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Izalci Crédito: Minervino Junior/CB/D.A Press Izalci

“Queremos exterminar o comunismo no Brasil”, afirma Izalci, ao declarar apoio a Ibaneis

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Segundo candidato mais votado para o Senado no DF, tucano optou por apoiar o advogado Ibaneis Rocha (MDB) na corrida ao Buriti para afastar a esquerda do poder

 

JÉSSICA EUFRÁSIO

Eleito pela primeira vez para o Senado Federal, o deputado federal Izalci Lucas (PSDB) anunciou que apoiará a candidatura de Ibaneis Rocha (MDB) ao cargo de governador do Distrito Federal. A escolha decorreu de tratativas entre os dois políticos e será homologada em reunião da executiva regional do PSDB na noite desta terça-feira (9/10).

 

Ibaneis e Izalci se encontraram para negociar a defesa de projetos apresentados pelo tucano quando ainda era pré-candidato ao Buriti. No encontro, o emedebista se comprometeu a levar adiante propostas do plano de governo de Izalci em áreas como segurança pública, saúde e desenvolvimento tecnológico no DF.

 

Em entrevista ao Correio, Izalci afirmou que tem boa relação com o advogado e que o considera uma pessoa preparada. Após a saída de Alberto Fraga (DEM) da disputa pelo Executivo local, o deputado federal decidiu se aproximar do emedebista, mesmo sem que os dois compartilhassem a mesma coligação. Izalci aproveitou para reforçar que nunca cogitou defender a candidatura do adversário de Ibaneis, Rodrigo Rollemberg (PSB).

 

“O atual governador tem uma rejeição muito grande. Ele não cumpriu o que prometeu e apoiamos na outra campanha e não tem muita credibilidade”, criticou. Izalci comenta ainda que o socialista chegou a telefonar na segunda-feira (8), mas o tucano optou por ignorar as ligações. “Não retornei porque não tenho nenhum interesse em apoiá-lo”, reforçou.

 

A escolha por Ibaneis também teve fundo ideológico, de acordo com o recém eleito senador. “Muitas das nossas ideias e negociações de composição de campanha são parecidas. Nossa afinidade é maior. O Rollemberg é muito ligado à esquerda, sempre trabalhou com o PT, sempre foi socialista. Nós queremos exterminar o comunismo e o socialismo no Brasil. Então, quanto mais distante desse governo (estivermos), melhor”, afirmou o deputado.