Que diferença!

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  “Tamanho não é documento”, diz o povo sabido. Com razão. Vale o exemplo da pág. 2 do Correio Braziliense: “Haverá segundo turno nas cidades com mais de 200 mil habitantes em que nenhum candidato tenha atingido maioria de votos em primeiro turno”. Ao escrever em primeiro turno, dizemos que há mais de um primeiro turno nas eleições. Falso. Só há um. Vem, artigo: Haverá […]

Quebra-cabeça

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    A frase que enche professores e alunos de orgulho é:   a. Até agora, a lei não vigeu. Se não viger até o fim do ano, não vigerá mais. b. Até agora, a lei não vigiu. Se não vigir até o fim do ano, não vigirá mais.   Resposta Marcou a letra a? Pra lá de certo. Viger pertence à 2ª conjugação. Conjuga-se […]

O maltratado

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    Todos o amam. Todos o querem. Mas poucos o respeitam. Sem cerimônia e sem vergonha, mudam-lhe a conjugação. A vítima é o verbo viger. Advogados, juízes, ministros não o poupam. Flexionam-no como se pertencesse à 3ª conjugação. Ele esperneia. Em vão.   Vigir não existe. A forma é viger: O novo salário vai viger a partir de maio. A lei não pode ser […]

Cadê o convite para enterro?

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  Vanda Célia, de Brasília, escreve: “Independentemente morreu? Se partiu desta pra melhor, foi viagem clandestina. Os cultores da língua não choraram a perda, nem acompanharam o enterro. Protesto. Vamos respeitar as exéquias”.   Guarde as lágrimas, Vanda. Embora muitos desconheçam o fato, independentemente está vivinho da silva. Há os que o confundem com independente. Bobeiam. As duas palavras têm função pra lá de definida. […]

Quem entende?

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  Ganha um bombom Godiva quem entender este trecho publicado na pág. 8 do caderno de Turismo: “Pelotas tem muito prestígio como cidade de doces e de tantas outras coisas. Tem história, charme e está ficando cada vez mais bonita com a restauração dos seus casarões do início do século 20, à Lagoa dos Patos, à praia do Laranjal e à hospitalidade dos seus moradores”.

Apelação

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  Salvatore Cacciola não agüenta a hospedagem em Bangu 8. Quer cair fora. Como? Apela. Eta verbo que não perde atualidade. Apela-se. Apela-se da decisão. Apela-se para Deus. Para o Diabo. Ou para a ignorância. Em qualquer apelo, cuidado com a regência. A preposição faz a diferença.   Na acepção de entrar com recurso (pedido de reconsideração), é a vez da preposição de: O advogado de […]

Quero saber

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  Raul de Araújo Carneiro escreve: “Na minha modestíssima opinião, quem tem espinha é peixe e quem tem espinho é planta. É claro que não estou falando da acne dos adolescentes. Estou circunscrito ao muito em voga aqui pelo Centro-Oeste, onde se ouve a torto e a direito “este peixe tem espinho”. Errado, não?”   Você tem razão. A roseira tem espinho; o peixe, espinha.