Elas estão na Flip e são imperdíveis: quatro autoras para ficar de olho

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A brasileira Jarid Arraes fala do sertão, a nigeriana Ayòbámi Adébáyò observa o conflito entre tradição e modernidade, a canadense Sheila Heti explora a maternidade e a venezuelana Karina Sainz Borgo fala de uma Venezuela destroçada. Elas estão na Flip e trazem para a literatura uma perspectiva feminina, política, histórica e social.

“Ritmo louco” é o melhor livro de Zadie Smith

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Ritmo louco, o quinto romance da inglesa Zadie Smith, tem tudo para ser um livro de formação. A narradora, uma criança nas primeiras páginas e uma adulta um pouco perdida nas últimas, é o retrato de uma geração multicultural, nascida em um cenário marcado por desigualdades cada vez maiores e cujas certezas não estavam tão enraizadas quanto as de seus pais.

Nova edição de ‘Reinações de Narizinho’ discute racismo e machismo

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É interessante a solução encontrada por Marisa Lajolo e pela Companhia das Letras para lidar com o racismo incutido em Reinações de Narizinho. Ficou decidido que as personagens de Emília e Narizinho questionariam os termos polêmicos, mas também aqueles menos corriqueiros nos dias de hoje, além das palavras um pouco mais rebuscadas. A solução funciona muito bem nos dois últimos casos e é até divertida, mas nem sempre convence quando se trata do ranço racista do autor. É difícil justificar o injustificável, mas é melhor que se aponte os trechos e se fale sobre eles do que deixá-los soltos. É sempre bom lembrar, no Brasil de hoje e especialmente para as crianças, que racismo, preconceito e machismo existem, estão até na nossa literatura e não se pode fazer vista grossa para eles

“Se a rua Beale falasse”, de James Baldwin: tensão racial e olhar feminino

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Beale Street fica em Memphis, no Tennessee, a mais de mil quilômetros de Nova York, mas é uma rua muito simbólica quando se trata de James Baldwin. O blues, pai do jazz e de todas as outras formas musicais de manifestação da cultura negra norte-americana teriam nascido na tal rua. Simbolicamente falando, para Baldwin, é como se todos os negros norte-americanos tivessem nascido na Beale Street. É tudo que o leitor precisa saber sobre essa rua ao ler Se a rua Beale falasse, romance adaptado para o cinema por Barry Jenkins e indicado ao Oscar de melhor atriz coadjuvante e roteiro adaptado.

Rupi Kaur e a poesia que veio da rede

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Vamos falar sobre essa moça, essa Rupi Kaur, nascida na Índia, de nacionalidade canadense, detalhe importante para os versos que ela escreve. Você já deve ter ouvido falar dela. Rupi ficou famosa nas redes sociais com poeminhas feministas, versos curtos, ora contundentes, ora simplórios e infantis demais, o que já rendeu boas críticas por aí. Milk and honey, publicado no Brasil como Outros jeitos de usar a boca, vendeu um milhão de cópias e saiu no Brasil em 2015. A nova edição da Planeta vem com capa dura e os poemas em inglês, língua original da escrita da autora. Falando de traumas, sobrevivência, dor e cura, mas também de amor, raça e relacionamentos, a poesia de Rupi causa uma certa emoção mesmo naqueles que não compartilham sua origem sofrida e complicada.

Lacração, apropriação cultural, racismo e linchamento nas redes em novo livro de Francisco Bosco

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O que o clipe de Mallu Magalhães, o caso do turbante de Thauane Cordeiro, as marchinhas de carnaval e o episódio da cantora baiana Marcia Castro têm em comum? Todos ganharam enorme repercussão graças ao que o filósofo Francisco Bosco chama de “novo espaço público brasileiro”. E todos representam uma nova maneira de lidar com as lutas identitárias. Foi para refletir sobre esse espaço e qual seu impacto na sociedade que Bosco escreveu A vítima tem sempre razão?.