Crase 3: casa, terra

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Ferreira Gullar acertou ao dizer que “a crase não foi feita pra humilhar ninguém”. Mas fez vistas grossas pra pormenor importante. O sinalzinho dá um senhor nó nos miolos. Pra desatá-lo, só há uma saída — ficar de olho no artigo. É ele que promove os rolezinhos. Cheio de manhas, faz de conta que está presente. Mas não está. Ou vice-versa. Finge que se encontra lá, juntinho […]

Crase 2: pronome de tratamento

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Pronome de tratamento começado por Vossa ou Sua tem alergia ao artigo. Sem ele, adeus, crase: Dirijo-me a Vossa Senhoria para apresentar a proposta de prestação de serviços. Encaminho a Vossa Excelência o documento solicitado. Digo a V. Sª que o livro está esgotado. O presidente fez referência a Sua Excelência para justificar a resposta. É isso. Com pronomes de tratamento começados com Vossa e Sua, xô, […]

Crase 1: o porquê do acento

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“A crase não foi feita pra humilhar ninguém”, disse F. Gullar. Foi feita pra indicar a união de dois aa. O a pode ser artigo (a casa) ou a 1ª sílaba do pronome demonstrativo aquele, aquilo. Só substantivo feminino é antecedido do artigo a. Daí por que só ocorre crase antes de quem usa batom e saia. Com crase ou sem crase? Na dúvida, recorra ao […]

Regência: implicar

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“Juíza federal atendeu a pedido da Defensoria Pública da União, que destacou que a crise do novo coronavírus implica em prejuízo ao ensino da rede pública”, escreveu o site do Estadão. Cochilou. Na sonolência, esqueceu pormenor importante. Implicar implica e complica. Tem três regências: 1.No sentido de produzir como consequência, é transitivo direto. Não pede preposição: Juíza federal atendeu a pedido da Defensoria Pública da […]

Pleonasmo: limite máximo, piso mínimo

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“Atingimos o limite máximo de ocupação de UTIs em cinco unidades da Federação”, diz a notícia. Viu? Desperdiçou palavras. Limite máximo joga no time de teto máximo e piso mínimo. O adjetivo sobra. O limite é sempre máximo, o teto também. O piso é sempre mínimo. Os adjetivos não têm vez: Atingimos o limite de ocupação de UTIs em cinco unidades da Federação. Com a […]

Pronomes de tratamento exigem verbo na 3ª pessoa: por quê?

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Porque não são pronomes pessoais. Os pessoais são as próprias pessoas. Daí o nome. Eu e nós emitem mensagens (falam ou escrevem). Formam o time das primeironas. Tu e vós recebem as mensagens (escutam ou leem). Compõem a equipe das segundonas. Ele e eles são a mensagem (o assunto). O verbo, vassalo das donas do discurso, concorda com elas em pessoa e número: eu falo, […]