Operação Invoice
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Presos donos de supermercados suspeitos de usar empresas de fachada para sonegar impostos no DF

Publicado em CB.Poder

ANA MARIA CAMPOS

Enquanto o Governo do Distrito Federal (GDF) padece com a falta de recursos para investimentos em áreas fundamentais e para reajuste de salários de servidores públicos, uma organização criminosa se especializou em fraudar o Fisco na capital do país e em embolsar dinheiro de impostos que deveriam ser repassados aos cofres públicos.

É o que aponta investigação conduzida pela Divisão de Repressão aos Crimes contra a Ordem Tributária (DICOT), subordinada à Coordenação Especial de Combate ao Crime Organizado, aos Crimes contra a Administração Pública e contra a Ordem Tributária (CECOR). Com autorização da 1ª Vara Criminal de Samambaia, foi deflagrada nesta manhã (06/07) a Operação Invoice, com a prisão preventiva de nove pessoas, entre as quais os donos e funcionários das redes de supermercado Superce e Veneza. A Justiça decretou o bloqueio dos bens no valor de até R$ 12,1 milhões, prejuízo estimado aos cofres públicos.

Entre os suspeitos que deverão ser presos, estão também o dono de uma agência de automóveis, supostamente usada para lavagem de dinheiro, e os empresários que se especializaram em montar empresas que duram apenas até a Secretaria de Fazenda descobrir a fraude e cobrar o recolhimento dos impostos devidos. O esquema funciona da seguinte forma: uma empresa é criada em nome de laranjas, pessoas sem patrimônio suficiente para sofrer uma execução fiscal futura, e passa a intermediar a compra de produtos em outros estados para serem vendidos por mercados do DF.

A empresa se torna a responsável pelo recolhimento dos impostos envolvidos na transação comercial. Na prática, no entanto, cabe a ela apenas emprestar o nome para a emissão das notas fiscais. A compra dos produtos é um negócio entre os atacados e os supermercados. Mas todos saem ganhando, os empresários que sonegam impostos e a firma intermediária que cobra uma comissão. Só perde o contribuinte que paga seus tributos em dia.

Os policiais civis também cumprem mandados de busca e apreensão em 21 endereços, entre os quais as casas e escritórios dos envolvidos. Parte dos bens em poder dos investigados também será recolhida e ficará indisponível até que os prejuízos aos cofres públicos sejam ressarcidos. Na lista, há, por exemplo, um corvette, duas BMWs, uma motocicleta Harley Davidson e uma lancha.

A investigação tem entre os alvos a empresa IASS Distribuidora e Logística Ltda,  que, de acordo com a Polícia Civil, foi criada com o único propósito de fraudar a Receita. Segundo a DICOT, a empresa não tem estrutura para suportar as movimentações que apresentam em notas fiscais emitidas e recebidas. Com sede em Samambaia Sul, a empresa possui um capital social de R$ 100 mil, incompatível com a movimentação declarada. Entre 2016 e 2017, recolheu menos de R$ 5 mil em impostos, segundo dados da Secretaria de Fazenda. Mas emitiu milhares de notas fiscais de compras em atacados. 

A Operação Invoice apura a prática de crimes de organização criminosa, sonegação tributária e lavagem de dinheiro. Entre os empresários que tiveram a prisão preventiva decretada, está Hélio Felis Palazzo, apontado como um dos proprietários das redes de supermercado Supercei e Bellavia. Também deve ser preso o gerente de compras da rede, Angelo Balsanulfo de Oliveira, e Pedro Henrique Briere, vinculado ao Grupo Veneza.

 

  • Marcvs Antonivs

    Brasileiro sendo brasileiro e a corrupção só está no governo…

  • Francis Costa

    O problema da sonegação fiscal é comum. Quando se faz uma consulta médica em pequenas clínicas médicas, a consulta com nota fiscal custa um valor X. Sem a nota fiscal custa X – 50 reais. Outros pequenos negócios também fazem o mesmo. Alegam que o caixa está sem conexão com a internet ou outro problema técnico qualquer e dizem que naquele momento da compra não podem emitir a nota fiscal. Pedem o endereço de e-mail e nunca enviam a nota. O mesmo ocorrem com diversas compras (não todas) feitas no Mercado Livre onde só é enviado um documento de descrição do conteúdo.

  • valdemir

    O Brasil, é um pais que trabalha para prender e soltar bandido. Mas como mudar as leis, se somos governados pelos próprios bandidos ?

  • KIRDOUSAN

    Por favor, começou a matéria de maneira errada e sem conhecimento de causa. Dizer que o governo padece de recursos foi demais.😏

  • Marcus Soares

    Não seria Supercei? E eu pergunto: qual empresário aqui em Brasília não sonega impostos? E os trouxas dos pobres votando nesses merdas para eles, além de sonegarem, ainda receberem dinheiro dos impostos dos idiotas.

  • filomena seiffert

    Quantas pessoas honestas existem no Brasil?

    • Eli Cravo

      Uma; vc.

  • Marcelo Marinho

    Fico estarrecido com a matéria sem pé nem cabeça…. Capital social não tem nada a ver com transações financeiras e nem sobre o lucro apurado com a compra e venda…Esta diferença é que se paga o imposto… Além do GDF fazer caça as bruxas por aqueles que não o apoiaram financeiramente….
    Qto ao GDF padecer de recursos significa que ele não tem uma gestão competente suficiente e a maquina publica ( funcionários ) é incompetente demais para até para ser privatizada…… Qdo ao atual governo que cancelou a substituição tributária , esta seria a solução dos problemas pois o imposto já viria destacado na origem…. Então srs jornalistas aprendam a escrever e não publicar tendencias criticando quem gera empregos neste pais que é o setor produtivo…. Só a legislação do maldito ICMS tem milhares de artigos e normas que ninguém consegue entender…Nem a própria receita… Punição aos culpados mas parem de escrever asneiras penalizando o setor..

  • Celso

    A sumula 24 do STF impõe como condição de procedibilidade da ação penal nos crimes de sonegação fiscal a decisão administrativa definitiva. Esta discussão administrativa demora muitos anos. E neste ínterim, o governo lança os programas de regularização de débitos, conhecidos como Refaz ou Refiz, com anistia de multa e juros de mora. Ou seja, o empresário vai pagar os impostos devidos muitos anos depois apenas com a correção monetária. Está tudo errado. Isso é um incentivo à sonegação. Ainda mais, alguns empresários lançam os impostos a pagar como despesa, mas não pagam, investem estes recursos da sonegação em outros empreendimentos, ou seja, cometem o crime de lavagem de dinheiro. Alegam que criam empresas e empregos, o que é louvável até certo ponto porque visam apenas o lucro, porém entre as prioridades da administração pública existem outras como a educação, a saúde, a segurança pública, e quem decide as prioridades da administração pública é o chefe do poder executivo.

  • Call

    Imposto é roubo! Ainda existem alguns heróis que fogem da espoliação estatal.

  • Marcelo Marinho

    escrevi um comentario e nao publicaram…
    Viva a midia democratica