Mané Garrincha
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Com assinatura de contrato de concessão, Estádio Mané Garrincha é entregue à iniciativa privada

Publicado em CB.Poder

Helena Mader
Construído para a Copa do Mundo de 2014 com investimento público de R$ 1,6 bilhão, o Estádio Nacional Mané Garrincha está oficialmente sob a responsabilidade da iniciativa privada. O governador Ibaneis Rocha e representantes do consórcio vencedor da licitação assinaram nesta sexta-feira (26/07) o contrato de concessão pública do complexo esportivo conhecido como Arenaplex. Além do Mané, os empresários vão administrar o Ginásio Nilson Nelson e o complexo aquático Cláudio Coutinho. 

O consórcio BsB Boulevard, Show e Bola, composto pelas empresas RGND Consultoria de Negócios e Arena do Brasil, foi o único interessado na concessão pública e, depois de contestações do Tribunal de Contas do DF, acabou habilitado pela Terracap no começo de junho. Com a assinatura do contrato, haverá uma operação assistida da Terracap com o consórcio durante um prazo de seis meses. A concessão do Mané Garrincha à iniciativa privada tem duração de 35 anos. 

A proposta vencedora prevê o pagamento do valor anual de R$ 5.050.000,00 ao governo, além do repasse de 5% do faturamento líquido. Com a concessão do complexo esportivo à iniciativa privada, o governo vai economizar quase R$ 10 milhões por ano. Esse é o custo de manutenção do Mané Garrincha, do ginásio e do Claudio Coutinho. 

O contrato de concessão prevê a construção de um boulevard na área, com lojas, cinemas, teatros, restaurantes e academias de ginástica. O representante do consórcio Arena BsB, Richard Dubois, anunciou a realização de um concurso público de arquitetura para a escolha do projeto do boulevard. “Essa área será a grande praça de Brasília. Tudo vai respeitar o tombamento e as normas de ocupação. Nosso projeto prevê somar e nunca contrapor ou violentar o conjunto urbanístico de Brasília”, garantiu Dubois. 

Participaram da cerimônia de assinatura do contrato representantes de times brasileiros como Flamengo, Corinthians e Botafogo. As empresas do consórcio administram 18 arenas no mundo, como a de Amsterdã. 

O governador Ibaneis Rocha destacou o potencial do projeto para fomentar o turismo na cidade e a geração de empregos. “Brasília vai gerar interesse no futebol, na área dos shows, dos esportes. Vamos transformar Brasília no maior polo turístico do Brasil, da América Latina, quiçá do mundo, e com a arrecadação de impostos vamos conseguir suprir as necessidades da população”, afirmou Ibaneis.