amazonia-desmatamento-2017-5536 (Bruno Kelly/Reuters)

As queimadas na Amazônia podem estar vinculadas ao desmatamento.

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O argumento defendido de que os focos de incêndio na região Norte do Brasil esse ano seria algo natural, para muitos contraria a relação direta com o desmatamento. Para Uma análise climática do INEP registra que até o mês de agosto o período de estiagem está mais amena em comparação a anos anteriores, onde os focos de incêndio foram menores.

Os municípios que apresentaram os maiores números de casos de foco de incêndio também lideram com os maiores registros de desmatamento. Somados, correspondem a 37% dos focos e 43% do desmatamento. O que sinaliza uma limpeza nas áreas que sofreram desmatamento recentemente.

Os municípios mais afetados são: Apuí (AM), Altamira (PA), Porto Velho (RO), Caracaraí (RR), São Félix do Xingu (PA), Novo Progresso (PA), Lábrea (AM), Colniza (MT), Novo Aripuanã (AM) e Itaituba (PA).
Os dados sobre o desmatamento são do SAD – Sistema de Alertas de Desmatamento que pertence ao instituto Imazon utilizando o satélite AQUA que é o mesmo usado como referência pelo INPE. Já os números sobre o tempo de estiagem nesses municípios foram divulgados pela CHIRPS, situada na Universidade da Califórnia.

Juntando os dados, chegamos a constatação de que a Amazônia está queimando mais nesse ano e a seca não é uma das responsáveis por isso. A dinâmica para “limpar” um espaço em uma floresta começa com a derrubada da mata, e 2 meses depois é ateado fogo no local para abrir os “campos limpos”.Logo, é diretamente proporcional o aumento das queimadas associado aos elevados registros de desmatamento esse ano.