Dispensa da Seleção Brasileira feminina de vôlei, comandada por Zé Roberto Guimarães, vive crise em 2019, a quase um ano das Olimpíadas de Tóquio-2020
Dispensas 1

O que as sete jogadoras alegam para as dispensas da Seleção de vôlei?

Publicado em Vôlei

Sete jogadoras pediram dispensa da Seleção Brasileira feminina de vôlei ou aposentaram de vez a camisa verde-amarela antes mesmo do começo da temporada entre seleções em 2019. Entenda os motivos alegados por cada uma delas abaixo. E clique aqui para entender o que mais está por trás das rejeições a quase um ano das Olimpíadas de Tóquio-2020.

Thaísa Menezes

A bicampeã olímpica frustrou os fãs que alimentavam a esperança de vê-la disputar mais uma Olimpíada. A central anunciou que aposentou a amarelinha após a temporada 2018/2019, na qual jogou com o Barueri. Ela fechou contrato com o Minas na segunda-feira (6/5).

View this post on Instagram

Escrevo esse texto com um mix de emoções, emoções essas acumuladas ao longo de 12 anos em que servi a Seleção Brasileira!!! Foi um prazer imensurável vestir a camisa do meu país e honra-la durante todo este tempo… foram momentos inesquecíveis, algumas lágrimas de tristeza que me fizeram crescer e amadurecer, porém levo com mais carinho aquelas que derramei no pódio de Beijing e Londres (entre diversossss outros) !!! Mas hoje, com o coração apertado tomei a decisão que acredito q seja o melhor pra mim e para o meu futuro… ""até pq contrariar a medicina mundial não é um trabalho nada fácil, 🤭😂Hehehe, e me desgastou, me levando bem além dos meus limites!! "" Hoje me despeço da Seleção Brasileira e quem sabe com um gostinho de até breve!!! Agradeço de todo meu coração principalmente a vc Ze Roberto pelo suporte todos esses anos, pela confiança e principalmente por ter sido meu braço direito, esquerdo e minhas pernas nesse retorno as quadras!!! Sem vc e sua família a história seria outra, talvez sem esse final feliz!!!! Obrigada a todos q torcem por mim, e q me enchem de carinho, vcs são e sempre serão fundamentais na minha carreira!

A post shared by Thaisa Daher (@daherthaisa) on

Camila Brait

A líbero anunciou em julho de 2016 que não defenderia mais o Brasil após ter sido cortada próximo às Olimpíadas em duas ocasiões seguidas, antes dos Jogos de Londres-2012 e da edição do Rio-2016. Neste ano, após convocação surpreendente de Zé Roberto, ela alegou que precisaria de tempo para reavaliar a nova oportunidade.

View this post on Instagram

Antes de tudo, quero deixar aqui registrada minha gratidão ao Luizomar, ao Osasco e sua torcida maravilhosa que sempre confiaram em mim. Daqui a pouco temos uma nova temporada juntos. #maisosascodoquenunca 🏐😃 Sobre a convocação 🇧🇷, estou feliz em ter o esforço do meu trabalho reconhecido novamente. Confesso que no curto prazo meu objetivo era somente voltar a jogar em alto nível e dar a Alice o amor e a atenção que ela merece.💕 Não existe meio termo no esporte, principalmente na seleção. Ou se está 100% de corpo, mente e alma ou não se está. Nos 8 anos que estive lá, deixei o máximo da minha dedicação e esforço e, não gostaria de mudar isso. Conversei com o Zé, falamos de decisões, escolhas e eu pedi um tempo pra entender como seriam essas possíveis mudanças na minha vida atual, então, não me junto ao grupo. Agora é tempo de pensar com calma, mas estou honrada em saber que as portas estão abertas pra mim. 😘😘 #cbrait #atletammssports #volei #volleyball #voleifeminino

A post shared by Camila Brait ☘️🌸 (@cbrait) on

Dani Lins

Aos 34 anos, a levantadora que defendeu o Barueri na Superliga pediu para não servir a Seleção Brasileira durante 2019 para cuidar da saúde, pois sofreu “um ano com muitas dores” na coluna. Em 2018, ela voltou às quadras em um tempo curto após o nascimento da filha, Lara.

View this post on Instagram

Bom dia pessoal, sei que o momento não é dos melhores pra isso, mas também estou anunciando minha dispensa da Seleção, pra este ano. Já conversei com o Zé Roberto, agradeci imensamente por ele entender quando disse que precisaria cuidar do meu corpo, pois foi um ano com muitas dores e ele acompanhou de perto isso. Agradeci tbm pela confiança no meu trabalho. Mas agora preciso cuidar da minha saúde. Vocês viram que fiz o máximo para voltar o quanto antes da gravidez da Lara. Fiz parte da Seleção de Novas, me dediquei ao máximo pra estar bem na Seleção, me juntei ao Hinode e dei meu melhor em todos os momentos. Agora vou me concentrar na minha parte física, pois ainda quero dar muitas alegrias à torcida. Tem muita lenha pra queimar ainda! Vamos torcer juntos pela Seleção! Bjao pra todos e boa semana!!

A post shared by Dani Lins Oficial (@danilins3) on

Tássia Sthael

Foi a segunda líbero que recusou a convocação alegando problemas de saúde familiar. A jogadora de 30 anos defendeu a Seleção Brasileira pela primeira vez em 2018 e voltou a ser lembrada por Zé Roberto após temporada pelo Sesi-Bauru.

View this post on Instagram

Ano passado tive a grata oportunidade de defender meu país pela primeira vez, foi uma experiência inesquecível. Fico extremamente feliz de ver meu trabalho sendo valorizado mesmo sabendo que tenho muito a crescer. Infelizmente não vou poder estar junto ao grupo por motivo de saúde familiar. Conversei com o Zé Roberto, agradeci imensamente essa oportunidade, mas nesse momento preciso estar com minha família. A seleção é e sempre foi um sonho. Me entristece não conseguir ser, neste momento, uma atleta que atenderia a tudo que a seleção merece. Desejo às meninas que se apresentarão à seleção neste ano, uma temporada vitoriosa de muitas conquistas ao nosso Brasil! #voleifeminino #brasil 🇧🇷🏐

A post shared by Tássia Sthael (@tassiasthael) on

Adenízia

A central declarou que o principal motivo de dar um tempo da Seleção Brasileira foi para ficar mais perto da família e dos pais, que estão idosos. A decisão, porém, deixou em aberto uma possível volta no futuro.

Gabriela Cândido

A sexta a pedir dispensa neste ano explicou que passa por um momento de saúde delicado, em que enfrenta síndrome do pânico. A ponteira do Sesi/Bauru substituiu dispensas na Copa Pan-Americana em 2018.

View this post on Instagram

Sirvo a seleção brasileira de base com muito orgulho desde 2012. NUNCA (e quem me conhece sabe e pode afirmar) deixei de dar todos os dias o melhor de mim. Sou imensamente grata ao Zé Roberto pelo reconhecimento do meu trabalho. Sou imansamente grata ao meu técnico Anderson e ao SESI Bauru que me ajudaram a terminar a temporada da melhor maneira que eu poderia. Não devo satisfação há NENHUM de vocês, mas já que vocês gostam TANTO de nos julgar, por motivos que não cabem a vocês eu vou explicar resumidamente o porquê de eu não ter me apresentado. Tenho uma doença chamada síndrome do pânico; ou seja “crises repentinas de ansiedade aguda, marcadas por muito medo e desespero, associadas a sintomas físicos e emocionais aterrorizantes.” para que entendam melhor. Estar na seleção e uma cobrança muito grande, pressão, viagens longas, quantidade alta de treinamentos, cortes, tudo o que deixa ansiosa e faz atacar minha doença. Estou me tratando há dois anos. Mas não existe 100% de cura para esse tipo de doença. Ela vem e volta quando quer. Quando eu permito. Mas as vezes esse “permitir” foge do meu controle. Em 2017, no mundial Sub 23 fui atacada por essa crise. Não consegui jogar um jogo sequer do campeonato no qual eu tanto esperei e treinei para representar meu país. Em 2018 na copa pan americana na qual eu fui chamada para seleção novamente a história se repetiu. Não conseguia ficar sozinha. Não conseguia tomar banho de porta fechada sozinha; alguém sempre tinha que estar conversando comigo. Alguém chegava atrás de mim e eu me assustava. Vocês gostam de ler isso? Não? Eu não gosto de passar por isso. Imagina você viver 24h do seu dia amedrontada por sua própria sombra. Imagine só você não conseguir andar sozinha e se sentir imprestável como eu me sentia. Sentia que só dava trabalho para os outros, que deixavam de viver a vida deles pra cuidar de mim. Fui me apresentar no SESI Bauru somente dois meses depois do campeonato da seleção porque eu não tinha condições de sair da minha cama. Por medo. *continua próxima foto*

A post shared by Gabriela Candido (@gabiicandido) on

Drussyla

A ponteira Drussyla foi dispensada por “questões médicas”. A jogadora perdeu grande parte da fase de classificação por conta de uma fratura por estresse na tíbia da perna direita. Ela precisou se afastar dos trabalhos físicos mais intensos e evitou saltos durante um tratamento mais conservador, escolhido para não correr risco de uma ausência ainda maior.

Drussyla vôlei Seleção Brasileira feminina de vôlei
Reprodução/Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*