Xô! Xô! Xô!

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  Verbo, o senhor da fala 66 — abolir O verbo da moda? É abolir. O GDF aboliu o vale-transporte de papel. Agora é cartão magnético. A lei seca aboliu a venda de bebidas alcoólicas nas rodovias. Também aboliu o fumo em recintos fechados. O Supremo Tribunal Federal aboliu o uso das algemas para levar alguém pra cadeia ou pra interrogatórios e julgamentos. A regra tem […]

Pai é pai e algo mais

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  No latim, genitor era pater. Virou padre no português. Como quem fica parado é poste, mudou de forma ao longo do tempo. Especializou-se. Padre passou a designar o sacerdote da igreja católica. Pai, o homem que gera filho. Meninos e meninas carinhosos o chamam de paizinho, painho ou paizão. Os tempos modernos lhe ampliaram o papel. Se necessário, ele também desempenha a função de mãe. […]

O bondinho do Pão de Açúcar

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    Márcio Cotrim   Antes, falemos do berço da expressão pão de açúcar. Ela vem do tupi pau-nh-açuquã, nome dado pelos tamoios, primitivos habitantes da baía da Guanabara. Significa morro alto, isolado, pontudo. Segundo Vieira Fazenda, no apogeu do cultivo da cana-de-açúcar no Brasil, depois da cana espremida, fervida e com o caldo apurado, os blocos de açúcar ganhavam um aspecto de sino de […]

A oitava maravilha da língua

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    No grupo de terapia, falava-se de números. Entre eles, destacou-se o cabalístico sete. Sete são os dias da semana. Sete são os pecados capitais. Sete são as colinas de Roma. Sete são os portais que a alma atravessa até chegar ao céu. Sete são as vidas do gato. Sete são as maravilhas do mundo.   — E o oito?, perguntou Lia Maria.   […]

Mulher mata marido

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  Viu? A mulher esperou o marido dormir. Quando ele caiu no sono, ela deu um tiro na cabeça dele. O homem se foi. Ela ligou pra polícia e contou a arte. Os fardados chegaram à cena do crime. Ops! Surpresa! Encontraram 34 armas. Entre elas, havia fuzis, revólveres, pistolas, espingardas, metralhadoras.   A imprensa noticiou. Jornais escreveram arsenal “de armas”. Bobearam. Todo arsenal é de […]

As lebres e as rãs — o egoísmo

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  Era uma vez…   As lebres viviam assustadas. Se ouviam os passos de um animal na floresta, tremiam de medo. Se o vento soprava forte, se arrepiavam. Se trovoadas ecoavam no céu, corriam pra baixo da cama.   — Isso não é vida, disse a mais velha. É melhor morrer. Vamos nos jogar no abismo?   Todas concordaram. Sem pensar duas vezes, correram a […]

Erramos

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  “Entre os presentes ao ato, estava o coronel reformado do Exército, Carlos Alberto Brilhante Ustra”, escrevemos na pág. 8. Reparou? A vírgula dá um recado. Diz que o Exército só tem um coronel reformado. Falso, não? Tem vários. O nome, então, é termo restritivo. Xô, intrusa: Entre os presentes ao ato, estava o coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra.

À luta

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  Competir é o verbo. Como conjugá-lo? O trissílabo joga no time de preferir, aderir e vestir. Flexiona-se do mesmo jeitinho: eu prefiro (compito, adiro, visto), ele prefere (compete, adere, veste), nós preferimos (competimos, aderimos, vestimos), eles preferem (competem, aderem, vestem); (que) eu prefira (compita, adira, vista), ele prefira (compita, adira, vista), nós prefiramos (compitamos, adiramos, vistamos), eles prefiram (compitam, adiram, vistam). E por aí […]

De Pequim

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  A capital da China hospedará as Olimpíadas de 2008. Por isso um adjetivo ganhará as manchetes. Trata-se de pequinês. O mesmo pequinês da raça do cachorrinho de cara achatada e olhos arregalados. Ele se chama pequinês porque veio de Pequim. 

Jogo sujo

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  Os Jogos Olímpicos se caracterizam pela exposição do atleta aos limites da força humana. Não vale recorrer a substâncias estimulantes capazes de elevar de forma artificial a energia dos competidores. O jogo sujo tem nome inglês. É doping.