Gol de Everton encerrou 44 anos de jejum do Flamengo em São Januário. Foto: Gilvan de Souza/Flamengo
Everton Gol de Everton encerrou 44 anos de jejum do Flamengo em São Januário. Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

10 pitacos do fim de semana sobre futebol candango, brasileiro e internacional

Publicado em Esporte

1. Brasil 9 x 9 Alemanha
Com a demissão de Eduardo Baptista pelo Atlético-PR, o Brasileirão deste ano contabiliza nove trocas de técnico. Estamos apenas na 12ª rodada. A última temporada inteirinho do Campeonato Alemão teve nove trocas de comando. O recorde entre as cinco principais ligas da Europa foram 12 mudanças no Italiano e no Espanhol. Levante a mão quem duvida de que o Brasileirão deixará Serie A e La Liga para trás antes da virada de turno…

Anota aí
Trocas de técnico nas 5 principais ligas da Europa
Temporada: 2016/2017
Campeonato Italiano: 12
Campeonato Espanhol: 12
Campeonato Alemão: 9
Campeonato Francês: 7
Campeonato Inglês: 6

 

2. ER7
Everton Ribeiro tem quatro jogos com a camisa do Flamengo: três assistências e um gol. Impressionante como ele ajeitou o lado direito do ataque rubro-negro. Se continuar assim, tem tudo para entrar na briga com o companheiro de time Diego, e Lucas Lima, do Santos, por uma vaga na Seleção. Que jogada no lance do gol do xará na vitória sobre o Vasco. Como era esperado, o time cruz-maltino sentiu muito as ausências de Jean e Douglas. Um desarma, o outro cria. São peças importantíssimas. Sobre a confusão em São Januário, há um post no sábado e outro nesta segunda-feira aqui no blog sobre a polêmica do fim de semana.

 

3. No lugar certo na hora certa
Time organizado consagra atacante. Jô está sabendo tirar proveito do sistema tático de Fabio Carille. Antes, era o artilheiro dos clássicos. Agora, também é dos jogos pequenos. Brilhou na vitória sobre a Ponte Preta. Jô começa a brigar com Rodriguinho e Jadson pelo papel de protagonista do líder disparado do Brasileirão. É o goleador da equipe no ano com 13 bolas na rede. E pensar que, até pouco tempo, ninguém queria o centroavante. Lembra que ele ficou um ano sem fazer gol? Que sorte a do presidente Roberto de Andrade.

 

4. Problemas para o Tite
Impressionante a quantidade de goleiros pegadores de pênalti no futebol brasileiro. Neste fim de semana, Cássio (Corinthians), Jefferson (Botafogo) e Douglas Friedreich (Avaí) deram show. Victor chegou a defender a cobrança de Roger, que aproveitou o rebote no gol do empate do Glorioso, em casa, contra o Atlético-MG. No total, 36 pênaltis marcados nesta Série A, sete deles defendidos. Cássio e Jefferson começam a entrar no radar de Tite, hein… Basta lembrar que Jefferson foi reserva de Julio César na Copa de 2014, era titular de Dunga e dá tempo de ter uma oportunidade com Tite. Por que não?

 

5. O cara do Mano
Quando Thiago Neves foi contratado, lembrei aqui no blog que o técnico Mano Menezes gosta dele desde o período em que trabalhou na Seleção. Thiago Neves foi o camisa 10 de Mano em um Superclássico das Américas contra a Argentina. O meia vai assumindo o protagonismo no Cruzeiro. Afinal, foi contratado a dedo por Mano justamente para isso. Na vitória sobre o Palmeiras, fez o quinto gol nos últimos cinco jogos com a camisa celeste. Antes, havia marcado contra Grêmio, Coritiba, Palmeiras e Atlético-MG. Thiago Neves está na briga para ser o artilheiro do time no ano. Tem 11. Faltam dois para alcançar Ábila.

 

6. Panela velha
Técnico mais velho do Campeonato Brasileiro, Vanderlei Luxemburgo está na zona de classificação para a Copa Libertadores da América. Três vitórias consecutivas no Sport, a última delas nesta terça, alçaram o clube pernambucano ao G-6. Luxemburgo assumiu o time no Z-4. Está no G-6 do Brasileirão e em vantagem no duelo com o Arsenal pela segunda fase da Copa Sul-Americana. Luxemburgo só precisa perir rapidamente à diretoria para dar um capítulo final para a novela Diego Souza.

 

7. Pode pagar caro
Se não for campeão brasileiro, o Grêmio pagará caro por duas derrotas absurdas. A primeira delas para o Sport, quando Renato Gaúcho usou o time C na Ilha do Retiro. Achei exagero. A segunda, para o Avaí, dentro de casa. Com todo o respeito ao time catarinense, o resultado tricolor é imperdoável. Ok, o goleiro Douglas pegou até pensamento, o Grêmio tem todo o direito de jogar mal, mas, até jogando pessimamente mal, é inaceitável não bater o Avaí. Pior do que o resultado é Renato Gaúcho dizer que uma hora dessas alguém vai alcançar o Corinthians, que o líder não vai vencer sempre… Quem assegura?

 

8. Escola catarinense
Ao que parece, a terra de Gustavo Kuerten, agora, também coloca bons técnicos no mercado. O G-4 tem dois técnicos nascidos em Santa Catarina. Gilmar dal Pozzo é o comandante do Juventude, líder isolado da Série B do Campeonato Brasileiro. Gilmar Dal Pozzo nasceu em Quilombo. O Vila Nova vai se segurando na quarta posição sob a batuta de Hemerson Maria, natual de Florianópolis. Liderado pelo paulista Guto Ferreira, o Inter continua alimentando na torcida o medo de que pode, sim, ficar na Série B. O colorado não engrena. Perde pontos onde não deve, o Beira-Rio. E terá um jogo chave contra o Ceará.

 

9. É só não inventar problema…
Muito bacana a vitória alvinegra sobre o Comercial-MS no duelo de ida da segunda fase da Série C do Campeonato Brasileiro. Excelente vantagem para o duelo de volta. Que a diretoria do Gato não arranje problema nesta semana para atrapalhar o time. Barrou Michel Platini na final do Candangão contra o Brasiliense e dispensou Romarinho há três semanas, por causa de um pré-contrato com o Brasiliense. Era para ter segurado o jogador até o fim da Série D e depois deixaria Romarinho seguir a vida no arquirrival.

 

10. Sucesso de público
Um sucesso a primeira rodada da Copa Ouro da Concacaf. A média de público foi de 42.190 pagantes nas seis partidas. O torneio é disputado de uma forma curiosa. Os dois primeiros jogos de cada uma das três chaves foram disputados no mesmo estádio, um na preliminar e outro como partida principal. O público na Red Bull Arena, em Harrison, foi de 25.817 para os duelos entre Guiana Francesa e Canadá e Honduras e Costa Rica. A plateia das partidas entre EUA e Panamá e Martinica e Nicarágua, no Nissan Stadium, em Nashville, foi de 47.622. Ninguém arrastou mais torcedores na estreia do que México x El Salvador e Curaçao e Jamaica: 53.133 pagantes. É público de Copa do Mundo. EUA, Canadá e México querem recebê-lo em 2026, quando o torneio passará a ter 48 seleções.