Entrevista com o público no show do Natiruts.

Publicado em

No último sábado (02/06) ocorreu no Parque da Cidade o show de lançamento do novo CD da banda Natiruts, Índigo Cristal. Fundada no ano de 1996 e vencedora do Grammy Latino em 2013, a banda conta com Alexandre Carlo nos vocais, Luís Maurício no baixo, Kiko Peres na guitarra, Pedro Mamede na bateria, além dos músicos de apoio.

Estive presente para entrevistar o público e saber como as músicas do Natiruts podem ser vistas com ferramentas educativas.

Veja alguns relatos:

Marcello Sampaio (23 anos) relata que começou a ouvir o Natiruts com os primos mais velhos. A batida do reggae sempre o encantou. “Quando tinha aula de filosofia sempre me lembrava das letras da banda que remetem a uma busca do estar bem consigo mesmo”.

Alinne Cardoso (19 anos) diz que as pessoas ainda têm certos preconceitos com o reggae devido a sua origem mais humilde. E que nos tempos de hoje, com a realidade a qual vivemos no Brasil, as músicas do Natiruts servem para refletirmos sobre nossa postura com o meio social e como estamos contribuindo para o progresso do país.

José Almeida (35 anos) aponta que as letras do Natiruts são aulas de história ao relatarem a luta do negro por igualdade. “Falar de Liberdade com tamanha maestria é algo que requer um estudo aprofundado. Acho que as letras poderiam ser trabalhadas nas aulas, o que deixaria mais interessante o despertar para o conhecimento.

Raíssa Milhomens (22 anos) “O discurso do Alexandre (vocal) é muito coeso! Ele sabe usar o espaço do palco para dar uma aula de ética e moral. Não aprendemos só na sala de aula. O camarada que vem ao show busca o novo, e quando ele entende que a música não é só um monte de palavras com fundo musical, ele começa a ver que existe um objetivo…uma mensagem a ser passada”.

Fanuel Lima (22 anos) “Minha mãe achava que o Natiruts era uma banda de RAP. Tive que sentar com ela e mostrar as diferenças entre o reggae e o Rap. Parando para ver, acabei dando uma aula para ela (risos). O reggae tem uma “vibe” que nenhum outro estilo tem”.

Rogério Duarte (30 anos) diz que na letra da música “Naticongo” tem uma parte que é associada sobre à escravidão : “Se ajoelhou como um servo pela primeira vez, dizendo já sofrer demais…sem eles não teria paz pra acreditar…”

Bárbara Rodrigues (24 anos) “Se toda aula começasse com uma música do Natiruts, tenho quase certeza que haveria mais harmonia dentro de sala”.

 

Agradecimentos ao Ivan Carlos e a Objetiva Assessoria .