o querido Loki. Parecia que ele havia sido atropelado por um carro.

“Eu chorava, dizendo: ‘Meu gato está morto – não posso acreditar nisso'”, disse Sonoras. “Foi muito traumatizante.”

Funeral

Juntos, Sonoras e a namorada levaram o corpo do gato para a casa dele e escolheram um cantinho do do quintal, onde o bichinho poderia descansar para sempre. O casal, então, realizou um pequeno funeral comovente em memória de Loki.

“Cavamos um buraco bem perto de uma bela árvore”, disse Sonoras. “Nós choramos e compartilhamos boas lembranças, e conversamos sobre como esperávamos que Loki estivesse correndo livre no céu dos gatinhos. Foi muito triste nos despedirmos”.


Sonoras e a namorada voltaram para casa depois da meia-noite, e o luto pela perda de Loki continuou: “Estávamos apenas chorando”, disse ele. “Eu desejei e desejei tanto que ele ainda estivesse vivo.”

Na manhã seguinte, apenas algumas horas depois, Sonoras acordou cedo para dar uma carona a seu pai para o trabalho; a família mora do outro lado da rua, então eles também estavam bem familiarizados com Loki. Foi então que Sonoras informou o pai sobre o que havia acontecido. “Eu expliquei que Loki havia morrido. Naquele momento, bem atrás de mim, ouvi o miado exato de Loki. Saí da casa, e lá estava ele.”

Como costuma fazer, Loki parecia estar voltando para casa depois de um passeio matinal casual .

Sonoras levou um susto ao encontrar Loki voltando de seu passeio matinal. Crédito: Reprodução/The Dodo

“Eu pulei para trás. Eu estava tão em choque com a coisa toda. Eu disse ao meu pai: ‘O que está acontecendo? Eu acabei de enterrar o gato na noite passada'”, disse Sonoras. “Meu pai ficou chocado também. Loki estava vivo.”

Claro, o momento foi de pura alegria e alívio.

“Eu o segurei e chorei como se fosse um bebê “, disse Sonoras.” Eu acordei em um universo paralelo onde Loki não tinha morrido? Ou eu desejei que ele voltasse à vida?”.

Sonoras agora acredita que ele deve ter enterrado um gato muito semelhante a Loki, e espera espalhar a história, para que a família do gato possa ser informada.

Loki voltou para casa com Sonoras, que está repensando se deve dar ao seu gato tanta liberdade ao ar livre. Mas, embora ele não conhecesse o gato por quem ele realizou aquele pequeno funeral, ainda assim ele diz que o ato foi significativo para ele.

“Acredito que toda a vida é sagrada”, disse Sonoras. “Mesmo se fosse outro gato, estou feliz por ter conseguido honrá-lo dessa maneira.”

Esse ovo de Páscoa pode

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Aprenda a fazer um ovo de Páscoa para o melhor amigo, sem risco de intoxicá-lo. Receita leva alfarroba, fruto rico em vitaminas e minerais

Além de incentivar o cachorro a ficar pedindo tudo o que os tutores comem, ceder um pedaço do chocolate pode prejudicar muito a saúde do cãozinho, conforme o blog já mostrou. “Como o cacau contém uma substância tóxica, a teobromina, não existem porções seguras deste tipo de alimento. Por isso, a ordem é mantê-los bem distantes um do outro”, explica Thais Matos, veterinária da DogHero, aplicativo que conecta pais de cães a passeadores e anfitriões que hospedam o cachorro em casa.

Mas, hoje em dia, há no mercado opções de chocolate feitas exclusivamente para cachorros à base de alfarroba, um fruto rico em vitaminas (A e do Complexo B) e minerais (cálcio, fósforo, ferro, potássio, magnésio) que pode ser oferecido aos peludos, mas sem exageros.

Pensando nisso, a DogHero selecionou uma receita super fácil de ovo de Páscoa para que os pais de cachorro possam celebrar a data com os seus filhotes em segurança. Aliás, a receita também pode ser provada por humanos. “Mas é importante que os pais e mães de cachorro ofereçam pequenas porções do doce para o cãozinho, pois, diferentemente de nós, eles estão menos acostumados a variar a alimentação e isso pode causar desconfortos gastrointestinais”, orienta Thais Matos.

IMPORTANTE: a sugestão não é recomendada para cães alérgicos ou intolerantes a um ou mais ingredientes. Na dúvida, consulte um veterinário. Confira abaixo o passo a passo da receita:

Ingredientes:

100g de alfarroba em barra (você encontra em lojas de produtos naturais)

3/4 de xícara de água

½ xícara de coco ralado

Uma panela pequena

Uma ou duas forminhas de ovos de Páscoa de 30g (pode ser de plástico ou silicone)

Modo de fazer:

Derreta as barras de alfarroba em fogo baixo juntamente com a água. Quando o conteúdo ficar bem amolecido (bem menos consistente do que o ponto do brigadeiro), desligue o fogo e misture o coco ralado.

Coloque o conteúdo nas forminhas (os ovos não serão ocos, mas poderão ser maiores ou menores de acordo com o preenchimento da forma). Cubra com plástico filme.

Deixe que os ovos descansem na geladeira por pelo menos cinco horas.

Pronto! O ovo de Páscoa sabor prestígio para cães já pode ser servido!

5 sinais de que o pet tem vermes

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Vermes e parasitas intestinais são problemas recorrentes em cães e gatos e, quando não tratados, podem trazer riscos à saúde do animal e dos tutores também. Veterinário explica como identificar os sintomas, o que fazer quando contraídos e como realizar a prevenção no pet

Apatia é um dos sinais de que o pet pode ter verminoses Crédito: Divulgação

 

A verminose é uma das doenças mais comuns nos pets e é contraída principalmente via oro-fecal, que é quando o animal entra em contato com fezes ou objetos contaminados por fezes com ovos ou larvas de vermes. Entretanto, a doença também pode ser contraída através de um hospedeiro intermediário ou até mesmo transmitida da mãe para o filhote.

Existem vários tipos de vermes, mas os mais frequentes em cães e gatos são os dos gêneros Ancylostoma, Toxocara e Toxascaris. Existem ainda outros vermes, que podem se alojar em diferentes partes do corpo como coração, estômago, rins, pulmões, esôfago, olho, fígado e até no cérebro, provocando sérias lesões nos órgãos.

“Todos os pets, independentemente da raça, idade ou tamanho, estão propensos à contaminação por vermes e parasitas intestinais. Por isso, os tutores devem ficar sempre atentos para reconhecer os sintomas e garantir o diagnóstico precoce, pois quanto antes o animal for diagnosticado, menores serão os riscos para a saúde dele”, explica Ricardo Cabral – veterinário da Virbac, indústria farmacêutica dedicada à saúde animal.

Para facilitar o reconhecimento dos sintomas, Cabral listou os cinco sinais clínicos mais recorrentes em cães e gatos com verminose. “Se o pet apresentar um ou mais desses sintomas, o tutor deve ligar o sinal de alerta e agendar uma consulta no veterinário”, ressalta Cabral. “Ao constatar os sintomas, o diagnóstico é confirmado por meio de exame laboratorial realizado pelo veterinário, que indicará qual tipo de verme está parasitando o pet e recomendará o melhor tratamento para cada caso”. Confira!

  1. DIARREIA

A diarreia ocorre pela presença dos parasitas no intestino, que liberam toxinas e outras substâncias importantes para a sobrevivência deles naquele ambiente, causando um desarranjo intestinal nos pets.

  1. PERDA DE PESO

A perda de peso decorre da má absorção de nutrientes, uma vez que o intestino está debilitado e os próprios vermes competem pelos nutrientes. Nesses casos, os pets, especialmente os filhotes, apresentam hipoproteinemia (falta de proteínas no sangue), que causa um aumento do volume abdominal – a famosa “barriga de verme”.

  1. APATIA

A falta de emoção aparece em decorrência da má nutrição. “Os pets se sentem fracos e por isso não conseguem demonstrar entusiasmo para nada”, explica Cabral.

  1. VÔMITO

O vômito é um sinal que aparece, muitas vezes, quando o animal está com uma carga parasitária muito alta. “Nessa situação, os vermes estão liberando ainda mais toxinas, acionando os centros de vômito no corpo e, em situações ainda mais graves, podem causar uma obstrução na passagem dos alimentos pelo intestino”.

  1. ANEMIA

A anemia também ocorre em casos de alta infestação por vermes que se alimentam de sangue, como o Ancylostoma.

COMO PREVENIR?

“Um dos grandes problemas dos parasitas intestinais é que a maioria deles são zoonóticos, ou seja, transmitidos dos animais ao homem. Assim sendo, prevenir e tratar as verminoses dos cães e gatos não é somente um cuidado em relação ao animal, mas um ato de saúde pública e proteção à família”, explica Cabral.

A prevenção é realizada com doses de vermífugos indicadas pelo médico veterinário, de acordo com a idade e peso do animal. “O ideal é vermifugar os animais com frequência, de preferência uma vez por mês, desde duas semanas de idade”, indica. “Existem também casos de verminoses, por exemplo, que são transmitidas da mãe para o filhote via transplacentária e transmamária. Por isso, é muito importante também vermifugar tanto as fêmeas em gestação e lactação, quanto os filhotes, atentando-se a utilizar somente produtos que garantam segurança de uso nessas situações”.

Cuidar dos ambientes onde os pets habitam também é importante para prevenir a verminose. Cabral recomenda remover diariamente as fezes e evitar que o animal faça as necessidades em local fechado e que não bata sol, pois a umidade favorece a sobrevivência dos ovos e larvas e o fechamento do ciclo dos vermes.

Chocolate proibido para pets

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Quando pensamos na Páscoa, a primeira coisa que vem à cabeça é a quantidade de chocolate que será consumida. Mas esse alimento é um verdadeiro veneno para os bichinhos, por conter substâncias tóxicas para eles.

No lugar do chocolate, ofereça uma cenourinha ou um tablete de alfarroba ao melhor amigo Crédito: Paulinha Leon Fotografia

 

A veterinária da ComportPet, Thayane Rodrigues, explica que o problema está no fato das substâncias teobromina e cafeína, presentes no chocolate, serem extremamente lipossolúveis nos cães, ou seja, possuem facilidade em atravessar barreiras do organismo e serem absorvidas em boa parte do intestino e estômago, onde, após absorvidas, serão distribuídas para o corpo e provocarão diversas alterações, tornando essa ingestão altamente perigosa.

Outro problema é o fato dos cães apresentarem lenta eliminação da teobromina. Logo, se tornam ainda mais sensíveis a elas. “Essa substância está diretamente relacionada à quantidade de cacau presente no chocolate: quanto mais cacau, mais teobromina e, consequentemente, mais tóxico o produto é para o cão. Embora todos os tipos de chocolate ofereçam riscos, os mais escuros e amargos são ainda mais perigosos”, alerta a especialista.

A intoxicação por chocolates não é um problema raro, e o produto nem precisa ser consumido em grande quantidade para que o problema aconteça. A dose de chocolate pode tornar-se tóxica quando chega em torno de 100 mg por peso do animal. “Por exemplo, se o seu pet pesa 12kg, cerca de 12g de chocolate já podem causar uma grave intoxicação a ele. Pode não parecer uma grande quantidade, mas isso é o suficiente para até mesmo levar o cãozinho à morte”, diz.

Quando intoxicados, os cães podem apresentar quadros de vômito, diarreia, excitação, tremores, taquicardia, febre, aumento da ingestão de água e volume urinário, arritmias, respiração acelerada e até mesmo ataques convulsivos. “Os sintomas podem começar a aparecer de 6 até 12 horas após a ingestão do chocolate e podem persistir (por até 6 dias), por isso é necessário que os donos tenham muita atenção com seus pets”, explica a veterinária.

Alterações gastrointestinais e consequências em orgãos vitais

Mesmo se for consumido em doses menores a 100 mg, o animal também pode sofrer de distúrbios digestivos. Para os donos de pets, é bom que saibam que devem evitar dar alimentos aos quais os cães não estão habituados, pois uma mudança brusca de alimentação pode causar uma disbiose (desequilíbrio da flora intestinal).

“Ao ingerir alimentos não habituais os sintomas variam entre diarreia, vômitos, gases, distensão abdominal e mal-estar. O tratamento depende da gravidade deles. Se o animal apresentar sintomas mais leves, pode ser resolvido com uma dieta adequada e probióticos, mas caso os sintomas sejam mais severos – além da falta de apetite -, outros tipos de cuidados podem ser necessários”, explica a veterinária.

Devido ao alto teor de gordura do chocolate, o seu pet pode sofrer com uma inflamação no pâncreas se ingeri-lo. De acordo com a profissional, os alimentos que são ricos em gordura, como é o caso do chocolate, ativam as enzimas pancreáticas dentro do pâncreas, provocando lesões neste órgão.

“É essencial que os donos de pets fiquem atentos à cada sinal do seu cão. Os sintomas da inflamação podem variar entre vômitos, dor abdominal, anorexia, desidratação, febre e até a morte. Nesse caso, o tratamento é baseado no que for exibido pelo animal”, diz Thayane.

Como evitar que o pet tenha acesso ao chocolate

Cães são animais naturalmente curiosos. Então, é comum, especialmente nos mais jovens e filhotes, que essa curiosidade faça com que eles fiquem atrás de tudo o que há pela casa, incluindo alimentos, o que acaba por fazer eles ingerirem objetos e alimentos estranhos ao seu paladar, como é o caso do chocolate.

Para evitar a situação, o especialista em comportamento animal e proprietário da ComportPet, Cleber Santos, explica que uma dica essencial é que, desde filhote, o pet seja ensinado sobre o que pode ou não fazer. “Eles devem aprender, desde filhotes, a comerem somente em suas tigelas. Assim, eles irão entender que as comidas em cima da mesa ou em outros locais, como é o caso do chocolate, não são para eles”, ensina.

Outra dica é não deixar o produto em uma altura facilmente acessível a eles, para que eles não os roubem e os comam. “Os cães são extremamente espertos e muito engenhosos quando querem algo, principalmente comida. Por isso, mantenha o chocolate em locais de difícil acesso, como armários ou gavetas no alto, se possível dentro de potes fechados”, explica.

Outro motivo que leva os cães a procurarem e roubarem outros alimentos pela casa é a fome. “É obrigação do dono manter a rotina de alimentação do pet em dia, seguindo os horários corretos”, explica o especialista. Porém, Cleber alerta que a personalidade do cão também irá afetar nesses casos: “Se você tem um pet guloso, é normal que ele queira roubar comida o tempo todo, pois está sempre pensando em comer, mesmo não estando com fome”.

Estresse e tédio também são motivos que fazem com que os cães vão atrás de alimentos para ingerir. “Esses animais são muito apegados e, quando estão sozinhos, desenvolvem o estresse. Uma vez estressados e entediados por estarem sem companhia em casa, fazem de tudo para chamar atenção, como roubar comida”, comenta.

O tutor exerce papel fundamental para evitar que o seu cãozinho não roube seus deliciosos chocolates, pois eles têm o dever de ensinar que isso é errado e deve colaborar também não oferecendo comida a eles ou cedendo aos seus pedidos. “Esse é um erro muito comum dos tutores. Quando estiver comendo, evite deixar que o cão apoie as patas na mesa ou pule em suas pernas. Se ele latir, querendo chamar sua atenção, ignore e não ceda”, finaliza o especialista.

Seu cão comeu chocolate. O que fazer?

Caso o seu cão tiver comido chocolate, a primeira coisa a ser feita é procurar orientação veterinária o mais rápido possível. E, caso você saiba, informe ao profissional a quantidade e o tipo de chocolate ingerido, para que ele defina os próximos passos e quais podem ser os sintomas que o cão irá apresentar.

Infelizmente, não existe um remédio para a intoxicação causada por teobrominas, substância presente no chocolate. Diante disso, o tratamento deve ser o de suporte para os sintomas que o cão apresentar. “Se o cão comeu uma grande quantidade de chocolate em um período recente (até 3 horas), talvez o veterinário irá induzi-lo ao vômito. Alguns podem apresentar sintomas leves, como diarreia e vômito, mas isso não significa que o caso seja menos importante. O tratamento instituído deve ser o soro na veia e medicamentos para tratar os sintomas do animal. Por isso, em muitos casos, o cãozinho tem que ficar internado até apresentar melhora”, explica a profissional.

Porém, Thayane alerta que o melhor é levar o cãozinho ao veterinário antes mesmo de os sintomas aparecerem. “Os sinais da intoxicação podem variar e todos os tipos de chocolate fazem mal ao cão, mesmo os que têm baixa concentração de teobromina, como é o caso do chocolate branco”, fala.

Opções seguras e saudáveis

Caso você queira presentear seu cãozinho na Páscoa com um chocolate, como manda a tradição, nos mercados pet estão disponíveis diversos desses produtos, feitos especialmente para os animais. “Esses chocolates são feitos de alfarroba e não tem adição de teobromina ou cafeína, não sendo tóxicos para os cãezinhos. Além disso, a alfarroba é um fruto rico em vitaminas e minerais, o que faz dela um produto que pode ser oferecido sem exageros para os nossos pets”, conclui.