20180903080307124466o (foto: CARL DE SOUZA/AFP )

A Ciência em cinzas.

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Perdemos o maior museu de história natural da América Latina. Com um acervo de 20 milhões de peças, o Museu Nacional, que chegou a ser residência da Família Imperial quando o Brasil ainda era uma colônia há exatamente 200 anos, tinha como objetivo disseminar o conhecimento sobre o estudo de Ciências pelo Brasil. Ele recebe o nome de “Museu Nacional” em 1889 com a proclamação da República.
Grande parte da coleção foi reunida durante a regência do Império no Brasil. Tanto Dom Pedro II, como sua mãe, a Imperatriz Leopoldina, tinham grande interesse pelo colecionismo e pelo estudo das Ciências Naturais. As peças etnográficas originadas das Ilhas de Sandwich, assim como as múmias era de grande valor histórico.
Espécies geológicas, mineralógicas e zoológicas recolhidas por diferentes naturalistas estrangeiros no Brasil também estavam ali reunidas.
Entre os objetos mais valiosos do museu, estava o fóssil mais antigo da América Latina, conhecida como “Luzia”c com quase 12 mil anos.
Abrigava o Centro de Documentação de Línguas Indígenas (CELIN), especializado na documentação de materiais linguísticos textuais e sonoros das diferentes línguas indígenas e variações do português do Brasil.
Desde 1946 o Museu Nacional estava associado à UFRJ, onde oferecia cursos de pós-graduação.
Perdemos nossa história…perdemos nosso futuro…