Rita Lee destila ironia em livro de contos

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Dropz poderia muito bem ser um disco. Tudo o que Rita Lee escreveu nesse livro de contos, que chega depois da polêmica e sincera autobiografia, rende música simplesmente porque a cantora/compositora/escritora é uma narradora de primeira, seja na ficção, seja na canção. Rita é, ainda, excelente em transformar coisinhas do cotidiano em textos que nos prendem por conterem a dose certa de ironia (autodirigida, muitas vezes), indignação, humor e crítica. Dito assim, os ingredientes de Dropz vêm de um cardápio que sempre esteve presente nas músicas da autora.

The handmaid’s tale: a distopia que deu origem à série

Crédito: George Kraychyk/Hulu
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Distopias são sempre bem-vindas em estantes de livros. Além de permitir a fantasia ao criar mundos cheios de absurdos, é um gênero capaz de abrigar metáforas impensáveis em um universo real. E volta e meia elas ressurgem nas prateleiras das livrarias, especialmente em tempos de crise, quando explicar o inexplicável só é mesmo possível por meio de uma ficção científica muito improvável, porém não impossível. A distopia do momento responde pelo nome de O conto da aia, ou The handmaid’s tale, um romance escrito por Margaret Atwood e publicado em 1985.

Seleção de contos policiais organizada por Daniel Galera reflete realidade latino-americana

Credito: Tais Cardoso/Divulgação
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Parece que a América Latina se presta bem às histórias policiais. Talvez pelo contexto da desigualdade social, raiz inevitável da violência urbana, talvez pelas tensões políticas que marcaram o continente, o fato é que o gênero encontra um eco particular por aqui. De olho nisso, o escritor Daniel Galera saiu em busca de autores não necessariamente ligados ao gênero para montar um pequeno mapa da literatura policial latino-americana a pedido da revista McSweeney´s, fundada pelo escritor Dave Eggers, autor de O círculo.

Cinco livros sobre o amor: autores homens destrincham o tema

Monica Ramos/Companhia das Letras
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O amor de Alain de Botton ajuda a sobreviver à banalidade do cotidiano enquanto o de Francisco Azevedo une famílias nem sempre amigáveis. Na versão de Péter Gárdos, o amor afasta a morte e na de Louis Begley, esse sentimento pode ser bem destrutivo. O italiano Domenico Starnone é duro e coloca o amor como um depósito no qual se soca praticamente de tudo. O Leio de tudo selecionou cinco livros sobre o tema mais antigo e explorado da literatura. Todos são lançamentos recentes e foram escritos por autores contemporâneos do sexo masculino. Trazem, portanto, uma perspectiva masculina para um dos temas mais antigos da literatura.