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Por que o Sarampo está voltando?

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É bem provável que os EUA tenham neste ano o maior número de casos de sarampo desde 2000, ano em que havia declarado a erradicado oficialmente.O sarampo tem um poder de contágio gigantesco, mas a quantidade de contágios estava em uma decrescente ao longo dos anos. Mas o que pode ter aumentado o número de surtos no último ano?

O sarampo é uma das doenças mais contagiosas do mundo, mas até pouco tempo atrás o número de casos vinha caindo. Países como México e França tiveram surtos esporádicos, mas devido a falhas de imunização (vacina).

O sarampo é uma doença com baixa gravidade, podendo em alguns casos levar a complicações como inflamação, pneumonia e meningite.Comparado a outras doenças, o sarampo tem baixos registros históricos . Em 2017 os casos registrados foram de 31% com 110 óbitos em todo o mundo. Com base nos dados da Unicef, 98 países tiveram aumento de sarampo no ano de 2018, sendo a maior concentração em 10 países.

O sarampo teve sua diminuição graças aos bens sucedidos programas de vacinação. Esse número caiu nos anos 80 graças a ampliação do uso das vacinas, levando a erradicação em alguns países.
Em 1967 na Inglaterra, antes da vacina ser introduzida, houve 500 mil casos com 99 mortes. Em 30 anos esse número foi reduzido para 56 casos e nenhuma morte.

A chamada “imunização de rebanho” que previne o aumento dessa doença e consequentemente que se espalhe. Os locais onde ocorreram os surtos foram em áreas onde não ocorreram a imunização suficiente. Além do movimento antivacinação ter aumentado consideravelmente. Chamados de “antivaxxers”, mesmo com as imensas comprovações científicas de que a vacinação é positiva, esse grupo acredita que as vacinas possam ser prejudiciais e não eficientes. Várias teorias de conspiração sobre o governo e a indústria farmacêutica fomentam o discurso desse grupo contra as vacinas.

Surgiu no Reino Unido um temor sobre a capacidade de segurança da vacina contra caxumba, sarampo e rubéola (tríplice viral) apresentando por uma pesquisa que acabou sendo comprovada a falsidade das informações. O que não impediu o impacto negativo.

Muitos adolescentes que no período de 2004 a 2009 não tomaram as vacinas, hoje estão pegando sarampo, assim como o aumento dos surtos de rubéola. Nos estágios iniciais da gravidez, a rubéola pode ser muito agressiva, causando problemas cardíacos, de visão, aprendizagem e audição no bebê.

Na Ucrânia ocorreu uma morte de um adolescente após ele se vacinar contra sarampo, que levou ao abalo da confiança da população na vacinação. Mesmo comprovado que a morte não tinha nenhum vínculo com a morte do rapaz, o governo se viu obrigado a interromper a campanha de vacinação. Já em 2016, levada à crise política e corrupção na secretaria de saúde ucraniana, os índices de vacinação caíram ao ponto de apenas 1 em cada 3 crianças até 6 anos serem vacinadas.

Uma das formas de amenizar é ter uma abordagem positiva e acessível para evitar futuros surtos. Ter um número de vacinas suficientes e um serviço de saúde bem organizado e de fácil acessibilidade, aumentando a confiança da população na vacinação.