Que tipo de leitor é você? Viajante, isolado ou devorador?

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O leitor do século 21 é uma espécie de sobrevivente. E também um salvador. Cabe a ele salvar o ato de ler. O escritor argentino Alberto Manguel não é exatamente um otimista nesse campo, embora seja um Dom Quixote da leitura, com sua biblioteca de 30 mil livros no interior da França. Leitores e escritores como Manguel estão em extinção, por isso vale a pena prestar atenção nas comparações e alegorias que costumam usar. Em O leitor como metáfora, Manguel investiga os significados simbólicos da leitura para concluir que há três tipos de leitores.

Memórias e afetos do mundo musical

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O jornalista Olímpio Cruz Neto transformou algumas de suas canções preferidas nos textos que compõem o seu primeiro livro: Playlist — crônicas sentimentais de canções inesquecíveis, disponível na plataforma digital Amazon. O autor enviou um dos capítulos para o blog. Confira a seguir a crônica sobre um dos maiores clássicos da banda inglesa dos anos 1980 The Smiths. Leia mais […]

Com humor, Julia Wähmann trata de perdas e demissão

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Você pode nunca ter sido demitido, pode já ter passado por isso algumas vezes (imagino que uma ou duas, no máximo, caso tenha nascido nos anos 1980) ou pode viver a expectativa disso há anos. E, com certeza, conhece alguém que já passou pela situação de ser dispensado. O fato é que você vai se identificar imediatamente com a personagem criada pela carioca Julia Wähmann nessa preciosidade que é o Manual da demissão. Então preste muita atenção quando colocar as mãos nesse livrinho: ele vai conversar diretamente com você e sim, vai fazer você rir de tão trágico o drama narrado. E ter algum carinho pela situação dolorida de ser dispensado.

Três livros sobre política para um ano de eleição

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Em ano de crise política e econômica, uma das frases mais proferidas por aí foi sobre a pobreza do debate político no Brasil. As polarizações, os extremismos e a falta de diálogo viraram um problema, apartaram amigos e fincaram bandeiras. Em 2018, com eleições à vista e crise em curso, a confusão continua. Informação é ouro em tempos de fake news. Que tal mergulhar em algumas boas leituras para enriquecer o debate? Saber como pensam intelectuais e compreender um pouco a natureza do debate ajuda a pensar. O Leio de tudo selecionou quatro livros lançados recentemente que podem acrescentar informação e reflexão para quem vai ajudar a determinar os rumos do país em outubro próximo. Você, que é eleitor, pode encontrar aqui uma boa dúzia de argumentos.

Já fez sua lista de leitura para 2018? Veja aqui o que as editoras lançam este ano

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Quer preparar a lista de leitura para 2018? Tá na hora. O ano mal começou e ainda dá tempo de planejar o que ler. O Leio de tudo preparou uma seleção pinçada entre as previsões de lançamentos das editoras. Veja o que vem por aí.

Romance sobre mundo corporativo faz retrato da classe média brasileira

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Normalmente, o escritor Marcelo Ferroni é um pessimista cético. Mas houve um momento, entre 2013 e 2014, em que foi ingênuo e acreditou em, digamos, um futuro digno para o Brasil. Era véspera de Copa e Olimpíadas e o Rio de Janeiro parecia caminhar para um estado de mudança positivo. Durou pouco. O desencanto voltou e ele tem um reflexo imediato em O fogo na floresta, terceiro romance do autor, um desses livros que é difícil largar uma vez iniciado. E ele trata justamente do vazio instalado na classe média brasileira, de sua decadência e voracidade, da vontade de obter mais a qualquer custo.

Rupi Kaur e a poesia que veio da rede

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Vamos falar sobre essa moça, essa Rupi Kaur, nascida na Índia, de nacionalidade canadense, detalhe importante para os versos que ela escreve. Você já deve ter ouvido falar dela. Rupi ficou famosa nas redes sociais com poeminhas feministas, versos curtos, ora contundentes, ora simplórios e infantis demais, o que já rendeu boas críticas por aí. Milk and honey, publicado no Brasil como Outros jeitos de usar a boca, vendeu um milhão de cópias e saiu no Brasil em 2015. A nova edição da Planeta vem com capa dura e os poemas em inglês, língua original da escrita da autora. Falando de traumas, sobrevivência, dor e cura, mas também de amor, raça e relacionamentos, a poesia de Rupi causa uma certa emoção mesmo naqueles que não compartilham sua origem sofrida e complicada.

Adoção, drogas e racismo pontuam novo romance de Bernardo Kucinski

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Pretérito imperfeito tem apenas 150 páginas. É o suficiente para o acerto de contas de Bernardo Kucinski. O terceiro romance do escritor paulistano é forte candidato às listas de premiação de 2018 e traz uma narrativa impossível de ser abandonada até a leitura da última frase. É sobre a dor de um pai esta história que tem início com uma carta cujo propósito é expulsar o filho da sua própria vida. É um início duro, mas não há inícios doces na escrita de Kucinski.

Paris: uma invenção genial

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Eric Hazan nem sabe direito como teve a ideia de escrever A invenção de Paris, mas lembra de achar curioso que os amigos se interessassem pelas histórias contadas durante passeios pela cidade. O fato é que Hazan é um historiador compulsivo e Paris, um assunto irresistível. A combinação foi perfeita para esse livro que chega agora ao Brasil em uma edição caprichada da Estação Liberdade.