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Crise científica no Amazonas.

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Os dois principais problemas que o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e o Museu Paraense Emilio Goeldi está na redução de seus orçamentos nos últimos anos e no corte de bolsas de pós-graduação e a diminuição de pesquisadores ativos.

A falta de abertura de novos concursos para preencher a imensa quantidade de vagas e a perda de ótimos pesquisadores que se aposentam gere um déficit de conhecimento gigantesco.

Nos últimos dez anos as instituições perderam valores no orçamento anual. Em 2017 os valores foram de reduzidos de R$ 12,6 milhões para R$7,4 milhões.

Hoje os números mais recentes apontam a redução de 516 para 158 cientistas no instituto de pesquisa Inpa. Com isso, mestrandos e doutorandos criaram o movimento “Salve o Inpa” com manifestações em setembro para alertar os problemas vividos pelo corpo acadêmico.

O Museu Paraense existe há 153 anos em Belém, e foi a primeiro polo de estudo científico da Amazônia. Está entre os maiores museus brasileiros e tem impacto direto para um olhar para a conservação da Amazônia.

Entre seus pilares está a pesquisa e compreensão das complexidades da biodiversidade e relações ecológicas, além de estudos das ações antrópicas no local. O museu conta com 19 coleções científicas e mais de 4 milhões de itens no seu acervo.

Ao compartilhar conhecimento, o museu proporciona que pessoas de origens diferentes e classes opostas possam comungar da mesma ciência e assim reflitam sobre a riqueza da sociobiodiversidade amazônica e a importância do valor coletivo para sua conservação.