Elas estão na Flip e são imperdíveis: quatro autoras para ficar de olho

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A brasileira Jarid Arraes fala do sertão, a nigeriana Ayòbámi Adébáyò observa o conflito entre tradição e modernidade, a canadense Sheila Heti explora a maternidade e a venezuelana Karina Sainz Borgo fala de uma Venezuela destroçada. Elas estão na Flip e trazem para a literatura uma perspectiva feminina, política, histórica e social.

Marie Curie por Rosa Montero: um livro duro e delicado

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Nas fotografias oficiais, Marie Curie parece uma mulher fria e dura. Era, talvez, a única postura possível para que uma cientista do sexo feminino e com uma mente brilhante fosse levada a sério no final do século 19. O que não se vê nessas imagens é o lado passional e humano de Marie. Esse, que todos nós temos em algum momento da vida, foi devidamente calado e amordaçado. Afinal, estudar física e química, ser pioneira no ramo da radioatividade, conseguir isolar isótopos radioativos, descobrir o rádio e o polônio e ganhar dois prêmios Nobel era pouco para que uma mulher fosse reconhecida como algo mais do que uma simples dona de casa naquele fim de século. Marie, que além de tudo era polonesa, ou seja, uma estrangeira em uma França bastante preconceituosa, precisava parecer um homem para levar crédito.

“Ritmo louco” é o melhor livro de Zadie Smith

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Ritmo louco, o quinto romance da inglesa Zadie Smith, tem tudo para ser um livro de formação. A narradora, uma criança nas primeiras páginas e uma adulta um pouco perdida nas últimas, é o retrato de uma geração multicultural, nascida em um cenário marcado por desigualdades cada vez maiores e cujas certezas não estavam tão enraizadas quanto as de seus pais.

Fofão da Augusta é tema de livro-reportagem

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Se Ricardo e Vânia cair nas suas mãos, reserve um tempo para sentar e lê-lo de uma vez, porque a reportagem de Chico Felitti é tão envolvente que fica difícil deixá-la de lado antes do fim. O livro conta a trajetória de Ricardo Corrêa da Silva, um morador de rua conhecido como Fofão da Augusta e cuja história Felitti perseguiu durante 13 anos. Cabeleireiro e maquiador famoso na São Paulo dos anos 1970 – trabalhou para Beth Carvalho e Tônia Carrero -, gay, artista e performer, mas também esquizofrênico, Ricardo era originário de Araraquara e foi para São Paulo para fugir da opressão conservadora natural das cidades do interior. Na capital, foi do céu ao asfalto e é essa ascensão e queda que Felitti conta em Ricardo e Vânia.

A sensibilidade aguçada de Gabriela Aguerre

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O quarto branco não é uma biografia, mas não se pode descolar a história de Glória da de Gabriela Aguerre. Muito da experiência da autora, sobretudo no que diz respeito ao deslocamento e à busca da identidade, está nesse primeiro romance, que é para ser lido em isolamento e com atenção especial para a delicadeza com a qual as palavras são organizadas. O quarto branco é um livro sobre os sentimentos, sobre como lidar com o que a vida apresenta quando não se tem os instrumentos para fazer de um limão uma limonada.

A perversão de Kristen Roupenian, autora de ‘Cat person’

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De vez em quando, surgem fenômenos literários como Kristen Roupenian, que conseguem adiantamentos milionários por livros que ainda não escreveram e, ao final, compensam o burburinho com textos que são puro deleite. Cat person e outros contos é um desses casos. O nome da autora viralizou na internet em dezembro de 2017, quando a revista The New Yorker publicou o conto Cat person. Roupenian  contava a história de um encontro meio desastroso entre uma moça de 20 anos e um homem de 34.

Natália Borges Polesso fala sobre conflitos, diálogos e literatura

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Depois de ganhar o Jabuti em 2016 na categoria contos com o livro Amora, a autora gaúcha Natália Borges Polesso, que participa hoje do Livre! Festival Internacional de Literatura e Direitos Humanos, acaba de concluir um romance de formação. Ela ainda não pode falar muito sobre o livro, mas adianta que é a história de uma menina da adolescência à idade adulta que precisa lidar com uma condição. A personagem tem epilepsia e os conflitos gerados a partir dessa condição são essenciais em sua vida. Para a autora, a construção dos personagens é algo fundamental.

Tiago Ferro fala de luto sem clichês em “O pai da menina morta”. Veja a resenha

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O pai da menina morta não é um livro autobiográfico. O autor, Tiago Ferro, publicou o relato autobiográfico sobre a morte de sua filha de 8 anos em 2016. Foi um belo e corajoso texto sobre o luto e Ferro achou que poderia continuá-lo quando embarcou em O pai da menina morta, em maio de 2017, um ano após a morte de Manuela. Mas o livro tomou outro rumo. Se tornou uma resposta a um momento em que a parte mais dura do luto estava encerrada, aquela em que a vida retoma e é preciso ressignificar o cotidiano para continuar encarando o mundo. E o negócio é que Tiago Ferro não faz isso de uma maneira banal.