Erramos

Publicado em Deixe um comentárioErramos, Geral

  O perigo mora na preposição. Vale o exemplo da pág. 6. Ali está: “Os tucanos chegaram em Brasília dispostos a esperar pelo horário gratuito”. Chegar em? É um perigo. Corremos o risco de não chegar a nenhum lugar. A razão: quem chega chega a algum lugar: Os tucanos chegaram a Brasília dispostos a esperar pelo horário gratuito.

Ganhar e perder

Publicado em Deixe um comentárioGeral

  Importante não é ganhar. É competir. Na prática esportiva, há três resultados possíveis. Um: ganhar. Outro: empatar. O indesejado: perder. Ganhe, empate ou perca, seja elegante. Use a preposição correta:   O time ganha de outro por ou de: O Brasil ganhou da Argentina por 3 a 0 (ou de 3 a 0).   O time perde para outro por ou de: A argentina […]

Show de competição

Publicado em Deixe um comentárioGeral

  Alguns dizem Olimpíada. Outros, Olimpíadas. E daí? O dicionário diz que existem as duas formas com o mesmo sentido. É só escolher. E vibrar. Na Olimpíada ou nas Olimpíadas, os atletas ultrapassarão os próprios limites. Nós vamos torcer. Primeiro pelos brasileiros. Depois, pelos melhores. Afinal, segundo dizem, o importante é competir. Ganhar á conseqüência.   

Pra lá de magra

Publicado em Deixe um comentárioGeral

  Isabella encontrou Cristina no banheiro do shopping.Olhou-a de alto a baixo. Depois, não resistiu:   — Você está macérrima.   — Amiga, fechei a boca. E malho duas horas por dia. O resultado só podia ser este. Fiquei magérrima. Magríssima da silva. Minha auto-estima está nas alturas.   Macérrima, magérrima ou magríssima? Qual superlativo nota mil? A língua é um sistema de possibilidades. Generosa, […]

Erramos

Publicado em Deixe um comentárioErramos, Geral

  “…como o Ribeirão Sozinha é caudaloso, é possível que os sacos plásticos tenham afundado e estão começando a emergir”, escrevemos na pág. 8. A discriminação não procede. O “é possível” se refere aos dois enunciados. Ambos pedem o subjuntivo: … como o Ribeirão Sozinha é caudaloso, é possível que os sacos plásticos tenham afundado e estejam começando a emergir.

O capricho da vírgula

Publicado em Deixe um comentárioGeral

  Ops! Que falta a vírgula faz! Duvida? Leia esta passagem publicada na pág. 52 da Veja: “Athos Bulcão conheceu Niemeyer em 1943, ano em que eles inauguraram sua longa parceria no Teatro Municipal de Belo Horizonte. O arquiteto deveria reformar o edifício e o artista, cobri-lo de azulejos”.     Viu? Na primeira leitura, temos a impressão de que o arquiteto deveria reformar o edifício e […]

Pela metade

Publicado em Deixe um comentárioGeral

  Talita leu o anúncio. Correu pro cabeleireiro. O cabelo, em vez de lisíssimo, ficou meio lá, meio cá. Culpa da propaganda. Super liso não existe. A forma é superliso. A razão: o prefixo super, carente, adora colar-se à palavra que o acompanha: supermercado, superdieta, superético, supersensível.   Exceção? Quando se junta a palavras iniciadas por h e r, pede hífen. Assim: super-homem, super-humano, super-região, […]

Ninguém entendeu

Publicado em Deixe um comentárioGeral

  Golpes não faltam. Um deles pegou estudantes do Distrito Federal pelo pé. Espertinhos ofereciam estágios em troca de R$ 10. Usaram o nome da Secretaria de Educação pra dar credibilidade à tramóia. A imprensa divulgou o caso. Ouvido, o secretário de Educação declarou ao Bom-Dia DF sem corar:   — A Secretaria de Educação não intermedia cursos.   Ninguém entendeu. Sabe por quê? A […]

Contagem regressiva

Publicado em Deixe um comentárioGeral

      Ufa! No dia 8, às 8h, começam as Olimpíadas de Pequim. Quem conhece o perfeccionismo e a determinação chineses não duvida. Serão os mais esplêndidos jogos de todos os tempos. Por isso a imprensa adotou a contagem regressiva. Recorre, então, a duas estruturas. Ambas verdadeiras ciladas.     Uma: o verbo faltar. Quando o sujeito vem posposto, não dá outra. Pisa-se a […]