Quatro livros para refletir sobre as lutas femininas

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Quer aproveitar o embalo do dia 8 de março e ler algo relacionado ao tema? A história do Dia Internacional da Mulher começa lá no fim do século 19, com a luta pelos direitos civis, pela igualdade, pelo voto e por uma série de reivindicações que, até hoje, ainda estão em processo de conquista. Então, para dar crédito ao movimento, conhecer um pouco da escrita produzida por mulheres que pensaram esses temas, seja na ficção, seja no campo da reflexão, sempre acrescenta. E o mercado editorial brasileiro é bem servido do tema, então vai aqui uma lista de quatro livros para você mergulhar em discussões como o feminismo negro, as mulheres e a ditadura brasileira, o abuso e a espera pelo pedido de desculpas.  

Consciência e inteligência artificial travam embate no novo romance de Ian McEwan

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É no passado que Ian McEwan imagina o futuro do mundo. Essa pequena gracinha toma proporções proféticas em Máquinas como eu, o novo romance do autor britânico. McEwan não se interessa por ficção científica nem por fantasia, mas não há como encarar esse livro sem imaginar um mundo distópico no qual a inteligência artificial e a consciência humana travam um embate digno de Blade runner.  

“Se a rua Beale falasse”, de James Baldwin: tensão racial e olhar feminino

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Beale Street fica em Memphis, no Tennessee, a mais de mil quilômetros de Nova York, mas é uma rua muito simbólica quando se trata de James Baldwin. O blues, pai do jazz e de todas as outras formas musicais de manifestação da cultura negra norte-americana teriam nascido na tal rua. Simbolicamente falando, para Baldwin, é como se todos os negros norte-americanos tivessem nascido na Beale Street. É tudo que o leitor precisa saber sobre essa rua ao ler Se a rua Beale falasse, romance adaptado para o cinema por Barry Jenkins e indicado ao Oscar de melhor atriz coadjuvante e roteiro adaptado.

Da escravidão à Lava Jato: sociólogo pensa o país de forma particular

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O problema do Brasil não estaria na corrupção herdada dos portugueses, mas na escravidão. Não estaria na maneira como fomos colonizados e sim na estrutura do sistema escravocrata implantado por aqui. E estaria, sobretudo, na desigualdade gerada por um projeto de país que, para funcionar, precisa manter grandes distâncias entre as classes pobres e as abastadas. Jessé de Souza não é unanimidade, mas é voz que tem sugerido uma nova maneira de olhar para os problemas brasileiros.

Que tipo de leitor é você? Viajante, isolado ou devorador?

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O leitor do século 21 é uma espécie de sobrevivente. E também um salvador. Cabe a ele salvar o ato de ler. O escritor argentino Alberto Manguel não é exatamente um otimista nesse campo, embora seja um Dom Quixote da leitura, com sua biblioteca de 30 mil livros no interior da França. Leitores e escritores como Manguel estão em extinção, por isso vale a pena prestar atenção nas comparações e alegorias que costumam usar. Em O leitor como metáfora, Manguel investiga os significados simbólicos da leitura para concluir que há três tipos de leitores.

Três livros sobre política para um ano de eleição

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Em ano de crise política e econômica, uma das frases mais proferidas por aí foi sobre a pobreza do debate político no Brasil. As polarizações, os extremismos e a falta de diálogo viraram um problema, apartaram amigos e fincaram bandeiras. Em 2018, com eleições à vista e crise em curso, a confusão continua. Informação é ouro em tempos de fake news. Que tal mergulhar em algumas boas leituras para enriquecer o debate? Saber como pensam intelectuais e compreender um pouco a natureza do debate ajuda a pensar. O Leio de tudo selecionou quatro livros lançados recentemente que podem acrescentar informação e reflexão para quem vai ajudar a determinar os rumos do país em outubro próximo. Você, que é eleitor, pode encontrar aqui uma boa dúzia de argumentos.

Já fez sua lista de leitura para 2018? Veja aqui o que as editoras lançam este ano

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Quer preparar a lista de leitura para 2018? Tá na hora. O ano mal começou e ainda dá tempo de planejar o que ler. O Leio de tudo preparou uma seleção pinçada entre as previsões de lançamentos das editoras. Veja o que vem por aí.

Lacração, apropriação cultural, racismo e linchamento nas redes em novo livro de Francisco Bosco

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O que o clipe de Mallu Magalhães, o caso do turbante de Thauane Cordeiro, as marchinhas de carnaval e o episódio da cantora baiana Marcia Castro têm em comum? Todos ganharam enorme repercussão graças ao que o filósofo Francisco Bosco chama de “novo espaço público brasileiro”. E todos representam uma nova maneira de lidar com as lutas identitárias. Foi para refletir sobre esse espaço e qual seu impacto na sociedade que Bosco escreveu A vítima tem sempre razão?.