memoriainstitucional_proj Imagem: Eliana Rezende

Por que não lembramos do nosso nascimento?

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Até onde alguém consegue se lembrar de eventos passados em sua vida varia de uma pessoa para outra, mas uma lembrança real e consciente dos acontecimentos antes do segundo ano de vida é quase inviável. E, do próprio nascimento, então, quase impossível. Os cientistas explicam que, no instante do nascimento, ainda há poucas estruturas cerebrais formadas. Além disso, as lembranças também parecem estar muito associadas à aquisição da fala. Alguns experimentos permitiram demonstrar que, mais tarde da vida, lembra-se apenas daquilo para que, no momento da vivência, já existiu uma palavra.

E o que é déjà- vu?

É bem provável que a maioria das pessoas já tenha passado por isso: em uma situação nova, tem-se a impressão de já se ter vivido exatamente a mesma coisa. Em geral, esta sensação dura apenas um instante Não só  os esotéricos como também os pesquisadores consideram indiscutível a existência das experiências déjà – vu ( do francês “já visto”). Mas, enquanto os esotéricos costumam interpretar esse fenômeno como resquícios de lembranças de uma vida passada, para os pesquisadores do cérebro as experiências déjà – vu são uma espécie de falha de regulagem do cérebro. Ainda não se sabe exatamente como isso ocorre. Uma teoria científica sugere que, nas vivências, o cérebro vasculha o arquivo de memórias do hipocampo à procura de lembranças similares. E então pode acontecer  de não existir uma lembrança condizente, mas esta ser informada por engano. Daí a sensação de já ter visto algo, apesar de não ser verdade.