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Transplante contra a Infertilidade.

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O Hospital das Clínicas em São Paulo nos próximos meses irá realizar um transplante de útero de doadoras mortas em duas mulheres com idade entre 30 3 35 anos e tentarão engravidar. O primeiro transplante, realizado há 15 meses, desse tipo foi realizado pela mesma equipe de Gastroenterologia da USP. Hoje com 1 ano, a menina e a mãe estão saudáveis. Esse transplante utilizando uma doadora morta foi o primeiro a dar certo no mundo, depois de 10 tentativas nos Estados Unidos, República Checa e Turquia.

Já com doadoras vivas houve 39 transplantes, tendo nascidos 11 bebês vivos. O intuito é que esse procedimento possa ser legitimado pelo sistema público de saúde como alternativa para infertilidade que atende entre 10% a 15% das mulheres no Brasil.

A mulher que passou pelo procedimento pela USP em setembro de 2016 não possuía o órgão devido uma síndrome de Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser, mesmo assim os ovários produziam óvulos. A doadora do útero tinha 45 anos, e faleceu devido uma hemorragia cerebral. Ela havia tido três filhos de partos naturais. A receptora do útero menstruou pela primeira vez 37 dias após recebe-lo, e engravidou 2 meses depois por transferência do embrião.
Uma das principais análises desse procedimento foi mostrar que o embrião pode ser inserido antes do transplante do útero completar 1 ano, tempo esperado pelas equipes que utilizam doadoras vivas. A redução dos custos e medicamentos são apontados como fatores positivos pela equipe da USP.

Após o parto, por cesariana, o útero foi retirado para que a mulher não necessitasse mais dos medicamentos imunossupressores e pudesse amamentar. Devido ao fato do útero ser um órgão muito resistente, podendo se manter saudável por até oito horas após retirado da doadora, quase o triplo de tempo do coração.