5 — Seja fácil

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No mundo de corre-corre, queremos textos curtos, precisos e prazerosos. Rapidez de leitura fisga. Pra chegar lá, opte por palavras familiares. As longas e pomposas são pragas. Em épocas passadas, quando a língua era instrumento de exibição, elas gozavam de enorme prestígio. Falar difícil dava mostras de erudição. Impressionava. Hoje a realidade mudou. Impõe-se informar — rápido e bem.            

Sem dilema

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  O vermelho desbotou. Culpa do Internacional. O time gaúcho caiu pra segunda divisão. Com a queda, velho dilema deixou de existir. Papai Noel se vestirá de azul, cor do Grêmio, velho rival do Colorado. Ao descrever a partida, narradores repetiam minuto após minuto o adjetivo ruim. Deram o recado, mas tropeçaram na pronúncia. Ruim rima com arlequim. Ou gergelim. Ou Joaquim. A sílaba forte […]

Mérito

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 É excelência pra lá, excelência pra cá. Magnífico pra lá, magnífico pra cá. Meritíssimo pra lá, meritíssimo pra cá. Ops! Meritíssimo é o tratamento dado a juiz. Cuidado com a troca de letra. Se você disser ou escrever “meretíssimo”, ofende Sua Excelência. O pobre ezinho no lugar errado lembra meretriz. É cadeia certa.    

Manhas do haver

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Alguém disse que a língua é um sistema de ciladas. Pensava, com certeza, no haver. O verbo ora é pessoal. Conjuga-se em todas as pessoas. Ora, impessoal. Só se flexiona na 3ª pessoa do singular. Lidar com ele parece difícil. Mas não é. Basta entender-lhe as manhas. Uma vez conhecidas, fica a certeza: o leão é manso como o gatinho lá de casa. Pessoal O […]

Diquinhas do folclore 2

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Boitatá, o guardião da floresta Boitatá era uma cobra muito esperta. Por isso se deu bem quando uma grande tragédia se abateu sobre a floresta. De repente, o dia ficou noite. Confusos, o sol, a lua e as estrelas sumiram do céu. Caiu então uma baita tempestade. Na escuridão, ninguém enxergava nada. As águas subiam. Homens e bichos procuravam lugar pra se proteger. Boitatá encontrou […]