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Fraga Credito: Barbara Cabral/Esp.CB/DA.Press Fraga

Cooperativa que teria repassado propina a Fraga é considerada inidônea pelo governo Ibaneis

Publicado em CB.Poder

Coluna Eixo Capital/Por Ana Maria Campos

O governo declarou a idoneidade da Cooperativa dos Profissionais Autônomos de Transporte Alternativo do Gama (Coopatag). A entidade ficará proibida de contratar com a administração pública em todos os poderes do Estado, pelo prazo de dois anos. A Coopatag esteve no centro de um escândalo de cobrança de propina de cooperativas de micro-ônibus, em 2009, na gestão do então secretário de Transportes Alberto Fraga.

Baixo desempenho

Na justificativa, o secretário de Mobilidade, Valter Casimiro, explica que a cooperativa descumpriu o contrato em razão de baixo desempenho e ineficiência. No processo em que foi condenado a seis anos e oito meses de prisão, o ex-deputado Alberto Fraga aparece, em conversas interceptadas na investigação, com autorização judicial, reclamando de receber menos propina que subordinados. A permissionária teria entrado em operação, segundo a denúncia, depois de pagar R$ 200 mil. Fraga nega a acusação.

Revitalização na pauta

Um dos projetos de maior interesse do setor produtivo de Brasília, de revitalização do Setor de Indústrias Gráficas (SIG), será debatido em audiência pública no próximo dia 3. A proposta do Executivo prevê a flexibilização dos usos no SIG, permitindo atividades como comércio, serviços e uso institucional.

Reestruturação da Polícia Civil em estudo

O diretor-geral da Polícia Civil do DF, Robson Cândido, criou uma comissão para apresentar um projeto de reestruturação da Polícia Civil. A ideia é adequar os departamentos, diretorias, coordenações e delegacias ao que determina o Supremo Tribunal Federal (STF). Os ministros exigem que a estrutura seja definida por lei federal, uma vez que a segurança pública do DF é vinculada à União. De carona nessa discussão, muitas mudanças podem ocorrer, com fortalecimento de algumas áreas.

Por onde anda?

O ex-presidente da Câmara Legislativa Joe Valle tem investido todo seu esforço para ampliar os negócios. Sem mandato, o ex-deputado distrital se dedica à Malunga, empresa destinada a produtos orgânicos. Um novo mercado foi inaugurado ontem no Sudoeste.

Paula Belmonte: “Não tenho político de estimação”

A deputada Paula Belmonte (Cidadania/DF) garante que, se a eleição fosse hoje, não apoiaria o senador Izalci Lucas (PSDB/DF) como candidato ao Palácio do Buriti. “Mesmo meu marido sendo o suplente (do Izalci) não temos nenhum tipo de expectativa e principalmente não apoiaremos alguém com atitudes que não correspondam ao que julgamos não ser a melhor para a cidade”, afirma Paula. “Meu marido é totalmente independente e não tenho amigo e muito menos político de estimação”. O advogado Luiz Felipe Belmonte, marido de Paula, será senador por quatro anos se Izalci for eleito governador em 2022. Na mudança de comando do Ministério da Educação, quando Izalci teve o nome cogitado para o cargo, Belmonte chegou a comentar com pessoas próximas que a chance de assumir o mandato era real.

Sobre Flávia Arruda: “Não fico na bajulação só porque o marido dela ainda é um homem influente”

Sobre o clima de rivalidade com a deputada Flávia Arruda (PR/DF), Paula Belmonte explicou que houve uma interpretação equivocada por parte da parlamentar, mulher do ex-governador José Roberto Arruda, o que teria causado um distanciamento entre as duas. “A situação com a Flávia não tem nada a ver com as eleições de 2022, até porque posso também querer concorrer ao governo”, disse Paula. “O temperamento dela não é fácil, arrogante, e eu não fico na bajulação, só porque o marido dela ainda é um homem influente. Como falei, eu sou totalmente independente”, acrescentou a deputada em mensagem à coluna.

Só papos

“Sobre o COAF, nunca fiz a permanência dele no MJSP uma questão pessoal. Defendi a medida para fortalecer o combate à corrupção, à lavagem de dinheiro, ao crime organizado e ao financiamento ao terrorismo”

Ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro

“O COAF sempre funcionou bem no antigo Ministério da Fazenda. Desde que o atual Ministério da Economia assegure a autonomia do órgão, não vejo diferença para seu funcionamento em que ele lá permaneça ou vá para o Ministério da Justiça. Parece-me indiferente para sua eficiência”

Procurador regional da República Wellington Saraiva