Aconteceu na rádio de Sorocaba

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    Locutor: — Quem ligar agora e fizer uma frase com uma palavra que não exista no dicionário, ganha duas entradas para o cinema.   — Alô! Quem é?   Ouvinte: — Sérgio, do Jardim Magnólia.   Locutor: — Olá, Sérgio. Já conhece a brincadeira ? Qual a sua palavra?   Ouvinte: — A palavra é vaice.   Locutor: — Vaice? Como se escreve […]

Virou notícia

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  João Jr. leu. Duvidou dos próprios olhos. Leu de novo. Era verdade. Estava lá, na capa do Diário do Sul: ‘‘Cadáver encontrado morto em Sangão’’. Depois do susto, ele deu gargalhadas. E concluiu: se alguém encontrar um cadáver vivo, dê asas aos pés. É assombração.

Pra lá e pra cá

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  Pra é forma preguiçosa da preposição para. Uma e outra se usam do mesmo jeitinho: Vou para São Paulo.Vou pra São Paulo.Vai para lá e para cá.Vai pra lá e pra cá. Pra frente, Brasil.Vou me embora pra Pasárgada.Vou me embora para Pasárgada.   Viu? As duas são átonas. Não aceitam grampinho nem com reza braba. Xô! Xô! Xô!

Como é?

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 Lúcia Faria leu “semi-analfabeto”. Achou esquisito. “No meu entender”, disse ela, “ou se é analfabeto ou alfabetizado. Talvez semi-alfabetizado. Certo?”   Certíssimo. Semi-analfabeto joga no time do “mais ou menos grávida”. A pessoa pode ter sido mal-alfabetizada. Daí o semi-alfabetizada.                        

É começar

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  Rafael adora ler ler faixas e cartazes. Mas eles não se entendem. A grande vítima é a locução a partir. Ora as duas palavras aparecem escritas juntas. Ora separadas. Qual é a delas?  Guarde isto, Rafael: a partir quer dizer a começar. Ninguém escreve a começar junto. A partir vai atrás. O a pra cá, o partir pra lá: Compre e pague a partir de […]

Qual é a dela?

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  Volta e meia pinta a expressão não obstante. Ela impressiona, mas confunde. Quer usar a duplinha? Então vale a pena ganhar intimidade com ela.   Não obstante tem idéia adversativa. Joga no time do mas, porém, todavia, contudo, apesar de, no entanto: Não obstante a proibição, motoristas continuam a dirigir embriagados. Não obstante o atraso, o público aplaudiu o cantor. Não obstante o cansaço, […]

Do Cairo

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  Rubem Braga escreveu muitas crônicas. Uma ficou famosa. É “Nascer no Cairo, ser fêmea de cupim”. Ao longo do texto, ele faz várias perguntas. Uma delas: como se chama quem nasce no Cairo? A resposta quebrou a cabeça de muita gente. Ei-la: é cairota.