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Por que conseguimos beber leite depois de adultos?

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Os leites alternativos estão sendo produzidos utilizando sojas e amêndoas com maior frequência. Muito apreciado por veganos, que excluem da alimentação qualquer alimento de origem animal, e por pessoas que possuem alergias ou intolerância a lactose.

A relação do ser humano com leite animal é antiga, tendo muitos altos e baixos .
Se pararmos para pensar, o leite é algo no mínimo estranho para se beber. Uma substância produzida por uma vaca ou outro animal (mamífero) para alimentar os seus filhotes.

Mas não é uma prática comum no mundo. No começo do século XI, a China realizou uma campanha a nível nacional para incentivar o consumo de leite e derivados no país. Seria como se hoje no Brasil o governo promovesse o consumo de ratos grelhados, por exemplo.

A campanha chinesa que superar as suspeitas, principalmente dos chineses mais velhos e conservadores. O fato de saber que o queijo é um leite “estragado”ainda causa enjoo a muitos chineses.

Considerando nossa história iniciada há 300 mil anos, ingerir leite tem cerca de 10 mil anos. Os primeiros a tomar leite foram os agricultores e pastores da Europa Ocidental, os primeiros humanos a terem animais domésticos, incluindo as vacas.
O leite possui um açúcar próprio chamado lactose, que é muito diferente do açúcar produzido pelas frutas ou alimentos sintéticos (doces). Quando nascemos, nosso organismo produz uma enzima chamada lactase, que é responsável pela digestão da lactose do leite materno. Após sermos desmamados na infância, algumas pessoas param de sintetizar essa enzima.

A falta de lactase faz com que a lactose não seja quebrada e causa a produção de gases, cólicas intensas e diarreia.
Se comparamos com outros mamíferos, a lactase não está presente nos adultos. As vacas adultas, por exemplo, não possuem lactase ativa, nem nos cães ou gatos.
Os primeiros europeus que continuaram a tomar leite provavelmente sofreram com gases e dores abdominais, mas graças a eles a evolução ocorreu, e a lactase que antes se tornava inativa no organismo, permanecia ativa. Essas persistência à ingestão de lactose fez com que uma mutação no gene responsável pela produção de lactose ocorresse na fase adulta.
Chamado de alelo da lactase, surgiu na Europa a mais ou menos 5 mil anos. Hoje no norte da Europa já temos 90% de pessoas portadoras desse alelo persistente. Já na África quase todos os habitantes não possuem essa resistência.

Mas, essa ingestão de lactose foi positiva?

A resposta é sim! O leite forneceu as pessoas uma nova fonte de nutrientes, diminuindo a fome. A ação do leite é considerado benéfica ao sistema imunológico.
Com base no relatório apresentado em 2018 pela IFCN, organização especializada em pesquisas lácteas, a produção de leite bovino tem aumentado desde 1998.
Essa mesma pesquisa aponta que os leites alternativos não são substitutos naturais comparado a de origem animal.
Chamada de “dieta planetária”que tem o objetivo de diminuir os impactos no meio ambiente, reduzindo também o consume de carne vermelha.

Resumindo: O leite continua em alta!