Palavras com duas e três caras

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Jano é um deus pra lá de poderoso. Mais poderoso que Superman, Batmam, Fantasma, He Man, Jaspier e Power Ragers juntos. Tão poderoso que se tornou dono do tempo. Vê tudo o que passou. E tudo o que vai passar. Como? O poderoso senhor tem duas caras. Uma olha para trás. Vê o passado. A outra olha pra frente. Enxerga o futuro. Quando termina o […]

Ruir: eu ruo? Nãoooooooooooo

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Eta verbinho preguiçoso. O boa-vida joga no time dos defectivos. Não se conjuga em todas as pessoas, tempos e modos. Amante da eufonia, quer soar bonito. Por isso só se flexiona nas formas em que o u é seguido de e e i. Eu ruo? Que eu rua? Nem pensar. Melhor: ele rui, nós ruímos, eles ruem, ele ruiu, ele ruía, você ruiria, ela ruirá […]

Assistir ou assistir a? Depende

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 Socorro!, gritam os atingidos pelas chuvas. Parentes, amigos, população e governo conjugam o verbo assistir. Ops! Assistir ou assistir a? No caso, é prestar assistência. Transitivo direto, o trissílabo dispensa intermediários. Vai direto à ajuda: O governo assiste os necessitados. O médico assiste o doente. Os bombeiros assistiram os moradores das casas alagadas. Assistir a joga em outro time. Quer dizer presenciar, estar presente: Assisti […]

Verbos impessoais: chover e cia.

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Chover joga no time de ventar, trovejar, nevar, amanhecer, anoitecer. Por indicarem fenômenos da natureza, eles só se conjugam na 3ª pessoa do singular: Chove sem parar. Ventou muito ontem à noite. Amanhece cedo no verão. Sempre troveja quando chove?  A língua detesta monotonia. Por isso recorre ao sentido figurado. Aí seres orgulhosos entram na vala comum. Concordam com o sujeito em pessoa e número: […]

Olhos verde-claros ou verdes-claros?

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Maria, quando fala, olha fundo nos olhos da pessoa. Com o tempo, se deu conta de que existem poucos olhos iguais. Há mil e uma nuanças que diferenciam uns de outros. Surgiu, então, uma dúvida. Por que, no plural dos adjetivos indicadores de cor, só claro e escuro se flexionam? As outras indicações de tonalidade ficam invariáveis. O mistério tem um porquê? Tem. É a velha história dos adjetivos […]

Hífen: blá-blá-blá, tim-tim e cia.

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Au-au. É o cão que late. Miau-miau. É o gato que mia. Glu-glu. É o peru que gluglujeia. Có-có. É a galinha que cacareja. Chuá-chuá. É a água que cai. Tique-taque. É o relógio que marca as horas. As palavras que reproduzem o som de vozes ou ruídos recebem nome pra lá de pomposo. É onomatopeia. O adjetivo dela derivado tem duas formas – onomatopeico, […]