Três regências do verbo proibir

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Você proíbe alguém ou proíbe a alguém? Depende. Proibir tem três regências. Uma: Proíbe-se alguma coisa: A lei proíbe o aborto. Outra: Proíbe-se alguém de alguma coisa: O pai proibiu o filho de sair. A última: proíbe-se alguma coisa a alguém: Proibiu ao funcionário que falasse na reunião. Ufa! Com tanta versatilidade, um cuidado se impõe. Diante de proibir, não vale bobear. Em vez de […]

Recorde e recordes

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Você sabia? O adjetivo recorde é invariável. Não tem masculino, feminino, singular ou plural. Com ele só o sempre igual tem a vez: tempo recorde, tempos recorde, venda recorde, vendas recorde. Abra o olho. Falamos de adjetivo. O substantivo não tem nada com isso. Flexiona-se em número: O recorde de vendas, os recordes de venda. No concurso bata todos os recordes. Faça pontos recorde e […]

O, A ou LHE? Questão de regência

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O, a ou lhe? Depende da regência. Lhe funciona como objeto indireto. Serve de complemento de um verbo transitivo indireto. O e A têm a função de objeto direto. Completam o sentido de um verbo transitivo direto. Como descobrir o time do verbo? É fácil. Basta aplicar o macete. Veja como a coisa funciona: Paulo estuda a lição. A gente estuda alguma coisa. Entre o […]

Internet e Facebook — nomes próprios ou comuns?

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Internet nasceu substantivo próprio. Escrevia-se com a inicial grandona. Com o tempo, tornou-se nome de mídia como jornal, rádio, tevê. Tornou-se vira-lata: Obtenho informações no jornal, no rádio, na tevê e na internet. Facebook joga em outro time. É nome próprio como Instagram, WhatsApp, You Tube, TV Brasília, TV Globo, Correio Braziliense, Estado de Minas, Diário de Pernambuco. Daí a inicial com pedigree.

Erramos

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“Brasil afora me indaga porque a Globo quer derrubar o governo”, escrevemos na pág. 14. Ops! Pisamos no porquê. Quando a conjunção for substituível por a razão pela qual, vira duplinha (por que). Melhor fazer as pazes com a gramática: Brasil afora me indaga por que (a razão pela qual) a Globo quer derrubar o governo.

Reler o texto: quantas vezes?

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Quantas vezes se deve reler o texto? Pelo menos cinco. A releitura tem quatro funções. Uma: checar as informações. Duas: corrigir os erros gramaticais. Três: eliminar as repetições. Quatro: cortar o desnecessário. Aí, aconselham os manuais, seja impiedoso. Ante a menor dúvida de redundância, pare, leia, corte. Pronto: usufrua o prazer de ter escrito um texto nota mil. Palmas pra você.

Onde e em que

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“No momento onde o Brasil vive crise política”, disse o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em entrevista à GloboNews. Que não o tenham escutado os colegas. Eles sabem que onde indica lugar físico. Daí por que Gonçalves Dias escreveu: “Minha terra tem palmeiras / onde canta o sabiá”. Não é lugar físico? Venha, duplinha em que: No momento em que o Brasil […]

Vultoso e vultuoso

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Ninguém se surpreendeu. O ex-governador do Rio Sérgio Cabral desviou milhões de dólares para o exterior. A surpresa veio com a declaração da procuradora fluminense. A moça falou em “vultuosos” valores. Valha-nos, Deus. Na empolgação, ela esqueceu que uma letra faz a diferença. Confundiu vultoso (alto, elevado) com vultuoso (atacado de vultuosidade — congestão facial).